Destino: a Princesa Cientista.
11 O castigo de Bulma Parte 1
Turles aproveitou que o Rei Vegeta se ausentou do Castelo e entrou em contato com Freeza, ele precisava falava sobre Bulma, mas sem que ele soubesse que se tratava da Princesa Brief. Então ele foi para a sala do trono e contatou Freeza, pois sabia que ninguém entraria lá e por isso não seria incomodado.
— O que foi dessa vez, seu verme incompetente? – perguntou o Imperador sem paciência.
— É que Vegeta trouxe para castelo uma cientista...
— E daí? – perguntou Freeza já querendo encerrar a conversa.
— Mestre, a cientista vai fazer uma sala de treinamento para transformar Vegeta num super sayajin.
Aquelas palavras assustaram o Imperador, que ficou sem entender nada. Será que seu pior pesadelo se realizaria, pois se havia um ser capaz de derrotá-lo com certeza seria um super sayajin.
— Que cientista é essa? – perguntou ainda digerindo a notícia – Onde a encontrou?
— É uma terráquea que foi criada por Bardock e Seripa. Não sei ao certo onde a encontrou – mentiu Turles.
— Quantos anos essa garota tem? – Freeza estava com vontade de pulverizar seu aliado só de pensar em quem ele pensou ser a garota, mas não fez pela distância.
— Eu não sei mestre, deve ter uns dezoito – Turles mentiu mais uma vez para que Freeza não confirmasse suas suspeitas.
— E o que o Rei fez em relação a Bardock? Ele o matou?
— Não, Mestre – respondeu prontamente o soldado – O Príncipe Vegeta fez um trato com a garota, ela faria a sala para ele e ele pouparia a vida de Bardock.
— Turles, seu imbecil, a presença de Bardock pode me trazer problemas, você sabe disso? E se ele resolver abrir a boca e contar tudo o que sabe?
— Mestre, ele não pode fazer nada, perdeu totalmente a credibilidade com o Rei.
— Espero que esteja certo. E torça para que essa terráquea não seja quem estou pensando – dizendo isso desligou o contato.
***
Vegeta e Bulma continuavam se beijando intensamente, o desejo era grande entre os dois. Ele desceu seus beijos pelo pescoço dela, o que a fez ficar arrepiada e soltar leves gemidos. Ela o abraçava com ferocidade, apertando as costas, como se o quisesse trazê-lo para mais perto de si, queria senti-lo o máximo que pudesse. Ele também não era indiferente, ele tinha um desejo insano, maldito desejo que o deixava incapaz de pensar, incapaz de pensar nas consequências desse ato. Mas naquele momento ele não pensava nisso, só queria senti-la, o resto do mundo que se dane.
Vegeta de repente interrompeu o beijo e alguém bateu na porta. Na realidade ele sentiu dois kis se aproximando. Bulma ainda sem folego o encara por alguns segundos, depois foi até a porta e abriu, do outro lado estava a Andróide 18 e o Andróide 17.
— Desculpe incomodar, mas viemos aqui por ordens do Rei Vegeta, para você analisar nossas características e assim que você possa fazer nossa sala de treinamento – disse a 18.
— Claro, podem entrar. Sentem-se ali.
Vegeta ficou de costas, olhando pela janela e de braços cruzados.
— Com licença, Alteza – falaram os dois Andróides. Ele nada respondeu.
— Você é uma humana? – perguntou Andróide 17 para Bulma.
— Sim sou.
— Só podia, com traços tão finos e delicados que só as humanas têm. Sabia que acho vocês a raça que tem as mulheres mais bonitas. – disse 17.
— Sério?
— E você é a mais linda que já vi.
— Muito obrigada.
Vegeta ficou se mordendo por dentro, mas tentou não demonstrar.
— Qual o nome de vocês mesmo? – perguntou Bulma se sentando.
— Eu sou a Andróide 18 e meu irmão é o Andróide 17.
— Humm... vocês se parecem muito com humanos.
— É por que nós somos feitos de uma base humana – disse a 18.
— Interessante! – disse Bulma se levantando – vocês podem entrar nessa máquina. Um de cada vez, é claro.
— Para que? – perguntou o 17.
— Ela vai tirar todas as características que preciso para fazer a sala de treinamento de vocês.
