Notas iniciais
And now you do what they told ya (now you're under control) ♫

Há quase quatro meses...

Era madrugada, chuviscava e, supostamente, não deveria haver nenhuma alma viva -tampouco adolescentes- vagando por certas extensões de rua mais desérticas que, existiam em Rosefield, longe de hospitais, delegacias e, bom, movimento algum que pudesse existir no horário num geral. A calmaria, sim, reinava na cidadezinha. Exceto dentro daquele carro preto, turbinado, em alta velocidade.

“Hello... Hello... Hello... How low...”

Santana, sentada num dos bancos de trás do veículo, recebeu outra garrafa de bebida de Puckerman que repousava ao seu lado, muito animado e bêbado por sinal.

— Ainda muito irritada e entediada com a parada de estar presa à Pierce e a Fabray?

A garota olhou para o jogador, debochada, e não respondeu.

— Vamos ficar dando voltas e mais voltas em círculos? Rá-rá. Tinha esquecido como eram sem graça, às vezes.

— Não, não vamos Lopez... – Ryder respondeu da direção e encarou-a pelo retrovisor. – Só tô me certificando do horário que os policias saem da área pra qual vamos, nosso plano inicial tá de pé, fica tranquila.

— Cara, ela tá querendo diversão! Diversão! Mas, não vai dar com essa música aí, tira disso, troca a rádio! Deixa qualquer um pra baixo essa coisa, ninguém merece, por favor...

“Coisa?”

— Isso é Nirvana, Puck.

Bleh! Quem se importa com porra de Nirvana, Lynn? Ninguém aqui! A Santana tá do jeito que tá, e, o Sebastian concorda comigo também, não concorda mano?

O atleta mencionado deu de ombros e Ryder apertou um botão próximo ao painel do automóvel.

— Pronto. Teto aberto. Agora, a Santana e você podem olhar à vontade pra fora Puck, feliz?

— É... – A Lopez disse antes que Noah pudesse abrir a boca, erguendo-se ao teto-solar e tomando mais um gole do álcool em mãos, prévia a devolução do recipiente para o mesmo, que a observava de baixo, calado. – Agora, tá um pouco melhor.

— Que bom, Tana...

Puckerman aproveitou que Ryder, agora, estava com uma mão ocupada do volante e outra com sua própria garrafa de cerveja e se inclinou no meio dos bancos fronteiros para poder alcançar o rádio.

— Falta isso ainda, Lynn.

Ele trocou a estação.

“I got dark, I got evil, that rot inside my DNA...”

Wow, Kendrick Lamar, é disso que eu tô falando!

— Essa DNA é muito boa mesmo... – Smythe concordou com Noah. – Foi mal Ryder, sabe que eu também gosto de Nirvana, mas é bom variar um pouco e escutar coisas mais atuais, sabe...

O motorista foi obrigado a aceitar a melodia/batida/letra, era minoria, todos preferiam aquilo. Apesar de o carro ser seu. A não ser que, talvez, houve um empate:

— Você também pensa assim, Santana?

— Tanto faz, sorriso.

Bom, valeu à tentativa.

“Problem is, all that sucker shit inside your DNA..."

(...)

Enfim, os estudantes tinham chegado à praça que Ryder comentara. Ao centro do lugar, a estátua do primeiro prefeito de Rosefield residia, em perfeito estado. Nenhum tipo de segurança por perto, como ele sabia não haver no horário, já que, hipoteticamente, era para estar tudo em plena pacificidade, não era feriado, apenas um dia útil qualquer da semana. Por que se preocupar? Os adolescentes tinham aula no dia seguinte, não aconteceria nada, pff.

— Qual a proposta hoje?

— Bom... – O Lynn bebeu um pouco mais de cerveja, enquanto juntava palavras pra explicar a Santana, de forma sucinta. – A gente já pichou igrejas, pontes, muros, e érr, eu pensei que talvez fosse legal dar um susto no povo, com algo revolucionário, nessa praça tão respeitada. O que vier a mente, vamos fazer. Os policiais daqui são tão ruins que nunca vão saber mesmo, como as outras coisas, eles têm preguiça, temos que tirar vantagem disso.

