Destino Das Fadas

50 Capítulo 47 — Pré-casamento – parte III


Notas iniciais
Ola meus amores, como voces estao? (:
Bom, como dormir eh para os fracos, aqui estou perto das duas horas da manhÃ, postando um capitulo para voces! KKKK (L) Dessa vez eu demorei hem? D: Eu ia postar no fim de semana, mas tive que organizar uma festa surpresa para o meu irmao, dai passei o fim de semana inteiro fora de casa, em um chacara e sem internet. Desculpem a demora :/
Enfiiim, vamos para as partes boas!! *00*
Meus anjos, muito obrigada por nao me abandonarem. Sei que tenho atrasado tudo, que nao tenho respondido os comentarios, e mesmo assim voces continuam me incentivando. Eu com certeza nao teria energia para continuar sem as palavras de motivacao de todos voces, Obrigada! â¥
Quero dar boas-vindas a todos os novos leitores, estou muito feliz por ver pessoas novas por aqui! â¥
EE... Principalmente agradecer as tres mais novas e lindas recomendacoes que DDF recebeu â¥
Jessica Sperandio ⥠Muito obrigada, suas reviews sempre me animam, e fiquei super feliz por ter uma nova leitora tao fiel como voce. Amei tudo o que voce escreveu, tenha certeza que guardarei cada palavra â¥
Tayana Soares ⥠Outra nova leitora suuuper fofa ⥠Quero concordar com cada palavra que voce escreveu. Autores sao gratos e movidos por reconhecimento, e fiquei muito feliz por ter o seu, Obrigada â¥
Le-chan, minha xara, minha nova leitora tambem ⥠Meu Deus menina, me emocionei muito com a recomendacao. Fico super grata por cada elogio tanto a fic quanto a mim. Serissimo, muito obrigada â¥
Tem como estar mais feliz? Eu acho que nao. Ter leitores como voces, me fazem ver como vale a pena cada noite nao dormida, cada almoco perdido, cada aula matada. HUSIAHUISHAUISHAUI
Boa leitura meus lindos â¥
Tem Link de musica.

Capítulo 47 — Pré-casamento – parte III

Seu corpo quente chegava a me queimar. O ambiente ficou abafado e o ar nos faltava. O cheiro do mar espalhava-se pelo local. Meu coração acelerava tanto que poderia parar a qualquer momento por esforço repetitivo. Mas de repente nada mais importava. Porque sentir sua pele roçar a minha, seus lábios pressionarem os meus desesperadamente, e ainda mais sentir o quanto ele queria aquilo tanto quanto eu fazia tudo mudar.

Sua língua buscava a minha intensamente. Suas mãos rodeavam meu corpo em agonia. Nossas pernas se entrelaçavam e se esfregavam. Quanto mais eu pudesse senti-lo, eu queria fazer. Aos poucos o chão frio em minhas costas se aquecia com o calor que emanava de nossos corpos agitados. Seu beijo poderia entrar facilmente em um ranking de melhores sensações do mundo, porque repentinamente toda aquela confusão e dor que eu sentia, evaporaram. Estar com ele nunca pareceu tão certo.

Podia sentir enquanto ele desviou sua boca para meu pescoço e o mordeu sem dó, que ele me completa de um jeito que mais ninguém conseguiria. Soltei um gemido abafado. Ele sorriu de lado, mantinha os olhos fechados e continuava a me beijar no ombro, no pescoço, na orelha. Cada toque fazia um arrepio percorrer todo meu corpo. Ele passou sua mão em minhas coxas nuas, mordi meu lábio inferior, sentindo meu corpo todo se excitar. E ao mesmo tempo podia sentir sua ereção contra minha pele. Isso só piorava tudo.

Como conseguiríamos parar? Queremos parar? A resposta para isso apareceu rapidamente quando ele flexionou meus joelhos, chupou meu pescoço de leve e passou a friccionar seu membro sobre o fino tecido que nos impedia.

— Natsu — gemi seu nome em seu ombro, enquanto sentia seu movimento singelo que me levava à loucura.

— Lucy... — murmurou com a voz fraca — Eu te amo...

