Notas iniciais
Hello pessoas!
Finalmente! Mais um capitulo de vk para vocês! Agora fic tem uma nova beta, agradeço especialmente a ela pelo suporte ^^ Espero de coração que gostem da leitura!

Capítulo XI



Em meio aos cadáveres, uma menina pequena, que mais parecia uma boneca de porcelana vinda da Europa, olhava inocentemente para a figura diante dela.



–Você nunca fará parte daqui. -Dizia a voz da outra menina pequena de pé, seus olhos cheios de raiva.



A menina sentada ficou a fita-la sem pronunciar uma palavra, suas vestes estavam manchadas de sangue. A outra interpretou que fora desprezada com aquele silêncio.



–Eu te odeio! -Lançou um olhar cheio de ódio contido para a que estava no chão.



Virou-se e saiu rumo a mansão, seus passos eram pesados, como se quisessem abrir um buraco na terra. A visão da menina boneca acompanhou a outra se retirando brutamente, seu olhar transpassava incompreensão ao que lhe fora dito. Não sabia explicar o motivo, entretanto, seus sentimentos não eram mútuos aos da outra, de uma certa forma ela sentia-se apegada àquela menina raivosa.



Gotas do céu caíram delicadamente, contudo não teve êxito em remover o sangue dos quinze defuntos humanos em torno da “boneca de porcelana”.



Saiory acordou do sonho e visualizou, em meio aos olhos cerrados, os raios solares que penetravam no quarto. “Só mais alguns minutinhos.” Pensou murmurando para si, enquanto se aconchegava no lençol, retornando ao seu sono.



A essa hora Zero recebia sua correspondência do zelador da pensão. Sua visão se dirigiu a um pacote quadrado embrulhado com um papel amarelado, na outra mão do homem. O senhor notou seu interesse.



–Correspondência para Saiory. -Disse alegremente.



“Então ela se corresponde com alguém fora dessa cidade. Não que eu pensasse que ela fosse só nesse mundo, mas pelo fato dela nunca comentar nada a seu respeito passa a impressão que ela está só, ou deseja ficar isolada. Ela que faça o que quiser, a vida é dela e eu não tenho, e não quero, ter nada haver com isso.”



Zero é interrompido de seus pensamentos por algo que o zelador comenta.



–Toda semana ela recebe a mesma correspondência. Ela não comenta nada sobre isso, apenas recebe com um sincero agradecimento e retorna ao seu quarto. É reconfortante saber, que ela tem alguém que olha por ela. -Diz ele com um espírito generoso.



Zero lança um olhar um tanto desconfiado para o objeto.



–Oh, senhor kiryuu! Não quis excluí-lo disso! De forma alguma necessita se preocupar com o que lhe revelei. Sei que também se preocupa com a senhorita. -Explica-se um tanto sem graça, mas bem-humorado, como sempre.



–Do que está falando? Quem se preocupa com ela? Só pode estar delirando. -Zero se irrita com o que ouviu e se retira em direção a porta.



Os olhos do senhor descansam, em sua face surge um sorriso simpático e misterioso dirigido a Zero, agora de costas para ele.



É final da tarde e Saiory avista Zero em frente a uma lanchonete, lugar que eles combinaram de se encontrar.



–Ola Sr. RP! –Rabugento pervertido.- Vejo que expõe seu péssimo humor de sempre. -Sorri sarcástica.



–Não estou com paciência Saiory. Vamos logo com isso. -Respondeu áspero enquanto abria uma carta.



–Desembucha. –Apressa-o entediada.



–Parece que houve uma chacina próximo a um lugar pouco movimentado da cidade. Tudo indica que foi um vampiro level E, temos que alcançá-lo antes que deixe mais rastros de mortos. -A expressão concentrada de Zero estava fixada na carta.



–Então não vamos mais perder tempo. -Saiory comenta sem rodeios.



Zero apenas concordou com um balançar de cabeça e se locomoveu em busca do local na carta, Saiory o segui. Os dois se surpreenderam ao repararem que o alvo era um parque de diversões abandonado.



–Provavelmente o vampiro trouxe as vítimas para cá, nenhum humano em sã consciência viria para um lugar desses. –Disse Saiory olhando em volta.



–O cheiro de sangue esta intenso. -Ele acelerou o passo acerca do carrossel.



Cinco corpos se encontravam estendidos no chão, o sangue cobria todo o chão ao redor.



“Se eu estivesse como vampiro saberia quem foi que fez tal coisa, tanto sua aparência como onde se encontra. Uma lástima não poder usufruir disso.” Saiory refletia enquanto observava os corpos.



–O vampiro foi descuidado, misturado ao sangue dos humanos sinto levemente o odor do sanguessuga, ele deve estar ferido. -Zero mostrava uma expressão de náusea enquanto falava.



–Podemos seguir o rastro de sangue, o vampiro não deve estar longe.Considerando que essa região fica próxima de uma área movimentada, significa que o vampiro deve estar ainda por aqui. -Ela conclui pondo a mão no queixo.



