Destino? - Versão Yaoi

2 Momentos de fúria


Notas iniciais
Yoo minna! espero que estejam gostando e quero agradecer a todos que lerem. ah! eu quero fazer uma pequena observação '-'... essa imagem de capa meio que não tem muito a haver com a historia kkkkkkkk... tipo eu a escolhi pq os personagens parece com os personagens da minha fica, porem eu não tinha nem msm notado a faca ou o quase estrangulamento kkkkkk... então não espere coisas assim '-' vindo de um dos dois '-'... desculpa qualquer transtorno e boa leitura.

Ele estava mais alto, mas mesmo assim era no mínimo dois palmos mais baixo do que eu, suas roupas pareciam um pijama ele usava uma blusa de frio cinza e uma calça de moletom preta, os óculos em seu rosto se destacavam e faziam seus olhos verdes serem ainda mais chamativos. Eu não saberia dizer as mudanças do restante do seu corpo porque aquelas roupas largas escondiam quase tudo, mas seu rosto e expressão continuavam os mesmos só um pouco mais maduros.

Quando ele falou fiquei perplexo, eu não sabia o que responder, era como se fosse algo inacreditável e todo o meu corpo havia congelado, eu não saberia dizer quais sentimentos passaram por mim, mas o que se destacou foi o ódio. Sim o ódio de vê-lo ali! Depois de anos o ódio apareceu entre minhas entranhas, mas eu não consegui falar aquilo que me veio a mente então disse:

– Que tipo de brincadeira é essa? – falei para minha mãe.

– Rafa é o Cris, não o reconhece?

– Eu sei muito bem quem ele é, mas eu não entendo o motivo desta “surpresa” ridícula. – me virei para ele e continuei – volta para o buraco de onde você saiu e não me faça perder tempo!

Me virei e voltei para o meu quarto.

Não sei o que houve com eles depois disso e nem queria saber, eu estava com ódio, muito ódio e eu nem mesmo sei de onde ele veio. Eu pensei que se um dia eu o reencontrasse ficaria feliz, não imaginei que reagiria assim ou sentiria algo do tipo, mas porque ele voltou logo agora?

Naquela noite todos os membros da minha casa bateram na por do meu quarto e me deram um sermão e ignorei a maioria, porem quando minha irmã Raquel veio, eu não consegui ignorá-la.

– Rafa, podemos conversar um pouco? – ela me perguntou e eu respondi “sim” – então pelo menos abre a porta, pode ser?

Eu já sabia tudo que ela ia dizer, mas Raquel alem de ser minha irmã é a pessoa que mais fala comigo atualmente, somos grandes amigos.

Ela sentou na minha cama e soltou uma pequena gargalhada antes de começar a falar.

– Eu não imaginava que você faria aquilo Rafa, fiquei ate com dó do Cristian, mas também não entendi o porquê você reagiu daquela forma, uma vez quando te perguntei sobre isso você disse que ficaria tipo normal e de boa quando revisse ele.

– Eu também não sei... Eu só fiquei com raiva, nem eu me entendi – meus olhos encheram d’água, eu não queria falar sobre aquilo.

– Mas porque você tem raiva dele?

– Talvez seja porque éramos melhores amigos e sendo que ele era meu único amigo e depois foi embora sem falar nada, talvez seja isso...

– Não, não foi isso, acho que você sabe o motivo! – Raquel olhava fixamente para mim, mas eu não conseguia encará-la então sempre desviava o olhar.

– Sei? – não havia entendido o que ela quis dizer com aquilo.

– sim você sabe... você o amava...

No momento que ela afirmou aquilo, meu estomago gelou e um forte arrepio correu por todo meu corpo e meus olhos que já estavam cheios de lagrimas quase as derramaram.

– N-não! Eu não o amava, ele era só – Raquel olhava pra mim como se fingisse que acreditava – meu amigo... Mas como você sabe disso?

– Eu tenho meus contatos – ele falou rindo – brincadeira, uma vez eu vocês dois... Se beijando...

– Não fala isso para ninguém! – eu estava com tanta vergonha que poderia enfiar a cabeça em qualquer buraco que visse na minha frente.

– Não se preocupe, eu também já fiquei com garotas, mas esse vai ser nosso segredo ok? Mas então Rafael você esta com raiva dele por que mesmo?

Ela já sabia de tudo, então não tive problemas para falar e assim que comecei a falar e as lagrimas começaram a rolar pelo meu rosto.

– Eu o amava, ele era a única pessoa que sempre estava do meu lado, que sempre me ajudava e foi a pessoa com quem eu dei meu primeiro beijo e segundo e terceiro, ele me pediu para continuarmos daquela forma “juntos” e eu acreditei, mesmo que foi por alguns dias apenas que ficamos juntos, eu o amei muito, mas depois entendi que ele só queria brincar comigo antes de ir embora – doía muito relembrar aquilo e mexer nas minhas feridas cicatrizadas me fez ficar ainda com mais raiva. Era de fato ridículo um homem de vinte e quatro anos ficar choramingando pelo primeiro amor – como vocês não querer que eu fique com raiva disso? Como vocês não querem que eu odeie alguém que me machucou e depois desapareceu? Eu não consigo ser tão puro e bom a ponto de perdoá-lo assim!