— Foi você quem fez essa máquina? – perguntou 17.
— Não – respondeu a cientista – ela é do Rei Brief. Eu a analisei agora pouco e descobri para que servia.
— Além de linda é inteligente – elogiou 17.
— PARA DE FICAR ELOGIANDO A GAROTA E ENTRA LOGO NA PORRA DESSA MÁQUINA! – gritou Vegeta.
O Andróide 17 não é muito de levar desaforo para casa, porém achou mais prudente não discutir com o Príncipe, por isso resolveu entrar na máquina, 30 segundos depois saiu o papel da máquina com todas as características dele. Depois a mesma coisa com a Andróide 18. Bulma recolheu os papéis e resolveu fazer sua análise.
— Humm... não tem muitas diferenças entre homens e mulheres na sua raça – disse Bulma analisando os papéis e continuou a análise – interessante, vocês têm todas as características de um ser humano, mas a força de vocês chega a superar a de muitos sayajins.
Bulma conversou com eles sobre cada característica que lhe parecia estranha, analisando cada detalhe. Os Androides respondiam a todas as perguntas, enquanto a cientista anotava tudo. Ela simplesmente estava deslumbrada com eles. Nunca tinha visto uma raça tão diferente, se é que eles eram uma raça.
— Deseja mais alguma coisa? – perguntou a 18
— Por enquanto não. Já podem ir se quiser.
— Estamos de saída – disse a 18 – tchau Bulma – depois virou-se para Vegeta – Com licença, Alteza.
Vegeta não responde.
— Bulma – chamou o 17 fazendo com que ela olhasse para ele – o que você acha de depois nós sairmos...
— SE VOCÊ NÃO SAIR DESSA SALA AGORA, EU TE PULVERIZO!
O Andróide não temia o Príncipe, pois era tão forte quanto ele, mas novamente acho melhor não contrariá-lo e por isso saiu do laboratório junto com a irmã. Vegeta continuava no mesmo lugar, do mesmo jeito: de costas para Bulma, olhando pela janela, com os braços cruzados.
— Por que você fez isso? – perguntou ela.
— Isso o quê? – perguntou ele se virando para ela, mas ainda com os braços cruzados.
— Ora! De ter sido grosso com o 17.
— Eu trato as pessoas do que jeito que eu quiser.
— Mas ele não fez nada demais.
— Esse cara é um galanteador barato.
Bulma começou a rir.
— Do que você está rindo?
— Nada... é que sua maneira de falar me fez lembrar do meu irmão Radittz – disse com o sorriso se desfazendo nos lábios e ficando um pouco triste.
— Eu não sabia que você tinha irmãos – disse tentando não demonstrar preocupação por ela ter ficado triste.
— Eu tenho dois: Radittz e Kakarotto. Eles são filhos de sangue de Bardock e Seripa.
— Eu não os vi quando eu estive lá.
— É por que eles tinham saído.
— Quer dizer que o verme fraco do seu pai tem dois filhos?
— Olha como você fala do meu pai.
— Eu já disse para você que eu falo o que eu quiser de quem eu quiser.
— Tudo bem – disse indo em direção à porta – Já estou de saída.
— Você não vai para lugar nenhum – disse caminhando até ela – Ainda não recebeu o castigo por ter me saído do Castelo sem minha autorização.
— Acho que você não tá legal. Eu não sai sozinha, eu sai com seu pai.
— E quem disse que você poderia sair com meu pai?
— Por que ele é seu pai, o Rei dos Sayajins. Eu trabalho no Castelo dele, eu tinha que acatar as ordens dele.
— Pois não deveria, não sem antes ter falado comigo.
— Aff, mas era seu pai. Seu pai manda em você, você manda em mim, consequentemente seu pai manda em mim.
— Quem disse que eu meu pai manda em mim?
— É a lógica.
— Pois essa lógica não funciona comigo.
— Depois a gente vê isso – disse sem paciência já abrindo a porta, ele imediatamente empurra a porta e tranca – Me deixe sair.
— Me espere hoje à noite no seu quarto para receber seu castigo.
— O que você vai fazer comigo?
— Na hora você saberá – disse esboçando um sorrindo – Se quiser continuar aqui continue, mas saiba que se ficar, vou ser mais rígido na hora de aplicar o castigo.