–Você diz isso porque acha que o ferimento deixou rastros?



–Sim, mesmo tendo sugado todo esse sangue, a ferida não pode ter sarado assim que ele se alimentou de sangue. Devia estar muito debilitado para ter sugado tudo isso. -Saiory direcionou um olhar sério para Zero.



–Não vamos demorar para encontrá-lo. -Concluiu com olhos frios de um predador.



–Agora vai me dizer que sou inútil? Confesse que sua ajudante é muito eficiente! -Saiory sorri cheia de si.



–Uma vez perdida. -Responde ele sem querer dar o braço a torcer, evitando olhar para ela.



–Ahá! Admitiu! –Riu irônica cruzando os braços.



–Não fique cheia de si, e não foi bem assim como pensa. Vamos! -Ele revirou os olhos caminhando para a saída do parque.



–Que coisa... não esperava que minha primeira visita a um parque de diversões seria assim. -Ela comentou cabisbaixa ,segurando um dos braços pelas costas, enquanto chutava uma pedrinha.



Zero olhou-a de lado, um tanto surpreso. Ela permaneceu na mesma posição ao lado dele.



–Na verdade, o que se faz nesse lugar? –Se virou para ele com olhinhos curiosos.



–Você se dirige a um brinquedo que seja de seu agrado, com o objetivo de se divertir nele. -Respondeu inexpressivo, olhando para frente.



–Então é para se divertir... -Ela apreciou a paisagem com os pensamentos no parque.



Ele não prestou a devida atenção no que eles conversavam. Aproximando-se de uma casa sem iluminação, Zero pôs a mão a frente de Saiory em sinal para que parasse e prestasse atenção ao local. Ela permaneceu alerta.



Zero agilmente localizou o alvo movimentando-se em uma direção. Pelo curso dele Saiory percebe qual será a cartada de Zero. Ambos adentram, de surpresa, um quarto sem móveis. Algo se mexe na escuridão, avançando em Zero, e o mesmo desvia. Zero se prepara para atirar, entretanto a preza se locomove para a janela procurando uma fuga. Saiory corre para alcançá-lo e Zero a impede segurando-a pelo braço.



–É uma armadilha, existe outro vampiro aqui.



–Aonde? -Ela pergunta sem surpresa alguma.



“Novamente, se eu estivesse no meu estado normal teria reparado nisso. Droga! Ainda bem que Zero não é qualquer caçador.” Refletindo nisso Saiory procura pelo segundo alvo.



O primeiro vampiro nota que os caçadores desvendaram o motivo de sua fuga, rapidamente corre para o segundo vampiro. O luar iluminava uma das janelas, a visão do quarto estava mais aceitável aos olhos. Uma vampira, com aparência de adolescente, estava acorrentada a parede de cabeça baixa.



–Imagino o que estão pensando, mas por favor, não matem minha irmã! Eu que fui a responsável por matar aquelas pessoas, me responsabilizarei pelo ocorrido! -A vampira de pé gritou suplicante para os dois, ela era muito parecida com a acorrentada, porém aparentava ser mais velha.



Saiory fica um tanto abalada e um pressentimento ascende.



–Se foi você quem matou, por que é a outra que esta acorrentada? –Indaga exibindo uma expressão desafiadora.



–Por precaução, não quero que ela faça o mesmo que eu. -A voz da vampira pareceu tremular.



–Porque a esta encobrindo? -Zero é enfático, lança um olhar perfurante para a acorrentada.



A vampira em pé se surpreende com a dedução dele.



–O cheiro do sangue das vítimas provém mais dela do que de você. Ainda que seja sua irmã foi ela que assassinou aquelas pessoas. Mesmo sendo defendida por você, ela nem sequer pronuncia uma palavra para te inocentar. Ela não vale a sua ajuda. -O olhar de Zero era firme e profundo para a vampira.



–Porque ela é minha única família! Não venha falar dela como se soubesse o que está ocorrendo! Ela se trancou aqui, pôs essas correntes nela, porque não queria ferir ninguém. Pois estava sedenta de fome. E a culpa foi minha... –Ela fez uma pausa, pois estava se controlando para não cair em prantos.



–... apenas minha. Eu não agüentei vê-la assim e por mais que eu lhe trouxesse sangue de animais, não adiantava. Eu a tirei dessa casa quando estava fraca e ferida, resultando naquilo. -A irmã mais velha tremia a cada palavra que saia de sua boca.



Saiory estava estarrecida, lembranças de um passado irromperam a sua mente.



–Não foi sua culpa irmã, não consegui me controlar. Não havia o que fazer. -Uma voz fraca e indefesa surgiu da menor que olhava para a vampira de pé.



–Eu desejava que você se alimentasse de moribundos, contudo eu agi errado lhe trazendo para cidade. Muitas pessoas circulavam e...-A mais velha, que demonstrava estar debilitada com as próprias palavras, em instantes recuperou a coragem antes de continuar.



