Destinos Traçados
5 Capítulo 5- Ótimo. Mais essa agora
Notas iniciais
Descemos a escada em silêncio, e admito que achei estranho essa atitude. Eu falo muito, até demais as vezes. Por que eu não consigo falar tão livremente como de costume? Quer saber, deve ser o sono. Olhei para o relógio que marcava uma e meia da tarde. \"Nossa, ficamos tanto tempo assim no quarto dele?\" perguntei comigo mesma, mas tirei esse pensamento da cabeça rapidamente, pois ouvi o pessoal chegando. A porta se abriu tão forte, que fez um enorme barulho e dela, apareceu uma Carol saltitante e já falando:
-Ai, finalmente vou conhecer o Roy. Amanha, vai ser o dia mais feliz da minha vida.
-Ok Carol, menos. -os outros disseram com uma gota atras da cabeça.
-Menos nada, vai ser quem sabe, a ÚNICA oportunidade de vê-lo. -ela respondeu a eles.
-Ta, chega de euforia por enquanto. Cade a Letícia e o Al? -perguntou Jenny.
-Bem atras de você. — nós dois dissemos ao mesmo tempo.
-Ah, então quer dizer que a dondoca finalmente apareceu e... -ela parou de falar quando olhou pra gente e fez um sorriso zombador. Não só ela, mas todo mundo, menos eu e Al. Ficamos olhando pra eles ate que eu me cansei e perguntei:
-Por que estão fazendo essas caras?
-Você ainda não percebeu? Ou melhor, VOCÊS ainda não perceberam? -perguntou Ed.
-Do que ta falando Ed? -perguntou Al.
-Olhem como estão e vão perceber. -disse Winry.
Acabamos olhando em volta, ok, só eu olhei, pois o Al ainda tava com uma cara confusa e olhando pro Ed. Em três segundos percebi qual era o problema. O Al ainda estava segurando a minha mão e nem tínhamos percebido. Conclusão, fiquei muito vermelha.
-Al... -lhe chamei.
-O que foi? -ele olhou pra mim.
-Se...importa de soltar minha mão agora? -perguntei ficando mais vermelha ainda.
Ele olhou pras nossas mãos entrelaçadas e respondeu.
-DESCULPA, EU NEM REPAREI. -ele a largou e acho que estava mais vermelho do que eu.
-Tudo bem, nem eu reparei. -comecei a sentir um formigamento na mão, mas preferi não falar nada.
-Aconteceu alguma coisa enquanto estávamos fora? Em, Letícia? -Rafael me perguntou com tom sarcástico. Mas que droga, ate ele, que não é de prestar muita atenção, viu isso?
-N..Não aconteceu nadinha, é sério. Ele só me encontrou, viemos pra cá, almocei e pronto. Mas nada, eu juro. -seria melhor não contar a parte que estive no quarto dele. Ai sim, iriam pensar coisas.
-Se foi só isso mesmo que aconteceu... -disse Jenny.
-Chega de falatório, vamos arrumar as coisas logo. -disse Carol, mostrando seu lado impaciente.
-É, concordo com ela, vamos logo. -disse Rafael, que acabou recebendo dois olhares surpresos. -Que foi? Vocês não são as únicas que querem ir pra Central. Por que a surpresa? -lhes perguntou.
-É que você não era assim, só isso. Agora, vamos arrumar logo a porcaria das coisas. -Disse Jenny.
Os cinco subiram as escadas quase que correndo e começaram a arrumação. Percebi que já tinha voltado a minha cor normal, mas quando olhei pro Al, ele não estava olhando na minha direção. Olhava para o lado oposto.
-Ei, Al. Ta tudo bem? -perguntei. Ele não me respondeu, só continuou olhando pra alguma coisa, menos pra mim. Fui para onde ele estava olhando e lhe olhei. Ele estava vermelho ainda, mas bem menos que a alguns minutos atras quando...Preferi não pensar nisso, senão, acabaria ficando vermelha de novo. Agora ele estava de frente pra mim, mas não olhava na minha direção ainda.