— Tudo bem – disse se dando por vencida – eu vou voltar com você.
— Assim que eu gosto – disse Vegeta satisfeito, pela primeira vez desde que a conhecera tinha saído ganhando o embate com ela.
— Vegeta, antes de irmos tem mais uma coisa que queria lhe falar.
— Fale logo.
— A Princesa Pinchi me convidou para o aniversário dela.
Bulma achou melhor abrir o jogo com ele, se ele soubesse depois talvez ficasse enfurecido.
— Tinha me esquecido desse maldito aniversário – disse o Príncipe para si mesmo.
— E... é... eu tinha... que... é ... arrumar um par – disse nervosa, vendo a fisionomia do Príncipe mudar quando terminou de falar – a Princesa quis... é .... arrumar um par para mim. E acabou que eu vou com Brolly – disse fechando os olhos.
— Você não vai!
— Vegeta, por favor!
— Príncipe Vegeta, eu já te disse um milhão de vezes.
— Tudo bem, Príncipe Vegeta. Eu quero muito ir, puxa vida, é no mesmo dia do meu aniversário.
— Se quiser ir, tem que ir sozinha.
— Não – disse fazendo biquinho – Todo mundo vai acompanhado, e o que tem demais de ir com Brolly, ele é tão gente boa.
— Você não conhece esses sayajins, ele pode tentar algo com você. E isso eu não vou permitir.
— Brolly não faria isso, você sabe melhor do que eu.
Ele respirou fundo.
— Eu vou pensar no seu caso.
— Ai Vegeta, por favor, a Princesa até já mandou fazer meu vestido.
Vegeta ficou um pouco pensativo, passou a mão pela cabeça. Ele sabia que a garota iria insistir até conseguir. E ela sempre conseguia o queria.
— Hunf! Que seja então!
— Então eu vou – disse sorrindo e o abraçando – muito obrigada!
— Deixe dessas besteiras e vamos embora – disse tentando ser grosso com ela, mas não a afastou – E chame aquela criada inútil para ir junto. Preciso dar umas ordens a ela.
Bulma foi embora com Vegeta e Paozu. O Príncipe aproveitou e passou nova ordem para a criada: “Bulma só sai com meu consentimento”. Durante a viagem Bulma não dirigiu a palavra a Vegeta, pois estava muito apreensiva pensando em mil e uma possibilidades de castigo que ele poderia lhe dar.
No fim da tarde no Castelo dos Briefs, todos resolveram ir embora. Pinchi pediu autorização dos pais para ir dormir com Bulma, não teve tempo de se despedir dela e queria muito conversar com ela e não teve a oportunidade, pois Vegeta a levou embora. Os pais logo consentiram, já que nunca tinha visto a filha tão animada por causa de uma amizade. Geralmente a menina era triste e deprimida.
*********
Freeza continuava suas conquistas por todo o universo. Aonde chegava, ele usava de violência, mesmo onde os povos eram mais pacíficos. Ele sempre escolhia os guerreiros fortes para servir seu exército e os que se recusavam ou eram fracos viravam escravos, sendo obrigados a explorar o planeta atrás de ouro ou pedras preciosas, para isso eram submetidos a jornadas de trabalho excessivas em condições sub-humanas, não tinham intervalos, não tinham higiene, andavam sujos, esfarrapados e descalços. Os que não conseguiam encontrar tantas pedras preciosas, apanhavam dos soldados. Isso quando não eram torturadas, e acabavam morrendo.
O Imperador do universo sempre sentiu prazer em vê as pessoas sofrendo, mas naquele dia parecia não está com muita paciência para assistir o show de terror. Sua cabeça estava em outro lugar: na Princesa Brief. Ele sabia que a garota era a chave para que o universo entrasse em harmonia, ou seja, por causa dela o seu plano de dominar o universo estava comprometido. Freeza ainda não tinha certeza se a cientista é realmente a Princesa, porém o fato de ela ter criado um projeto que pode transformar Vegeta num Super Sayajin o fazia ter certeza. E contra um Super Sayajin ele não teria chances de ganhar.