–Não vou deixar que a matem! Já avisei que vou tomar responsabilidade disso. Darei meu sangue para que você sobreviva irmã.



A menor ficou imóvel com as palavras da outra, seu olhos esbugalhados fixos na mais velha.



Toda aquela cena estava mexendo com a mente de Zero, como um turbilhão. A última cena dele e Ichiru surgiram vívidas como se eles a estivesse presenciando naquele momento. O sacrifício do seu irmão, por ele, o deixava fragilizado. Zero hesitou perante a mais velha que esticou os braços a frente da irmã menor, que ainda se encontrava no chão, como um ato protetor. Ele procurou uma saída para a situação, olhou para Saiory e a mesma também se mostrava emotiva ao que ocorria. Zero não compreendia o motivo, porém sabia que os dois não poderiam continuar assim. Mesmo que pensasse assim seu corpo não o respondia, a figura de Ichiru se revelava a sua frente.



–Saiory. -Chamou-a em um tom autoritário.



Ela acorda de sua inerte, foi mais como um reflexo do que vontade própria, e pulou para cima da mais velha com uma das kodachis, que havia retirado anteriormente. A vampira revelou suas garras e Saiory, que estava em cima dela, avançou para atacá-la, sem êxito. Quando Saiory encontrou uma brecha, e pretendia atacar, a imã caçula interrompeu-as com um grito desesperado.



–Não!



As duas pararam espantadas.



–Por favor... -Seus olhos brilhantes pediam compaixão.



Saiory mantém silêncio, só que sabia que essas situações não acabavam em final feliz.



A imagem de Ichiru se foi e as palavras saíram da boca de Zero como se fosse seu irmão que as cochichou para ele.



–Se não quer que sua irmã sofra então pare de fugir da situação e enfrente-a. O que adianta se alimentar mais e mais para cessar a sede, que não cessa, se ela esta lhe consumindo até um ponto que tomará seu controle? No seu caso, por mais que queira lutar contra isso não há mais volta. O sacrifício só vale a pena se, para começar, existir uma saída. -Os olhos de Zero emanavam uma frieza, como o ar daquela noite.



A irmã mais velha olha com angústia para a mais nova, que retribui o olhar.



–Estou cansada irmã. -Uma lágrima escorreu da face da vampira menor, sua expressão claramente demonstrava exaustão.



A mais velha pensou por alguns instantes e lançou um olhar decisivo para a irmãzinha.



–Nossos pais estão nos esperando, está na hora de nos encontrarmos. -Ela sorriu gentilmente e a irmã retribui aliviada.



Simultaneamente, como se compreendessem o que elas disseram, Zero e Saiory acertam seus alvos. Um silêncio desconcertante toma conta do quarto. Zero nota que Saiory se retirava do lugar.



–Aonde vai? -Pergunta um tanto perplexo.



–Você cuida do resto, eu vou para casa. -Saiory comenta, de costas para ele, porém sua voz tinha um tom melancólico.



Zero reparou no estado dela, só não entendia o por quê de todo aquele peso na sua voz. “Ela pode até estar sensibilizada com o que ocorreu, entretanto, não acho que esse seja a razão para este comportamento dela.” Refletiu consigo enquanto o tom de voz dela repetia como uma vitrola quebrada.



Algum tempo depois da caçada, Zero gira a maçaneta de seu quarto, quando senti algo inquietante no ar. Violentamente irrompe quarto adentro, e quase a arrebenta a porta, se deparando com uma figura sentada a sua cama. Balançando as pernas ritmadas, suas as mãos mergulhadas buscavam conforto entre as coxas. O rosto dela expressava uma agonia que não poderia esconder, mesmo que o quisesse.



–Quantas vezes tenho que repetir para não invadir meu quarto? -Zero se irrita profundamente e uma veia salta em sua testa.



Para sua surpresa nenhum pio saiu dos lábios delicados da garota.



–Ei, não se faça de desentendida! -Sua voz não era severa como antes, contudo estava mais firme.



Saiory o olhou desolada, como se tentasse tirar algo de sua mente. Todavia, não o triunfou. Ela deu um tapinha ao seu lado na cama.



“O que significa isso? Primeiro invade o lugar, agora faz gestos como se fosse intima minha. Quem ela pensa que é?” Zero estava seriamente se segurando para literalmente não a chutar para fora dali. No entanto algo nele impediu-o de seguir suas vontades. Nem ele sabia explicar direito o que exatamente o impedia. Só tinha a certeza que, no instante que viu a expressão no rosto dela seu corpo se mexeu por si só. Mesmo que de mau humor, sentou-se ao lado dela.



–Zero, você tem um irmão, não é? -Sem rodeos as palavras dela o jogam contra a parede, os olhas dela estavam fixos nos dele.



O choque foi tão inesperado que por um certo tempo ele não soube como reagir. “Que diabos ela raciocinou para chegar a essa conclusão? Ela não poderia estar jogando verde, estaria?” Ele meditou cuidadosamente para não cair em alguma armadilha dela. Ainda que no fundo Zero soubesse que não poderia ser isso, apesar da situação ter seguido um rumo estranho.



