Destinos Entrelaçados
15 Capítulo 15 - Perigo
Na manhã seguinte, todos acordaram bem cedo (alguns mais bem dispostos do que outros) e decidiram fazer uma nova busca pelo bosque que tinham explorado na noite passada, pra ver se tinha restado algum Batsu Tama naquela área. Sendo assim, eles tomaram o café da manhã rapidamente, e seguiram na direação do bosque.
– Me falem de novo por que temos que nos embrenhar no meio da mata de manhã cedo ~nya? — Yoru indagou, coçando os olhos
– Concordo... é cedo demais pra investigar alguma coisa, vocês podiam ter me deixado dormir mais um pouco — Ikuto apoiou, tão sonolento quanto seu Chara
– Deixem de ser preguiçosos vocês dois! Viemos explorar esse bosque de novo porque podem ter mais Batsu Tamas escondidos por aqui, esqueceram? — Utau lhes lembrou pela terceira vez em menos de dez minutos
– Sim, sim! Além do mais, será bem menos difícil se explorarmos o bosque de dia, já que está claro e podemos enxergar — acrescentou Shiori
– Você está animadinha demais pra quem estava sendo perseguida por Batsu Tamas ontem, hein... — Ikuto observou
– Bem, todos nós fomos perseguidos por Batsu Tamas ontem, porque apenas eu deveria ficar desanimada? — ela indagou simplesmente
– Mas isso é estranho... mesmo estando em um bosque, quase não tem animais vivendo aqui — Kairi observou
– Talvez seja influência dos Batsu Tamas que se escondiam aqui, eles podem ter expulsado os animais de suas tocas ou coisa parecida — arriscou Kukai
– Pode até ser, mas os Batsu Tamas não fizeram absolutamente nada contra os insetos né, porque como tem mosquito aqui! — Amu reclamou, acertando um tapa no terceiro mosquito que tentava picar seu braço
– Nee estão ouvindo esse barulho? Parece que tem alguma coisa ali — Tadase falou, apontando para a esquerda
– Acha que é um Batsu Tama? — Rima perguntou
– Não sei, não ouço os familiares "nuri, nuri", mas estou ouvindo alguma coisa vindo dali — o Rei respondeu
– Ahh eu também ouvi! Mas o barulho está vindo é de lá, Chibi King — Shiori falou, apontando para a direita
– Não, eu tenho certeza que veio da esquerda!
– Também estou ouvindo, mas... não sinto a energia de Batsu Tamas nessa direção, Tadase — Kiseki falou — E nem da direção que essa plebéia apontou — ele acrescentou
– Isso parece mais com o barulho de água, Hotori-kun — Nagihiko comentou, prestando mais atenção também — Talvez tenha um rio por aqui ou coisa parecida
– Ahh um rio! Yaya quer ver! Vamos lá ver, por favoooor!! — a Às choramingou, como se nunca tivesse visto um rio na vida
– Bem, a trilha se divide aqui mesmo... não custa anda darmos uma olhada — Amu concordou, seguindo na direção que o Rei apontou, para a alegria de Yaya.
Eles caminharam por mais alguns minutos, até que o barulho de água foi ficando mais alto, de modo que os demais começaram a ouvir também. E pouco mais de quinze minutos de caminahda depois, a estrada chegou ao fim, sendo bloqueada po um enorme precipício. Ligado à ele, tinha uma ponte de cordas e tábuas de madeiras, de aparência frágil e antiga. Do outro lado da ponte, estava a origem do barulho que Tadase ouviu: uma linda e enorme cachoeira.
– Ahh! Sabia que tinha alguma coisa aqui! É tão linda, olha só, Fujisaki-kun! — Tadase exclamou, os olhos brilhando com sua nova descoberta
– É mesmo muito bonita... não sabia que tinha uma cachoeira por aqui — Nagi concordou
– Waahhh!! Yaya quer ver mais de perto! Yaya quer tomar banho de cachoeira! Yaya quer ir lá agoraaaaa!!! — a Às começou a gritar e a pular de um lado para o outro, dando um verdadeiro ataque de criança mimada
– Ei Yaya, pára com isso! — Kukai repreendeu — Parece até que você virou bebê de novo, como naquele mundo de ilusões!
– E falando em mundo de ilusões... aonde está a Shiori? — Ikuto perguntou, olhando para trás de repente, e dando falta da garota
– Ah... é verdade, agora que você falou, faz um tempo que não a vejo — Utau virou-se para trás também, sem avistar a garota
– É, e também faz um tempo que não ouço a voz irritante dela — Nagihiko acrescentou de mau-humor
– Vocês não acham que ela pode... ter seguido na direção contrária à gente, acham? — Tadase indagou — Quero dizer, naquela hora, ela disse que tinha ouvido alguma coisa na direção oposta à que eu apontei, então... não acham que ela pode ter ido até lá sozinha, não é?
