Destinos Traçados

4 Capítulo 4- Boas ou Más Notícias?


Notas iniciais
Título estranho eu sei, mas paciência. Foi o único que eu pensei que se encaixava. Boa Leitura.

-Por quê? -eu quis saber.

-O coronel ordenou que voltássemos a Central em poucos dias, e já estamos aqui a uma semana. Eu não quero ver a cara daquele desgraçado, mas fazer o que. -disse Ed.

Depois que ele terminou de falar, pudemos ouvir claramente alguem correndo pelo andar de cima e descendo as escadas que nem um raio, onde acabou aparecendo uma Carol totalmente histérica e já falando:

-VOCÊS VÃO A CENTRAL? AH POR FAVOR, ME LEVA JUNTO. VAI, DIZ QUE SIM, DEIXA ED, DEIXA? -depois disso ela fez uma carinha de cachorro sem dono.

-Caramba, você ta parecendo a Winry desse jeito. E por quê você quer ir a Central? -ele perguntou pra Carol.

-Não é obvio? -ela perguntou pra nós três e só eu sabia o porquê, mas quando eu ia falar, ela continuou. -Alou, caiam na real. Na Central é onde vive o Roy Mustang gostosão. E eu quero conhece-lo, será que tem como? -ela perguntou olhando pro Ed.

-Ai, tem sim. Deixa eu ver, vou ter que pagar pra cinco pessoas, já que a Winry também vai querer ir e mais eu e Al, mas com isso, todo o meu dinheiro vai acabar. -disse Ed e completou. -Ah, é por uma boa causa.

-Edward, bom, eu até agradeço a gentileza de pagar pelas passagens de trem, mas não quero que gaste dinheiro comigo, se quiser, leve só meus amigos, eu vou ficar aqui. -eu disse.

-Ué, por quê Letícia? -Al me perguntou.

-É que, sei lá, me sinto estranha fazendo vocês pagarem. -respondi olhando pro Al.

-Ah não Letícia, você vem com a gente sim. Alem disso, não era você que falava toda hora que queria conhecer todo o pessoal da Central? -perguntou Carol com um olhar malicioso.

-Era sim, mas... -Ed me interrompeu.

-Então esta resolvido, todos vocês vem com a gente.

-Vamos pra onde? -perguntou Jenny aparecendo na escada e depois Rafael e Winry.

-Nós vamos a Central. -eu lhe respondi.

-A Central? Puxa que maneiro. -disse Rafael se empolgando um pouco.

-Concordo com você Rafael, principalmente porque eu tenho que fazer algumas coisas lá. -disse Winry.

-VOCÊS PIRARAM DE VEZ? EU NÃO VOU MESMO. -gritou Jenny.

-Por que? -perguntaram todos menos eu a ela.

-Não quero conhecer e nem olhar pra cara aquele pervertido do Roy Mustang. -ela disse.

-Ai, de novo não. Todos nós vamos. E ACABOU-SE O ASSUNTO, entenderam? -perguntou Carol pra nós seis e todos respondemos que sim com a cabeça. -Ótimo. -ela falou depois.

-Quando nós vamos nii-san? -Al perguntou ao Ed.

-Amanha de manhã, no primeiro horário, como sempre. -ele lhe respondeu.

Os dois começaram a organizar tudo que tinham que levar, Winry e Pinako estavam fazendo café, Jenny ainda continuava discutindo com a Carol e o Rafael estava num canto brincando de novo com o Den. (N/A: Caramba, ele não sabe fazer mais nada não? XD) Eu decidi dar uma volta, era muito melhor do que ficar ali ouvindo brigas e não fazendo nada. Todos estavam tão concentrados no que estavam fazendo que nem devem ter percebido que eu tinha saído da casa.

Assim que estava do lado de fora, pude ver melhor como era a cidade. Cheia de grama e quase nenhuma casa a vista, exatamente do jeito descrito no mangá. Continuei caminhando, vendo algumas arvores de vez em quando até chegar em um rio. Me sentei perto dele e fui olhar meu reflexo. Percebi que estava com olheiras meio roxas. \"Definitivamente, eu devia ter dormido um pouco mais.\" pensei comigo mesma. Me levantei e comecei a voltar pra casa da Winry. \"Acho que a essa hora, já devem ter notado que eu sumi\" presumi. Quando estava perto da casa, avistei uma árvore grande e fui até ela. Percebi por sua aparência que era a árvore onde o Ed, o Al e a Winry deveriam brincar quando criança. Me sentei na grama e encostei meu corpo na árvore, eu sabia que não devia fazer isso agora, pois tinha que voltar para a casa, mas estava com muito sono e acabei adormecendo.

