Notas iniciais
Hello people!! Como estou sem tempo para atualizar minhas fics vou ter que diminuir o tamanho dos capitulos :/ Mas a história que tenho em mente será a mesma. Só esperando o volume 19 chegar e completarei os mangas de VK. o/ yuhuu! Sem mais delongas...bom capitulo!

Capítulo X

Os ponteiros das horas percorreram como uma bússola descontrolada, os dias se transformaram em semanas, e as semanas se perderam nos meses. O efeito tranqüilizante e imutável que o tempo deixou em Saiory e Zero foi apenas um sinal de que o que estavam vivendo, naqueles meses, não era nada mais nada menos do que a calmaria antes da tempestade. Quando a realidade batia na porta, ela era imperdoável e cruel. Acontece que ela estava se acercando dos dois, sem mesmo deixar um aviso.

–Saiory, quanto tempo a mais pensa em ficar aí?! – Zero perdia a paciência com a demora da parceira de lutas.

–Já disse que estou terminando! Onde estão os cavalheiros que compreendem a situação de uma menina que comeu um hot dog que não lhe caiu bem? Ah! Esqueci que você não passa de um pervertido e rabugento! – A jovem reclamava em voz alta, enquanto estava no sanitário.

–De novo com isso? Não muda o disco não, garota estranha? – Retrucou ele ainda de mau com a vida, especificamente com a lerdeza dela.

–Olha quem fala! A culpa não é minha, nunca tinha acontecido isso comigo antes. Como eu ia saber que um inofensivo hot dog faria tal estrago? – A pobre suava frio, tentando não demonstrar na sua voz seu sofrimento.

–Eu juro que... – Zero interrompeu o que dizia quando pressentiu a presença de alguém se aproximando.

“É por isso que digo que esse tipo de situação só acontece com ela nos momentos menos apropriados.”

O pensamento lhe atravessou a mente enquanto sacava a bloodyrose. Saiory ouviu um tiro, um som muito familiar a seus ouvidos ressoou.

–Mas que droga! – Mal ela completou a afirmação quando a parede do banheiro foi destruída e dois vampiros irromperam no lugar.

Um vampiro level E de aspecto rústico e tamanho inacreditável, até para um ser humano muito alto, tentou se desviar das investidas do caçador.

O ser inferiu um golpe, para se defender, que de tão veloz, estava prestes a alcançar a cabeça de ZeroKiryuu, que no momento tentava deferir uma bala no estomago do inimigo, reparou tarde a investida do outro.

–Cuidado Zero! –As palavras escaparam dos lábios de Saiory no instante que ela tentava erguer a calça.

Apos ouvir o alarme dela, Zero se surpreendeu com um grito abafado vindo de onde ela se encontrava. Ele conseguiu se desviar, por muito pouco, do golpe do vampiro. Seu rosto virou como se quisesse averiguar se havia acontecido algo a outra. Tanto ele, como o vampiro, permaneceram alguns segundos sem reação ao acontecido.

A sangue-pura estava de cara no chão, com as mãos ainda na calça, que estava próxima as botas. A calcinha preta da garota estava exposta para quem quisesse tirar foto e por no Instagram, filmar um vídeo para o Youtubeou até vislumbrar gratuitamente aquela visão. O momento constrangedor foi tanto que a única reação que ambos, vampiro e caçador, conseguiram ter foi continuar a batalha, como se nada tivesse ocorrido.

A luta foi difícil para Kiryuu, o oponente era forte e duro na queda. Tentou acertar uma bala no dito cujo, contudo em vão, pois o vampiro jogou para longe a arma de Zero. Como o caçador não queria soltar seus "poderes", arriscou em vencer o outro através de sua força combinado com astucia.Buscou averiguar através de repetidos golpes se o vampiro não possuía um ponto fraco. Entretanto não o encontrou, ele sabia que um objeto pesado ou mesmo grande não funcionaria no oponente.

