Destino Das Fadas

56 Capítulo 53 — Histórias de amor


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOI queridos, como estão? ♥ Que saudade! Essa história de postar a cada um mês é triste. Mas é o que posso fazer no momento, e fiquei MUITO feliz por ter sido tão bem recebida por tantos leitores. Obrigada amores por terem sido compreensivos e por me esperarem ♥ Obrigada também pelos reviews fofos e maravilhosos ♥ Quero desejar BOAS VINDAS a todos novos leitores e nossa, me surpreendi com tantos. ♥ Quero agradecer também as lindas, maravilhosas e emocionantes recomendações que recebi. Primeiro a Academia de Fadas. Obrigada Lesy, minha nova leitora diva ♥ Eu amei muito muito ♥ E também as novas três recomendações de DDF ♥ Lu Chan, Shylphion Dragneel e Lesy ♥ Obrigada amores, fiquei MUITO feliz com cada uma delas, com todas as palavras, sinceridade, e carinho ♥ Não vou enrolar muito hoje (milagre!). Espero que gostem, especialmente para meus anjos que recomendaram ♥ Ps. Clique no link para abrir em uma nova guia, porque não está indo mais automaticamente e eu não consegui arrumar D:

Capítulo 53 — Histórias de amor

— Lucy... Lucy... Lucy... — uma voz suave me chamava. Tão longe quanto eu estava da realidade. Quem é? Eu adormeci? Quando? Minha cabeça dói, meus olhos ardem e pesam. Lembro-me de ter chorado — Ei Lucy, acorde! — o som voltou. Estava mais alto do que da última vez. Não, não quero voltar.

Abri os olhos. Hm? Levantei a cabeça vagarosamente, mas ela insistia em ficar deitada. Que dor nas costas. Olhei ao redor quando consegui “despertar”. Não sei se é uma boa palavra sendo que meus olhos mal conseguem enxergar nitidamente.

Estava no meu quarto da pousada. Olhei para eu mesma. Dormi sentada? Vi Sting ao meu lado com os olhos preocupados e depois para minha frente. Foi quando surtei. Agarrei os papéis sobre a mesa como se minha vida dependesse deles e os apertei contra o peito. Sting arqueou a sobrancelha.

— Você está bem? Estava te procurando a tarde toda — disse arrumando meu cabelo desengrenado.

— Estou, eu só estava...

— Estava chorando? — perguntou antes que eu pudesse inventar qualquer mentira. O que eu poderia dizer? Meus olhos me entregariam fácil. Minha expressão, qualquer coisa — O que é isso? — perguntou apontando para os papéis.

Olhei para eles e os segurei ainda mais forte. Meu coração batia forte. Nem ao menos me lembrava quando havia caído no sono. Sempre soube que quando choramos demais, uma hora acabamos dormindo. Cheguei a esse ponto então?

— Não é nada — murmurei olhando para o chão.

— Parece ser alguma coisa pelo jeito que você está segurando — argumentou.

Era impossível mentir na minha situação.

— Sting... pode fingir que não está vendo nada disso e apenas ficar comigo esta noite? — perguntei ainda sem encará-lo.

Posso imaginar que ele esteja ainda mais confuso. Acho que quando pensamos demais acabamos chegando a algumas conclusões. Talvez essas conclusões não agradem e talvez te façam chorar. Mas... você pelo menos chegou a alguma conclusão, o que chega a dar um alívio. Posso estar triste agora, entretanto posso imaginar que serei feliz em um futuro próximo. Espero.

— Tudo bem — sussurrou, se dando por vencido.

Ajeitei os papéis e os dobrei. Olhei para eles uma última vez. Seria uma última vez de muitas coisas. Senti um aperto no coração, mas mesmo assim os coloquei dentro de um envelope e deixei sob um vaso de flores da mesa. Sting desistiu de me observar e foi tomar um banho, pelo som do chuveiro. Aproveitei para ir até a sacada.

Quando foi que anoiteceu? Como o tempo pode passar tão rápido quando mais quero que passe devagar. Será que Levy-chan está melhor? Aposto que sim. Ela não conseguiria ficar longe do Gajeel. Assim como Jellal e Erza ou Juvia e Gray. São todos casais amados que tem o amor um pelo outro estampado na testa. Seriam bobos demais não enxergarem isso. E eu... bom, estou mais leve.

[...]

Sting logo apareceu com a toalha sobre seus ombros, segurando uma ponta de cada lado. Estava com uma camiseta cinza e uma bermuda azul. Seus cabelos estavam molhados, o que lhe dava um charme maior. Comecei a observá-lo de uma maneira diferente depois de toda minha crise de hoje a tarde. Ele é provavelmente o mais importante para mim agora. No começo eu realmente pensei que ele havia aceitado assumir meu filho como uma maneira de se chegar até mim e sem pensar em como isso mudaria sua vida. Mas depois de muito pensar, percebi que não.

O tempo que temos estado juntos ele nunca forçou nada. E sempre que o vejo sinto que ele está distante pensando. Tenho certeza que tem algo dentro dele que diz para ficar longe dessa confusão toda. Mas quando ele me olha, e sendo atencioso comigo o tempo todo reparo que ele me escolheu. E dessa maneira, eu o escolhi também.