Acordei com alguém balançando meu braço levemente e depois de um tempo, abri meus olhos olhando pros que me secavam.

-Oi Al. -me espreguicei. -Aconteceu alguma coisa?

-Na verdade não. Só o fato de que quando fui te procurar, quem disse que você tava na casa? -ele me perguntou com um olhar zangado.

-Desculpa, é que eu não queria ouvir as garotas brigando e nem ficar sem fazer nada. Então fui dar uma volta. -eu lhe disse sorrindo levemente.

-Ta, mas custava ter avisado? -ele me perguntou.

-Estavam tão ocupados, que não quis atrapalhar. -lhe respondi.

-Tudo bem, aceito suas desculpas. Mas quero que prometa que vai falar conosco da próxima vez que pensar em dar uma volta.

-Ok. -lhe garanti. Queria pergunta o porquê dele se importa tanto com uma pessoa que ele mal conhece, mas não deu tempo. Ele se levantou e esticou a mão para me ajudar a fazer o mesmo. Peguei sua mão e ele me puxou, quando fez isso, quase que eu cai de cara no chão. Ele me segurou a tempo e perguntou:

-O que aconteceu? Não consegue ficar de pé?

-Pelo visto não. Estou muito cansada, acho que não dormi o suficiente ainda. -respondi rindo um pouco.

-Então, só tem um jeito da gente voltar. -ele virou de costas e se ajoelhou. -Vamos, suba. -me pediu.

E foi o que eu fiz. Subi nas suas costas e ele começou a andar. Não falamos nada até chegarmos na casa. Percebi que durante esse trajeto, podia sentir que meu coração estava batendo um pouco mais rápido e é claro que ele também deve ter notado. Quando entramos na casa, ele me levou até a cozinha e me fez sentar em uma das cadeiras, onde já tinha um prato posto na minha frente.

-Espera ai, que horas são? -perguntei a ele.

-Meio dia e meia, por quê? -me perguntou.

-Nossa, devo ter dormido por um bom tempo. -falei mais pra mim mesma.

-Só que mesmo com isso, continua cansada. Agora coma e vá descansar um pouco. -ele ordenou.

Acabei comendo mesmo, pois estava com muita fome e o cheiro era tão bom...mas a segunda parte eu não fiz, expliquei a ele que, se eu fosse descansar agora, ficaria acordada a noite toda depois. Ele aceitou essa explicação e me perguntou como foi meu passeio. Relatei os lugares aonde fui e ele ficou sorrindo em toda parte da história, depois disso, perguntei aonde estava os outros e ele só respondeu:

-Comprando as passagens, seus amigos estão tão animados pra ir pra Central, que acabaram se esquecendo de você. -ele sorriu um pouco.

-Acho que entendo a animação deles. Agora me veio uma coisa na cabeça: Por que você estava me procurando? -perguntei.

-Queria te mostra uma coisa, mas deixa pra lá. -disse ele.

-O quê? Ah, agora que você falou, to curiosa, me mostra. -pedi a ele.

-Ok, vem comigo. -disse ele, pegando na minha mão esquerda que estava apoiada na mesa. Ele me levou até seu quarto e do Ed, onde tinha um tipo de quadro para se colocar fotos e tirou uma dali. -Mesmo que você meio que já conheça eles, quero te mostra como eram meus pais. -ele me disse e mostrou a foto.

Era a foto que aparecia ele com um ano de idade e o Ed com uns dois anos, juntos com Trisha e o Hohenheim. Pude ver como eles pareciam mesmo uma família feliz naquela época, só não conseguia entender muito bem a razão dele me mostra isso, mas fiquei quieta.

-Sua mãe era muito bonita e também muito gentil. -eu lhe disse depois de um tempo, ainda olhando pra foto.

-Você diz isso só por por que sabe sobre nossa história né? -ele me perguntou.

-Não. -eu lhe respondi e o olhei. -Isso não tem nada a ver. Mesmo que eu nem conhecesse a história de vocês, ainda sim, falaria isso. Pelo olhar dela nessa foto, posso ver que ela era amorosa também. Isso são coisas que você vê pelo olhar da pessoa.

-Puxa, você é bem perceptiva. -ele disse com uma cara surpresa.

-Obrigada, agora, acho melhor descermos, pois já posso ouvir a Carol tagarelando sobre o Roy. -disse colocando a foto no lugar em que estava e rindo.

-Tudo bem, vamos. -ele pegou na minha mão de novo e descemos.

Notas finais
Bom, eu não sei se muita gente lê essa fanfic (pois recebo só uns dois reviews por capítulo por enquanto, ou não), mas mesmo assim, quero agradecer as pessoas que acompanham. Bom, é só isso, deixem reviews