Todos meus sentidos se aguçaram. Abri meus olhos em um estalo e o fitei. Seus olhos já estavam sobre mim. “Eu te amo”? Foi isso que eu ouvi? Mesmo se não for, meu coração pareceu reviver. A sensação de ouvir essas três palavras é tão maravilhosa que todo meu corpo despertou ainda mais.

Seu olhar era indecifrável. Confuso, perdido, pensativo e com um toque de amor. E apenas esse toque era tão significativo para mim quanto qualquer parte inteira. Porque ali perdido entre diversos conflitos, aquele mesmo olhar de sempre permanecia para mim. Sua maneira doce de me tocar, de me beijar e de me consolar internamente.

Segurança... era tudo o que eu precisava para contar. Aproveitando toda aquela comunicação que criávamos pelo olhar, levei minhas mãos até seu rosto. Ele fechou os olhos por um momento, roçando sua bochecha em minha mão e passou a me olhar novamente.

— Natsu... eu...

Porque é tão difícil? “Eu estou grávida”. Pronto. Porque sou tão medrosa?

— Diga... — encorajou, vendo minha hesitação — Fale o que quer, faço tudo por você.

Olhei no fundo de seus olhos. E no fundo deles parecia ler “Peça para que eu fique com você”. Eu realmente queria pedir isso. Tenho todo esse direito?

— Meus anjos, eu realmente adoro vê-los juntos, mas não quero vê-los metidos em problemas — a voz de Ayaka surgiu. Olhamos juntos até a porta e a vimos ali.

Percebemos nossa situação e nos ajeitamos em segundos. Ele saiu de cima de mim, o que era uma pena, e nos levantamos em tempo recorde. Era vergonhoso. Senti-me completamente constrangida. Ser pega aos amassos com o noivo? Como me tornei essa pessoa?

— Eu acho que se alguém que não fosse eu os encontrasse assim, provavelmente os traria muitos problemas. Sinto muito por interrompê-los — continuou com um sorriso.

Nem consegui mais me virar para olhar para Natsu. Toda a pequena quantia de coragem que consegui reunir desapareceu.

— D-desculpe por você ter presenciado essa cena, tia — falei sem graça, olhando para o chão.

— Não se desculpe por isso, imaginei que algo assim pudesse acontecer. Tome Natsu — disse e jogou uma chave na mão de Natsu, que olhou para sua mão, confuso — É a chave do meu quarto, ninguém irá procurá-los lá. Não sei o que se passa com vocês, mas acho que vocês precisam conversar, não concordam?

Ela olhou para mim e depois para ele. Meu rosto avermelhou. Não sabia o que deveria fazer, ou onde deveria me esconder. Só sei que um segundo após estava sendo arrastada pelo Natsu pelos corredores da pousada. Por mais aflita que essa situação me deixasse, apenas deixei que ele me guiasse. Aliás, não era todo dia que eu podia segurar sua mão, e aquele simples toque, demonstrava cada palavra não dita por anos.

[...]

Sentei em uma das camas de solteiro que havia ali, provavelmente a cama de um dos gêmeos. Fitava o chão fielmente. Ouvi passos novamente, e vi Natsu voltando após conferir se ninguém nos viu. Ele passou a mão pelos cabelos, também não sabendo onde deveria direcionar seus olhos. Mas por fim, ele os parou em mim. Respirou fundo e sentou em uma cama à minha frente.

Não olhei em seus olhos, apenas para seus joelhos. Cenas do que havia acabado de acontecer retornavam em meus pensamentos a cada minuto e me deixava ainda mais sem jeito. Por um lado achei bom Ayaka-san aparecer e por outro, imagino o que teria acontecido se ela ou mais ninguém não tivesse aparecido. E só por pensar nessa possibilidade pude sentir meu rosto arder em chamas.

Mas toda minha malícia desapareceu ao senti-lo tocar minhas mãos com as suas. Só então consegui olhá-lo novamente. Ao contrário do que eu imaginava, ele não me olhava. Seu olhar estava em minhas mãos juntas com as suas. Ele entrelaçava nossos dedos, me acaricia, apertava, sem saber o que fazer. Parecia mil vezes mais pensativo do que jamais eu poderia imaginar.