— Ok... – A Lopez obervou os outros rapazes pegando latas de tinta, sprays, e ferramentas no porta-malas do carro de Ryder. – Espero que isso seja tão divertido quanto à proposta.

— Vai ser a coisa mais perigosa que já fizemos por aqui, isso eu posso garantir...

— Emocionante.

Só seu tom de voz que não era.

(...)

Ryder deixou seu carro para trás, depois de dar uma série de drifts pelo gramado, recém-detonado, durante o tempo em que Sebastian e Puck pichavam algo, ele se aproximou da Lopez.

— E aí, como tá sendo a experiência, Santana?

Ela acabara de jogar tinta na estátua do prefeito, como se fosse uma tela em branco, e se sentia vazia, tonta e entediada, talvez até mais nervosa do que quando saíra da residência de Alma de fininho, a fim de esquecer todo o resto, o que era impossível já que o problema era estar na cidade, ter seus pais e aguentar chatice alheia. Não funcionara. E não tinha sentido ela destruir patrimônio público, correr o risco de ser presa e, bom, acabar com o resto da sua vida por ali mesmo, antes de completar dezessete anos, quão ridículo seria isso.

— Um lixo... – A líder de torcida largou a garrafa que apertava nas mãos. – Quer saber? Esquece Ryder, eu vou embora, avisa os outros.

— Mas... Mas... Por quê?

Muito álcool, ela poderia chorar, e não queria.

— Cansei de ficar aqui, só isso.

— Podemos ir pra outro lugar, só a gente, o que acha?

Ela suspirou.

— Não tem salvação essa cidade, nada nela é... Ahn... O que eu quero dizer é que, falta diversão aqui, entende? Você não tem o poder de mudar isso e nem pode. – Santana se virou para sair. – Tchau...

— Espera! – Ele a puxou para bem perto. – Eu concordo com tudo que falou Santana, tudo, só que, eu ainda sim posso tentar mudá-la.

O Lynn tentou beijá-la, após sua fala.

— Não... – A latina negou, empurrando-o, e mesmo não conseguindo o que queria, o jogador manteve as mãos nela. – Para, Ryder.

— Qual o problema?

— Vários, além de não querer ficar com você, é lógico.

— Me dê exemplos, então...

A atleta revirou os olhos.

— Eu já fiquei com o Puck, se esqueceu disso?! Seria estranho, não dá pra ver? Não vai acontecer, não quero, já disse.

— Não, não seria estranho, ele não se importa, vem, vai...

— Mas, eu me importo, caramba!

Ela o empurrou, outra vez, com mais vigor e ele cedeu finalmente e deixou-a em paz.

— Não toca mais em mim, ok?

— Como você quiser, desculpa, não sei o que deu em mim...

— Tá.

— Vamos esquecer?

— Claro.

— Obrigado...

Ryder deu as costas a ela, nada feliz e se encaminhou a seu carro, se equipando de um pé-de-cabra, pegou-o e escalou o próprio veículo até o topo, para ficar na mesma altura da estátua que se localizava exatamente ali, coisa a qual ele encheu de golpes, para se tranquilizar da raiva ardente, até desfigurar e destruir a pedra cultural.

— É assim que se faz! Estão vendo?! Assim!

Puckerman e Sebastian se aproximaram.

— O que tá acontecendo, Tana?

— Aparentemente, o Ryder bebeu demais e acabou de deixar a noite mais interessante... – Ela pegou o celular e começou a gravá-lo, sem o mesmo se dar conta, e riu. – E engraçada.

A verdade era que, essa, não fora a primeira nem a última vez que Santana e Ryder tiveram diálogos sobre diversão.

E agora...

Santana sentou-se no chão do sótão da casa dos Pierce, em frente à Brittany e Quinn, que se encontravam, totalmente, perdidas com toda a situação, ainda.

— Você disse que é o Ryder o chantagista certo, Sannie?

Ela assentiu, quieta e, profundamente, pensativa.

— Você vai explicar ou não, Lopez? Por que é ele? Fala! Corremos demais e não temos resposta alguma ainda!

Brittany apertou a mão da amiga.

— Espera um pouco, Quinn.