Freeza se lembrou de um de seus antepassados, Goro que viveu há mais de 1.000 anos. Ele era o mais forte e mais temido do universo, estava prestes a conquistar o triunfo, quando o Príncipe Sayajin Eric se transformou num Super Sayajin com a ajuda da Princesa Terráquea Maya. Goro também tentou se livrar da Princesa, e quando pensou que tinha conseguido, ela volta. Freeza se lamentava constantemente por ter cometido o mesmo erro do seu antepassado, será que a história se repetiria? O vilão se arrependeu amargamente por ter designado uma missão tão importante para um besta como Turles.
“O Supremo Senhor Kayoh é um deus muito poderoso, senão o mais poderoso de todos. A garota é bem protegida, por isso eu nunca quis encostar um dedo nela, temia o castigo que podia cair sobre mim. Eu tenho que arrumar um jeito de fazer com que Turles mate a garota, assim o castigo cairá sobre ele”.
Freeza saiu daquele ambiente em que via as pessoas sendo torturadas e volta para a nave e contata Turles.
— Turles, seu inseto inútil, já descobriu algo sobre a garota.
— Nada ainda, Mestre.
— Minha paciência está se esgotando. Você já sabe o que acontecerá caso essa garota cientista seja a Princesa Brief.
— Sim, Mestre.
— Vou mandar Zarbon para aí, você o mantenha escondido até ele ter uma chance de matar o Príncipe. Ele chega em três semanas – disse já desligando a conexão, não estava com muita paciência de falar com o soldado, talvez se ele não estivesse tão longe, já tinha o matado.
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Quando Radittz chegou do Reino dos Humanos, pois tinha ido deixar May em casa, Bardock chamou o filho para conversar.
— Filho que história é essa de casamento?
— Ué, eu pedi a mulher que eu amo em casamento e nós vamos nos casar.
— Radittz, você sabe da dificuldade financeira que nós vamos passar daqui em diante. Nós não temos mais os projetos de Bulma para vender, a situação vai ficar difícil, vamos viver somente do que se tem na ilha. O que a ilha tem hoje é muito pouco.
— Pai não se preocupe. Eu e May já conversamos sobre o assunto, eu vou arrumar um emprego no Reino dos Humanos e ela também.
— Sendo assim, fico mais tranquilo, mas paciência, esperem as coisas se acertarem. Casamento é coisa séria, não é para ser decidida no impulso.
— Eu sei papai. Eu amo May e nós vamos ser muito felizes juntos.
Bardock deu um abraço no filho e a conversa se encerrou.
*********
Bulma estava no quarto com Paozu, quando Pinchi chega alegre e contou que veio para dormir com Bulma. As duas comemoram.
— Bem, eu vou providenciar uma outra cama para a Princesa. Comportem-se garotas – disse Paozu.
— Pode deixar – disse Pinchi.
Paozu saiu do quarto deixando as duas sozinhas.
— Posso usar seu banheiro? – pediu Pinchi.
— Claro, fique a vontade.
Pinchi entrou no banheiro. Bulma deita-se na cama de costas e começa a pensar no beijo que o Príncipe lhe deu: “Nossa que beijo foi aquele! Foi muito melhor do que eu esperava. Ai que vontade de beijá-lo novamente”. De repente a porta abriu:
— Por que essa garota idiota está aqui? – perguntou Vegeta.
— Ela veio passar a noite comigo.
— Esqueceu que agora a noite eu tinha que castigar.
— Ah é, deixa para outro dia – disse como quem não tivesse se importando. Na verdade, a intenção dela é enrolá-lo até ele esquecer.
— Você não vai me ganhar dessa vez. Seu castigo vai ser hoje e pronto. Te espero no meu quarto hoje meia-noite.
— Meia-noite? Como assim? Vegeta a Princesa veio para me fazer companhia, como você quer que eu saia e a deixe sozinha.
— Não me interessa! Ou você vai para o meu quarto meia-noite em ponto ou eu venho aqui te buscar e te levo à força.
— Tudo bem, não precisa vir aqui não. Eu vou sozinha.
— Assim espero – disse já saindo e depois vira-se – Antes que eu me esqueça, o meu quarto fica no quarto andar é o primeiro à esquerda.
Bulma respirou fundo enquanto ver Vegeta saindo. Se antes ela estava preocupada, agora estava em pânico.
