Destino? - Versão Yaoi

1 Capítulo 1 Reencontro.


Notas iniciais
Ola pessoal olha eu aqui de novo! >_<
Bom outro dia vi a fique de um amigo meu e achei ela incrivel, tipo a ideia e tudo e fiquei imaginando por dias um yaoi com ela (haha) ai conversei com ele e pedi para o msm deixar eu fazer uma nova versão yaoi dela, e ele aprovou!
Bom espero que gostem, posto o proximo capitulo o mais rapido possivel!

Eu me lembro muito bem da minha infância, eu era extremamente feliz, para mim o mundo era perfeito e sem qualquer problema e qualquer dificuldade era fácil de resolver, mas eu mudei muito quando cheguei aos meus dezessete anos... Mas antes dessa drástica mudança como disse, eu era muito feliz e tinha dois importantes motivos para isso, o primeiro era minha família que eu achava incrível e todos sempre me faziam sentir especial o outro motivo era um grande amigo, seu nome era Cristian Askal, nos tínhamos dois anos de diferença, sendo que eu sou o mais velho.

Nem sei há quanto tempo o conheço, desde que me lembro o Cris esta presente na minha vida, isto é devido a nossos pais serem ótimos visinhos e grandes amigos então não tinha problema de ficarmos juntos o tempo inteiro e por isso nossa amizade era bem forte.

Nos quase nunca brigávamos e quando acontecia algum atrito conosco, nos reconciliávamos rapidamente. O Cris era meu melhor amigo, eu podia contar com ele para qualquer coisa, porque era confiável e sempre fazia o possível para me ajudar. Me lembro de uma vez quando tínhamos 13 e 15, as nos nossas famílias foram acampar e durante todo os cinco dias que ficamos no meio do mato o tédio dominou, então parar matar um pouco desse tédio eu dei a idéia de irmos buscar gravetos para a fogueira que faríamos a noite, mas acabamos nos perdendo em meio as grandes arvores daquela floresta, andamos por horas e não achamos nem sinal do acampamento e nem mesmo de qualquer estrada.

Quando estava começamos a escurecer eu já estava ficando desesperado, eu estava exausto e com muito medo, mas o Cris continuava calmo e com um pequeno sorriso no rosto afirmando “esta tudo bem” aquilo de certa forma que me ajudava a prosseguir. Estávamos em meio ao capim alto quando vimos um brilho vindo de algum local mais a frente, imaginamos que era o reflexo do sol batendo no carro ou de alguma outra coisa do acampamento então corremos para conferir e antes mesmo de chegarmos pude ver o carro do meu pai e isso fez meus olhos encherem d’água.

Quando encontramos nossos pais, eles quase nos esganaram, meus pais principalmente me xingaram e colocaram toda a culpa em mim, afinal eu era o mais velho e deveria ter responsabilidade por nos dois, mas após ouvir isso pela primeira vez Cris enfrentou não apenas os seus pais, mas também os meus dizendo que a culpa não era só minha e que saímos porque estávamos entediados, ele disse que o lugar era chato e tudo mais. Ele me protegeu mesmo eu sendo o mais velho, é ate vergonhoso de se lembrar.

O que eu mais gostava nele era sua calma, ele era muito maduro para sua idade era mais maduro do que eu! Todas às vezes quando eu entrava em um problema ou me desesperava com alguma situação ele me ajudava, mesmo quando não pedia por ajuda. Para mim ele não era apenas um amigo, eu sentia algo diferente por ele em relação às outras pessoas e isso foi confirmado quando fiz 16 anos.

Nessa época eu não me enturmava muito bem com os garotos da minha escola e por isso muitas vezes eles praticavam bullyng comigo e naquele dia eles me perturbaram o tempo todo por terem descoberto que eu nunca havia beijado alguém. Aquilo me deixou muito chateado, pois era verdade, eles me falaram muitas coisas horríveis as quais eu comecei a acreditar.

