Destinos Entrelaçados.
14 Planos
Notas iniciais
Senti uma mão pegando a minha e fazendo-me despertar, nossa que sonho havia sido aquele? Como eu podia simplesmente ficar tendo sonhos molhados com Dom? Ahhh se ele soubesse.
– Anny – Vicky estava me sacudindo – acorde.
Não, eu quero voltar para o meu sonho.
– Anny levanta – ela subiu em cima de mim – você tinha prometido dormir comigo, por que veio para cá?
Para cá?
Me levantei com um sobressalto, fazendo com que o fino lençol que me cobria caísse, revelando minha nudez.
– Mais que po...
– você vai xingar? – Vicky sorriu.
– não – olhei em volta.
Estávamos no quarto de Dominic.
Merda, merda, merda, não foi um sonho. Corei só de pensar no que eu havia feito noite passada, não era do meu feitio agir daquele jeito, mas foi tão bom.
– Vicky onde está Dom?
– ele saiu logo de manhã – Vicky saiu da cama – eu senti sua falta e levantei atrás de você, ele estava na sala tomando café, e me chamou para comer com ele.
Me levantei puxando o lençol comigo.
– É mesmo?
– sim – ela sorriu exibindo seus dentes que faltava.
Peguei minhas roupas que estavam dobradas em cima de uma cadeira e fui tomar meu banho, era constrangedor passar por aquela situação, é claro que nunca pensei que ele seria do tipo romântico, que ficaria me esperando acordar com um café da manhã na cama.
Assim que sai do chuveiro notei duas caixas em cima do sofá que flutuava silenciosamente.
Coloquei as mãos na cintura e soltei um muxoxo.
O vestido vermelho a minha frente era realmente provocante, provocantes demais para o meu gosto, o vestido de Vicky era lindo, era branco com flores verdes e amarelas em estilo godê. Ela ficaria uma princesa vestida daquele jeito.
Mas ai vinha o meu vestido, ele era vermelho e tomara que caia, ele marcava meu corpo de forma constrangedora, e ainda tinha dois rasgos enormes na frente que me deixou corada antes mesmo de conseguir vesti-lo.
Nós duas ficamos o dia inteiro dentro da suíte, não porque quiséssemos, mas porque Dom havia trancado todas as portas e janelas, tínhamos as comidas que o androide nos servia, mas tirando isso, tínhamos que ficar presas, e estávamos deprimidas até Vicky inventar de brincar de pega-pega.
Foi uma bagunça, as duas correndo de um lado para o outro, fiquei preocupada que os pontos dela acabassem abrindo, mas tirando isso foi divertido, eu queria vê-la feliz, e parecia estar assim, isso me bastava.
No final da tarde duas mulheres vieram nos aprontar, pintaram minhas unhas, fizeram esfoliação, hidratação, mascaras de diferentes sabores no corpo e no rosto, massagem, quase me senti uma garota rica, o único ponto baixo foi quando tentaram fazer o mesmo com Vickitoria, ela deu um escândalo dizendo que ninguém tocaria nela, foi quase um ataque de pânico e achei que ela fosse desmaiar, eu a peguei segurando-a em meus braços até que sua respiração se acalmasse.
Ficamos apenas com arrumar o cabelo, e eu jurei, que não importava quanto tempo passasse, aquele filho da puta ia morrer.
Quando a noite caiu ficamos esperando que Dom voltasse, ele demorou tanto que achei que não viria.
E quando finalmente chegou já estava pronto, tentei não demonstrar o que droga da presença dele significava, porque eu queria que não significasse nada, não significava, foi apenas desejo, nada sentimental, era só físico.
E do jeito que ele me olhou, como se fosse um dia normal, me mostrava que eu estava certa, era só físico.
– podemos ir? – Dominic chamou da porta.
Concordamos de leve e caminhamos em silencio até a recepção que parecia estar pronta apara aquele tipo de festa, havia tantos homens e mulheres, todos claramente elegantes e entediados, mas para a minha surpresa não havia muitos Selirions aqui, acho que os donos ficaram com medo que suas propriedades fugissem.
– Cын – uma voz grossa chamou.