–Por que esta me perguntando isso? -Indagou de maneira sorrateira.



–Hoje, naquela “caçada”, você não se mostrava o mesmo Zero. Estava agindo diferente. De alguma forma ou de outra notei que estava um tanto abalado com a história daquelas irmãs. Então cheguei a conclusão de que algo de sério pode ter acontecido entre você e alguém muito próximo. Algo me dizia que estava relacionado a um irmão, só não ouso dizer o gênero pois aí seria exagero meu.



Ele lança um olhar furtivo para ela.



–Não fui o único que agia inusitado. Seu rosto estava pálido e suas ações não correspondiam com o seu normal numa caçada. -Zero desvia o assunto dele propositalmente, também porque no fundo gostaria de entender a mudança dela de horas atrás.



Sayori mostrou-se emudecida por alguns minutos, sua visão fixou no chão.



–Sabe quando você tenta segurar um peixe pequeno com as mãos e por mais que você tente parece impossível de segurá-lo? Por mais que deseje se aproximar, ele sempre foge como se não quisesse que o segure? É assim que me sinto, na maioria das vezes.



Zero estava desnorteado com a conversa. Não via conexão com o que havia perguntado anteriormente. Quando avistou a expressão perdida dela em sua própria aflição, chegou a conclusão de que era melhor deixá-la terminar seus devaneios.



–Acho que seria inveja a palavra correta para o que senti quando vi a relação daquelas duas irmãs. -Ela se voltou para Zero e um sorriso tristonho brotou de sua face.



–Saiory. você tem um irmão, é isso? -Ele a fixou com uma expressão penetrante, como se estivesse procurando a entender.



Ela confirmou com a cabeça.



–O que aconteceu com ele? -Zero pressentiu que algo sério deveria ter se passado com ela.



–Até hoje não sei ao certo, ela me encarava com aqueles olhos... -Saiory fez uma pausa, como se estivesse vendo a cena na sua frente- ...os mesmos olhos que você dirige para os vampiros que aniquila Zero. -Sua face transmitia desgosto.



Zero ficou perplexo ao ouvir tal afirmação dela. As lembranças de seu irmão foram-se em sua mente.



–Eu não entendo o motivo...talvez seja minha culpa por não compreende-la. -Ela pronunciava as palavras com um fardo de culpa.



–Talvez seja que quando você se da conta já é tarde. -Aquela frase dele refletia claramente sua relação com Ichiru.



–Pelo menos você conseguiu obter os sentimentos dele, não é? -Ela exibiu um sorriso aliviado, quando se referiu ao irmão do Zero.



Ele se surpreendeu com tal declaração.



–O quer dizer?



–Mesmo que fosse um pouco tardio, porém ele conseguiu se expressar devidamente o que sentia para você, isso é bom. -Havia transparência na sua voz profunda.



Escutado tais palavras, Zero lembrou-se dos últimos momentos com seu irmão.



–Sim... -Respondeu nostálgico.



–Como era seu irmão? Ou irmã?



Ele percebeu que confessou mais do que devia, mais uma vez, e que tinha esse maldito hábito quando estava com ela, segundo ele.



–Não é da sua conta. -Soltou teimosamente.



–Só espero que ele não seja que nem você, imagina só, dois de você!



Ninguém merece! –Comentou com sua usual ironia, para dramatizar suas palavras joga os braços ao ar, como se e suplicasse aos céus que o que disse não se tornasse realidade.



–Não vou cair nessa. — Zero lança um olhar de reprovação a ela.



–Ah... do que você tem medo que eu descubra? Eu já sei que você tem um irmão, ou irmã, e que ele não esta mais entre nós, com todo o respeito, claro. –Deduz ela impaciente com a rebeldia dele.



–Como sabe que ele esta...? -Não conseguiu completar a frase, pois aquela palavra ainda tinha um efeito negativo sobre ele.



–Não sei explicar ao certo, acho que quando comentou que era tarde demais. Ou quando comentei sobre os sentimentos dele e você confirmou. Também teve a sua reação na missão de hoje, só juntei as peças. -Confessou com a maior sinceridade.



–Não tem como esconder as coisas de você, não é? -Zero contesta como se aquilo fosse um incomodo constante para ele.



–Não. –Porém ela mesma tinha a compreensão de que não conseguiria descobrir muito se vindo dele.



–Se é tão esperta como pensa, então desvende por si só. -Diz no seu tom áspero, parecendo que tinha lido o pensamento dela.



–Posso até descobrir algumas coisas, só que não sou vidente nem nada do tipo. –Saiory cruzou os braços em resposta a frieza dele.



–Realmente.. você é mais estranha que isso. -Um certo deboche foi utilizado em suas palavras.



Saiory o fuzila com a visão.



–Pelo menos não sou rabugenta, que nem certas pessoas. -Ela começa a se divertir.