— Além da frase que tinha dentro do papel, aquele número binário deixado lá significa “R”, e também tem a música que ouvi na ligação do farol... Não dá pra explicar... Ele queria que eu soubesse que é ele, caso não caísse na história de ser o Puck, só não faço ideia do motivo, quer dizer, talvez ele esteja planejando algo pra mim dessa vez, é um “jogo” né...

— Mas, o garoto parece inofensivo.

Rá, não mesmo, isso é o que você acha Fabray, o Ryder é um louco, pena que só me dei conta agora...

— E se tiverem armando pra ele, hein?

— Duvido.

— Então, diga, o que tá escondendo da gente, afinal?

Olhos castanhos fitaram verdes e depois azuis, e aí Santana suspirou, pegando o plástico que acharam enterrado no quintal de Noah.

— Primeiro vamos ver o que sobrou do celular da Kitty...

— Ok.

As ginastas vasculharam o aparelho e apenas acharam a conversa do anônimo com a Lopez, o resto tinha sido completamente limpo, excluído, exterminado. Como era de se esperar. Então, elas excluíram o que sobrara, também.

— O que a gente vai fazer com isso, agora?

— Por enquanto vamos deixar guardado... – Brittany respondeu à Quinn, pegando o plástico, para poder pôr num lugar adequado. – Tudo bem?

Elas concordaram e logo depois, Santana começou a contar algumas histórias que levavam-na a ter certeza de que era Ryder Lynn o anônimo. Porque era ele. Não tinha como não ser.

— O que vamos fazer?

— Vocês nada. – Santana informou-as, séria. – Mas, eu vou.

A Pierce se preocupou frenética.

— Não, sozinha não, San...

— Sim, sozinha, eu tenho um plano.

O coração da de olhos azuis disparou mais e mais.

— O que vai fazer, hein?

— Conversar, só isso.

— Não acha perigoso?

— Pra ele também vai ser, eu garanto.

— Não acho que seja uma boa ideia, que tal se...

— Eu já me decidi sobre isso, Britt.

— Mas...

— Não tenta, não vou mudar de ideia, você precisa confiar em mim... Vocês precisam, aliás.

Quinn deu de ombros.

— Por mim você faz o que quiser, ele é seu amigo... Ou era, sei lá... Resolvam-se.

— Imaginei que fosse dizer isso.

Brittany não tirou os olhos da namorada teimosa.

— Você, pelo menos, vai dizer pra gente o que está pensando em fazer, pra acabar com isso, de verdade?

— Vou dizer coração, bom, tudo começa com um Café...

(...)

[Santana]: Hey, R! [7:53 p.m]

[Santana]: Preciso da sua ajuda com uma coisa... [7:53 p.m]

[Santana]: Relacionada ao Puck ¬¬ [7:53 p.m]

[Ryder]: Oi, Tana o/ [7:53 p.m]

[Ryder]: Pode dizer ;) [7:53 p.m]

[Santana]: É importante, não dá pra falar por aqui, pode me encontrar agora? [7:54 p.m]

[Ryder]: Agora? Claro! [7:54 p.m]

[Ryder]: Onde? [7:54 p.m]

[Santana]: Naquele Café, The Rose Bean, sabe? [7:55 p.m]

[Ryder]: Beleza, te vejo lá. [7:55 p.m]

E, assim, havia sido a conversa dos estudantes numa sexta-feira de Fevereiro, antes deles se encontrarem no estabelecimento marcado. Santana chegara antes. E Ryder, bom, ele estava tentando encontrá-la, e quando teve sucesso, notou que ela se enfiou bem ao fundo de toda a cafeteria, o assunto deveria ser bem importante, de fato.

— Oi... – O jogador se acomodou, em frente a ela, na mesa escolhida. – Desculpa o atraso.

— Tudo bem, você deveria estar fazendo coisas superimportantes.— Ela sorriu de forma nada simpática. – Não vai pedir nada, não?

— Ah, vou sim... – Ryder olhou o cardápio e chamou um garçom. – Um expresso grande, por favor.

Logo, o moreno -com o penteado mais bagunçado que o normal- voltou os olhos na Lopez.