– Talvez... ela vive dizendo que passou a vida inteira sozinha afinal, seguir na direção contrária sozinha não seria nada pra ela — Kairi observou
– Não acredito que ela seria louca o suficiente pra se separar do grupo sem nem avisar... — Amu comentou, duvidosa
– Amu, aquela garota aprisionou nove pessoas e sequestrou quatorze Shugo Charas só pra agradar um pai que nem sequer gosta dela. Está mais do que comprovado que aquela garota é completamente louca — Rima falou sabiamente
– É, bem... a-acho que não tenho argumentos contra isso — a Coringa admitiu sem graça
– Bom, se ela foi investigar sozinha é uma coisa, mas... e se ela se perdeu no meio do caminho? — Utau especulou, começando a ficar preocupada
– Ahh fala sério, tudo bem que ela é louca, mas a Shiori não é burra o suficiente pra se perder de um grupo tão grande... ou é? — Ikuto indagou, começando a ficar em dúvida
– Sinceramente, eu não sei... mas acho que devíamos voltar pra procurá-la — Utau sugeriu
– Ehhh?! Mas a Yaya queria ir ver a cachoeira! — a ruiva choramingou
– E como você pretende chegar lá, posso saber?? Olha essa ponte, Yaya, tá na cara que vai cair ao primeiro passo que você der! — Kukai exclamou, apontando para as precárias vigas de madeira amarradas com corda puídas que eles chamavam de ponte
– Você está chamando a Yaya de gorda, Souma Kukai???
– Hein?! Ahh... não... n-não foi isso que eu quis dizer, é... é que...
– "É que" o que, hein??? — Yaya caminhou na direção dele ameaçadoramente, com um olhar incrivelmente sério que eles jamais pensaram que veriam no rosto infantil da Às
– Ahh agora você fez besteira, Souma-kun... não se diz uma coisa dessas para uma garota! — Nagi exclamou, dando um tapa na própria cabeça. Graças aos seus anos vivendo como Nadeshiko, tinha adquirido uma vasta experiência no assunto — Principalmente pra uma de verdade — ele acrescendou baixinho
– Eu sei, eu sei, isso eu já percebi! Só me diz como sair dessa, "Senhor Especialista em Mulheres"! — o Valete Vagal gritou desesperado
– Ahh isso vai ser meio difícil — Nagi resmungou baixinho — Yaya-chan, ele não quis dizer isso... Souma-kun só está preocupado com a sua segurança, por isso ele não quer que você atravesse a ponte! Ele só não quer que você se machuque, entendeu?
– Não foi bem isso que pareceu — a ruiva resmungou, impassível
– Ano Yuiki-san... p-por que não deixamos esse assunto pra lá e vamos ver a cachoeira mais de perto? Eu também quero ver, então acho que todos podemos ir juntos, que tal? — Tadase sugeriu timidamente, também interessado em ver a cachoeira de perto
– O que?! Não diga besteiras Hotori-kun, é perigoso! — o Valete exclamou, começando a ficar preocupado também
– Ehh não me diga que o Nagi também está chamando o Tadase de gordo?! — Yaya exclamou, aumentando cada vez mais a confusão
– O quê?! N-Nã-Não coloque palavras na minha boca, sua tampinha cabeça-oca!!! — Nagihiko gritou, entre nervoso e irritado, enquanto Tadase corava furiosamente com a insinuação
– Olha, quer saber, vocês pirralhos que se virem, eu vou procurar aquela lunática perdida — Ikuto avisou, dando meia-volta e retornando pela trilha que eles vieram
– Ahh espera aí, Ikuto! Eu vou com você! — Utau exclamou, indo atrás do irmão, e sendo seguida por Rima e Kairi
– Fujisaki-kun... acha mesmo que não devíamos aravessar a ponte? Acha que ela... n-não vai aguentar meu peso...? — Tadase indagou, cabisbaixo, puxando timidamente a manga da camisa do Valete
– Ahh por favor, não vá nas idéias da Yaya-chan, Hotori-kun! — Nagihiko exclamou exausto — É lógico que não é por isso, mas ainda assim, acho perigoso pra qualquer um de nós atravessarmos essa ponte, ela é frágil demais! E nem foi pra isso que viemos até aqui, esqueceu? Nós viemos procurar Batsu Tamas!
– Sim, mas no final, acabamos não encontrando nenhum. Talvez todos tenham sido purificados ontem mesmo no fim das contas — falou Amu — E quer saber... já que estamos aqui, não custa nada dar uma olhadinha nessa cachoeira mais de perto
– Ahh qual é, até você, Hinamori?! Já falamos que é perigoso! — exasperou-se Kukai
– Pois quer saber, não só eu, mas também o Tadase e a Amu-chi queremos ver a cachoeira, enquanto o Kukai e o Nagi são contra — Yaya falou, contando nos dedos — São três contra dois, então nós ganhamos! Portanto, nós vamos ver a cachoeira siiim!!