— Eu tive a impressão de ter ouvido a voz do Vegeta. Era ele quem estava aqui, não era? – perguntou Pinchi saindo do banheiro.
— É – respondeu Bulma sem emoção.
— Bulma, me responda com toda sinceridade: o que rola entre você e Vegeta?
— Nada!
— Eu acho que rola sim, tá muito na cara.
— Já disse que não rola nada – disse nervosa.
— Se vocês quiserem ficar juntos, eu dou a maior força.
Bulma não respondeu nada e continuou apreensiva.
— Por que você está tão nervosa? Aconteceu alguma coisa?
— Princesa, eu e Vegeta nos beijamos hoje – confessou Bulma, mas percebeu que Pinchi ficou séria encarando-a.
— O que foi? Por que está me olhando dessa forma.
— Você acabou de dizer que beijou meu noivo.
— Desculpa Pinchi. Pelo que você disse, eu pensei que não se importava – disse nervosa tentando se justificar.
— Eu estou brincando sua boba – disse sorrindo.
— Que susto você me deu.
— E como foi o beijo?
— MA-RA-VI-LHO-SO! Melhor não poderia ter sido, superou todas as minhas expectativas.
— Mas então, por que esse nervosismo, essa apreensão toda?
— Hoje, eu sai com o Rei Vegeta, mas sem a autorização do Vegeta. Aliás, eu nem sabia que tinha que pedi autorização dele, já que se tratava do pai dele.
— Eu sei bem como é o Príncipe.
— Agora ele disse que quer me castigar por eu ter saído sem sua autorização.
— Castigar? Que tipo de castigo?
— Não sei, ele só mandou que eu estivesse hoje meia-noite no quarto dele.
— Será que ele quer que vocês...
— Que a gente o quê?
— Ora Bulma, tenho certeza que você entendeu.
— Você não pode está falando sério.
— Calma Bulma, isso não é o fim do mundo.
— Você fala como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Mas é coisa mais natural do mundo. Pensa pelo lado positivo: vai ser com o homem que você ama e que te ama também.
— Pinchi, acabei de dar meu primeiro beijo hoje, eu já vou ter que... – disse respirando fundo.
— Vegeta não vai te obrigar a fazer nada que você não queira. Ele tem esse jeito todo de grosso, insensível, arrogante e que parece não se importar com ninguém, mas eu tenho que admitir que ele não seja do tipo que força uma mulher a ter nada com ele. Ainda mais que ele não precisa, todas as meninas desse planeta fariam tudo para ficar com ele.
— Sei – disse demonstrando um pouco de ciúme – Eu sempre achei que você o achasse um grosso, que tinha verdadeiro horror por ele. Pelo menos foi isso que Paozu me disse.
— Sim, por que ele sempre me tratou mal, eu não gosto de homens que me tratam mal. Não gosto de está com ele em eventos sociais, ele sempre me deixa sozinha e depois sai com a vadia da Ângela. Garota mais repugnante e enjoada, sempre que pode ela tenta me humilhar.
— Agora você vai ficar me falando das garotas com quem o Príncipe fica?
— Desculpa, mas o queria te dizer é que esse jeito do Vegeta é uma casca, por dentro ele é uma pessoa totalmente diferente. Se ele tivesse me tratado a vida toda como ele te trata, eu acho que eu tinha me apaixonado por ele.
— Mas ele é grosso comigo.
— Porém ele sempre faz as coisas que você quer, do jeito que você quer. De um jeito ou de outro você consegue dominá-lo.
Paozu deu uma batida na porta e em seguida abriu.
— Meninas dão licença para os rapazes colocarem a cama.
Dois sayajins entraram no quarto e montaram a cama ao lado da cama de Bulma. Terminada a tarefa os dois saíram. Paozu pegou no guarda-roupa de Bulma, alguns lençóis, travesseiros, colchas e fronhas e começou a arrumar a cama que a Princesa irá dormir. Tudo estava em silêncio, até Pinchi puxar assunto.
— Paozu, onde fica o quarto de Brolly?
