Destinos Traçados
8 Capítulo 8 -Discussões a Parte
Notas iniciais
Mal acordei e já podia ouvir uma gritaria no corredor. E com muita paciência, fui perguntar o que é que estava acontecendo. Abri um pouco a porta do meu quarto e dei de cara com o Ed fazendo o maior escândalo e a Winry quase o matando. Tentei perguntar calmamente duas vezes, quando não me ouviram, minha calma foi pro espaço.
-MAS O QUE QUE TA HAVENDO AQUI? SERÁ QUE ESSE LUGAR VIROU UM HOSPÍCIO AGORA?
-A CULPA NÃO É MINHA. ESSA LOUCA AI TA QUERENDO ME MATAR. -Ed tentou se defender.
-Não quero saber de quem é a culpa. Quero que os dois peçam desculpas para o outro agora mesmo. -eu mandei.
-MAS POR QUE EU TENHO QUE FAZER ISSO? -perguntou Winry.
-Porque eu to mandando. E PAREM DE GRITAR UM COM O OUTRO. -eu disse.
-Tá, desculpa. -os dois falaram ao mesmo tempo. Nesse meio tempo, o resto do pessoal, exceto o Al, já tinha acordado e estava nos observando.
-Não é só pedir desculpas não. Se abracem para poderem sentir que estão realmente arrependidos de estarem brigando um com o outro. -ouvi uns risos atras de mim, mas nem liguei. Eu também estava com vontade de rir.
-Tá bom. -os dois disseram ao mesmo tempo de novo e se abraçaram. Permaneceram desse jeito por um tempo, depois se soltaram e ficaram se encarando. Essa era a chance que eu esperava, mas não fiz nada, só perguntei.
-Ta esperando o que Ed?
-Como assim? -ele me perguntou sem tirar os olhos da Winry.
-Mas será possivel. -Jenny disse e veio para o meu lado. -Se não fizer isso agora, nós é que vamos. -ela ameaçou.
-Do que elas tão falan... -antes que a Winry pudesse terminar, Ed a beijou, mas bem de leve. Tinha medo da reação dela. Winry depois de dois segundos, percebeu o que estava acontecendo e correspondeu ao beijo. Ficaram assim por muito tempo, até que o ar deve ter acabado e se soltaram vermelhos.
-Bem, isso foi melhor do que eu imaginava. -eu disse.
-Concordo com você. -disseram meus amigos.
-Agora só falta espera o Al acorda para podermos andar pela Central. -eu disse.
-Letícia... -Winry começou.
-Hum? -perguntei.
-Onde aprendeu a parar brigar desse jeito? -ela me perguntou. Eu, Jenny e Rafael começamos a ri.
-Ta legal gente, já chega. -falei tentando me controlar e continuei. -Foi com um professor nosso. Toda vez que dois ou mais alunos estavam brigando, ele parava a aula e mandava eles fazerem essas coisas na frente da turma.
-Ele já fez isso com vocês? -Ed perguntou.
-Comigo e com o Rafael não, mas com a Letícia, acho que foram umas três vezes. -Jenny disse.
-Ok, chega de papo e vamos logo passear por ai. -Carol disse.
-Você não quer passear por ai. Quer mesmo é encontrar o Envy pra ficarem se beijando. -Rafael disse e, antes que a Carol fosse matar ele, eu a interrompi
-Gente, esqueceram? Falta o Al. -pela cara que a Jenny e a Carol fizeram depois que eu acabei de falar sobre o Al, boa coisa elas não iam dizer.
-Por que você não vai lá no quarto dele e o acorda? -sugeriu Jenny.
-É, assim quando você o acordar, nos encontramos no Quartel General ok? -perguntou Carol e nem esperou pela minha resposta. Ela e Jenny puxaram os outros e foram correndo pro quartel. Suspirei e fui acorda-lo logo.
Quando parei em frente a porta do quarto dele e do Ed, bati de leve e como não obtive resposta, entrei e a fechei rapidamente. Estava muito escuro e tentei achar o interruptor, mas não consegui. Por sorte eu conseguia ver um pouco as coisas e avistei a janela com a cortina fechada. Fui caminhando até lá e a abri um pouco. Pude ver que ele não estava na cama e quando ouvi um barulho de água, conclui que estava no banheiro. Fui me sentar em uma das camas, que parecia ser a dele, e fiquei esperando.