–Não sou eu que me meto em tudo e só faço o que me vem a cabeça. –Retrucou tirando seu divertimento da reação dela.



–Perguntar se você tem um irmão ou algo parecido não é me intrometer! -Ela se enfeza.



–Ah, não?! E o que você chama isso?



–Socializar, quer que eu soletre para você? Melhor eu desenhar, porque quem sabe assim você entenda melhor. É natural querer saber um pouco sobre as pessoas que te rodam. -Responde como se fosse algo óbvio.



–Não foi você mesma que disse para não questionar sobre assuntos pessoais? -Ele a indaga como se estivesse com a razão.



–Eu sei, mas não estou perguntando o que sucedeu entre você e ele, só como ele é e coisas banais do tipo. E alem do mais, eu te contei um pouco sobre mim também. Nada mais justo que você retribuir. – A expressão dela estava inflexível.



–Pelo jeito, não vai me deixar em paz até eu contar. –Chega a conclusão cansado de ter que discutir coisas que deveriam estar claras para ela.



Ela balançou a cabeça negativamente.



–Pois bem, não vou dizer mais que isso, nós éramos gêmeos. Ele possuía uma saúde muito frágil e por causa disso não podia fazer as mesmas coisas que eu. Tinha que estar sobre cuidados e atenção o tempo inteiro. – As palavras dele transmitiam remorso.



–E o que aconteceu? –Questionou curiosa, esquecendo dos limites de invasão sobre o assunto. E Zero, imerso em sua história, acabou cedendo a pergunta.



–Ele se foi com uma sangue-puro e devotou-se a ela até o fim. -Quando mencionou sangue-puro Zero revelou-se uma outra pessoa, transtornado e possesso de raiva, só por pronunciar tal palavra.



–Zero, a sangue-puro fez algo ao seu irmão? -Ela disse em um tom grave.



–O que quer dizer?



–Ela o feriu, mordeu, torturou ou algo do tipo?



–Não, mas se aproveitou dele. -O ódio era nítido nele.



–Mas não é só por isso que você não gosta dela, estou certa? –Saiory buscou ser mais cautelosa.



Zero se calou e desviou o olhar, ainda com as emoções borbulhando dentro de si.



–Essa marca no seu pescoço foi ela que fez? É por isso que fica assim quando menciona ela? -Ela comentou um tanto receosa, por ser uma sangue-puro, conhecia aquele tipo de marca.



Ele põe a mão em cima da marca e se coloca de pé, parando de costas para ela.



–Para que deseja saber? Para saciar sua curiosidade, é isso? Não acha que está indo longe demais? Não precisa me lembrar de coisas que me atormentam a todo instante. Saía! -As palavras dele cortavam como láminas afiadas de gelo.



Saiory somente se ergueu e quando dava seus últimos passos para fora disse:



–Se isso te tormenta tanto a este ponto, por que não enfrenta o tormento cara a cara? Em vez de se lamentar preso ao passado, siga em frente e encare de uma vez por todas que o que aconteceu não pode mais ser modificado. -Dito isso ela se retirou para seu aposento.



–Mover para onde? Se não há futuro nesse lugar infestado de sanguessugas?



Zero fechou a porta atrás de si e pondo a mão na testa suspirou exausto. Nenhum dos dois conseguiu dormir naquela noite.



No dia seguinte Zero estava prestes a sair quando reparou um papel, escrito em letras elegantes, perto da sua porta. Que dizia o seguinte:



Zero ou SR. RP,



Não sei por onde começar, na verdade eu sei. Me desculpe, sei que fui além dos limites. Não foi minha intenção, só gostaria de saber um pouco mais sobre você. Fica difícil, pois você parece uma pedra teimosa . O problema é que as vezes não sei os meus próprios limites. Se você não está preparado pra falar, acho que nunca estará, vou procurar compreender. Espero que entenda o meu lado também. Pois gostaria de ser mais sincera com você. Quero deixar claro para que não permaneça nenhum clima complicado, pelo que ocorreu ontem.



PS: Saiba que tudo que falei ontem fui honestíssima e não me desculpo pela última coisa que lhe confessei. Pronto, falei!



Da sua parceira de lutas,



Saiory.



Uma gota surgiu em sua cabeça, ele ainda estava sem acreditar no que acabou de ler. Zero pensa consigo: “Hum? Parceira de lutas?...E você nunca sabe seus limites... Que tipo de carta de desculpas é essa?"



Ele amassa o papel, joga fora e sai de seu quarto. Algumas horas se passam e ele chegou da escola, quando avista alguém na frente da pensão cuidando de flores que enfeitavam humildemente o lugar. Sem dar a mínima importância vira-se e uma voz o impede de prosseguir.



–Senhor Kiryuu, boa tarde! -Cumprimenta o homem, retirando um chapéu de jardineiro, esbanjando um sorriso acalentador.