Buscou pensar em uma solução enquanto se defendia das investidas do ser gigante. Até que, uma figura distraiu ambos da luta. Uma garota apenas vestindo uma camisa e uma calcinha, surgiu de cima, de uma das paredes destruídas, e se jogou no vampiro. Posicionou suas pernas em volta do pescoço do inimigo, sentada de frente a nuca do vampiro. Agilmente firmou os dedos das kodachis e as afundou nos olhos do ser, um grito contorcido surgiu em resposta do ser. Zero estava abismado com o que presenciou, não sabia se era pelo fato dela estar tão a vontade lutando de calcinha ou de ter feito aquele ataque surpresa sem nenhum dos dois notarem a tempo.

–O que esta esperando Zero? – Ela que ainda estava em cima do vampiro, alterou o tom de voz para o acordar.

Zero quebrou o cano da pia, que estava próximo do oponente, e água jorrou com força no vampiro. O inimigo ficou distraído, com a água, os olhos atingidos e Saiory o acertando com as kodachis e tentando se desviar dele, para não deixar as mãos do ser desocupadas. Zero se aproveitou e recuperou a bloodyrose. O tiro que deu foi certeiro no peito do vampiro, que o fez cair de joelhos e só então com a cara no chão. Kiryuu suspirou aliviado pela missão cumprida, até que se deu conta da situação de sua ajudante. Encharcada, com pós na juba descabelada, de calcinha e, por fim, descalça. Seus olhos repousaram na blusa transparente e grudada no corpo dela. Quando ela se deu conta de tal olhar duas kodachis foram arremessadas rumo a ele, que arregalou os olhos despertando de seu estado e a tempo de se desviar. Dois pequenos cortes foram deixados nas bochechas do jovem. Ele levantou o olhar para a encarar e um leve arrependimento percorreu sua mente, uma áurea demoníaca envolvia Saiory. Com os passos lentes e pesados, ela estralou uma mão com a outra e cerrou os pulsos em seguida.

–Onde pensa que esta olhando seu....PERVERTIDO!!! – Ela saltou como para cima dele como uma fera endemoniada.

Zero a envolveu com seu sobretudo e buscou imobilizar a menina que se contorcia violentamente o xingando de pervertido e seus sinônimos.

–Você não acha que antes de sair atrás de mim não deveria se preocupar em sair daqui antes que testemunhem ou nos questionem sobre o que aconteceu aqui? – Alegou ele com uma expressão tranqüila.

–Não antes de ser castigado! – Rugiu ela ainda se contorcendo.

–... – Uma veia saltou na testa de Zero e ele procurou ser racional.

–Então você não liga se alguém te ver nesse estado? Olhe seu estado! Tenha um mínimo de decência!

Ela mordeu a orelha dele e as veias vizinhas a que latejava nele brotaram, sem deixar espaço para nenhum raciocínio sequer. Ele a apoiou em um lado do ombro e a segurou firme para não se soltar.

–O que pensa que vai fazer? – Saiory estava revoltada por seu “estado humano” não a permitir de escapar daquela situação. “Se ao menos eu estivesse no meu estado normal.” Pensou ela frustrada.

–Vamos para casa. – Disse ele friamente em passos apressados e acompanhado de suas veias saltantes.

Saiory continuou a xingá-lo por todo o caminho e com olhares das pessoas apontados para ela e Zero.

Chegados a pensão Zero entra no quarto dela e a joga de qualquer jeito na cama. Saiory se vira para encará-lo quando visualiza ele abrindo brutamente suas gavetas, a medida que as abria retirou algumas peças e as jogou em Saiory, bem no instante que ela ia protestar. Em seguida, rumou ao banheiro e ligou o chuveiro. Saiory estava pasma com aquela atitude inesperada dele, logo ele surge do banheiro e a segura como fez antes e rapidamente a joga na banheira de segunda mão.

–Ai! – Gemeu ela pela dor que causou a forma “delicada” dele e em conjunto com a água fria.

–Veja se esfria essa sua cabeça oca. Tenha um pouco de decência e vista essa roupa! – Intimou ele apontando para as roupas jogadas no chão, que caíram na travessia dela do quarto para o banheiro. Apos a revolta dele saiu batendo a porta do quarto dela.

A água fria escorria pelo corpo de Saiory, mas ela pareceu não se incomodar mais. Sua mira continuava fixa por onde Zero tinha lhe dado um sermão a segundos atrás, seus olhos não paravam de piscar desacreditando no que acabará de ocorrer.