Depois que as aulas acabaram eu não fui para a casa, corri direto para o morro do pessegueiro. Aquele morro era um local perto do nosso bairro, uma espécie de reserva natural que ficava na parte mais alta da cidade. No alto daquele morro ficava um grande pessegueiro, que projetava uma sobra branda e tranqüila, era um ótimo lugar para se descansar e refletir, pois alem da leve brisa que sempre rodeava aquele local, ele tinha uma incrível vista para a cidade e ficava ainda melhor quando anoitecia e devido a essas caracteristicas eu sempre fugia para aquele lugar quando estava chateado.

Já estava começando a anoitecer quando Cristian apareceu.

- Fael fiquei te procurando o dia todo e vocês estava aqui esse tempo inteiro!? – ele me disse enquanto se aproximava de mim, em seguida se sentou do meu lado – seus pais estavam te procurando, estão preocupados.

- é mesmo? Daqui a pouco vou para casa... Ouvir eles me xingarem... – falei desanimado.

- Fael o que ouve? Você não vem aqui sozinho e usa esse tom por nada, sabe que pode me falar qualquer coisa.

- não é nada eu só quero ficar sozinho, depois conversamos tudo bem? – queria que ele fosse embora.

- não, você é meu melhor amigo e não vou deixar você ficar sozinho se corroendo, vou ficar aqui ate você me falar o que aconteceu – ele falou enquanto emitia aquele pequeno sorriso otimista que me acalmava.

Eu relutei bastante para não falar nada, fiquei calado por quase uma hora, mas a tentação de desabafar com alguém conseguiu ganhar.

- hoje na escola o pessoal estava me zoando, dizendo que... Que eu era ridículo e que eu nunca tinha beijado, mesmo já tendo dezesseis anos, isso porque todos tinham nojo de mim... haha... Mas eles estão certos, quem ficaria com alguém como eu? Eu vou viver minha vida toda sozinho...

- não sei quem é o mais idiota, você por acreditar neles – ele falou rindo, mas depois mudou seu tom de voz como se falasse serio – ou eles mesmos, Fael varias garotas ficariam com você, todos sabem que você é incrível, que seus olhos são lindos, sua boca também, você é engraçado e gentil qualquer um iria querer ficar com você, qualquer um que ficasse com você teria sorte!

Ele estava me olhando fixamente e ainda falando aquelas coisas daquela maneira me deixou sem graça.

- você fala isso apenas por falar, apenas para me consolar... Ninguém ficaria comigo...

- não seja estúpido Fael! – ele gritou comigo perdendo a paciência com minha alto piedade.

- então me diga uma única pessoa que teria a coragem de me deixar beijá-la! Me fale apenas uma e eu sem duvidas mudarei de idéia e nunca mais nem toco nesse assunto!

Seus olhos arregalaram e aos poucos seu rosto ficou vermelho, ele relutou um pouco e em após alguns segundos me falou olhando para os lados:

- eu... Eu ficaria com você Fael...

Aquilo me surpreendeu e fez meu coração acelerar, me deixou feliz. Porem eu não sabia se tinha ficado feliz por me sentir aliviado em ouvir que alguém teria coragem de ficar comigo ou fiquei feliz simplesmente por ele falar que teria coragem de ficar comigo.

Algumas vezes eu já tinha me imaginado beijando o Cris, mas nunca imaginei que um dia poderíamos de fato ficar, e quando ele me disse aquilo isso voltou a minha mente e eu o perguntei:

- então posso te beijar? – antes mesmo de deixá-lo responder eu comecei a me aproximar lentamente, com meus olhos fixos nos dele.

Ele estava sentado do meu lado, então me virei e fiquei de frente para ele, encostei a mão em seu rosto e a deslizei lentamente ate sua nuca. Sua pele estava quente e o seu cheiro natural me agradava. Em alguns segundos eu já estava tão perto que pude sentir a sua respiração no meu rosto então fechei meu olhos, foi quando finalmente ele deu a resposta em um tom sussurrante, ele me disse “sim” e em seguida o beijei.