– Você não vai a lugar nenhum, sua desmiolada! — Kukai segurou Yaya pelos braços antes que a garota corresse em direção à morte certa. No entanto, Tadase foi mais rápido do que qualquer um ali presente, e adiantou-se, indo até quase metade da ponte sozinho
– Hotori-kun!! O que pensa que está fazendo, volte já pra cá!! — Nagihiko gritou um tanto desesperado
– Mas a ponte é bem firme, olha só Fujisaki-kun! — Tadase gritou de volta, caminhando em direção à cachoeira
– Droga, mas o que esse tonto tem na cabeça...?! Volte já aqui Hotori-kun! — ainda um tanto apreensivo, Nagihiko cruzou a ponte também, caminhando com cuidado na direção de Tadase
– Mas não tem problema se andarmos com cuidado... e tem um vento tão gostoso aqui! E olha isso! Que vista incrível! — o Rei exclamou, sorrindo como uma criancinha, e olhando para baixo, sem ter a menor noção do perigo em que se encontrava
– Melhor não olhar pra baixo, Tadase, pode ser perigoso! — Kiseki alertou
– Ele tem razão, você pode ficar com vertigem e perder o equilíbrio, Tadase-kun — Temari apoiou, voando à frente do dono
– Mas o Rhythm também está olhando pra baixo, não é justo! — o loiro exclamou, apontando na direção do Chara do Valete, que agora voava de cabeça para baixo
– O Rhythm pode voar, é difernte! E pare de dar maus exemplos aos outros, Rhythm!! — Nagi berrou, sem saber se estava mais irritado ou mais desesperado
– Ahh mas é divertido, Nagi! Olha que vista incrível! — Rhythm exclamou, dando cambalhotas no ar
– É, uma vista incrivelmente alta, isso sim! Anda, vamos voltar enquanto é tempo! — Nagihiko segurava firmemente a corda puída com uma das mãos enquanto estendia a outra para Tadase
– Mas nós já estamos quase lá — o Rei choramingou, como uma criança que acabou de ter seu brinquedo favorito tomado pelos pais na melhor parte da brincadeira — Mas agora que você falou, estamos bem alto mesmo.... muito mais alto do que eu imaginei... — ele tornou a se inclinar para o lado para ter uma visão melhor do precipício embaixo deles e, assim como Temari alertou anteriormente, Tadase começou a sentir tonturas por causa da altura e perdeu o equilíbrio.
Nagihiko segurou a mão dele à tempo, mas o Rei acabou pisando em falso, numa tábua particularmente frágil, destruída pelos cupins e pelo mofo de muitos anos, que se quebrou ao meio, fazendo com que o chão literalmente se abrisse debaixo de seus pés. Algumas das tábuas ao redor também se partiram, de modo que Nagi também ficou sem ter onde pisar. Ele se segurou o mais firmemente que pôde na corda ao redor da ponte com uma das mãos, segurando Tadase com a outra, que não tinha onde se apoiar. Ouviram os gritos indistindos dos amigos que não tinham atravessado a ponte, perguntando se eles estavam bem, mas não tiveram tempo para responder. A corda que Nagiiko segurava com uma das mãos também começou a se desfazer rapidamente, e logo a ponte se partiu ao meio, caindo com as tábuas, a corda e, é claro, os dois garotos Guardiões. O Valete ouviu Tadase gritar apavorado e só teve tempo de puxá-lo para perto de si, abraçando-o com força e o girando para cima, desse jeito, Nagihiko seria quem iria sofrer o maior impacto da queda, e os dois despencaram em alta velocidade, rumo ao precipício.
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Enquanto isso, na trilha que seguia para a direita...
– Você tem certeza de que devia ter vindo até aqui sozinha Shiori?! — Maboroshi perguntou pela quinta vez
– Já te falei que está tudo bem, Mabo-chan! Eu não estou sozinha afinal, estou com você, não estou?
– Sim, mas... você nem sequer avisou aos outros... eles podem ficar preocupados com você!
– Até parece... aquelas crianças não gostam de mim, por que ficariam preocupados? Aposto que nem repararam que eu segui numa direção diferente da deles — a garota argumentou, fingindo não se importar com isso
– Os Guardiões talvez, mas... Ikuto e Utau se importam com você, e muito. Você sabe disso, não sabe? — lembrou a Chara
– N-Não é hora pra sentimentalismo, Mabo-chan! No momento eu quero saber que raio de barulho é esse afinal! Fica cada vez mais alto, mas eu não encontro nada! — a garota desconversou
– Ahh! Olha só, tem alguém ali, Shiori! — Maboroshi exclamou, voando mais à frente da dona.
A menina à seguiu, e escondeu-se atrás de uma árvore ao avistar um homem adulto desconhecido, que aparentemente estava ensaiando algum tipo de peça de teatro, sobre uma história que era curiosamente familiar para ela. Depois de dizer duas ou três falas, o homem começou a ter um ataque histérico, gritando que nada daquilo adiantaria se ele não tivesse a roupa e a produção adequada para o papel que queria interpretar. Shiori concluiu que o barulho que escutara vinha daquele homem, e já ia dar meia volta e ir embora, quando pisou em um graveto seco, fazendo um sonoro barulho, e sendo percebida pelo homem.
– Quem está aí?? vamos, apareça! — antes que Shiori pudesse fugir, o homem afastou os galhos de árvore que a escondiam com violência, dando de cara com a garota — Você... você viu, não é? Viu o que eu estava fazendo! Você vai rir de mim... vai rir e debochar de mim como todos os outros fizeram, não vai?! Você vai espalhar isso por aí pra me humilher, eu sei que vai!!