— Fica no primeiro andar. Ultimo quarto do corredor à esquerda – respondeu a criada. Paozu achou estranha a pergunta da menina, mas resolveu não se meter. Ela não tem a mesma liberdade de se intrometer na vida de Pinchi como se intrometia em relação à Bulma. – Eu vou ali na cozinha. Mais tarde eu volto para trazer o jantar de vocês.
Paozu saiu e as continuaram conversando.
***
— Brolly, você já providenciou tudo para a visita a Bardock amanhã?
— Estou acertando os últimos detalhes, Majestade.
— Não se esqueça de sondá-lo sobre a relação dele com Freeza.
— Sim, Majestade.
— Eu quero saber o que aquele verme está planejando. Essa pose de bom moço dele não me convence. Eu quero entender por que ele ajudou meu filho. Alguma coisa ele deve está aprontando.
— Majestade, tudo pode não ter sido um mal entendido.
— Grrr... se ficar defendendo ele, eu mando te castigar.
— Me desculpe Majestade. Até um tempo atrás eu tinha total certeza que ele era um traidor, mas depois que soube que ele ajudou o Príncipe, que ajudou a cientista que foi abandonada pelos pais e vendo a situação que ele vive, começo a pensar que tudo pode ter sido um mal entendido.
— Não diga asneiras!
— Mas Majestade, as coisas aconteceram tão rápidas. Não tivemos tempo de investigar a fundo.
— Eu não quero mais falar nesse assunto.
— Tudo bem, Majestade. Agora eu vou acertar os últimos detalhes da viagem, com licença.
Brolly saiu da sala do trono e foi logo fazer a revisão do jatinho, ele mesmo gostava de fazer isso, principalmente quando ele, o Príncipe ou Rei iriam usar. Passou algumas tarefas para os soldados, principalmente Turles. Quando terminou de fazer tudo, ele foi para cozinha procurar algo para comer, isso já faltava quinze minutos para meia-noite.
*********
— Eita, já está quase na hora de ir – disse Bulma.
— Calma, fica calma.
— Por mais que eu tente, eu não consigo. Meu coração está para sair pela boca.
— Bulma, e se ele quiser somente tocar terror.
— Hã?
— E se a intenção dele for só te deixar aterrorizada e na hora ele não for fazer nada.
— Será?
— Isso é bem do feitio dele.
— Será? Agora eu não tenho mais tempo para pensar nisso. Acho que já vou subindo.
— Espera, vamos escolher uma camisola melhor – disse abrindo o guarda-roupa de Bulma procurando uma camisola – o que você acha dessa?
— Não Pinchi. Eu não estou com cabeça para isso.
— Depois você coloca esse robe por cima, vai ficar linda!
— Está bem! Eu vou vestir logo.
Bulma vestiu a camisola que Pinchi indicou, depois ela subiu para o quarto de Vegeta. Pinchi aproveitou a oportunidade e foi para o quarto de Brolly. Pinchi estava na porta batendo, quando Brolly surgiu subindo as escadas.
— Alteza, precisa de alguma coisa? – disse tentando ser frio com ela.
— De você!
— Pinchi, por favor, vá dormir. Bulma deve está esperando por você.
— Não, ela não está.
— Deixe-me ir dormir em paz, por favor.
— Você não vai me convidar para entrar.
— Claro que não!
— Pois se você não me deixar entrar, eu grito dizendo que você está tentando me agarrar.
— O quê? Isso é mentira.
— Vai ser minha palavra contra a sua. Qual palavra tem mais valor? A da Princesa ou do simples soldado. E mais, o que o Rei vai achar se souber que seu fiel escudeiro tentou agarrar a futura nora dele.
— Entre – disse vencido abrindo a porta dando passagem para ela entrar.
*********
Bulma chegou na porta do quarto de Vegeta, respirou fundo e ficou pensativa: “Vamos Bulma, coragem! Que Kame me proteja”. Ela resolveu bater na porta, em pouco tempo a porta se abre e o coração da garota acelera mais ainda.
— Está atrasada – disse friamente – entra.
Bulma olha para Vegeta e congela. Ele estava simplesmente de cueca, uma cueca box preta. Estava simplesmente muito gostoso, seria uma tentação muito grande.
— Vamos garota! Está surda, eu mandei você entrar.
A garota olhou para dentro do quarto, vê uma cama bem arrumada e na mesa uma garrafa de vinho com duas taças.
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