Destinos Entrelaçados.

27 E começa a revolução


Notas iniciais
Gente mil desculpas, me perdoem mesmo, eu me mudei, e não tem internet aqui, consegui conectar ao meu cell mas está horrível, na verdade nem sei se vou conseguir postar kkkk espero que gostem. E esse capitulo pertence a Carina CS espero que goste, desculpe a demora!

– não quero o berço ali – cruzei os braços – vai ficar melhor perto da janela.

– Anna ele vai ficar com frio.

– ou ela-conjecturei.

–ou ela – Dom sorriu.

– mas vamos colocar uma proteção de qualquer jeito – continuei.

– mas assim que amanhecer a luz do sol vai incomoda-lo e ele vai sempre acordar cedo – Dom estava se divertido – ou ela.

Fiz um bico, ele tinha razão.

Ele estava sentado em cima de uma caixa, passamos o dia inteiro tentando arrumar o quarto do bebê, mas nunca entravamos em acordo.

Ele olhou o relógio.

– vamos dormir, está tarde e amanhã você tem uma consulta.

Concordei com a cabeça.

– ainda não me disse se seu médico é homem ou mulher – Dom comentou assim que entramos dom quarto.

– um homem – provoquei – bem sarado e gostoso, ele costuma colocar umas coisas lá...

–Anna – Dom franziu a testa.

– É uma mulher – suspirei me deitando. – o único homem que pode me ver nua é você.

– é bom mesmo – ele sorriu – venha vamos dormir.

Me aconcheguei em seus braços, sentindo o calor do seu corpo, era a melhor das sensações, eu me sentia, bem, amada e livre.

O telefone tocou de madrugada me despertando com um susto, abri os olhos e num piscar de olhos Dom já estava de pé, falando em Russo, ou melhor, gritando em Russo com a pessoa do outro lado, ele ficou agitado de repente e desceu correndo, peguei o meu roupão e desci atrás dele, o que estava acontecendo?

A luz da TV ligada iluminava toda a sala.

A reporte estava dizendo que os rebeldes estavam invadindo a cidade, não se sabia como mas eles estavam aqui, e muito bem armados, já haviam tomado a cede dos Coletores ,o que significava que eles tinham um arsenal completo, era óbvio o motivo da agitação de Dom, eles estavam pegando as motos e carros dos coletores, e isso significava uma coisa, estavam vindo.

– Dom – chamei.

Ele pareceu levar um susto, pegou o telefone sem olhar para mim e começou a gritar novamente, estava claro que ele não queria conversar. Quem diria que apenas umas horas atrás estávamos todos na mesa conversando e comendo, de repente parecia que nossas vidas corriam perigo.

– Anna – ele deu um tempo no telefone – quero que você acorde Vicky e chame Marta, fale para elas arrumarem o básico, vocês vão sair em cinco minutos Junto com Ashelly.

Foi como levar um tapa na cara.

– o que? E você e Daniel.

– olha não temos tempo para isso – ele estava estressado – vamos precisar ficar, temos que controlar isso.

– tudo bem – falei — Vou chamar Marta e pedi que ela leve Vicky embora.

– Você também vai – Dom me encarou.

– não, não vou deixar você aqui.

– Anna isso não é discutível, pelo amor de Deus, vá chamar as outras.

Corri para cima se ele acha que seria fácil assim que eu o deixaria ficar para morrer estava muito enganado, acordei Vicky e liguei para Marta, ela já estava se arrumando, coloquei uma roupa quente em Vicky e a deixei preparada, nós descemos e nos encontramos com Marta, ela estava pegando alguma comida e água.

Dom estava falando com os guardas, colocando uma camada extra de proteção a nossa volta, um carro prata chegou e um Daniel desceu correndo trazendo consigo Ashelly, ela ainda estava com cara de sono e estava com um blusão que não parecia ser dela.

Ela me abraçou sorrindo, estava sempre sorrindo.

Daniel e Dom saíram para conversar e levei Ashelly até meu quarto, para ver se alguma roupa minha lhe cabia. Ela entrou desinibia, tirou o blusão revelando seu corpo completamente nu por baixo, não pode evitar dar uma risada.