— Me desculpe por agora a pouco — resolveu a falar. E sua frase me surpreendeu em todos os sentidos. Ele se arrependia? Ele não gostou? Tem medo de que eu não tenha gostado? Porque ele se desculparia? Mas as respostas para essas perguntas não vieram. Ele continuou a olhar para minhas mãos — Não sei o que aconteceu. Quando eu te olho simplesmente... saio de mim.

Continuei em silêncio. Primeiramente por não saber o que falar e também porque ele parecia querer dizer muitas coisas. Suas mãos confusas diziam isso por si só.

— Eu olho para o calendário todo dia e... nossa, é uma droga. Cada dia que se passa, mais me aproximo do casamento, e sinto que fico mais longe de você. Eu não espero que você entenda, mas é realmente difícil para mim. É como me perguntar todo dia: Ser feliz ou fazer minha família feliz? Enlouqueço, e não consigo tirar nenhuma conclusão. Vou seguindo o fluxo dos acontecimentos. Mas me sinto tão frustrado!

Cada palavra que ele dizia me surpreendia ainda mais. Ouvir de si mesmo o quanto estava confuso, me deixava... angustiada e feliz. Feliz por sua sinceridade e angustiada por saber o quanto eu o “prejudicava”. Não queria atrapalhar sua vida. Nem mesmo cogitava ser uma opção para ele. Então ele me olhou, e eu estremeci.

— Lucy, eu amo a minha irmã. De verdade. Ela é uma pirralha, apronta todas. Mas ela é como uma filha para mim — disse com a voz firme e eu podia prever onde toda essa conversa iria acabar — E que pai eu seria se a deixasse passar necessidade?

Essa pergunta me tocou. “E que pai eu seria...”? Agora eu tinha certeza. Ele seria um ótimo pai. E eu me orgulho tanto dele por isso. Eu sei que se ele soubesse nos protegeria como nunca, nos amaria ternamente e verdadeiramente. Mas agora eu também sabia... que eu não poderia contar.

— Talvez seja pedir demais, mas eu realmente ainda tenho esperança sobre nós dois — continuou a dizer percebendo meu silêncio. Apertou minha mão de leve e continuou me olhando — Você pode esperar por mim?

Não conseguiria imaginar uma pergunta que contenha tantos significados quanto essa. Apenas nela estava a decisão de tantas situações, tantos problemas. Uma resposta errada e talvez eu nunca poderia voltar atrás. Esperar. Ele casar, se estabilizar, e depois voltar para mim? Sou mesmo capaz disso? No fundo eu sei, eu nunca deixaria de amá-lo. Ele é único. E bem lá no fundo, eu continuaria a esperar ele de qualquer forma. E foi pensando nesse conjunto de ideias que cheguei a uma resposta.

— Desculpa Natsu... — murmurei com a voz fraca e já pude ver seu olhar se entristecer — Estou em certas... “situações” que não podem esperar.

Ver a expressão esperançosa de seu rosto se desfazer realmente doeu. Ele olhou para baixo e por um momento uma dor invencível bateu em meu peito. Eu sei, apenas nessa decisão eu havia escolhido não dizer a ele sobre a gravidez. Escolhi dar uma chance para Sting. Escolhi dar uma chance a mim mesma de recomeçar. E principalmente escolhi... deixar Natsu como passado.

— Você nunca vai me contar o que são essas situações, não é? — disse com a voz fraca e magoada — Porque elas não podem esperar? Não estou tentando te fazer mudar de ideia... Só quero entender o porquê de te perder. Posso ter esse direito?

Por mais rígida que essas falas pudessem parecer, ele disse tudo com a voz calma e ainda segurando minhas mãos. Mas agora eu já havia feito minha escolha. Só que tê-lo ali do meu lado, me pedindo para esperá-lo a todo custo, me fazia querer chorar. Podemos sempre fazer escolhas e não escolhê-las verdadeiramente. Mas agora apenas eu poderia entender o quanto isso era sério. Não posso continuar brincando. Estou esperando um filho. Não é brincadeira. A verdade normalmente é dura e injusta. E ter que deixar Natsu é uma realidade.

