Notas iniciais
Oi pessoas, nossa nunca imaginei que teríamos um quantidade tão grande de leitores.. estou super feliz...espero que gosteem!!

– Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vidaa – as vozes de Vicky e Marta me despertaram.

Era verdade, era meu aniversario, mas tantas coisas andavam acontecendo ultimamente que havia me esquecido completamente desse detalhe, me levantei na melhor forma que pude, com meus quase oito meses.

Sorri para as pessoas radiantes a minha frente, estas estavam com chapéus decorativos e com pequenos bolinhos nas mãos.

– que lindo – peguei um dos bolinhos – obrigada meninas não precisava.

– claro que precisava – Vicky pulou em cima da cama – são 17 anos Anny, nunca mais vai ter essa idade.

–pois é – sorri – por isso fazemos um aniversario diferente todos os anos.

Nós fomos para a cozinha, elas haviam pintado um cartaz enorme com meu nome, havia pequenas mãos em todo ele, que com certeza não havia sido minha pequena que estaria adorando mexer com tinta.

Foi um dia agradável, Marta me deixou ajudar a cozinhar então fizemos o almoço juntas, comemos no pomar, o bolo acabou ficando como sobremesa, mas como ela havia feito muito, acabamos distribuindo para os guardas que ficavam rondando a casa, e tenho que admitir, acho que eles amaram, seus rostos denunciavam isso, e eu não costumo me enganar, o único ponto negativo era o fato de Dom ter saído, apesar das coisas terem melhorado entre nós ele ainda está obcecado com a rebelião, tanto quanto os rebeldes estão obcecados por ele, e eu morro de medo disso dar em algo realmente ruim, tenho medo por ele.

– Anny – Vicky veio correndo – fiz isso pra você.

Era uma caixa quadrada com desenhos toscos e variados na frente, abri a tampa e o aroma do chocolate me atingiu de forma arrebatadora.

– você fez isso? – duvidei.

– Sim – ela franziu o cenho – Marta me ajudou, mas fui eu que fiz, Não acredita?

– claro que sim – peguei um e dei uma mordida, e estava ótimo, com chocolate derretido por dentro, que pareia dançar na minha língua.

Aquilo me deu a certeza que marta não havia apenas “ajudado” no preparo, ela provavelmente fizera a maior parte, olhei para baixo, Vicky encarava a caixa.

– você quer um? – ofereci.

– claro — ela pegou três e saiu correndo.

Tive que rir da situação, para quem havia feito tudo aquilo, ela estava com vontade demais de comer.

E foi assim que meu dia passou, Daniel veio com Ashelly no final da tarde e trouxeram presentes, pequenos sapatinhos de bebês, eles eram brancos e cremes, de forma neutra já que não sabíamos o sexo, sempre quis que fosse uma surpresa, já que eu descobrira de surpresa que ele estava vindo.

– vocês já pensaram em um nome? – Daniel perguntou.

– não sei – fiquei vermelha – Dom anda tão obcecado com os rebeldes, ele vive lá fora.

– sei como é — Daniel suspirou – ele não pensa em mais nada só nisso, eu amava meu pai, mas ir contra os rebeldes, sabe, se ele ficar assim, vai acabar fazendo povo o odiar, quer dizer, odiar mais, e isso é perigoso, não podemos nos dar ao luxo de criar mais inimigos.

– ainda bem que ele tem você – Ashelly sorriu – acho que ele não sucumbiu ainda porque você está aqui.

Tentei parecer otimista, queria que essa alegria tomasse conta de mim também, mas o que Daniel dissera era verdade, ele estava cada vez fazendo mais inimigos, por causa de um homem morto, matar aquelas pessoas não traria o pai dele de volta.

Fiquei acordada até tarde, Todos se foram e eu fiquei na cama, sem conseguir dormir, parecia que até o bebê sabia da minha preocupação, ele estava inquieto essa noite, se mexendo que forma incomodante.

Vi o relógio passar de 00:00 até 1:10 da manhã, já não era mais meu aniversario, e ele sem sequer passara para dar um “oi”, talvez ele não saiba, pensei, não seria um crime, nunca conversamos sobre isso, eu só sabia o básico sobre ele e nesse momento isso me incomodava um pouco.