Não foi da maneira que eu tinha imaginado meu primeiro beijo, nossos lábios estavam secos e isso gerou um forte atrito que aos poucos foi diminuindo, nossos lábios muitas vezes se desencontravam ou então colidíamos nossos dentes, mas mesmo assim eu estava gostando de beijá-lo.

Ele sugava meus lábios lentamente e foi uma surpresa pra mim quando senti sua língua tocando a minha e aquilo me excitou, então comecei a imitar seus movimentos com a língua.

Aquele beijo não demorou muito tempo, eu diria que no maximo cinco ou seis minutos, mas foi bom, muito bom, nem por um segundo me passou pela mente que éramos dois homens e que não devíamos fazer algo assim, mas não tinha mais coragem de beijá-lo novamente.

Quando paramos de beijar e nos distanciamos eu olhei pra ele e vi uma expressão em seu rosto que nunca tinha visto na vida, eu não entendi o que ele significava, mas nunca o vi tão bonito quanto daquela vez, porem aquela expressão me deu um pouco de medo, medo dele não ter gostado, ter sentido nojo de mim e por isso eu não tinha mais coragem de beijá-lo novamente ou mesmo falar com ele.

Naquele dia depois que nos beijamos voltamos a olhar para a frente e apreciar a linda vista da cidade calados por mais alguns minutos e depois fomos embora, sem falar uma única palavra um para o outro.

Assim os dias foram se passando e continuamos a não nos falar e antes que eu percebesse já havia passado meses sem que trocássemos uma única palavra. Eu sentia muito a falta dele, mas eu não sabia como reagir na presença do Cris, não sabia se eu deveria fingir que aquilo não aconteceu ou se ele queria novamente ou se ele iria brigar comigo por telo beijado.

Passaram-se alguns meses ate que voltamos a conversar, ele veio falar comigo no dia do meu aniversario, ele apenas disse “parabéns!” e por incrível que pareça após essa primeira frase foi fácil continuar a conversa.

Naquele dia passamos o tempo todo juntos, estávamos conversando normalmente como se aquilo nunca tivesse acontecido, o que de certa forma me fez sentir um pouco decepcionado por ele agir assim, mas não queria nem arriscar e comentar algo, nossa amizade tinha voltado ao normal, então estava tudo bem. Eu pensei que ele não queria falar sobre aquilo, mas eu estava enganado!

No dia do meu aniversario meus pais fizeram um churrasco no quintal e reuniram alguns visinhos incluindo os pais do meu melhor “amigo”, como já disse durante o dia todo ficamos conversando sobre as novidades que apareceram durante esse tempo que não nos falamos. Eu falei que provavelmente iria ser reprovado na escola e rimos muito disso e depois ele comentou que tinha comprado o jogo que estávamos esperando lançamento esse ano e me chamou para ir na sua casa para jogarmos.

Eu havia esquecido completamente desse jogo enquanto pensava em maneiras diferentes de voltar a conversar com ele.

De fato o jogo era incrível e devido a isso ficamos na casa por horas jogando sozinhos, estava indo tudo bem, mas do nada ele me perguntou:

- Fael, sabe aquilo que aconteceu naquele dia? O... O nosso beijo? – ele falou enquanto jogava.

Quando ele me disse aquilo minha barriga gelou e eu não sabia o que responder, então apenas tentei fugir daquilo com a resposta mais covarde que veio na minha mente.

- aaa, não se preocupe com aquilo, não queria te magoar foi uma idiotice da minha parte e eu prometo que não vai se repetir, eu só estava...

- não! – ele me interrompeu com um grito, depois continuou falando enquanto olhava parao chão – não foi idiotice, não pra mim... O que eu iria perguntar era se poderíamos repetir, mas eu não quero que você se afaste de novo.