— E-eu não posso... mas são coisas que não podem esperar — respondi com a voz trêmula, segurando com todas minhas forças as lágrimas que queriam deixar meus olhos novamente — São situações que me deixam com pressa de viver. Natsu, estamos com vinte anos hoje, e continuamos fingindo que podemos controlar nosso futuro, mas acho que está muito claro que não podemos. Eu... Eu realmente quero ficar com você! — falei quase em um grito — Mas até quando vamos poder fingir que isso não é a vida real? Em um piscar de olhos vamos estar com trinta, quarenta anos, um dia teremos que aprender a viver com os erros e sacrificar coisas importantes para construir um futuro, mesmo que não seja aquele que queremos.

Ele continuava sem me olhar. Podia sentir seu coração tão destroçado quanto o meu. E queria com todas minhas forças que Yukino pudesse reparar toda a dor que eu o causei. Queria vê-lo feliz novamente, sorrindo, alegre, sendo convencido. Queria ver o Natsu de antigamente, mesmo sabendo que não seria eu que estaria ao seu lado.

Ele levou minha mão até sua boca e a beijou de leve. Depois me olhou. E essa seria uma cena que não sairia de minha mente. Porque partiu meu coração em dois. Sua expressão ao meu olhar era de dor. Muita dor.

— Estamos mesmo chegando a um fim? — murmurou com uma mágoa sem fim.

Guardei todas as lágrimas e mágoa para mim. Porque nesse momento tudo o que eu queria fazer era chorar descontrolavelmente. Mas não iria fazer isso. Não queria desmoronar no último minuto.

— Parece que sim — falei com a voz sufocada. Esse era o ponto final de toda nossa estrada. E agora cada um iria para um lado.

Estava prestes a levantar e sair correndo, quando ele segurou meu pulso.

— Posso te falar só mais algumas coisas que não pretendo mais guardar comigo? — meu coração acelerou consideravelmente. Olhei para ele e voltei a me sentar.

Podia ouvir sua respiração acelerada, até quase ouvir as batidas do seu coração. Ele tomou fôlego, olhando para baixo. Parecia pensar bem em suas próximas palavras, e só nessa ansiedade meu coração também se descontrolava. Tinha medo do que eu poderia ouvir. Porque eu sei que não agüentaria ter tanta certeza assim do nosso final. Meu corpo estremeceu quando ele apertou minha mão e com o olhar baixo começou a falar.

— Sabe Lucy... desde o momento em que te vi, fui apaixonado por você — sua voz era fraca, mas fazia todo meu corpo se contorcer. As lágrimas que tanto guardei começaram a cair pouco a pouco — Eu adorava o jeito como você ria escandalosamente, como era incrivelmente desajeitada para fazer as coisas, mas como fazia tudo com amor. Eu tentava fazer de tudo por um sorriso seu e imaginava se um dia eu ia ter alguma chance de te ter para mim — soltou uma risada baixa, mas ainda não olhava para mim, e enquanto isso meu coração se estraçalhava aos poucos...