– Ano... e-eu não sei do que você está falando, mas eu não vi nada, nem vou espalhar nada... e-eu só me perdi, estava tentando achar a saíd...
– É mentira!!!! — o homem berrou, interrompendo-a — Você vai rir... vai rir de mim e me ridicularizar, como todos oos outros... eu sei que vai, todos fizeram isso... sim, eu sei que vai... — ele começou a murmurar incoerente, como se estivesse delirando, falando mais consigo mesmo do que com Shiori
– Nee Mabo-chan... acha que esse homem pode ter algo a ver com os Batsu Tamas de ontem? Ele parece meio desesperado — Shiori cochichou para a Chara
– Impossível, ele é um homem adulto, e nem sequer pode me ver... ele não deve nem saber da existência dos Shugo Charas — Maboroshi respondeu — Mas que ele está bem frustrado, isso ele está...
– Você! Com quem está falando? vamos, responda, com quem estava falando?? — o homem indagou, despertando de seus delírios
– Hein?! Ahn... etto... — ela murmurou incerta, sem saber como explicar que estava falando com alguém que o homem não podia ver — E-Eu só estava pensando alto, não ligue pra mim, hahahahaha...
– É mentira! Você estava debochando de mim em voz baixa, eu sei que estava... estava caçoando de mim! — o homem acusou, apontando para a garota — Você... o que uma garota de boa aparênia como você pode saber?! Você, que nasceu naturalmente bela, que ainda possui um corpo jovem... um corpo genuinamente feminino... você jamais seria capaz de entender meu sofrimento! Eu não vou... não vou deixar que mais ninguém ria de mim!!!
Antes que Shiori se desse conta, o homem havia colocado a mão no bolso da calça, e de lá, tirou uma pistola, e agora apontava para o coração dela.
– Todos... todos riram de mim... todos me ridicularizaram... eu vou acabar com todos que fizeram piada de mim! Começando por você!!
– Ahh céus, isso não é bom... Mabo-chan, vamos fazer o Chara Change, depressa!
– O quê?! Está louca, Shiori, esse homem tem uma arma de fogo, o Chara Change não pode...
– Mas é melhor do que nada, agora vamos, depressa! — a garota exclamou, e sua Chara ativou o Chara Change, fazendo com que um espelho se materializasse nas mãos de sua dona
– O que?! Daonde surgiu esse espelho?! E com quem você estava falando afinal?! Quem é você, sua bruxa?! — o homem gritou, tão assustado quanto a garota
– Bruxa...? Ah, sim, é isso mesmo. Eu sou uma bruxa, a bruxa que habita esse bosque na verdade. E eu estava falando com... etto... ahh, c-com a minha fada ajudante, é isso! — a garota mentiu descaradamente, dizendo a primeira coisa que lhe veio à cabeça
– Fada?! Desde quando eu virei fada, Shiori?? — a Chara exclamou um tantinho ofendida
– Ué, você preferia ser um duende por acaso?? — sua dona rebateu
– Mas fadas e bruxas não trabalham juntas, é uma lei básic...
– Isso pouco importa, é tudo uma mentira, Mabo-chan! — Shiori sibilou nervosa — A-Agora escute aqui, rapaz! Eu acho bom você guardar essa arma agora e sair daqui imediatamente, porque... s-se você fizer algo contra mim, eu... err... e-eu usarei meu Espelho Mágico para jogar uma maldição em você!
– Hunf... não me faça rir, você não parece em nada com uma bruxa, elas geralmente são bem feias — o homem falou, como se já tivesse encontrado alguma outra bruxa antes — Além do mais, eu tenho explorado esse lugar há bastante tempo. Se você realmente habita esse bosque, como nunca encontrei você antes? Você não é bruxa coisa nenhuma, é só uma impostora que está querendo me fazer de bobo!
– Não é verdade! Eu vou provar que meus poderes são reais! Eu usarei meu Espelho Mágico agora para ler o seu coração... e ver o seu sonho — ela rodopiou e girou o espelho em suas mãos para fazer parecer que estava realizando um feitiço, embora isso não fosse necessário, e uma imagem começou a aparecer no espelho — Eu posso ver que você sofreu muito na vida, e que teve muitas dificuldades por causa do caminho que escolheu... e agora decidiu se tornar o melhor naquilo que ama fazer só pra provar para aqueles que riram e que não acreditaram em você que estavam errados — Shiori falou, baseando-se no que o homem tinha dito antes, enquanto olhava atentamente o espelho em suas mãos — E atualmente, o seu maior sonho é... o que?! Ganhar o Concurso Nacional de Cosplay em Tókyo fazendo um cosplay do Ciel Phantomhive pra provar à sua familia e aos seus amigos que eles estavam errados?! E você quer... fazer um cosplay do Ciel naquele episódio em que ele se vestiu de menina... você é... um cosplayer travesti — ela olhou do espelho para o homem e de volta para o espelho, um tanto chocada
– Ahh! Como você sabe disso?! Sua bruxa maldita, pare de ler minha mente!!! — o homem gritou horrorizado — Mas é isso mesmo... quando eu comecei a me interessar por cosplay, minha família desaprovou, e quando quis vestir roupas femininas, eles me abandonaram de vez! Meus irmãos, meus vizinhos, meus amigos, todos riram de mim, falando que isso era ridículo, que era impossível eu ganhar alguma coisa me vestindo de mulher! Mas eu quero provar que eles estavam errados... quero provar ao mundo que eu posso vencer! Só que fazer um cosplay custa caro, tem que comprar a fazenda, acessórios, pagar a costureira... sem falar que o dinheiro que ganho no trabalho mal dá pra me sustentar... por isso... por isso eu...!