— Então, o que tem o Puck?

— Eu é que pergunto pra você, “R”.

— Que? Como assim? – Ele riu. – Pode dizer me dizer, na boa, o que ele fez? Não vou ficar surpreso.

Santana tomou um gole de seu latte sem mudar de expressão.

— Você já pode parar de atuar Ryder, sei que é você, não caí na armadilha que deixou.

Ela tirou um papel do bolso e desdobrou-o, passando por cima da mesa até chegar ao olhar de Ryder. “E agora, tudo parece divertido o bastante pra você, Santana? = 01010010” Eles ficaram se encarando, em silêncio, até o café pedido pelo rapaz chegar.

— Você queria que eu soubesse, dá pra ver...

— Parabéns, Lopez! – Ele bateu palmas e empurrou o impresso de volta para ela. – Até que você não é tão lerda quanto estava parecendo ser nos últimos dias, ótimo.

— Posso saber o porquê fez tudo isso? Você é doente? Pirou de vez?

— Onde tá o seu celular?

Santana estranhou.

— Por quê?

— Coloca na mesa pra eu ver, senão a conversa acaba aqui, vai.

Ela suspirou, entediada, e pôs o aparelho sobre a madeira. Ryder relaxou ao perceber que não estava sendo gravado. E, após algumas fitadas bem concentradas na roupa que a latina vestia, para saber se algo estava fora dos eixos, Lynn começou a falar.

— Tudo isso o que, Santana? Seja mais específica sobre “tudo que fiz”, por favor. – O adolescente gargalhou e bebeu um pouco de seu expresso. – Você diz: copiar a ideia da Kitty, só que, melhor, com tudo que andei descobrindo sobre a galera durante todos esses anos no McKinley?

— Não, idiota, me referia à parte de foder a vida dos outros mesmo.

Ryder deu de ombros.

— Eu não fodi a vida de ninguém.

— Não? Fez o que então, cínico? Pelo amor de Deus...

— Eu estou jogando, Santana. Não toquei em ninguém. Eu só descubro as coisas. Nas mensagens, dei poder de escolha às pessoas e algumas concordavam com o proposto por mim, outras não. Quem não quis já teve o segredo espalhado e está livre. Se quisesse você também estaria, pena que é covarde demais, né? – Ele sorriu quando percebeu o corpo da garota se enrijecer de nervoso e continuou: – Aqui está a diversão que tanto queria na sua vida! Feliz? Que a gente tanto queria em Rosefield, a propósito. Estamos num show cheio de atrações, pode escolher o que assistir. Assunto não falta mais. Não é bom o bastante? Pra você nunca parece ser.

— Você tá louco? – Santana se inclinou na cadeira. – Quer me fazer ser vista como vilã pela escola inteira, pra que, hein? Esse é o fim que mencionou na ligação? Abre o jogo, acabou.

— Acabou? – Ele não conteve os risos. – Tá bom... Vai me dizer que você não é uma vilã mesmo, garota? Hum, engraçado... Você mesma se colocou nessa posição quando aceitou a chantagem da Kitty, eu só embarquei no rastro deixado, não me responsabilizo.

Ela mal podia acreditar na loucura.

— Vem cá, por que jogou o Spencer do penhasco? E machucou a Madison? Sem falar no boicote as Cheerios e as coisas estranhas que andam acontecendo.

— É... Realmente... Foi pesado o que houve com os nadadores, mas não finja se importar, porque sei que é mentira, você adorou, vai. Só está preocupada com o próprio nariz.

— Responde a pergunta, Ryder...

— Como eu disse, dou opções às pessoas. Tanto quem machucou o Spencer, como a Madison, achou essa atitude mais aceitável que a revelação do segredo delas pro resto da escola. Eu não tenho nada a ver com isso, entende?

— O que vai ser da próxima vez? Morte? É?

— Quem sabe...

Ela fez uma careta.

— E quanto a Terri, o que ela tem a ver com tudo isso, por que aceitou atender nossa chamada e pôr a música?

— Ela dá remédio pros alunos, sem receita alguma, e também dorme com uns, esperava o que? Tenho a mulher nas mãos. A culpa é toda dela, como de todos que se submetem a isso, simples.

