Notas iniciais
Bom estou postando apenas o primeiro Cap.
Aqui está o Trailer da fic, quem se interessar e quiser olhar.
https://www.youtube.com/watch?v=PYCFW7o4S6M
Só vou continuar postando quando terminar minha outra fic, OS GOLPISTAS.
Até lá só será esse.
Espero que quem leia goste.

POV MELANIE PARKER

Paguei o taxista, enquanto procurava o papel em meu bolso. Sair do carro ficando em frente ao portão da residência. Olhei novamente o endereço no papel, realmente aquele era o tal lugar, uma luxuosa mansão enfeitou minha visão.

Amassei o papel e o joguei ali mesmo na calçada, tracei uma caminhada até a varanda da residência. Nunca tivera em um lugar tão chique, já tinha freqüentado ótimos lugares, mas aquele era magnífico.

O dono com certeza era podre de rico, devia ser alguém velhote babão, desses que eu estava acostumada a atender. Apertei a companhia, o som ecoou pelo interior da bela mansão, enquanto olhava admirada cada detalhe dali, a porta de madeira fora aberta, um mordomo muito bem vestido esticou o braço, ele indicou o caminho para mim.

—O senhor aguarda a senhorita no terceiro quarto à direita.

—Ah! Obrigada—Assim que entrei, o homem desapareceu, me deixando sozinha no hall, caminhei vagarosamente pelo corredor, apareci em uma imensa sala de estar, decorada com móveis caros e sofisticados. Um belo quadro pintado à mão estava em cima da lareira, na pintura estava uma jovem muito bonita, esbanjava felicidade em um sorriso aberto, os cabelos decaídos pelos ombros, seus olhos chamavam atenção, também havia uma porção de outros espalhados por toda a sala.

Voltei ao meu foco, não podia passar a noite toda ali, ainda tinha mais dois encontros, dependia disso para viver. Encontrei uma escadaria em minha frente, sem pensar duas vezes comecei a subi os degraus, olhei para trás, conferindo se estava mesmo sozinha.

[...]

—Pode entrar—Uma voz grave respondeu do outro lado da porta. Felizmente encontrara o quarto sem me perder. Rodei a maçaneta revelando o quarto. Paredes em tons claros, uma bela cortina de renda, conseguia enxergar meu próprio reflexo no piso do chão.

Entrei fechando a porta, meus olhos ainda vasculhavam o cômodo. Uma cama de casal estava bem arrumada, como se nunca tivesse sido usada. Um homem estava sentado em uma poltrona de costas para mim, apenas sua cabeça ficava revelada, cabelos em tons escuros, pensei que fosse encontrar uma cabeça bem albina.

—Qual o seu nome?—Voltou a falar.

—Melanie Parker, marcou um horário comigo as 20h00.

—Eu sei, dei uma olhada na Internet, você de todas foi a que mais me interresou—Fiquei satisfeita com o que ele disse.

—Então, poderia começar deixando eu vê o senhor—Coloquei as mãos nos bolsos laterais da calça.

—Hoje não—Respondeu.

—Como senhor?—Fiquei confusa.

—Não quero mostrar minha face, só quero conversar um pouco.

—Olha, acho que ligou para o departamento errado, não sou terapeuta ou psicóloga, meu trabalho exige outras funções.

—Sei muito bem quais ferramentas seu trabalho utiliza, só que eu dispenso essa parte, além do mais a quantia é boa, não vai se arrepender, quantas garotas em seu lugar só queriam me escutar em troca do trabalho.

—Ta dizendo que vai me pagar só para escutá-lo?

—Exatamente—Confirmou.

—Isso é estranho.

—Não vejo problema em querer apenas conversar.

—Eu vejo.

—É sempre desconfiada assim?

—Quando as coisas me cheiram mal eu sou.

—Sente-se na cama, não precisa ter medo, não a tocarei, considere isso uma nova experiência.

—Está certo—Caminhei até a bela cama, sentei me ajeitando no colchão, ainda estava desconfiada daquilo tudo.

—Está confortável?

—Sim eu estou, será que podemos parar de enrolação, ainda tenho mais dois clientes hoje, não posso me atrasar.

—Está bem senhorita Melanie—Segurei a risada com o jeito que ele falou—Fale-me um pouco sobre você.

—Minha história não é legal cara, não é algo que goste de partilhar com estranhos.

—Pensei que fosse seu cliente—Falou.

—O que quer saber então?

—Sua história, como parou nessa vida?

—Perdi meus pais muito cedo, meu pai morreu em um assalto e minha mãe teve câncer no pulmão, ela fumava muito, não tivemos grana para o tratamento, simplesmente uma fortuna.

—Tem irmãos?

—Um irmão, o nome dele é Jamie.

—E onde ele fica quando você está trabalhando?

