Destinos Entrelaçados.
23 Reviravolta
Notas iniciais
– Vamos Vicky você sabe esse – incentivei.
Estávamos nós duas sentadas na sala de estar, em pleno sábado tentando fazer o dever de casa de Vicky, eu me acomodei o melhor que pude com meus 5 meses a barriga atrapalhava um pouco, consigo me lembrar perfeitamente de como Marta e Vicky ficaram quando comentei da minha gravides, desde então venho sendo paparicada por todos a minha volta, todos mesmo, Dom não me deixa levantar um prato achando que posso me machucar.
Daniel vem bastante agora aqui, e apresentou Ashelly a Dom, foi engraçado ver a reação dele quando descobriu que o irmão estava noivo.
– acertei? – Vicky colocou a mão na minha barriga, ultimamente ela faz isso sem perceber.
Chequei a questão sorrindo.
– viu? Eu disse.
Dom passou a minha frente, recém-saído da academia, o que significava que ele estava suado, molhado, e completamente gostoso, observei enquanto ele passava, acho que notou minha presença, pois virou na nossa direção sorrindo.
– Hey vocês estão aqui – ele se aproximou.
Não dava para não notar o quanto seu corpo estava trabalhado, e lindo.
Me levantei, quero dizer, comecei a levantar e Dom me segurou, teria ficado irritada se não tivesse gostado tanto.
– sei me levantar – senti o corpo dele molhando minha camiseta.
– eu também sei te levantar – ele mordeu o lábio inferior – que tal ir tomar banho comigo e eu te mostro como te levanto bem?
– ela ia adorar – Vicky me assustou – Mas ela está me ajudando Dom.
Ele fez uma cara de desgosto e eu dei de ombros.
– um dia ele me mata por isso – ela o observou sair e começou a rir.
– um dia eu te mato por isso sua fedelha – brinquei – venha, vamos terminar.
Nós estávamos terminando quando Marta trouxe Tortilha para nós, é claro que Dom ia amar, então comi duas rapidamente e separei as de chocolate para ele.
Estava prestes a me levantar quando uma garota, mais ou menos da minha idade abriu a porta, ela olhou em volta então simplesmente se ajoelhou, no batente, com a cabeça para baixo, ela era loira e tinha cabelos bem curtos, eu estranhei e fui me aproximar, mas Marta apertou meu braço e me mandou ficar sentada, enquanto desaparecia na cozinha.
Fiquei confusa com aquilo até ele aparecer, em uma cadeira de rodas e com dois seguranças enormes, Aslam parecia mais abatido do que nunca.
Seu olhar se recaiu sobre mim enquanto analisava a sala.
Ele tocou levemente a cabeça da menina sem tirar os olhos de mim.
– vá chama-lo.
Ela se levantou e andou graciosamente em direção a escadas.
E nós ficamos lá, apenas nos olhando, sem nem um argumento para começar a falar.
– Отец – Dom desceu as escadas.
Seu cabelo estava molhado e ele estava apenas de calças.
– não me avisou que viria.
Ele falou alguma coisa em Russo que eu não entendi, mas foi olhando para mim, e como Dom ficou pálido, imaginei que não era boa coisa.
– Vicky – falei – vá para seu quarto.
Ela correu em direção as escadas e eu me levantei.
Os olhos de Aslam se arregalaram assim que ele viu minha barriga.
– De quem é essa Criança Dominic? – ele perguntou.
– é minha Отец – ele respondeu baixo.
– você... – Aslam parecia está com nojo – Você andou copulando com esse verme?
Está bem, esse lance do verme doeu.
– não fale assim dela.
Agora sim, ele parecia genuinamente surpreso.
– Acho que você anda passando tempo demais com seu irmão – ele teve um acesso de tosse – primeiro me desobedeceu, e agora me contradiz? Onde está meu filho?
– estou bem aqui pai – ele se ajoelhou perante a cadeira e pegou as mãos do velho – sou eu aqui.
– então jogue-a fora – ele apontou para mim – nossos problemas começaram por causa dela, mande-a embora, mate-a, faça o que quiser, mas mande-a embora, ela traz azar a nossa família.
– eu não ligo para superstições.