Kiryuu fechou a porta atrás de si e encostou nela. A visão do corpo de Saiory no local onde ocorreu a luta e na banheira do quarto dela apareceram em sua imaginação. Suas bochechas ficaram levemente rubras com o pensamento e sacudiu a cabeça para retirar aquelas idéias. Se jogou na cama e suspirou em reflexão. “O pior de tudo é que não pareço impressionado com nada disso, desde quando me acostumei com essa loucura toda? Minha vida era mais normal que isso...não! Não tem como ser normal essa vida de caçador de sanguessugas! Mas pelo menos eu tinha controle sobre ela. Porém, depois que essa estranha surgiu as coisas fogem do meu domínio.”

–Sra. Saiory! Encomenda para a senhorita! – A voz gentil do dono da pensão ressoou nos ouvidos de Saiory.

–Ok! Estou indo! –Respondeu ela em direção a porta. Apos agradecer a entrega e escapar de mais uma das histórias do senhor ela observa, com uma expressão profunda, o pacote de tom amarelado em sua mão.

–Dessa vez veio da America, hum....Consideravelmente longe daqui....

Disse ela consigo, pondo a mão no queixo pensativa.

Naquela noite Saiory fez uma visita a casa dos Kurans.

Aidou chegou com uma caixa que ele dizia conter um jogo.

–Mas que tipo de jogo é esse? –Yuuki indagou olhando curiosa a caixa.

–Se chama Twist. É um jogo bem divertido. – Afirmou ele com um sorriso de lado matreiro.

–E como se joga isso? – Saiory, que já retirou o tapete de plástico, analisava sem entender.

–É simples! Você blá, blá, blá.... – Explicou ele todo o procedimento com entusiasmo. A expressão de ambas pareceu se iluminar com a idéia de experimentar o jogo. Aidou soltou um risinho abafado, com um toque de malicia.

Elas começaram a tocar nos círculos que Aidou indicava e o processo foi se complicando, por fim chegaram a um ponto que estavam entrelaçadas uma na outra e numa pose um tanto duvidosa. Para o prazer do vampiro. –E agora Aidou? O que fazemos quando chegamos nessa situação? – Perguntou Yuuki sentindo a dor de seus músculos tremendo.

–Terão que continuar mais um tempinho assim. – Mentiu ele na cara de pau e ainda contemplando a “visão” da posição que se encontrava Saiory.

Para sorte dela e azar dele, ela nota a expressão compenetrada demais do vampiro e seu corpo que já tremia, pela posição, agora tremia de pura raiva. “Será que estou rodeada por tarados??” Apertou as pálpebras fechadas enquanto se controlava. Sussurrou algo no ouvido de Yuuki e a mesma respondeu, agora com uma expressão de alguém que também estava prestes a explodir de fúria.

Minutos depois...

–Meninas...vocês...não acham que já chega não?...Não sinto mais meu corpo... – Aidou lançou um olhar de suplica para as duas que olhavam ele de cima.

–Você ouviu alguma coisa Yuuki? – Questionou Saiory em um tom de sarcasmo.

–Eu? Nadinha! Eu me lembro de ter dito para o Aidou-hentai (hentai=erótico) ficar nessa posição por pelo menos uma hora, não foi Saiory-chan? – Replicou Yuuki com uma cara irônica.

–Como me esquecer dessas doces palavras? Se reclamar dobramos o tempo. –Ela lançou um olhar ameaçador para o vampiro que estava em uma posição que até mesmo para um vampiro seria praticamente impossível naquele jogo.

–Boa noite Yuuki...Saiory. Que prazer a temos mais uma vez aqui. – Kaname recepcionou-a dando um leve sorriso enquanto adentrava na sala.

A expressão deprimente de Aidou se iluminou como se um raio de luz tivesse adentrado aquele local. Virou a cara como um cachorro faz quando seu dono chega. Sua esperança de escapar daquela tortura finalmente havia dado as caras.

–Boa noite Kaname! – Yuuki apressou-se e repousou carinhosamente um beijo no irmão.

O mesmo retornou a gentileza.

–Boa noite Kaname. E obrigada, mais uma vez, por me receber. – Agradeceu Saiory esboçando um sorriso caloroso.