Raquel não disse uma única palavra enquanto eu chorava feito uma criança na frente dela, mas depois que me acalmei um pouco ela me abraçou e me disse:

– sabe Rafa, quando amamos muito alguém e acabamos nos machucando por causa deste amor nosso coração pega este amor e o transforma em ódio ou raiva como se fosse uma armadura tentando se proteger de um novo ferimento, mas quando estamos perto da pessoa amada o nosso coração não consegue manter essa armadura por muito tempo, ela vai se desfazendo pouco a pouco e por fim este amor volta tão forte ou ainda pior que antes, então tome cuidado com isso que você guarda ai dentro e boa noite! – assim que terminou de falar ela saiu do quarto.

Isso é ridículo eu não o amo! Apenas não posso perdoá-lo por me machucar daquela forma e sem explicação!

Mas por fim acabei dormindo na mesinha do computador devido a ardência dos olhos por chorar daquela forma, mas acabei acordando no meio da noite, minhas costas doíam e eu estava morrendo de fome então fui pegar algo de comer na cozinha.

Depois de descer as escadas e passar pela copa entrei na cozinha, assim que abri a porta me deparei com Cristian sentado na bancada da cozinha, ele usava um pijama azul e tinha um olhar pensativo que estava fixo à xícara que estava entre suas mãos.

Velo assim fez meu estomago gelar, eu iria voltar para meu quarto, mas quando tentei fechar a porta ela emitiu um pequeno som e ele me notou. Nossos olhares se encontraram e imediatamente o desviei e segui para a cozinha. Como não podia mais voltar fui ate a geladeira peguei leite e em seguida fui pegar alguns biscoitos no armário que estava atrás dele e quando estávamos de costas um para o outro ele me disse:

– Me desculpe Rafael, me desculpa por ter ido embora daquele jeito...

– Agora não adianta falar nada, você foi embora do mesmo jeito, mesmo quando eu te pedi para ficar, mas isso é passado – já havia pegado meus lanches e estava saindo da cozinha – não quero me lembra disso.

Voltei para o meu quarto e quando terminei de comer foi logo dormir. Queria esquecer aquilo, aquela situação e aquele sentimento.

No outro dia logo pela manhã acordei cedo e segui minha rotina de sempre, preparei o café, arrumei meus materiais e algumas coisas para o judô e logo fui para a faculdade, encontrei meus amigos, mas por mais que quisesse não conseguia conversar com eles, todo aquele problema dessa noite não saia da minha cabeça, parecia que algo estava fazendo pressão no meu peito.

Alguns dias se passaram desde a chegada do Cristian e durante esses dias eu fazia de tudo para não ficar em casa e ignorava qualquer um que tentasse tocar no assunto, mas um dia após o fim das aulas na universidade eu não tinha para onde ir ou o que fazer e acabei voltando para casa. Entrei na casa de mansinho para ninguém me ver, mas antes de chegar no meu quarto minha mãe me viu.

– Rafael! Preciso dizer alguma coisa? – ela me repreendeu.

– Dizer o que mãe? O que eu fiz? – abria a porta e entrei no quarto.

– Você esta bancando um covarde idiota e hoje você não vai fugir, vamos todos almoçar juntos ok? Fiz seus pratos prediletos.

– Mas mãe eu não quero, vou ficar no meu quarto mesmo, o... – ela apenas me mandou o olhar “sem desculpa” — ok... Eu vou...

Eu não queria ir, mas não gosto de desrespeitar minha mãe então acabei aparecendo no almoço.

Minha mãe fez meus pratos prediletos, lasanha com arroz temperado e salpicão, acho que ela queria me mimar e acalmar através do estomago.

Quando minha mãe conseguiu reunir toda a família ela nos fez esperar na sala ate a mesa ficar pronta e depois podemos sentar. Já sentados e com a comida na mesa Ana fez uma pequena oração e por fim todos puderam colocando comida nos seus pratos, após isso todos ficaram em um completo silencio e minha mãe teve a idéia de puxar assunto.

– Então Cris o que ta achando do bairro agora? – minha mãe tentou puxar assunto.

– Estou achando incrível! Muita coisa mudou, é estranho parece que foi ontem que eu estava aqui e agora tudo esta mudado isso é muito estranho – ele respondeu sorrindo.

– Hm, e quanto tempo você pretende ficar aqui Cris? – Raquel perguntou – não que seja um incomodo.

– Haha, que isso, mas acho que vou ficar o tempo que a Sra. Beth quiser me hospedar – ele respondeu sorrindo.

– Ele vai ficar aqui ate os pais conseguirem resolver alguns problemas na onde estão e conseguirem achar algum lugar para morar aqui na cidade.

– Serio que ele vai ficar aqui este tempo todo? – falei com desgosto – vou ter que arrumar outro lugar para ficar nesse meio tempo, não é?