Zero lançou seu olhar indiferente e sem paciência para cortesia . Logo refletiu “Nem vou me questionar, novamente, o motivo dele estar dando uma de jardineiro. Se ele quer ser o homem mil e uma utilidades o problema é dele.” Ele se referia ao dono da pensão, o dito cujo continuou sua prosa.



–A senhorita Saiory deixou-lhe uma mensagem.



O jovem esperou pela mensagem.



–Me pediu para informar que ocorreu algo urgente e que precisa do senhor com rapidez nesse endereço que me entregou. Devo acrescentar que a senhorita expressava certa ansiedade, quando me comunicou tal recado. -O dono do lugar mostrou uma expressão enigmática.



Depois de alguns minutos de reflexão Zero segue para seu quarto, em seguida se retira do lugar com certa pressa. O senhor jardineiro contemplou o jovem com um sorriso satisfeito pela sua tarefa designada.



Zero se aproximou do local indicado no papel , porém sua expressão mostrou-se confusa.



–Cinema? Será que entendi certo?



Sorrateiramente um individuo acerca-se dele por trás.



–Saiory, por que me trouxe aqui? -Ele aparentava estar frustrado, por estar achando que caiu em uma das brincadeiras dela. Nem sequer se deu o trabalho de olhar para encará-la.



A jovem, prestes a dar um susto nele, se sentiu desanimada por ter sido descoberta. Logo se da por vencida e envolve seus braços no pescoço de Zero.



–Você não abaixa a guarda um segundo? Tedioso... -Fez uma cara de criança birrenta.



Os olhos de Zero se estreitaram e uma pequena veia salta em sua testa.



–O que pensa que esta fazendo? -Ele retira os braços dela de cima dele.



–Só estava descansando meus braços. Que pessoa mais sensível! -Seus olhos se fecharam enquanto comentava inquieta.



–Responda, por que estamos aqui? –Interrogou-a sem rodeios.



–Não é óbvio? Estamos aqui para uma investigação. –Sua expressão demonstrava total concentração.



–Tenho até receio de questionar, que tipo de investigação seria essa? -Uma de suas sobrancelhas ergueu, demonstrando a desconfiança dele quanto a resposta que viria a seguir.



– Simples meu caro, há um vampiro level E dentro desse cinema. -Respondeu com uma expressão de Sherloke Holmes.



–...e como é que não sinto presença alguma de vampiro algum? – Suspirou achando que a ida até lá fora perda de tempo.



–Talvez porque seus sentidos estejam falhando ou ainda adormecidos hoje? Não custa nada dar uma olhadinha! – Quando ela segurou na camisa de Zero para leva-lo para dentro ambos ouviram pessoas murmurando umas com as outras, em meio a uma pequena roda aglomerada acerca do cinema.



Saiory seguiu o olhar curioso daquelas pessoas e se deparou com a visão de um homem no alto de um prédio, pronto para pular do telhado. Os olhos de Zero se estreitaram, mirando o homem que titubeava na sua ação suicida. Seu corpo mostrou sinais de seguir até o telhado e impedir o homem. Até porque uma morte poderia chamar a atenção de vampiros ao anoitecer.



Entretanto antes que sua ação se concretizasse sentiu a presença de alguém ao seu lado correndo em direção ao prédio. Saiory se apressou o máximo, que a velocidade de uma jovem humana poderia suportar, para alcançar o homem suicida.



O barulho de uma porta de metal se irrompeu, o homem de estatura mediana e traços cansados, que o tempo fez questão de estampar em sua cara, olhou em direção a porta. Uma jovem que tinha traços de uma boneca ocidental rumou alguns centímetros rumo a ele. Seus passos era pesados e ruidosos, ela parou e o corpo do homem se enrijeceu, mesmo sem entender o motivo, já que não há conhecia. Ela esticou o braço e apontou o dedo na direção dele.



–Você! –O homem endureceu mais ainda.- Eu sei que esta insatisfeito com o rumo que a sua vida levou! –Saiory disse em um tom acima do normal, depois fez uma pausa dramática.



“Preciso cativar a atenção dele para que não faça nenhuma besteira.” Refletiu ela consigo. Analisou o homem dos pés a cabeça, o que o deixou ainda mais nervoso com aquele olhar penetrante.



–Se esta insatisfeito com seu trabalho, não é desculpa para que tire a vida senhor.



–Que? Isso não tem nada haver! –Se indignou o homem sem acreditar no que acabou de escutar.



–Hum...mesmo que esteja sem trabalho, ainda assim não é motivo suficiente. Esta a quanto tempo procurando um? –Indagou ela com cautela na voz.



–Há um bom tempo...-ele pausou o que ia dizer percebendo o que estava fazendo- E não é da sua conta mocinha!



–É pensando assim que o senhor não passa de um egoísta. –Enfatizou ela impaciente.



Zero, que correu logo em seguida, decidiu ficar próximo a porta aberta, sem que ambos o notassem. Ele achava que se aparecesse poderia deixar o homem mais inseguro e resolver pular de uma vez. Por isso, deixou a tarefa para convencer o homem para Saiory, por enquanto.



