Destinos Traçados

3 Capítulo 3- Contando Histórias


Notas iniciais
Bom, esqueci de dar um aviso as pessoas que estão acompanhando, vai ser um capitulo a cada duas semanas. Estou sem tempo para escrever, tanto mais para postar. Bem, boa leitura

Já imaginava, que depois de todos estarem presentes na sala e ter nos apresentado, um deles acabaria fazendo esta pergunta. Não questionamos, prometemos que contaríamos tudo a eles. E foi isso que fizemos. Começamos da parte da festa de Halloween e percebemos que eles não faziam a minima ideia do que era isso. Já fui explicando.

-Halloween é um tipo de festa, onde as pessoas se vestem como monstros e...

-Tipo homúnculos? -perguntou Al.

-Al, por favor, eles nem devem fazer ideia do que é isso. -disse Ed repreendendo ele.

-Na verdade, sabemos sim e não, não é nada disso. -é claro que depois da pergunta do Al, nós quatro começamos a rir, só consegui continuar falando quando paramos. -É diferente, tipo bruxos, zumbis, lobisomens, vampiros e por ai vai. Não tem nada a ver com homúnculos. Se bem que poderia...

-Como sabem sobre a existencia deles? -perguntou Ed assustado.

-Se nos deixar contar, nós explicamos daqui a pouco. -disse Carol dando um tipo de bronca nele. Um tipo de bronca? A quem to querendo enganar? Aquilo foi uma baita bronca, não posso mentir.

-Ok Carol, menos. -acho que seria nessa hora que estaria com uma daquelas gotas atras da cabeça, que nem nos animes. Continuamos a contar a história. Nosso amigo passando mal, eu contando aquela história que meus pais me contaram, a estupida ideia que tive e sobre como chegamos aqui.

-Acabamos encontrando sua casa durante a correria da Carol com a Letícia, e foi ai que a ficha caiu. -disse Jenny olhando para o Ed e o Al.

-Entendo, mas o que quis dizer com \"caiu a ficha\"? -perguntou Al.

-Bom, lembra da época em que o Ed tava no outro lado da porta e depois você acabou indo? -perguntei olhando pro Al.

-Sim, o que tem isso? -Winry me perguntou.

-Viemos de lá. Mas de uma época diferente. Quando estavam por lá, era mais ou menos 1917 ou 18. Nós somos de um tempo mais adiantado. -disse Rafael, onde acabou recebendo olhares espantados de todos, menos de nós três.

-E como nos conhecem? -perguntou Winry.

-Bom, nós quatro víamos a um ano atras, um anime que conta a história de vocês. Como foram suas vidas, conflitos, brigas e por ai vai. Esse é o significado da frase \"caiu a ficha\" que a Jenny disse. Percebemos que estávamos no mundo de vocês e não no nosso. Podem até estar achando isso uma loucura, mas é a pura verdade. -eu disse.

-Isso não é loucura. -disse Al e voltei minha atenção para ele. -Eu acredito em tudo que vocês disseram. Se eu e Ed conseguimos ir para o mundo de vocês uma vez, por quê o mesmo não poderia acontecer com vocês e essas crianças da sua história? -perguntou ele.

-Eu também acredito em vocês. -emendou Winry.

-Estou com eles, mas só quero saber mais uma coisa. -disse Ed.

-O quê? -eu e meus amigos perguntamos juntos.

-Como conseguiram atravessar a porta sem nenhum dano? -perguntou ele.

-Também não sabemos, mas acho que é porquê, nós meio que, já tínhamos visto \"aquilo\" pelos seus olhos em um episódio. Por causa disso, não deve ter nos afetado. -disse Rafael.

-Isso faz até sentido. -disse Al.

-Ta bom, agora que contamos a nossa história, queremos ouvir a de vocês. -falei olhando para os três.

-Acho que é justo. -disse Ed e continuou. -Mas o que querem saber?

-Tudo. Como você e Al conseguiram voltar pra cá? E a quanto tempo? E com quantos anos vocês estão? -perguntou Jenny já com os olhos brilhando, na verdade, os meus e o da Carol também estavam, mas deixa pra lá.