– Por isso você se tornou um criminoso? — a garota completou a frase para ele — Olhe, eu não tenho nada a ver com isso, mas acho que não tem nada de errado em perseguir seu sonho. Se você quer ser cosplayer, ótimo, se você quer... se vestir de mulher... vá em frente, os outros não tem nada com isso! Mas você não pode sair roubando e matando por aí pra atingir seus objetivos, isso é crime, sem falar que você está sujando o nome dos outros cosplayers assim!
– O que...? Você... v-você não vai rir de mim por eu gostar de usar roupas femininas?! — ele indagou incrédulo, baixando a arma aos poucos
– Bom, eu conheço outra pessoa que também é travesti, então isso é uma coisa bem normal pra mim, sabe — Shiori riu sem graça — E eu acho que as pessoas da cidade em que você morava é que tinham a mente fechada, o problema era com elas e não com você! Você fez bem em começar uma vida nova em outro lugar. Desde que pare de cometer crimes
– Não... é mentira... você está agindo igual ao que meus irmãos e meus vizinhos fizeram... eles fingiram que estava tudo bem, e depois armaram pra cima de mim, e me ridicularizaram... eles fingiram que eram meus amigos, que me entendiam, mas estavam rindo de mim pelas costas... você... é como todos os outros... você não vai me enganar!!! — o homem tornou a apontar a arma para Shiori mas, antes que ele atirasse, ela ativou o espelho de Ilusões, criando quatro imagens falsas de si mesma, confundindo o homem
– Pense o que quiser de mim. Mas como você pretende me matar se nem sequer sabe qual de nós é a verdadeira? — as cinco Shioris perguntaram ao mesmo tempo
– Impossível... tem cinco de você?! — ele indagou incrédulo — Não importa, eu atirarei em todas vocês se for preciso!
– Pois então eu espero nque você tenha muitas balas. Porque também têm muuuuitas de nós! Ahahahahaha! — as ilusões se multiplicaram, chegando à vinte. As falsas Shioris cercaram o homem, prendendo-o em uma roda fechada, enquanto que a verdadeira se afastou sem ser notada, se escondendo entre as árvores
– Não,.. não pode ser... quantas de você tem afinal?! Sua bruxa desgraçada... eu vou acabar com todas vocês!!
O homem começou a atirar nas ilusões, que obviamente não sofriam dano, já que eram imagens falsas, enquanto que a verdadeira fugia para longe.
– Depressa Shiori, ou ele pode te acertar de verdade! — Maboroshi alertou, voando mais à frente
– Eu sei, eu sei, mas... é difícil manter vinte ilusões e correr ao mesmo tempo... sem falar que não posso me afastar demais ou as ilusões vão desaparecer — a garota respondeu ofegante, tanto pela corrida quanto pelo esforço que fazia para manter as ilusões
– Mas você precisa se afastar o suficiente ao menos pra não ser atingida por esse louc... ahhh! Shiori, cuidado!!!
Uma das balas que o homem disparava aleatoriamente veio na direção dela, e Shiori só teve tempo para ouvir aquele zumbido vindo em sua direção, cada vez mais alto. Havia se cansado, tanto por causa do Chara Change quanto pela corrida, e não daria tempo de se desviar. A bala teria acertado a garota em cheio bem no coração se um vulto negro não à tivesse segurado e saltado com ela no colo para o galho de uma árvore próxima. Shiori manteve os olhos fechados por vários segundos e, quando percebeu que não tinha sido ferida e voltou a abrí-los, sentiu seu coração dar uma forte cambalhota ao ver Ikuto, no Chara Nari, segurando-a em seus braços.
– Ikuto... kun?
– Francamente, você sabe mesmo como dar trabalho, hein?! — o neko exclamou, aliviado em ver que ela estava bem — Os outros também estavam preocupados, sabia?? Principalmente Utau, nós nos separamos pra te procurar e tudo!