Ser seu melhor amigo era uma ótima chance de ficar perto de você. E para mim não importava como você me visse, se era como apenas um amigo irritante e idiota ou como alguém importante, eu só queria poder estar do seu lado. Aceitei isso por um longo tempo, indo e voltando da escola todos os dias, fazendo trabalhos, te irritando de propósito. Eu só queria sua atenção. Então um dia essa atenção foi desviada e eu enlouqueci. Fingi ao máximo que não era um ciúmes idiota, mas por dentro eu ficava dizendo a mim mesmo “O que ela vê nele? Ela não deveria ser minha?”. Quando eu te via com o Sting, eu queria fazer de tudo para te mostrar que era comigo com quem você deveria estar e acabava só me tornando mais idiota aos seus olhos.
Então eu tentei deixar tudo para lá, me contentar com sua amizade... quando nos beijamos. Tudo mudou. Porque nossa! Eu queria mais, eu te queria para mim e não dividir com ninguém. No momento em que sua boca tocou a minha, eu pensei “Eu preciso dessa garota”. E por mais que tenhamos ditos que foi tudo um acidente, eu sabia que não era. Sei que você sentiu tanto quanto eu, não era mera coincidência. Algo aconteceu ali. Mesmo assim passamos algum tempo mentindo para nós mesmos que tudo não passava de uma amizade.
Nesse fingimento todo, eu me perguntava todo dia “O que eu sinto por ela? É só amizade? O que é gostar? O que é amar?”, não demorei para perceber a resposta. Cada dia que passava eu necessitava te ver, te ter do meu lado, e não ia conseguir parar enquanto não conseguisse. Nem que para isso eu ficasse madrugadas te mandando mensagens, invadindo seu apartamento, me aproximando pouco a pouco, te jogando na piscina, te assustando. Tudo valia para te ter. Até eu conseguir me confessar. Achei que eu ficaria super nervoso, mas não fiquei, porque parecia tão natural te amar. Eu tinha que te contar. O sentimento começava a me consumir.
Fui atrás de você, e quando pedi para você ficar comigo, pude ver nos seus olhos o quanto você queria aquilo tanto quanto eu. E só isso bastou para eu ter paciência e te esperar vir até mim com os próprios pés. Não demorou até você terminar com o Sting, e minha felicidade foi tanta por saber disso que corri até seu apartamento. Eu sabia, eu sentia que naquele momento, nossos sentimentos eram mútuos. Eu queria tanto te ver, queria tanto sentir seus lábios novamente que não perdi tempo. E naquela noite você se entregou para mim.
Eu guardei cada detalhe daquela primeira vez em minha mente. Não sabíamos o que deveríamos fazer, mas tudo aconteceu tão naturalmente, como se meu corpo tivesse sido criado apenas para sentir o seu. E foi perfeito, sempre é, porque toda vez que transamos é como se compartilhássemos todos nossos sentimentos, e meus sentimentos sempre foram todos seus. Falar tudo isso em voz alta foi apenas as conseqüências. E eu adorava dizer o quanto eu te amava, porque eu adorava poder ver em seus olhos que você também me amava.
Como todo namoro escondido, tivemos nossos problemas e nossas aventuras. Matar aula, te ter mais e mais vezes, poder te abraçar sem dó, fingir que éramos apenas amigos na frente dos outros. Talvez eu estivesse relaxado demais por já te ter comigo, a questão era que eu estava muito feliz, e o medo de te perder chegava a nem existir. Porque para mim tudo o que as batidas do meu coração soavam era “A Lucy me ama”, nada mais importava. E eu errei feio pensando assim, porque eu te perdi. Eu queria morrer.Você não acreditou em mim, mas sei que o erro também foi meu. Deveria ter dito à Lisanna muito antes que nada poderia acontecer entre a gente, mas achei que já estivesse tão estampado na minha cara que eu já pertencia a alguém a muito tempo.
Ficar longe de você era uma punição dolorosa por meus erros. Eu tentei a todo custo te reconquistar e cara, como você é difícil! Eu te amo, você me ama, porque não estávamos juntos? E essa questão me atormentava a cada dia. Será que ela não me ama mais? Eu não iria agüentar. Então te encontrei nas férias de Natal, e era a chance perfeita. Enquanto caminhava pela praia pensando em você, encontrei aquele lugar especial, e a primeira coisa que pensei foi que eu deveria te levar lá. Por mais que você me rejeitasse e dissesse o quanto eu não prestava, você nunca dizia “Eu não te amo mais”, e eu continuaria tentando até o fim.
Te beijar no natal foi... inimaginável. Mas as coisas se complicaram novamente, então percebi que talvez você não me quisesse mais ao seu lado. Te dei a chance de escolher, e não imaginei que sua magoa fosse tanto para me deixar ir. A dor que senti foi tanta que resolvi te esquecer. Tentar uma vida nova, num lugar novo. Foi impossível. Porque toda noite antes de dormir eu tentava imaginar como você estava, o que estaria fazendo e se ainda pensava em mim tanto quanto eu pensava em você. Pensei em te ligar, e vacilei em todas as vezes. E nisso o tempo foi passando, até eu voltar.
O tempo foi ótimo para eu conseguir me concentrar em estudos e trabalhos. Mas quando te reencontrei naquela balada, reparei que pudesse ter sido o tempo que for, você sempre ia estar em mim. Castiguei-me mentalmente por ainda te querer. O amor às vezes pode se tornar uma praga. O problema era que eu te amava demais... e percebi que você ainda me amava quando paramos naquele motel e você não recusou se entregar para mim novamente. Foi um ótimo presente de boas-vindas. Sentir você novamente era a melhor sensação do mundo. A cada toque, algo em mim queria gritar o tempo todo “te amo, te amo, te amo”. O que sentíamos, o que compartilhávamos era tão intenso, tão forte, que eu soube no momento em que te reencontrei, nosso elo seria eterno. Para que lutar contra isso?
Estava disposto a tudo. Eu ia te perdoar por Loki, e aceitaria ficar com você se você também me quisesse. Perdoaria tudo. Eu só queria te ter de volta. Mas então a notícia sobre o processo chegou. E junto com o processo apareceu a notícia do meu casamento. Fiquei tão perdido e confuso. Porque eu não podia te ter? Salvar minha família ou viver o amor da minha vida? É uma dúvida cruel e injusta. Eu não conseguia ficar longe de você por mais que tentasse. Eu não conseguia parar de te olhar e te querer. Eu não conseguia não querer estar com você. Não conseguia não querer te proteger. Eu não conseguia ficar sem seu sorriso. Eu não conseguia não
te amar. Minhas tentativas eram tão falhadas. Eu sabia que era errado e que eu não devia mais ficar correndo atrás de você...