Nós viramos para encara um homem vestido elegantemente, seu terno feito sob medida caia sobre seu corpo robusto de forma importante e seus cabelos brancos estavam cuidadosamente penteados de forma impecável.
– Отец – Dom pegou a mão do pai e beijou de leve — как прошла ваша поездка?
O Velho bufou, eu não entendia uma única palavra, mas fiquei quieta, sabia que tinha que me mostrar de forma positiva para o Senhor Romanoff.
– Отец должен заботиться, не хочу, обостряется – Dominic parecia preocupado.
Aslam pareceu me notar pela primeira vez.
– o que ela faz aqui? – ele falou num sotaque russo bem puxado – achei que a tinha matado.
– ela é cara demais para eu me livrar assim, e afinal, nós resolvemos o problema de mal comportamento.
O velho riu e se aproximou de mim, Vicky apertou minha mão com força, ela estava assustada.
– você é realmente bem bonita – ele me avaliou.
– na verdade ela é linda – Daniel se aproximou – como vai Dominic?
– já disse para não me chamar assim – ele se irritou – acho que vou levar Vicky para a Ala das crianças.
Vicky me olhou assustada quando Dom pegou-a pelo braço e a levou naquela maré de gente.
– será que posso dançar com a moça? – Daniel sorriu.
– не – Aslam ficou bravo – não pediu permissão ao seu irmão.
– Então agora eu tenho um irmão?
Respirei fundo enquanto Dom se aproximava, a família dele não era a mais perfeita.
– chaga Disso Daniel – o velho falou bravo e começou a tossir – deixe de ser tão teimoso.
– Отец – Dominic amparou o pai – Daniel está irritando ele de novo? Saia daqui.
– queria mesmo sair – ele bufou.
– aproveite e me traga uma bebida – Aslam mandou.
– deixa, eu trouxe senhor Romanoff – uma mulher ruiva se aproximou.
Ela usava um vestido preto quase idêntico ao meu, mas com certeza o vestido ficou melhor naquele corpo escultural de seios fartos e quadris largos e pernas de aranha.
– Alexandra? – Aslam sorriu – você por aqui?
– me disseram que estavam dando uma festinha e resolvi participar – os olhos dela estavam grudados em Dominic.
– que bom que veio Alex – ele cumprimentou. – não quer dançar?
– claro – ela sorriu.
– se não se importa senhor Romanoff – me dirigi a Dom – Seu irmão também me convidou para dançar, podemos?
– Quem é ela Dom? – Alexandra se aproximou dele.
– ninguém — ele disse friamente – só minha Selirion, Vamos?
Eles foram para a pista e começaram a dançar de modo elegante, e essa foi a primeira vez que quis chorar por um homem, por raiva, por ódio, como ele podia me usar assim?
– venha Anna vamos? – Daniel pegou minha mão.
–claro.
Eu o acompanhei e começamos a nos mover ao ritmo da música, as vezes penso que seria mais fácil se eu pertencesse a Daniel.
– Você tem algum escravo?
– o que? – ele pareceu chocado – não notou ainda Anna? Eu não simpatizo com esse tipo de coisa, nada que venha prender, matar ou escravizar uma pessoa eu participo, nunca teria outra pessoa como minha propriedade.
– por isso seu pai te ama tanto – sorri.
– ele me culpa, pela morte da minha mãe – ele suspirou – minha mãe morreu assim que nasci, e ainda por cima me pareço com ela, isso para ele é o pior de tudo.
– sinto muito – murmurei.
– não sinta – ela abriu um sorriso formando uma convinha no queixo, como Dom – nunca quis fazer o que eles fazem.
– e o que você faz?
– a melhor coisa do mundo – ele me girou – nada.
Dessa vez tive que rir, Esta com Daniel era uma experiência maravilhosa, ele me fazia esquecer de tudo a minha volta.
Foi quando percebi, fora dos portões, numa festa, distração, esse era o momento perfeito para fugir, parei onde estava.
– o que foi? – Daniel parou também.
– tenho que encontrar Vicky -falei.
– Deixe-me ajuda-la.
– não – interrompi – desculpe, eu tenho que ir.
– e se Dom perguntar por você?
– diga que não estou bem, que fui para o quarto.
então comecei a correr.
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