– Desculpe... por dar trabalho — Shiori murmurou, desviando os olhos dele quando sentiu seu rosto esquentar
– Tá, esquece... que aconteceu afinal? — ele indagou
– Resumindo, o barulho que a Shiori ouviu antes era um cosplayer travesti psicótico. O cara cismou que a Shiori ia rir dele por gostar de cosplays, pegou uma arma e a ameaçou. A Shiori tentou se defender com o Chara Change, depois fugimos, mas o cara saiu atirando pra tudo que é lado... daí você apareceu — Maboroshi explicou
– Uau, taí uma bela de uma história... como vocês conseguem se meter nessas furadas?! — o neko eclamou um tanto chocado
– Eu devo ter o dom pra me meter em encrenca, eu acho... só atraio problemas desde pequena — Shiori riu sem graça
– Percebi. Ah... você fica bonitinha quando está corada, Shiori — Ikuto falou ao reparar no quanto o rosto da garota em seus braços estava vermelho
– N-Não diga besteiras, não é hora pra isso, Ikuto-kun... céus, é realmente impressionante como você consegue dizer essas coisas até numa situação dessas, sabia? — Shiori comentou como quem fala do tempo, fingindo não estar abalada, mesmo que seu rosto à denunciasse, já que tinha enrubescido ainda mais com o comentário do neko
– Ora, eu tenho que manter o meu senso de humor afinal — ele respondeu simplesmente — Bem, mas acho melhor irmos embora daqui mesmo, antes que aquele maluco nos encontre — Ikuto saltou da árvore para o chão, retomando a correria — Ué... você não está reclamando hoje. Sabe, geralmente você grita "Tira as mãos de mim, seu pervertido!" — Ikuto observou, falhando drasticamente ao tentar imitar a voz de Shiori — O que aconteceu? Não vai me dizer que acabou gostando de ser assediada pelo pervertido aqui? — ele brincou, sorrindo como o Gato de Cheshire
– Não... desculpe, mas... você pode me carregar mais um pouco? — Shiori perguntou, meio sonolenta, lutando para manter os olhos abertos — É que... criar tantas ilusões de uma só vez não é fácil... estou meio cansada agora
– Ah, é isso... tudo bem, entendi, "Bela Adormecida". Descanse o quanto quiser — Ikuto respondeu, seu sorriso se tornando estranhamente menos pervertido e mais gentil
– Hai... — Shiori murmurou indistinta, mal ouvindo o que Ikuto falava de tanto sono que sentia — Nee Ikuto-kun... obrigada... por vir me salvar — ela sussurrou fracamente, desmaiando logo depois.
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Enquanto isso, no fundo de um precipício não muito longe dali, Nagihiko apertava os olhos com força, teimando em mantê-los bem fechados, enquanto apertava o pequeno corpo de seu amado contra o seu. Vários segundos se passaram desde que eles pararam de cair, mas o Valete não se atrevia a abrir os olhos, nem a mover um músculo sequer, muito menos a soltar o pequeno Rei, que ainda estava com a cabeça enterrada em seu peito, tremendo em seus braços. No entanto, Nagi reparou que já fazia algum tempo que Tadase havia parado de tremer. E ele não parecia ter se machucado também... Nagi ficou realmente curioso pra saber o que tinha acontecido, mas o medo de abrir os olhos e ver o seu próprio corpo destroçado, ou pior ainda, o corpo de Tadase em pedaços, era infinitamente maior do que a curiosidade.
Até que uma voz chamou:
– Fujisaki-kun? Você está acordado? Fujisaki-kun! Nee, abra os olhos, Fujisaki Nagihiko-kun!!
Ao reconhecer aquela voz melodiosa, a curiosidade do valete cresceu consideravelmente, e ele enfim venceu seu receio e se atreveu a abrir os olhos. Sua primeira visão foi de um par de orbes grandes e vermelhos, brilhantes como rubis, emoldurados por um rosto delicado e infantil, e por cabelos dourados como o sol, olhando de volta para ele.
– Fujisaki-kun! Você está bem? Se machucou?
– Eu estou... no céu? — Nagi murmurou indistintamente, ainda um tanto atordoado — Ah é, só pode ser isso... eu morri e fui pro paraíso
– O que está dizendo Fujisaki-kun?! Está delirando?? — o ser que Nagihiko pensava ser um anjo encostou a prória testa na dele, medindo sua temperatura. A sensação era macia, cálida e boa demais para ser um sonho ou alunição. E aquela pessoa não tinha asas ou auréola, então não podia ser um anjo. Ele era real — Não parece ter febre... você está se sentindo bem??
– Hotori... kun? — Nagi pronunciou incerto
– Finalmente acordou, Valete! Pensamos que ia dormir o dia inteiro! — a voz autoritária de Kiseki titubeouem seus ouvidos. Nagihiko arregalou os olhos em choque ao perceber que aquilo era real, sentando-se bruscamente, e forçando Tadase a levantar também, já que seus braços ainda envolviam o corpo do loiro
– Hotori-kun! O que... como.... o que aconteceu com o precipício???
– Bem,nós estamos no fundo dele agora...
– Mas como??? O que... quando... por que não estamos mortos?! — Nagi sacudiu o menor pelos ombros, impaciente, deixando-o meio zonzo
– Credo, Nagi! Do jeito que você fala parece até que você queria que todos tivessem morrrido! — Rhythm exclamou ao seu lado
– O Tadase-kun salvou vocês, Nagihiko — Temari falou, sorrindo gentilmente, do seu outro lado
– O que...?