— Mas como? — disse inconformado e finalmente me olhou — EU TE AMO! Eu sempre te amei e nossa, incrivelmente acho que sempre vou amar. E dói demais saber disso... agora que sei que tudo acabou... Lucy... eu só queria... te dizer que guardei todas nossas lembranças, que lembro cada passo, cada momento, cada toque, cada sorriso. Mesmo sabendo que... tudo isso não vai levar a nada, eu não me arrependo. Eu... precisava te dizer. Obrigado... por ter me amado.

As lágrimas eram tantas que eu nem podia enxergá-lo direito. Ele lembrava de tudo, tudo o que vivemos e passamos, mesmo que conturbado e cheio de falhas, ele se recordava. E saber disso fez um vazio enorme invadir meu peito. Ele apertou mais forte a mão que segurava e levou a outra mão em meu rosto, limpando todas as lágrimas que não paravam. Eu não conseguia dizer nada, as palavras sumiram. Eu tenho tanto a falar, tanto a agradecer, mas nada vinha. Queria dizer que eu também me lembrava de tudo, que eu ainda o amo muito, entretanto meu choro era tanto que parecem ter inundado minha própria fala.

Seguido de minha mudez, ele ergueu meu queixo até nossos olhares se cruzarem novamente.

— Ei Lucy... — chamou com a voz baixa e eu o olhei por entre meus olhos embaçados.

— Hm?

— Acredita em destino? — disse com um sorriso fraco.

Meu coração deu aquela acelerada que sempre acontece quando ele faz essas perguntas com tantos sentidos. Eu já havia respondido essa pergunta uma vez para ele, mas agora era tudo diferente. Olhei no fundo de seus olhos e pude ver eu mesma. E tentando vencer minha tristeza e desilusão...

— Eu acredito Natsu... — murmurei entre meus soluços — Eu acredito.

Agora, mais do que nunca, eu acredito.

Porque talvez seja verdade que eu não consiga viver sem você.
Talvez dois seja melhor que um.

Notas finais
E assim, faltam 4 dias... para o casamento.
soh para aumentar a tensao. KKKKKKKKK
Bom minha gente, quanto ao proximo capitulo quero dizer que soh postarei quanto terminar de responder as reviews. Isso vai demorar? Talvez. O problema eh que me incomoda ficar postando capitulos sem responder os comentarios que voces fazem com tanto carinho. Acho injusto pedir por reviews, sem nem ao menos ter respondido os anteriores :/ Serio gente, desculpa. Meu tempo tem estado curto. E para melhorar essa semana estou lotada de trabalhos da faculdade. Farei ao maximo para voltar rapidamente ♥
Nao me deixem, onegai T_T.
Beijinhos ♥
Ps. Nyah zuou tudo o que eu escrevi, que bom (Y)
Reescrevi tudo sem acento, ta terrivel, mas eh melhor do que a bagunca que o Nyah deixa :/