– eu ligo, e bem me lembro de ainda mandar nessa família – ele disse meio engasgado,
Um bolo cresceu na minha garganta, eu queria matar aquele velho.
– pai será que podemos conversar no meu escritório?
– não, eu não vou entrar nessa casa de imundice – ele cuspiu na minha direção – dormir com uma escrava, essa ai deveria ser como Leila.
Ele passou a mão no cabelo da menina loira, que voltara a ficar de joelhos.
– mas parece que você não tem controle na sua casa, uma escrava comendo na sua sala – ele continuou – e ainda por cima, quem era aquela criança? Só falta dizer que também é filha dela.
– pai já chega, — Dom falou com aquela voz autoritária – Você está na minha casa, pare de dizer como devo tratar o que é meu, Vickitoria é apenas uma menina que eu peguei, ela não é uma escrava, e eu vou pedir com educação que pare de falar desse jeito de Anna, ela carrega o meu filho, e eu a Amo.
Quando ele disse essa frase final pareceu que Aslam engasgou com a própria saliva, ele tentou respirar mais sua garganta fez um barulho estranho, no mesmo instante Dom correu na direção dele.
– Anna chame a Ambulância.
Corri para a cozinha e peguei o telefone, não demorou mais que 4 minutos para eles chegarem, ninguém iria querer se responsabilizar pela morte de um Romanoff.
Dom foi junto com ele, e eu também queria ter ido, mas acho que Aslam não iria me querer por perto, com certeza era a única pessoa que não estava feliz com minha gravides.
Acho que por causa do susto, mas minha barriga doeu terrivelmente pelo final da tarde, eram pontadas agudas que vinham da boca do estomago até minha virilha, e aquilo doía muito, Marta ficou preocupada e chamou um médico, eu daria qualquer coisa para Dom está aqui, Ashelly chegou minutos depois com o doutor e ficou comigo pelo resto do dia, só saiu bem de noite pois tinha Platão, e eu comecei a me apaixonar por ela gradativamente, seria uma ótima amiga.
Eu estava morrendo de sono mas estava decidida a só dormir quando Dom chegasse, o que realmente demorou, quando ele chegou, estava um uma blusa de medico, o que deve ter pego no hospital, para cobrir o peito nu, quando notou que eu estava sentada no sofá veio até mim, sentou no chão e colocou a cabeça entre minhas pernas, comecei a mexer no seu cabelo com carinho.
– Você está bem ?- perguntei.
Sem resposta.
Então fiquei quieta, apenas deixando o momento passar.
Me pareceu uma eternidade até ele levantar a cabeça.
– sabe – ele falou baixinho – eu amo você.
Um sorriso brotou em meus lábios, e eu tentei me abaixar para beija-lo, mas havia uma bola no nosso meio.
– preciso de ajuda – murmurei.
Dom levantou a cabeça e alcançou meus lábios.
Ele se afastou encostando a testa na minha.
– ele está bem? – perguntei devagar
– Não, ele não está nada bem – eu percebi que ele iria chorar, e sabia que Dom não estava pronto para isso ainda.
Então falei a primeira coisa que me passou pela cabeça.
– Sabe aquele banho? – dei um sorriso – ainda quero ver como você me levanta.
O menor dos sorrisos brincou nos lábios dele.
– Vem comigo — ele pegou minha mão – vou te mostrar.
–----------------------------------------#-----------------------------------#---------------------------------------------
A QUILOMETROS DALI.
Um rapaz andava na floresta sem saber ao certo para onde ir, não tinha certeza se aquilo seria uma armadilha ou não.
– hey alto lá – um homem usando uma armadura que lembrou ser dos Coletores o parou — quem é você?
– achei que nomes não interessassem aqui.
O homem abaixou a arma.
– A senha está correta – ele falou – mas me diga, tem algo útil para nós?
–tenho – ele falou com firmeza – sei onde é a casa do homem que controla a cidade inteira e o melhor, sei como entrar sem sermos percebidos.
– como alguém como você saberia disso?
– eu trabalhava lá, sei onde fica cada sistema de alarme.
Um sorriso maníaco brotou nos lábios do homem.
– Venha meu rapaz – ele abriu os braços – bem vindo à revolução, nós vamos fazer historia.
Fale com o autor