-Bom, ainda não entendemos como conseguimos voltar, mas acho que quando desenhamos um circulo de transmutação, que deve ser o mesmo que o que tem lá no seu mundo, acabamos voltando. Estamos aqui a mais ou menos dois meses e o Ed e a Winry tem 18 anos, eu tenho 17. -disse Al olhando pra Jenny e depois pra mim.

-Tudo bem. Agora que todos já contaram a sua história, queremos pedir um favor pra você Winry. -disse Carol.

-Pra mim? Tudo bem, peçam. -disse ela.

-Poderia arranja algum lugar para ficarmos até conseguimos arranja um jeito de voltar? -perguntou Carol.

-É claro, aqui em casa tem espaço para todo mundo. Na verdade, pra quase todos, tipo, aqui só tem cinco quartos. Um é meu, outra da vovó e o outro é do Ed e do Al. Sobram dois. -ela parou para pensar um pouco. -Já sei. Carol você fica com um, Rafael com outro. Jenny e Letícia ficam no meu quarto. Ta bom assim? -ela perguntou pra gente.

-Ta sim. -dissemos juntos.

-Ótimo, então vamos dormir logo né? Já viram que horas são? -perguntou Ed.

Olhamos pro relógio que tinha na cozinha a estava marcando quase dez horas da noite. Estávamos morrendo de sono, principalmente eu, pois depois de correr feito desesperada da Carol e explicar toda a história para eles, alguma hora você sente que vai dormir do jeito que esta. E era quase isso que estávamos fazendo. Todos nós nos levantamos e subimos as escadas.

Depois da Winry falar onde cada um ia ficar, Rafael e Carol entraram em seus quartos. Eu e Jenny tivemos que esperar um pouco até a Winry arruma tudo pra gente. Acabou que eu fui escorregando na parede até dar de bunda no chão e dormir como estava. Em um momento, senti que alguém tinha me pego e me colocado em algum lugar macio, mas estava tão cansada que nem abri meus olhos.

Acordei de manhã e o sol quase não tava aparecendo. \"Porcaria de costume de acordar cedo\" pensei comigo mesma. Depois de ir no banheiro para me arrumar, desci as escadas e deitei no sofá maior que tinha na sala. Fiquei pensando em como foi nosso dia anterior. De todas as ideias idiotas que já tive, essa definitivamente ia para um livro de recordes.

-Sou uma idiota mesmo. -murmurei comigo mesma.

-Por que você diz isso? -perguntou alguém. Me sentei no sofá e falei.

-Al, você prestou atenção na história que contamos ontem. Por causa de mim, acabamos vindo pra cá. Não é o fato de estarmos aqui que digo que sou idiota. -disse me corrigindo quando vi sua cara ficando triste. -É só que, o 4º andar daquele prédio é meio que proibido. Se fossemos pegos andando por lá, poderíamos ter sido suspensos imediatamente ou alguma coisa assim. Por isso sou tão retardada. Por causa de uma ideia desse tipo, poderia ter encrencado a todos. -disse olhando para baixo. Pude perceber que ele tinha vindo se sentar ao meu lado e ouvi sua voz bem perto de mim.

-Isso não é culpa sua. Ninguém esta te culpando por isso. Você só é curiosa pelo que pude perceber. -tive que olhar pra ele depois dessa frase. Como ele percebeu que eu era desse jeito? Ok, a história que contamos já dava uma pista, mas não fazia sentido ele estar falando isso. Ele estava sorrindo pra mim, e era um sorriso tão lindo, que acabei sorrindo timidamente pra ele. Bom, não consegui me controlar depois disso, só sei que o abracei e ele fez o mesmo.

-Obrigada por ter me animado, e por acredita em mim ontem. -eu disse.

-Não tem de que, Letícia. -era a primeira vez que ele tinha falado meu nome. E ele tinha uma voz tão bonita, que gostei bastante da entonação. Pude ouvir passos na escada, então nos separamos rapidamente.

-Ah, que bom que vocês estão acordados, pois temos que ir a Cidade Central. -disse Ed.

Notas finais
Obrigada por lerem e deixem reviews