— Não sei como ela aceitou, sinceramente, não sei.

— Ah, eu gravei a gente transando, quer mais detalhes?!

A Lopez se horrorizou, a coisa era séria.

— Você e ela... Nossa... Você é um lixo... Espero que saiba disso.

— Ah, Santana, Santana, ao invés de falarmos sobre mim, você podia relaxar e contar mais pra mim dessa história que descobriu que jogava no outro time por interesse, que tal hein?

A morena tirou seu celular da mesa.

— Ryder, acabou pra você, vou chamar a polícia.

— Polícia? – Ele riu. – Desde quando tá do lado deles, hein? Quer saber, não importa. Você nem tem provas, ou algo que possa usar contra mim, se toca...

— Tenho sim.

— Tá blefando...

— Pode apostar que não.

O garoto arqueou uma sobrancelha, curioso com toda a audácia da Lopez, se alegrou.

— Ah, é? Que prova você tem? Mostra.

— Como quiser... – Ela abriu um arquivo no celular e virou a tela para o delinquente, fazendo-o ver o que o mesmo fizera a estátua da cidade, mas ele não parecia assustado. – Tá aí.

O Lynn encostou-se ao assento, de novo.

— Nossa! Você é muito divertida e inteligente mesmo. Tenho que admitir Lopez, você é a melhor. Poderíamos dominar o mundo juntos se quisesse. Pena que se faz de difícil.

— Oi?

Por que ele não parecia assustado e ria dela?!

— Isso ficou muito melhor do que eu imaginava que ficaria, ai, ai.

Ele continuou tomando o café, como se nada tivesse acontecido, como se aquilo não fosse prova o bastante, como se estivesse no controle.

— Você entendeu a parte que eu vou chamar a polícia?!

— Acha que eu me importo?

— Não é possível que isso não te atinja.

— Em partes me atinge. Mas, eu não me importo tanto. Sou um lixo, não vou negar. Não vou ter um futuro mesmo, e outra, cartas na manga não me faltam, deveria saber. Você não vai mesmo ligar para a polícia, não é, Santana? – Ele se equipou do próprio celular e o virou para a latina, a página aberta era dentro de uma conversa com Jacob Bem Israel, sua foto com Brittany a um mísero botão de ser enviada para o fofoqueiro. – Enfim, estamos quites.

Santana sentiu o corpo inteiro latejar.

— Ryder...

— Não se preocupa. Não vou mandar agora. E, também não vou fazer você apagar o meu vídeo do seu celular usando isso, não. Nada disso. Há coisas muito mais interessantes em jogo.

O que estava acontecendo?

Ryder riu e Santana enojou-se.

— O que você quer, hein?

— Bom, na verdade, isso me deu várias ideias. – Ele largou o celular na mesa. – Não das que estão passando pela sua cabeça. Não sou o Puck. Tem haver com algo que encerre isso de uma vez por todas, da melhor forma, só você e eu.

— Para de enrolar e diz logo o que quer.

— Vou te dar a jogada final, Santana. – O Lynn disse como se fosse à coisa mais óbvia sendo falada. – Não quer ser a heroína-justiceira? Acabar com isso? Você tem a chance, agora. Basta escolher. Não é muito difícil. Ou você esquece o meu vídeo e eu esqueço a sua foto e ficamos assim, na paz, eu continuo meu jogo com todo mundo e acaba pra você toda a chantagem. Eu e você continuamos numa boa. Ou então, você entrega o meu vídeo a polícia e eu libero a sua foto com a Brittany pra geral, deixando o resto dos jogadores em paz, apago tudo, ninguém sofrerá mais chantagem. Nós dois nos ferramos.

Essas escolhas eram jogo baixo.

— Em outras palavras, vou ser direto, vai jogar pelo coletivo ou pelo individual? A escolha é toda sua. Faça dela o que quiser.

— Eu... Eu... Não sei.

— Não tem problema, por enquanto deixamos assim, tá? – Ryder levantou para pagar o seu café e ir. – Quando tiver sua decisão e coragem, volte a me procurar, Tana.

Notas finais
Até ♥