– Quando vi que íamos cair, eu usei o Holy Crown para materializar essa coroa gigante, pra que amortecesse a queda — Tadase explicou brevemente, e só então o maior percebeu que eles de fato estavam sentados em cima de uma gigante e macia coroa criada pelo Chara Change de Tadase — Etto... e-eu não vou conseguir mantê-la por muito mais tempo, então, se pudermos sair de cima dela agora, seria ótimo...
– Ah... sim, é claro.
Os dois saltaram da coroa gigante para o chão, seguidos pelos Charas. Assim que seus pés tocaram o chão, a coroa gigante desapareceu e o Chara Change de Tadase se desfez. O loiro piscou algumas vezes, parecendo cansado, e cabaleou um pouco, sendo amparado pelo maior, que o segurou em seus braços.
– Hotori-kun! Você está bem??
– s-Sim... é que você demorou pra acordar, então eu tive que manter o Chara Change por mais tempo do que imaginei... estou meio cansado — Tadase falou, sorrindo sem graça — Mas eu... também estou muito feliz, Fujisaki-kun. Porque... sempre que acontece alguma coisa, é você quem sempre me salva e me protege... e eu nunca posso fazer nada em troca. Você sempre me protegeu e cuidou de mim com tanto carinho... me salvou de tantos perigos que... eu queria poder fazer alguma coisa pra retribuir. Daí, quando a ponte arrebentou, e começamos a cair... quando você me envolveu protetoramente em seus braços, mesmo quando ainda estávamos caindo no ar, eu pensei "mesmo numa situação dessas, Fujisaki-kun está tentando me proteger... ele vai receber todo o impacto desse jeito, e vai se ferir mais e sofrer mais por minha causa... nós só estamos caindo porque eu fui teimoso e quis cruzar a ponte de qualquer jeito, sem dar atenção aos avisos que recebi... Fujisaki-kun vai morrer por minha culpa". Quando pensei,.. que você poderia morrer por minha causa... por culpa da minha teimosia... e que eu nunca mais poderia te ver, eu... fiquei tão desesperado.... tão desesperado que... q-queria fazer qualquer coisa pra te salvar... mesmo sendo minha culpa que você tenha caído nesse precipício, ainda ssim você tentou me proteger... e-eu queria fazer alguma coisa pra te salvar... d-daí a única coisa em que pude pensar foi o Chara Change... pensei que, mesmo que nós nos machucássemos, ele ao menos amorteceria a queda e talvez amenizasse a situação. V-Você... sempre me protege de tudo e de todos... e eu nunca posso fazer nada em troca. E agora, você podia ter morrido por minha culpa... e-eu fiquei com tanto medo... tanto medo de te perdder que...!
Tadase não conseguiu proferir mais uma única palavra, pois caiu no choro, berrando desesperadamente como uma criancinha, as lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. Nagihiko o abraçou com mais força, afagando seus cabelos com uma das mãos. Sentiu Tadase voltar a enterrar o rosto em seu peito, gritando com a voz abafada e segurando sua camisa com força entre as mãos trêmulas.
– Desculpa... d-desculpa, Fujisaki-kun... e-eu devia ter te escutado, eu sei... n-não devia ter cruzado a ponte... desculpa... e-eu sinto muito, Fujisaki-kun... me desculpa, por favor!
– Pronto, pronto... já passou, não chore mais, Hotori-kun... está tudo bem agora — Nagihiko murmurou no ouvido do Rei, ainda afagando o topo de sua cabeça — Você conseguiu consertar as coisas no final, não foi? Salvou a mim e a si mesmo... então está tudo bem agora, não precisa mais chorar
– Mas... m-mas você podia ter morrido... v-você podia ter morrido por minha causa! — o Rei gritou com a voz embargada, o rosto ainda enterrado no peito do maior
– Mas eu não morri. Estou aqui, não estou? Estou bem aqui, vivo, de pé bem ao seu lado. E mesmo que o pior acontecesse... eu já te falei isso ontem, não foi? Que eu morreria de bom grado por você
– M-Mas eu não quero que você morra!! — Tadase finalmente o encarou, com desespero estampado em seus olhos molhados
– Se é assim, então da próxima vez me escute e não saia correndo por aí que nem louco pra lugares perigosos, entendeu? Pare de dar ouvidos às idéias malucas da Yaya-chan, e escute o que eu digo! — Nagihiko o encarou, agora mais sério, como se estivesse dando uma bronca em uma criança arteira
– H-Hai, entendi... prometo te escutar da próxima vez. Gomenasai Fujisaki-kun... — o loiro abaixou a cabeça tristonho, fazendo um biquinho tão adorável que tornava impossível para qualquer um brigar com aquele menino tão fofo
– Hai, hai... tudo bem, está perdoado — Nagihiko falou, agora mais calmo, dando uma última afagada em seus cabelos — Até porque, você nos salvou no fim das contas, então eu diria que estamos quites. À propósito... arigatou, Hotori-kun... por me salvar
– Fujisaki-kun... hai! Não há de quê! — o rosto de Tadase se iluminou em um maravilhoso sorriso, o que causava um estranho contraste, visto que ele ainda estava molhado por causa das lágrimas
– Bem, o caso agora é... como vamos sair daqui? — Nagihiko perguntou, afastando-se de Tadase, depois de enxugar suas lágrimas — Estamos no fundo de um precipício afinal... alguma idéia?