– Porque esta falando isso Rafa? – minha mãe perguntou.

– Porque eu não consigo ficar aqui fingindo que não tem nada acontecendo, porque eu não esqueci o que ele fez, não esqueci que ele me magoou e nem vou engolir essa historia...

– Rafael para com isso! — minha mãe pediu.

– Para com isso nada! Você se esqueceu de como eu fiquei depois que ele foi embora? – eu estava com raiva por todos estarem fingindo de bobos e iria falar tudo que estava pensando – eu não! Porque estou sentindo raiva por isso ate agora, eu não vou aturar que ele fique aqui sem pelo menos explicar o porquê voltou!

– Rafael você esta fazendo uma tempestade em um copo d’água! – minha mãe tentou me parar.

– não estou fazendo nada, só quero saber o porquê! – a respondi.

Todos se calaram como se esperassem que ele se explicasse e começou.

– Eu, eu só queria continuar a nossa vida do ponto onde ela parou – ele fazia uma pequena pausa entre cada palavra – eu queria recuperar o tempo perdido...

Como ele pode falar algo assim? Como ele pode dizer que queria continuar algo sendo que foi ele que desistiu?

Aquilo tinha feito meu sangue ferver e todo ódio que eu tinha sentido ate agora resolveu sair tudo de uma única vez.

– Você esta de brincadeira? – o interrompi com um grito – “nossa vida”? Cristian, não existe nossa vida! Existe a minha a minha vida, que estava muito bom ate você aparecer e exista a sua vidinha medíocre, miserável e monótona, da qual tem que ir atrás do passado para ver se consegue consegui um pouco de felicidade, mas adivinha! Ninguém te quer aqui! Você deveria tomar vergonha na tua cara e ir embora! Na verdade você nunca deveria ter voltado!

Ele não falou nada apenas ficou em encarando com os olhos cheios d’água e quando eu menos esperava meu pai se levantou foi ate mim e me levantou da cadeira segurando a gola da minha blusa.

– Já chega Rafael! Você não tem o mínimo direito de falar qualquer merda, você não sabe o que aconteceu com ele, se você falar mais um único “a” eu vou esmurrar sua cara! Você me entendeu?

Todos estavam espantados tanto com a minha reação quando a do meu pai eles apenas assistiam com os olhos arregalados.

– Pare Sr. Tomas, por favor! Ele esta certo – Cristian se levantou da mesa e continuou falar com aquele pequeno sorriso otimista no rosto – eu não deveria ter voltado, eu sou muito burro e insistente então pensei que se eu voltasse eu poderia voltar a viver normalmente, com o Fa... Com o Rafael e vocês, mas agora é tarde, muito tarde e eu sou um idiota, mas ele também esta certo em dizer que só estou atrapalhando vocês durante esses dias que estou hospedado aqui, então me desculpem!

– Mas Cris ele não tem o direito de falar essas coisas com você, ele não sabe o que aconteceu – minha mãe tentou argumentar.

– Não tem problema Sra. Beth, bom eu vou embora hoje mesmo, eu só peço a vocês algumas horas, para eu poder arrumar algumas coisas e visitar um lugar, tudo bem?

– Claro que não, mas... – minha mãe insistiu porem Cristian apenas se levantou da mesa e disse “obrigado, alias sua comida estava maravilhosa Sra. Beth, me dêem licença !” em seguida saiu da copa.

Quando ele saiu da cozinha todos levaram seus olhos a mim, me fuzilando foi então que percebi que meu pai ainda me segurava pela camisa então o empurrei e também sai do local, voltei para o meu quarto.

Minhas mãos estavam tremulas, eu ainda estava nervoso, mas me sentia um pouco triste e arrependido por ter falado aquilo com ele, parecia que o Cris iria chorar a qualquer momento, mas, mas foi ele que foi embora! Foi ele que preferiu começa uma nova vida em um novo lugar sem mim, nem mesmo como amigo...

Não sei como ou quando ,mas acabei dormindo, foi bom, porque por um único momento eu me esqueci de tudo, mas foi tudo interrompido quando meu pai começou a esmurrar minha porta gritando “ei abre isso agora!”

Quando abri a porta do quarto meu pai novamente veio para cima de mim e agarrou minha camisa, mas minha mãe entrou e disse:

– Tomas calma! – ela o puxou e ele me largou – deixa isso comigo, vai la para fora! Eu converso com ele!

Eu não entendia o que estava acontecendo porque durante alguns segundos eu havia esquecido o Cristian, mas assim que me pai saiu tudo aquilo voltou na minha mente e agora eu estava calmo e muito arrependido.

– Rafa temos que conversar algo serio e eu quero que você me prometa que vai me ouvir ate o final e quero que você faça outra coisa que sei que você vai fazer quando terminar de ouvir – minha mãe me puxou ate minha cama e colocou a pasta que segurava em seus braços sobre minha cama – então ouça com calma, ok?

Notas finais
bom espero que tenham gostado e se der comentem e digam o que estão achando!