—Bom, ele não mora comigo, ele mora com uma tia minha, em outra cidade, ela cuida dele contra a vontade, toda semana mando um pouco de dinheiro para ele, mas assim que tiver melhor de vida, eu o trago para morar comigo.

—O ama?

—Claro que amo, ele é o que sobrou da minha família.

—O que aconteceu depois que seus pais faleceram?

—Fui parar nas ruas, depois para um orfanato, Jamie veio junto comigo, quando completei a maior idade fui liberada, como era a responsável pelo meu irmão, acabei tirando ele também.

—Então começou a ser garota de programa?

—Na realidade uma amiga me falou, estava sem dinheiro, não sabia o que fazer, por isso mandei Jamie para outra cidade, para que vivesse longe de tudo isso que vivo. Conheci através dessa minha amiga, a dona da agencia onde trabalho, Dona Eugenia.

—Vive disso há muito tempo?—Ergui o cenho, aquele homem só sabia fazer perguntas, fiquei calada por alguns minutos, mas acabei respondendo, era melhor que o cachê valesse muito à pena, estava expondo minha vida pessoal.

—Três anos mais ou menos.

—Um bom tempo não acha?

—Olha cara, não tive a sorte grande ainda, por isso vivo dessa forma, chama-se necessidade, acha que gosto de sair todos os dias com caras diferentes? Não mesmo, mas esse é meu trabalho, de alguma forma é meu ganha pão.

—Desculpe se ofendi a senhorita.

—Não quero mais falar da minha vida íntima, se quiser pode reclamar com a dona Eugenia, eu aguento as consequências depois.

—Não disse que faria isso, não precisa se preocupar, só queria conhecer melhor você antes.

—Sei, o senhor tão cheio das perguntas, chegou minha vez de perguntar.

—Não acho uma boa idéia.

—Encheu- de perguntas e eu não posso perguntar nada? Não acho justo, você mesmo disse que queria conversar.

—Esperta—Eu abrir um sorriso pequeno.

—Qual o seu nome antes de qualquer coisa?

—Não estou pagando para ser interrogado—Seu tom de voz havia mudado, não estava mais gentil.

—Droga! Não custa nada falar o nome, suponho que tenha um—Ele ficou calado, nem se mexia na poltrona, tudo aquilo era uma palhaçada.

—Olha cansei dessa brincadeira, pague-me o que deve e vou embora—Levantei-me da cama.

—Jared Morgan—Respondeu, eu voltei a me sentar na cama.

—Não doeu não é?—Mordi o lábio—Mora sozinho nessa mansão?

—Sim.

—Cara como consegue? Isso aqui é imenso, e olha que nem olhei tudo, deve ser muito rico.

—Tenho o bastante para viver uma vida de luxo.

—É herança?

—A metade apenas, o resto foi conquistado com meu trabalho.

—Deixe-me adivinhar, por acaso é pintor.

—Como sabe?—Jared parecia surpreso.

—Pelos diversos quadros que observei em sua sala, aliás, tem um lindo, de uma moça muito bonita, você mesmo que fez?

—Aham.

—Por acaso conhecia a moça?

—Sim.

—Quem era?

—Já pode ir Senhorita Melanie, meu mordomo estará no hall, ele irá pagar a quantia da noite—Havia urgência em suas palavras, Jared cortara a conversa de ma forma estranha.

—Ah... Tudo bem—Levantei-me indo para a porta.

—Obrigado pela conversa—Ele agradeceu.

—Relaxa, não precisa agradecer—Abri a porta indo embora.

[...]

Peguei um taxi de volta, já passava das duas da manhã. Diferente de Jared, tive que atender os outros dois clientes da forma certa, fiz os dois programas em menos de duas horas. Estava exausta e com muito sono, pelo menos a noite tinha lucado bem, mais por causa de Jared, a quantia que ele me pagara fora bem gorda, grana pra uma semana de programa.

Não entendi bem o porque ele fizera isso, era muito dinheiro, e eu nem fiz nada, apenas conversei, quem dera se todos os homens fossem assim, pena que no meu ‘trabalho’ não tinha muita sorte, precisava agradá-los ou então estava no olho da rua.

O Taxi parou em frente ao apartamento, a rua estava deserta, o bairro era perigoso, mais não me importava, com o dinheiro que ganhava não podia me dar ao luxo, tinha que pensar em Jamie, boa parte eu mandava para sua educação, queria que ele fosse alguém na vida, diferente de sua irmã.

Peguei duas notas de dez dólares e paguei ao motorista, ele já era meu conhecido, quase sempre pegava carona com ele na volta para casa.

—Boa noite Max—Já estava na calçada.

—Boa noite Mel, entre logo, ficarei olhando, não quero que seja assaltada em frente de seu apartamento, sabemos bem como funciona esse seu bairro.

—Obrigada Max—Depois da despedida entrei para o apartamento.

Notas finais
Quem gostou então fique de olho, logo irei começar nela.
Beijos.