–Boa noite Aidou. Vejo que estão se divertindo. – Ele repousou os olhos em Aidou enquanto retirava seu sobretudo.

–B-boa noite...Kaname... – O vampiro não tinha nem mais forças para responder. Mas o tinha que fazer, afinal não foi qualquer vampiro que se dirigiu a ele. Por alguma razão o raio de luz que antes cobria Kaname estava ficando escuro e o sentimento de esperança estava fugindo do vampiro loiro.

–Sim! Aidou estava nos mostrando esse jogo interessante. – Um sorriso cínico surgiu no rosto de Yuuki.

–Parece bastante divertido. – Kaname devolveu o sorriso, só que o efeito do dele parecia ser mais carregado.

Um calafrio correu a espinha do loiro de olhos claros. O tom branco da luz virou sombria ao redor do sangue-puro e a esperança tinha fugido e mandado beijo para Aidou.

–Por que não vamos desfrutar de um chá quentinho? – Propôs Kaname pondo um dos braços no ombro de Yuuki.

–O que você acha Saiory-chan? – Perguntou ela alegremente.

–Por que não? – Replicou ela contente com o convite.

Quando se retiravam para o outro aposento Aidou tentou expressar um gemido implorando por misericórdia. Saiory se virou para ele e sua cara era de um tirano pronto para aniquilar.

–Se você mexer um milímetro daí o seu tempo será dobrado. – Então voltou a seguir o casal que estava no outro aposento.

“Desde quando ela se tornou parte dessa casa?... E eu só queria me divertir um pouco....”

As horas passaram e Yuuki e Saiory dormiam na mesma cama, exaustas de tanto se divertirem. Saiory abriu os olhos sonolentos sentindo algo quente e abafado próximo de seu rosto. Quando sua visão se tornou mais claro ela notou que Yuuki estava a milímetros dela, com uma expressão angustiada, seus lábios um tanto afastado um do outro, soltando suspiros abafados. Pequenas gotas circulavam pela face delicada da sangue-puro.

–Yuuki...-Saiory sacudiu, sem muita força, a amiga pelos braços.

A outra abriu repentinamente os olhos, como se tivesse saído de um transe.

–...Saiory...chan...? –Murmurou baixinho, ainda recuperando o fôlego.

–Seu pesadelo deve ter sido pesado...quer que eu pegue algo para você beber? –Indagou com um tom de preocupação.

As lembrança de Yuuki voltaram ao pesadelo que teve a pouco, mesmo que só um pedaço dele. Ela estava em pé, em meio ao colégio Cross. Sua expressão era de completo espanto, misturado com uma dor incontrolável em seu coração. Corpos ensanguentados a rodeavam, mesmo marcados de vermelho ela os podia reconhecer. Pessoas queridas ou mesmo que passaram brevemente pela sua vida. Ela ouve passos mansos e levanta a cara involuntariamente. Seus olhos sobressaltam, diante da figura que a fitava, o corpo coberto de sangue, porém não era o seu. Abriu a boca e as palavras saíram naturalmente:

–...Zero.

E antes que ela pudesse continuar fora acordada daquela visão alarmante.

–Não precisa...obrigada. –A Kuran tentou esboçar um sorriso acalentador.

–Ok. Se quiser conversas sobre algo, eu estou aqui viu? Fique a vontade para falar quando desejar. –Saiory devolveu um sorriso amigo.

–Obrigada...-Antes que a pudesse tomar conta de seus pensamentos que estavam um turbilhão, as palavras fugiram de sua boca.

–Eu sonhei com uma pessoa conhecida...que não vejo ha muito tempo. Na verdade, faz tempo que não sonhava com ele.

–Era algum amigo seu ou familiar? –Perguntou Saiory, agora entretida na história.

–Um pessoa muito querida, eu cresci com ele e mesmo que as vezes tivéssemos nossas divergências tínhamos um sentimento muito profundo por um ao outro. Acontece que ele odiava os vampiros e...-Ela pausou se dando conta do que estava recordando. Ficou alguns segundos hesitante se continuava ou não.

Saiory, por outro lado, lembrou de Zero. Pelo fato que ele também odiava os vampiros.