– Ei, Nagiii! Tadaseeee!!
De uma ladeira escondida pelas plantas que os dois não tinham visto, Yaya vinha correndo, seguida pelo resto do grupo. Utau, Kairi e Rima, que tinham se separado dos demais para procurar por Shiori, também estavam lá, inclusive a própria Shiori, que agora estava acordada, embora ainda parecesse meio sonolenta, e vinha andando devagar, com um dos braços apoiado ao redor de Ikuto.
– Ai, vocês estão vivos, ainda bem! Não sei o que diria pros pais de vocês se tivessem morrido — Utau exclamou ao ver os dois garotos inteiros
– Os dois estão bem mesmo né? Não se machucaram?? — Amu indagou
– Não, nós estamos ótimos, Amu-chan — Nagihiko garantiu
– Cara, que incrível vocês terem sobrevivido à essa queda! — Kukai exclamou impressionado — Aliás, aquela ponte era a maior furada, viu, pouco depois a Yaya encontrou aquela estrada que levava até o fundo do precipício e até o início da cachoeira! — ele acrescentou, apontando para o caminho pelo qual ele e os outros vieram, e então o Rei e o Valete se viraram, só então reparando que eles de fato estavam agora de frente para uma espécie de lago ou rio, no qual a cachoeira despencava
– Não acredito que achamos mesmo a bendita da cachoeira — Tadase falou incrédulo
– E eu não acredito que vocês só repararam nisso ago... agor.... aahhhhh ainda estou cansada... quero dormir mais um pouco — Shiori soltou um longo bocejo, coçando os olhos sonolenta
– Ihh o que é isso Shiori-tan, a preguiça do Ikuto te contaminou, foi?? — Yaya perguntou, cutucando as costelas da garota com o cotovelo
– Antes fosse isso... é que eu tive uns probleminhas depois que nos separamos — ela respondeu, sentando-se na primeira pedra que encontrou
– Ahh então conta pra gente, o que aconteceu? E eu quero ouvir os detalhes, hein?! — Utau sentou-se ao lado dela, pronta pra interrogar a garota
– Me pergunto é o que aconteceu durante o tempo em que ela e o Ikuto estiveram sozinhos, isso sim — Rima falou sugestivamente, setando-se de frente para a garota, também querendo ouvir a história
– Isso é informação confidencial — Shiori levou o dedo indicador aos lábios, fazendo Utau e Yaya soltarem gritinhos agudos com as cenas distorcidas criadas por suas imaginações férteis
– Tá, tá, que tal deixarem o interrogatório pra depois, hein? Vocês não queriam ir ver a cachoeira? — Ikuto lembrou, mudando propositalmente de assunto
– Ahh bem lembrado! Vamos lá, vamos apostar quem dá o melhor mergulho! — Yaya adiantou-se, correndo na direção da cachoeira
– Essa eu não vou perder! Espera aí, Yaya! — Kukai foi atrás dela
–Não quer ir, Hotori-kun? Você queria tanto ver a cachoeira — Nagihiko perguntou baixinho
– É, mas... d-depois de tudo que aconteceu, eu...
– Vamos, já estamos aqui mesmo. Depois de tudo o que passamos, acho que merecemos ao menos um mergulho na cachoeira, não acha? — Nagihiko sorriu gentilmente, estendendo a mão para o menor, que a aceitou, sorrindo também, e juntaram-se aos demais, no que acabou sendo um dia mais divertido do que eles podiam imaginar.
*** Próximo Capítulo: Festival ***
Notas finais
Eu pretendia colocar um aviso nas notas iniciais dizendo que esse capitulo poderia estar muito emocionante ou chcoante, mas depois de um aviso que eu coloquei naquele cap da praia e que uma certa pessoa falou que eu estava exagerando e que aquilo era propaganda enganosa, eu resolvi não avisar mais nada u__u
Mas eu viajei muito nesse capítulo né, podem falar... e antes que vocês comecem a me a me xingar e/ou me ameaçar, pdoem ficar tranquilos que eu não vou matar ninguém não, nem mesmo aquele cosplayer maluco do bosque. Aliás, pra quem não conhece, o personagem do qual ele queria fazer cosplay era o Ciel Phantomhive do anime Kuroshitsuji, pra quem nunca viu, eis uma foto:
http://images2.fanpop.com/image/photos/9300000/Ciel-Phantomhive-kuroshitsuji-9349545-520-740.jpg
Me desculpems e tiver muitos erros de gramática nesse capítulo, eu juro que tinha revisado tudinho, mas na hora de enviar deu erro aqui e tipo, esse cap tem 6 mil palavras, eu não tava a fim de revisar tudo de novo -.-" /levatapa
Se puderem dêem uma olhada na minha nova fic também onegai *-*
http://fanfiction.com.br/historia/312886/Ed_In_Wonderland/
Deixem reviews onegai e façam de mim uma autora feliz!!! *o*
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