–Como ousa? Você nem me conhece e insinua barbaridades sobre mim! –O senhor estava perdendo cada vez mais a paciência.



–Não preciso conhecê-lo para entender algo tão simples como isso. E vou lhe fazer o favor de explicar algo tão evidente.



–O senhor pode ser sozinho na vida e não ter família ou amigos. Porém, isso não lhe dar a razão de se suicidar dessa forma...tão mesquinha. –As palavras delas eram frias e cortaram fundo no coração do homem.



–Ta vendo? Eu já falei que você não sabe nada de mim e ainda me julga! Mas eu tenho uma família que não pensa assim de mim e...-O senhor parou de falar quando se tocou do que acabou de confessar. A imagem de sua mulher e seu filho surgiram em sua mente. A culpa lentamente foi tomando conta dele.



–A situação é pior do que eu imaginava. É mais egoísta do que eu pensava, só pensa no próprio sofrimento. –Saiory suspira, como se dissesse que ele não tinha mais jeito.



–E-eu não tenho que ficar ouvindo suas baboseira moça! –O homem, ainda com o sentimento de culpa, deu as costas para Saiory.



“No que esta pensando Saiory? O homem vai acabar pulando desse jeito!” Zero pensou enquanto hesitava se interrompia os dois ou não.



–Nem pensar! –Gritou ela, o que o fez parar subitamente.- Eu não me importo se você tomou a decisão de se matar, o problema é seu. Acontece que o senhor não só esta trazendo problemas para si como para outros. Eu ficaria na minha se outros não estivessem envolvidos nisso.



–Do que esta falando? – O homem virou o rosto para fita-la, sua expressão transmitia transtorno.



–Ainda se faz de ingênuo... –Saiory estava ficando mais e mais irritada. Ela se aproximou lentamente do homem, o olhar dela se mostrou obscuro. Ele recuou o pé, ficou assustado sem saber o que ela pretendia com ele. Estava a cada instante mais angustiado.



Saiory soltou uma risada medonha. Zero não a reconhecia mais. E o homem não estava mais entendendo nada.



–Esta vendo só! O senhor não tem nem coragem de tirar a própria vida. Porque viria para um prédio como esse numa rua movimentada? Primeiro, ainda esperava que alguém pudesse socorrê-lo. Segundo, não queria morrer só. Era muito aterrorizante para o senhor, não é? –Ela se mostrava bem confiante.



Saiory pode enxergar a perplexidade em seus olhos exaustos. A boca dele se abriu pasmo.



–Acontece que é ai que o senhor se mostra egocêntrico. Já imaginou o que aconteceria após sua morte? Nas pessoas que traumatizaria? Crianças que iriam presenciar tal cena e pessoas que possam ter sido danadas por alguém próximo a elas que teve a mesma morte? Quando as pessoas nascem no mundo, a partir desse momento, elas não estão mais sós. Terão vidas acercas dela que serão afetadas por você e que te influenciam. –A expressão nela era grave diante de suas palavras severas.



O homem estava sem palavras para aqueles questionamentos, estava na cara que ele não havia refletido sobre tais fatos. Saiory continuou seu discurso, pensando que seu plano ocorria como ela esperava.



–Até o mínimo de suas ações pode modificar algo na vida de uma pessoa. Eu seria razoável se o senhor estivesse sozinho na vida, contudo você tem um lugar para voltar. Uma família que pensa em você e ainda assim faz isso com eles. O que pensa que eles sentirão ao saber que o senhor tirou a própria vida e os deixou?



–Eu não tive alternativa! –Berrou ele ofegante.- Minha mulher esta doente, o preço dos remédios e das consultas é muito alto. Meu filho ainda é novo para procurar algum emprego. E como se não fosse o bastante ainda perdi meu emprego de anos. Estou há um bom tempo a procura de emprego, mas não me aceitam devido a minha idade. Você não aparenta saber como é dura a realidade! A responsabilidade de cuidar de uma família e de repente perder todo o controle.



–Eu não sei, porém isso não é desculpa para o senhor tirar sua vida covardemente e deixá-los para trás. Como essa decisão vai resolver as contas da doença da sua esposa? E os estudos do seu filho? Como acha que seu filho carregara o peso de perder um pai nessa idade e ter que tomar conta de sua mãe doente? –Saiory esbravejou sua aversão a decisão dele.



–Cale a boca! Você não sabe...não há como entender! Eu não queria fazer isso com eles! Eles são tudo para mim! Todavia, como posso pisar na minha casa mais um dia desempregado?! Dizer a eles que as dívidas irão aumentar, que nosso futuro está incerto? Que talvez não tenha dinheiro para pagar o colégio do Hikaru? Ver minha esposa morrendo porque não pude lhe providenciar todos os remédios? –Ele segurou com força os cabelos grisalhos e lágrimas rolaram pelo seu rosto enrugado.