– Anna? – senti a cama afundar sob seu peso – está acordada?

Nem percebi que havia adormecido.

– agora estou – esfreguei os olhos – chegou agora?

– Há uns 40 minutos – ele sussurrou.

– o que? – me assustei – e só subiu agora?

– desculpe – Dom passou o nariz pelo meu pescoço – fui beber alguma coisa.

Dava pra sentir, mas estava escuro demais para que eu pudesse ver o seu rosto.

– você está bem? – franzi a testa.

– não, eu não estou nada bem – sua voz estava num sussurro.

– por quê? – fiquei preocupada.

Acedi a luz para ver seu rosto, queria ver se ele estava inteiro, se ele se machucara, mas a dilaceração que estava estampada no seu rosto era apenas uma expressão.

– o que aconteceu? – perguntei.

– vou fazer a maior idiotice da minha vida.

– e por que você faria isso?

– Sabe – ele se afastou um pouco – passei o dia inteiro pensando numa coisa para de dar de aniversario, uma coisa que você amasse uma coisa única.

Comecei a falar, mas ele me interrompeu.

– e sabe o que encontrei? — Dom continuou – nada, tudo o que encontrava me parecia demasiadamente mesquinho para você, como se nada se encaixasse.

– não preciso de nada.

– sim você precisa, de uma coisa que você quer desesperadamente, mas eu sempre fui egoísta demais para te dar.

– e o que seria? – perguntei.

Ele deu o menor dos sorrisos e acariciou meu rosto com ternura.

– sua liberdade.

Um calafrio me subiu a espinha.

– nunca te tratei como escrava, sempre desejei você, desde a primeira vez que te vi, usei o fato de meu pai ter pedido para eu comprar uma Selirion como desculpa para ficar com você, a verdade é que te amei assim que e vi, lá, seminua, assustada e acorrentada naquele palco, e jurei que ninguém jamais faria aquilo com você de novo, ninguém. – ele pegou uma caixinha no bolso – só que esse amor doentio me impedia de deixar que você fosse livre, tinha medo que você fugisse, ainda tenho, eu gostava da sensação de saber onde você estava por um monitor, e se eu apenas pensasse que era pra você ir ou fazer outra coisa seu corpo faria, ao meu comando.

– Dominic... – as lagrimas transbordaram nos meus olhos.

– Shiii – ele, pois o dedo sobre os lábios – e então hoje, enquanto eu voltava pra casa sem saber o que dar a você, me veio em mente o motivo de você ter se metido em tantas confusões, de ter me tirado do sério tantas vezes, era pelo simples fato de querer ser livre, então aqui está, meu presente pra você.

Ele empurrou a caixinha na minha direção.

Meus dedos estavam tremendo quando a peguei e abri o lacre, lá dentro havia um pequeno controle, o que desativaria todos os chips dentro de mim,

– tem certeza? – perguntei.

Ele apenas concordou como se fosse incapaz de falar.

Deixei meu dedo pender sobre o botão alguns segundos, eu não sabia o que queria naquele momento, nunca me passara pela cabeça que algum dia ele me daria a liberdade, minha desejada liberdade, e agora que eu a tinha estava na duvida, senti a mão de Dom envolver a minha, ele abaixou meu dedo, sem tirar os olhos dos meus, senti uma lagrima solitária cair enquanto um sensação eletrizante parecia tomar conta de todo o meu corpo, dos tornozelos ao pescoço, e depois parou, estava feito.

– Eu amo você – sussurrei.

Vi a expressão de choque tomar conta do seu rosto.

– por que está me dizendo isso agora?

– por que agora não sou sua propriedade dizendo que ama seu senhor – respirei fundo para tentar me controlar – sou uma mulher livre dizendo para o homem da vida dela que o ama.

– é por isso que não disse antes?

concordei com a cabeça, eu estava chorando de novo, acho que a gravides me deixou sensível.

Me aproximei dele e o beijei delicadamente.

– não se preocupe – falei – eu não vou a lugar nem um.

Notas finais
Espero que tenham curtido, todo esse momento feliz acabou, vamos começar a Revolução...uhuulll.... o próximo capitulo prometee E ai gente, me ajudem a divulgar, Favoritem e recomendem...kisses