-Al, ta tudo bem? -perguntei de novo e mais uma vez, fiquei no vaco. Resolvi sair da casa mais uma vez, mas percebi que ele me seguiu. Não me importei de inicio e continuei andando até a arvore que tinha dormido. Assim que parei e percebi que ele estava atras de mim, me virei e o olhei. Percebi que ele estava com o olhar um pouco triste e que não estava vermelho. Quando ia falar, ele não me permitiu.
-Letícia, eu realmente...sinto muito. -ele me disse.
-Mas pelo que? -perguntei.
-Bom, por ter segurado sua mão e não perceber. -ele começou a ficar vermelho de novo. Eu não me aguentei e comecei a rir de leve. Então, ele estava preocupado com isso?
-Por que esta rindo? -ele me deu um olhar zangado, mas confuso ao mesmo tempo.
-Desculpa, é que você fica fofo quando ta assim. -ele ficou mais vermelho e tentou falar, mas eu continuei. -E alem disso, você não precisa ficar desse jeito só porque segurou minha mão. Aqueles três adoram insinuar coisas. Faça que nem eu, não ligue.
-Ta, mas mesmo assim peço desculpas.
-Então, ta desculpado. -sorri pra ele e ele fez o mesmo.
Voltamos pra casa e o ajudei a preparar tudo para a viagem. Todos acabaram a arrumação a noite. Depois de jantar e ficar de papo pro ar, fomos dormir.
No dia seguinte, ouvi alguém me chamando. Abri os olhos, e percebi que todos já estavam prontos. Fui me arrumar rapidamente e depois de tomar o café da manhã, ficamos esperando a Jenny, que disse que tinha esquecido uma coisa. Mas ela estava demorando tanto, que Carol subiu para ver o que houve. Depois de alguns minutos, pudemos ouvir claramente gritos e Jenny gritando também:
-EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU. LEVEM A PINAKO NO MEU LUGAR.
-AH, VOCÊ VAI SIM. O ED GASTOU DINHEIRO COM A GENTE. ANDA, VAMOS EMBORA.
Vimos que Carol estava descendo com a Jenny, na verdade, ela estava a puxando e como Carol tem muita força, estava ganhando. Conseguiu arrastar-la até a porta, mas Jenny se segurou na parede e não soltou. Carol teve que pedir ajuda ao Rafael e a Winry, quando perceberam que não tava adiantando, chamaram o Ed também. E lá foram os quatro puxa-la e eu e Al só olhando.
-Por que ela não quer ir a Central? -ele me perguntou.
-Pois ela não gosto do Roy. Desde que acompanhamos suas histórias, ele sempre se mostrou como um mulherengo, e isso é uma coisa que ela odeia. É só por isso mesmo. -lhe respondi.
-Você também pensa assim?
-Mais ou menos. Acho ele um mulherengo também, mas acho que ele faz isso só pra chamar a atenção de uma certa pessoa.
-A ta. Sei de quem você ta falando.
Depois de muito sacrifício, e minha ajuda e do Al, conseguimos arrastar a Jenny até a estação e faze-la se sentar, mas pra isso, Carol teve que sentar do seu lado para segura-la. Assim que o trem saiu, Carol a largou e falou:
-Ed, se importa de troca de lugar comigo? Estou cansada e não vou conseguir segurar a Jenny se ela tentar fugir.
-Ok. -ele respondeu.
Eles trocaram de lugar a assim ficariam até o final da viagem: Carol estava na janela, Winry ao seu lado e Rafael depois, Jenny estava no outro banco perto da janela e Ed ao seu lado a segurando. Eu e Al estávamos em outro banco conversando sobre suas aventuras e a do Ed. Quando passamos por um túnel, senti alguém passando por mim que acabou pisando no meu pé.
-Ai. Al, foi você que pisou no meu pé? -perguntei.
-Não fui eu. -ele respondeu.
-AI, SOCO... -ouvimos Carol gritar e parar depois. É como se tivessem amordaçado a boca dela, mas quando ia falar, a claridade voltou e procurei pela Carol. Só que ela tinha desaparecido.
-SEQUESTRARAM A CAROL. -eu, Jenny e Rafael gritamos ao mesmo tempo.
Fale com o autor