– A noite estava boa? – perguntei.

– nem me fale – Ashelly também estava rindo – me tiraram da melhor parte.

Acho que depois de um tempo o que estávamos começando a ter era uma amizade verdadeira.

Ela optou por um vestido tomara que caia cinza com flores violetas, ficara lindo nela, tirando o fato de que era a única coisa que lhe cabia, eu era pequena demais e ela demasiadamente grande, parecia uma modelo.

– Estão prontas? – Daniel perguntou.

– elas estão – assegurei.

Os dois homens me olharam de forma identicamente curiosa.

– o que quer dizer?

– eu não vou.

– Ah...vai sim – Dom se aproximou – eu já disse, isso não é discutível.

– ótimo – me sentei de forma desajeitada – então você sabe que não vou sem você.

– Anna eu não posso deixar você correr perigo.

– e eu não posso deixar você para morrer – falei – não vou deixa-lo sozinho.

Um tremor forte tomou conta de toda a casa, Dom correu até a janela e eu o acompanhei. Todos nós vimos nossa cúpula de proteção desaparecer como se tivesse sido desativada, e centenas de motos circularem a casa e pulsar no nossa jardim, meu coração parecia está batendo contra a garganta.

– ótimo – Dom socou a parede – parece que por causa da sua teimosia todos nós vamos morrer.

Aquilo não teria me afetado tanto se não fosse por Marta, Vicky e Ashelly, elas não mereciam morrer.

– onde estão os guardas? – Ashelly perguntou.

– parece que se juntaram a causa revolucionaria.

Os homens desceram das motos e ficaram a postos, armas em punho, cercando a casa.

– Vamos lá Romanoff – um Homem que vestia uma armadura parecida com a dos Coletores começou a gritar – Onde está o poderoso Senhor dessa cidade? Estou ansioso para vê-lo.

– Dom não – senti as lagrimas encherem meus olhos – Não pode ir, por favor.

Ele sorriu para mim, com a mesma ternura que sempre tinha, ele me abraçou, me beijando como se aquele fosse o ultimo beijo, e talvez fosse mesmo, só nos separamos quando o ar se fez necessário, mas eu não queria deixa-lo, ele beijou o topo da minha barriga.

– cuide bem do nosso bebê – ele se aproximou de Vicky – e dessa tampinha também.

–Irmão – Daniel parecia entender como eu me sentia – não pode ir, deixe-me...

–Não – Dom interrompeu com seu tom autoritário – você não tem nada haver com isso, nunca participou dos negócios, só cuide delas Irmão, não deixe que cheguem perto das minhas meninas.

Ele concordou de leve, e Dom o abraçou, era a primeira vez que eu os via se abraçar, mas também parecia sincero.

Dom olhou para mim e deu uma piscadela, antes de abrir a porta e sair.

As lagrimas saiam abundantemente, eu meu corpo começou a se contorcer com os soluços, uma dor fina começou a vir lentamente do meu útero e subindo pela minha barriga, depois foi aumentando de intensidade, ignorei, e corri para a porta, antes que alguém conseguisse me segurar e desci atrás dele, não iria deixa-lo morrer, acho que não suportaria perder outra pessoa que eu amo, Dom estava parado no jardim com as mãos nos bolsos e com um ar tranquilo, me segurei na parede e desci um degrau, a dor estava indo e vindo como se estivesse cronometrada.

– estou bem aqui – Dominic falou – Agora, me dê um bom motivo para invadir minha propriedade.

– o mesmo bom motivo pra você e seu pai fazerem o que fazem com as pessoas dessa cidade – ele parecia está rindo – mas é um prazer conhece-lo.

– eu poderia dizer o mesmo se pudesse saber quem você é.

Ele tirou o capacete agitando os cabelos loiros.

Meu coração parou de bater, e eu perdi o folego instantaneamente.

Não, não podia ser, era um fantasma, uma piada de mau gosto.

– Match – sussurrei – Oh meu Deus, Match.

Notas finais
Vou tentar postar bem rápido, porque estou com um mega bloqueio, e uma amiga está me ajudando!