–Se não quiser continuar não tem problema Yuuki. Deve ser difícil para você, não é? –Repousou sua mão na da Kuran.

–Não, eu confio em você Saiory-chan...Ele mudou quando descobriu que eu era uma vampira...e pior, sangue-puro. –Yuuki tomou coragem para confessar para a outra.

–Nossa! E ele não desconfiou antes depois de conviver tanto tempo com você?

–Eu só descobri que era assim depois de muito tempo.

–Como assim? –Saiory mostrou-se muito confusa.

–É uma longa história, resumindo, para me salvar, antes de morrerem, meus pais “esconderam” meus poderes para que ninguém descobrisse que eu fosse vampira. E Kaname acordou esses poderes mais tarde.

–Impressionante! –Saiory não imaginava que havia alguém, alem dela, que pudesse ser sangue-puro e também se tornar humana. Apesar das circunstâncias serem diversas.

–Mas porque seu irmão acordou você só depois de tanto tempo? Foi porque percebeu que estava a salvo do perigo? –Saiory não sabia explicar o motivo, contudo sentia uma vontade de saber mais sobre a história de Yuuki.

–Parece que ele estava esperando o momento oportuno para me acordar e enfrentar a realidade, por assim dizer...-Yuuki estava imersa nas lembranças de seu passado.

–Hum...enfrentar o perigo você quer dizer?

–...sim. O meu tio foi despertado e nós tivemos que enfrentá-lo, ele que matou meus pais e estava ameaçando me matar também.

Saiory teve um sobressalto ao ouvir aquilo. Algo dentro de si mexeu com ela. Algo que ela não queria despertar.

–Depois disso você vieram morar aqui? –Preferiu mudar de assunto.

–Sim, depois disso nunca mais o vi, só espero que ele esteja prosseguindo sua vida em seu rumo. –Yuuki demonstrava um leve sorriso, entretanto seus olhos refletia um brilho melancólico.

Um sentimento de companheirismo tomou conta de Saiory, ao ver a amiga naquele estado desconsolável. Ela esticou seu braços e envolveu Yuuki em um abraço reconfortante.

–Tenho certeza que onde quer que essa pessoa esteja, deve estar arrependido de estar longe de você. E logo vocês se reunirão e vão resolver o que ficou interminável. Se não, eu dou um jeito nele por você! –Saiory começou em um tom afável e terminou energética fazendo uma pose como se mostrasse músculos em seu braço.

Zero que acabou de sair do banho sentiu calafrios até seus pelos se arrepiarem. “Acho que esfriou mais essa noite” Pensou ele observando janela afora.

Yuuki riu em resposta de Saiory e a tensão se esvaneceu um pouco.

–Quer que eu cante uma musica para você dormir? –Indagou Saiory em um tom brincalhão.

Yuuki respondeu em um balançar positivo de cabeça. “Tão fofa! E eu que só estava brincando! Hehe! E dá para resistir a esses olhos meigos? Fazer o que né.” Saiory refletiu consigo ao ver aquela amiga indefesa.

Yuuki deitou-se e uma voz plácida dançando em seus ouvidos, apesar de nunca ter ouvido aquela melodia a sangue-pura ficou envolvida ao ponto de não se lembrar mais do que havia sucedido.

Em contrapartida, Saiory vislumbrou a amiga dormindo calmamente, suspirou aliviada pelo que via. As palavras que Yuuki pronunciou a pouco badalaram insistentemente na mente de Saiory. “O meu tio foi despertado e nós tivemos que enfrentá-lo, ele que matou meus pais e estava ameaçando me matar também.”

Um sentimento de fúria se contorceu dentro de seu corpo. Devaneios que insistiam em retornar perfurando seu intimo. Ela tentou afastar tais sentimentos, entretanto, o sono não visitou-a naquela noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! XD Eu poderia ter abandonado a fic, mesmo não querendo, devido ao cansaço e a falta de tempo. Contudo não quero abandonar meus projetos que adoro e espero que vocês tenham consideração pelo esforço que estou tendo em continuar essa fic. Só peço um pouco de crédito pelo meu trabalho e espero que seja o mesmo com o trabalho de outros autores. Obrigada por lerem essa fic e para quem continuará lendo! ^^/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.