–O futuro sempre foi incerto...você não saberá até tentar. O que acha que sua família prefere? Descobrir pela mídia que a pessoa querida deles tirou a vida porque não suportava mais, ou que ele chegou mais um dia em casa, são e salvo, sendo otimista em meio a todo o tormento? Dizendo a eles que mesmo que arranje um emprego humilde, irá fazer o possível para garantir a vida da mulher que ama e os futuro do filho. A decisão é sua senhor, só que saiba que depois que morrer, não haverá como reverter, não poderá se arrepender, muitos menos recuperar o que perdeu. – As palavras dela estavam mais mansas, seu olhar transmitia encorajamento.



–Eu...eu pensava que depois que eu partisse minha mulher poderia arranjar alguém melhor que eu. Um homem que a pudesse curar e sustentar a família. Alguém que não fosse tão vergonhoso como eu...



Mais lágrimas se irromperam nos olhos do homem, pôs as mãos no rosto como que para contê-las. Uma tosse irrompida se misturou as lágrimas. Saiory se aproximou e depositou sua mão no ombro dele.



–Nunca é tarde demais até você tentar o seu máximo. Tenho certeza que, sua família o ama, eles vão entender mesmo que as coisas não derem certo como esperavam. Tenho certeza que o mais importante para eles é ter a pessoa que amam por perto e saber que essa pessoa esta fazendo o possível e impossível pelo bem da família.



O senhor enxugou as lágrimas e fungou, parecendo se recompor.



–Eu nunca pensei por esse lado... – A expressão em seu rosto se mostrava mais esperançosa.



–Pois agora passe a pensar assim, mesmo que haja dívidas, continue acreditando que com trabalho duro o futuro será melhor pouco a pouco. O importante é superarmos os obstáculos com determinação e conscientes de que não estamos só. –Ela abriu um sorriso generoso, transmitindo-o uma certa energia que o fez acenar com a cabeça em aprovação.



Zero, que havia silenciado, estava imerso nas palavras que Saiory direcionava para o homem. Como se elas estivessem sido preparadas para ele, de uma certa forma. Elas pareciam pesar mais nele do que ele tinha conhecimento. Até que, ele se desligou quando ouviu o ruído de um tapa.



Saiory sorriu e deu um tapa nas costas do senhor para transmitir ânimo para ele. Resultando nele tossindo e sem saber como reagir aquele gesto.



Uma gota surge na cabeça de Zero, ele suspira como quem não sabia o que fazer com ela.



Agora os três estavam na calçada, que dava para a entrada do prédio. O grupo de pessoas curiosas se dissipou após certificar que não haveria mais suicídio.



O homem coçou a cabeça sem saber o que dizer, seus olhos estavam inchados pelo choro.



–Lembre-se! Sempre que passar por um momento desses recorde-se no que a sua família pensaria sobre isso e que você tem a eles, assim como eles tem a você. –Disse Saiory pondo um sorriso animador.



–Pode lembrar também que vou te espancar se você tiver mais uma dessas ideias ridículas, como a de hoje. –O sorriso dela se alargou e transformou-se em uma expressão maliciosa. Pôs as mãos na cintura ao dizer isso.



–Saiory... –Ela pode sentir o olhar ameaçador de Zero, atrás dela, sobre ela.



–Não se preocupe, suas palavras me mostraram uma nova visão. Vou agora mesmo para casa ficar com minha família e comunicá-los que não desistirei deles. Muito obrigado moça! Nunca me esquecerei de suas palavras. –Ele abriu um sorriso simpático e aproximou sua mão dela.



Saiory retribuiu o cumprimento, esticando sua mão e apertando firme a dele. Saiory e Zero observaram o senhor se despedir, em seguida desaparecer em meio a multidão.



–Saiory... –A visão de Zero ainda estava onde o homem desaparecera.



–Sim? –Os olhos dela também focavam o mesmo ponto que os dele.



–Acho que ainda dá tempo de alcançarmos aquele vampiro level E. –Sua voz continuava sem vida como de costume, seu olhar ainda repousava no mesmo lugar.



–Provavelmente. –Respondeu ela despertando de sua mira, se pôs a caminhar para o outro lado da rua, onde se encontrava o cinema. Zero a seguiu, quando chegaram ao local, Saiory olhou para um dos cartazes de filmes.



–Pelo jeito não há nenhum vampiro a vista, o lugar esta seguro. Por que não aproveitamos o tempo que temos vago e vamos ver um filme? –Questionou ela tentando manter seu ar de pessoa composta.



–Já que estamos aqui... mas eu escolho o filme. –Respondeu ele inexpressivo, observando os cartazes. Ele já sabia da verdadeira intenção de Saiory, ao chamá-lo, desde o princípio.



–Fazer o que... vamos comprar o ingresso. –Saiory prosseguiu com a mesma postura de antes, saiu na frente com uma expressão despreocupada.



Zero a seguiu logo em seguida, um leve sorriso de canto irrompeu em sua expressão indiferente.



Notas finais
Obrigada a todos que leram! Fiquem a vontade para deixarem review e críticas são sempre muito bem-vindas o/