Depois de alguns minutos, ele saiu de lá só com uma calça e enxugando o cabelo. \"Nossa, ele fica lindo assim.\" pensei e fiquei vermelha de imediato. \"Eu não posso ficar pensando essas coisas.\" me repreendi. Ele tinha notado que eu estava ali e perguntou:
-O que está fazendo aqui? -percebi que virou a cara depois da pergunta.
-É que o pessoal já foi pro Quartel General e me pediram pra te acorda, mas como não estava na cama, eu fiquei esperando você aparecer. Mas não se preocupe, já estou saindo. -eu disse isso rapidamente e fui caminhando pra porta, mas ele me impediu.
-Pode ficar aqui se quiser.
-Não se preocupe, já estava saindo mesmo. -abri a porta e quando estava do lado de fora, eu praticamente a bati com um pouco de força. Fui correndo pro meu quarto e quando cheguei, me joguei na cama. \"Ai, que droga. Essa imagem não sai da minha cabeça\" pensei me lembrando do que tinha visto a um minuto atras. Não sei por quanto tempo fiquei assim, mas quando ouvi uma leve batida na minha porta, que estava aberta, me levantei da cama e fui pra onde o Al estava.
Fomos andando até o Quartel Central em silencio, quando estávamos perto da sala do Mustang, ele me perguntou:
-Tem alguma coisa errada?
-Não. Por que a pergunta?
-Por nada não. -ele respondeu. Chegamos na sala do Roy e entramos. Dessa vez também estavam os subordinados dele e parecia que todos estavam trabalhando, mas quando nos ouviram, pararam com o que estavam fazendo e ficaram nos observando, menos a Riza, pois ela é responsável. Depois de um tempo, Roy falou:
-Alphonse, seu irmão esta ali fazendo relatório e você também vai ter que fazer.
-Sim senhor. -e Al foi pra junto de seu irmão.
-Quanto a você Letícia. -Roy continuou. -Você pode ficar aqui e contar a história de vocês ou dar uma volta pela cidade e depois me contar a história.
-Por que quer saber tanto sobre nós? -perguntei irritada.
-Ora, sou um alquimista, esqueceu? Assim como o baixinho e o Alphonse, também quero saber sobre certas coisas. E alem disso, seus amigos me prometeram de que você iria me contar tudo. -ele respondeu com um aquele sorriso sínico no rosto. Resolvi contar de uma vez. De um jeito ou de outro eu iria ter que fazer isso. Quando terminei, o Havoc disse:
-Nossa, mas que roubada que você os meteu.
-É, estou me culpando até agora. -eu disse com um olhar triste.
-A culpa não é dela. Eles vieram pra cá por o acaso e isso não pode ser culpa de ninguém. -Al disse.
-Alphonse, por acaso ela é sua namorada? -Fuery perguntou em um tom animado.
-É cla...claro que não. Ela é só mi...minha a...amiga. -ele respondeu gaguejando um pouco.
-Tá, chega disso. Agora eu quero saber uma coisa de você Mustang. -eu disse.
-O que quer saber? -ele me perguntou.
-Você já se declarou pra Riza? -eu o olhei com um olhar de vingança. Ele ficou surpreso e a Riza também.
-Do que você esta falando? Eu e o Coronel não temos nada. -Riza disse meio corada.
-Não foi o que eu fiquei sabendo... -eu disse com mistério.
-Aí, é melhor você parar antes que receba um tiro no meio da testa. -Breda disse.
-Esta tudo bem, já parei. Agora vou dar uma volta por ai. -eu disse.
-Eu vou te acompanhar. -Al falou e acabou recebendo olhares maliciosos pra cima dele.
Não fizemos muita coisa, só ficamos andando por ai e conversando. Quando o sol estava quase se pondo, voltamos pra sala do Mustang e ouvimos alguém falando:
-EU VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO.
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