Eu não sabia o que responder, eu fiquei feliz por ouvir aquilo também queria beijá-lo, mas eu não sei se conseguiria ser tão direto assim e assim acabei dando uma resposta meio indiferente.

- se você quiser não tem problema, podemos ficar novamente... E eu prometo que não vou me afastar...

Ele largou o joystick se levantou vindo ate mim e parou na minha frente.

Seu rosto estava vermelho e ele me disse olhando para os cantos:

- eu já dei o primeiro passo, o resto é com você... – me disse sem jeito.

Me levantei da cama dele e sorri em seguida o beijei.

Me senti muito bem por beijá-lo novamente, estava sentindo muita falta do aroma natural e da temperatura da sua pele.

Não sei por quanto tempo ficamos nos beijando no quarto dele, eu só queria continuar com aquilo por muito mais tempo, o que infelizmente não aconteceu, pois meus pais me chamaram e eu tiver de voltar para casa, mas poderíamos continuar ficando no futuro.

Estava indo tudo bem não é? Eu e ele estávamos entendidos e continuamos a ficar por algum tempo, estávamos praticamente namorando, mas infelizmente isso não durou.

Depois de algumas semanas algo aconteceu ao avô de Cristian e ele e sua família iriam visitá-lo por uma semana para cuidar dele. Eu não queria que ele fosse e o pedi pra passar esses dias na minha casa, mas ele me disse “não, eu tenho que ir, meu avô esta mal e tem muito tempo que não o vejo, mas não se preocupe, eu volto logo, eu prometo!” e essa foi a ultima vez que nos falamos, depois daquele dia em que Cris e seus pais saíram de casa eles nunca mais voltaram e depois de que um mês se passou vieram alguns caminhões e levaram todos os moveis então a casa deles foi vendida para uma nova família.

Ate hoje eu não entendo o que houve, ele ficou comigo apenas para brincar... Me pediu para ficarmos novamente mesmo sabendo que em alguns dias iria embora, ele sabia que eu sentia algo por ele e mesmo assim me machucou daquela forma, Cristian Askal foi meu primeiro amor.

Passaram-se sete anos desde então, algumas vezes parecia que aquilo tinha sido apenas um sonho, porque era estranho o quão alegre eu estava por poder beijá-lo...

Meu nome é Rafael Keyboard e atualmente tenho vinte e quatro anos, estou cursando a universidade de letras e tenho uma noiva que esta fazendo intercambio fora do país.

A minha vida esta relativamente tranqüila, assim em uma noite qualquer minha mãe me fez uma grande surpresa.

Eu estava no meu quarto revisando algumas matérias e estudando outras, com esperanças que minha noiva me ligasse naquela noite, quando minha mãe me gritou e pediu para eu descer para a cozinha, e assim o fiz.

Após passar pela porta da cozinha vi minha mãe, minha irmã mais velha Raquel e a minha outra irmã mais nova Ana, próximas a geladeira elas estavam como um sorriso de orelha a orelha e do outro lado um jovem de cabelos loiros que assim que os vi pude reconhecer de quem eram.

Seus cabelos loiros estavam cortados em um estilo social, mas tampavam um pouco da parte esquerda da sua testa, basicamente uma franja, diferente de antes agora ele usava óculos que se destacava em seu rosto fino. Ele usava roupas de frio maiores que seu tamanho, o que o fez parecer ainda menor e mais magro.

Após alguns segundos que ficamos nos encarando ele emitiu aquele pequeno sorriso otimista e me disse:

- oi Fael, há quanto tempo! – Cristian me falou com o tom de voz sereno.

Notas finais
Bom, como eu disse essa fic não é 100% minha nem é 100% igual a do meu amigo, eu fiz algumas mudanças na ideia e na forma que ele escreveu... e como disse espero que gostem... se der comentem!
t+