— Está melhor? Seja lá o porquê de você ter chorado tanto? — perguntou se sentando ao meu lado na cama.

Eu estava deitada e me ajeitei em seu colo quando se sentou. Pude sentir certa curiosidade em sua segunda frase, provavelmente uma tentativa de me fazer falar. Desculpe Sting, ainda não é a hora de falar disso.

— Estou bem... — respondi com a voz baixa.

— Hum — murmurou após minha resposta vaga. Sei que não era bem isso que ele queria escutar, mas era tudo o que eu tinha a oferecer no momento. Ele passou o dedo por meus fios rebeldes — Só... imaginei que talvez você não estivesse bem. Não é algo que eu goste de falar, mas sei que está triste, aliás o pai do seu filho vai noivar amanhã e casar depois. Não é uma situação tão simples assim...

Ficamos em silêncio por alguns instantes. Não havia o que eu poderia falar. Ele está certo. Estou mesmo triste, não há o que fazer. Mesmo assim fiquei surpresa com sua tentativa de consolo, deve ser mesmo desconfortável. Aqui está o homem que aceitou tomar conta de mim e do meu filho, tentando aliviar minha tristeza de ver meu amado de casando. É quase surreal.

— Também estou confuso, na verdade — continuou e eu o olhei de lado — Sabe, às vezes me pego pensando “Caramba, um filho? De outro cara?” — comentou e depois riu baixinho de seu próprio comentário — Então eu olho para você e penso “Não, agora é meu filho também” e essa frase nem me incomoda mais. Imagino todas as consequências dessa escolha, fico louco, mas no fim sempre consigo pensar em mais coisas boas do que ruins.

Ele me olhou com um sorriso de lado. Sorri de volta automaticamente.

— Só quero que saiba... eu vou estar aqui para qualquer coisa. Também tenho meus problemas, minhas dúvidas e sei que você sempre vai me escutar. Então... quando estiver triste, não hesite em me procurar — sua voz tranquila tocava meu coração — É claro que...

Antes que ele terminasse a frase, abracei-o forte, escondendo meu rosto em sua camiseta. E comecei a chorar. Tudo o que eu precisava era de alguém para me apoiar. Alguém para me dar a segurança que a muito tempo perdi. E descobrir que tenho algo para me segurar se caso eu venha a desabar era confortante. Tão confortante que as lágrimas vieram sozinhas.

— Estou triste... — confessei fechando meus olhos com força e me segurando a Sting — Estou tão mal que às vezes sinto que não vou aguentar a assistir tudo isso... Todos, todos os dias fico me lembrando de como éramos antes, de como estávamos felizes, de como pensávamos que iriamos estar no futuro. Então... — começo a soluçar e minhas palavras passam a ficar incompreensivas.

Sting apenas ficou em silêncio ouvindo meu desabafo em forma de lágrimas. Era como se todos meus sentimentos e pensamentos quisessem sair ao mesmo tempo, e se afogassem no final. Era disso que eu precisava. Saber que um final feliz me espera mesmo não sendo o final que eu esperava. Sinto uma nova segurança, ela é boa, mas no fundo sei que ainda continuo em pedaços. Porque minha esperança...

Já desistiu.

—♥—

Tudo parecia desorganizado. Havia empregados, decoradores e afins de todos os lados. Mesas, cadeiras, flores indo de canto a canto. Todos estavam bem arrumados. Pareciam até mesmo gente grande. Eu estava com um vestido longo verde-água, era colado ao corpo e um pouco mais solto no final, fiz um coque desarrumado como penteado e calcei algumas sandálias prateadas. Posso dizer que depois de tanto chorar, eu me encontrava calma. Como se tivesse finalmente encontrado alguma resposta no meio de tanta confusão.

Depois de sair do meu quarto fui fazer o que qualquer madrinha já deveria estar fazendo, acalmando a noiva. Passei pela porta, dei um longo suspiro como se começasse a viver novamente, mas de forma diferente. E andei até o quarto da Yukino no último andar. Cada passo parecia eterno. Cada passo me fazia ficar mais longe de tudo o que um dia eu já quis. Mas ainda assim eu não parei. Aliás mesmo sendo passos que deixavam um lugar vago em meu coração, eu sabia, que esses passos eram para o meu futuro e não para o passado como tenho feito ultimamente.

Parei em frente a porta. Já podia ouvir os milhares de “Você está linda”, “Ele vai amar”, e todas aquelas frases que todas dizem para a noiva ficar feliz. Era também uma dessas frases que eu falaria quando entrasse ali. “Estou feliz por você”. Segurei na maçaneta e a virei. Todas olharam para mim. No meio de todas aquelas mulheres eufóricas, havia Yukino. Realmente linda, em um vestido simples e rodado branco. Vestido de noivado, fico imaginando seu vestido de casamento. Ela sorriu assim que me viu.

— A madrinha que eu estava esperando! — disse em um grito e veio em minha direção, me abraçar — Estou tão nervosa, não acredito que falta apenas um dia — sussurrou com a voz trêmula enquanto me abraçava. Pude perceber que estava sendo sincera, ela estava tremendo.

Retribui seu abraço e a apertei forte.

— Você está radiante Yuki, não precisa ficar nervosa — me permiti chama-la pelo apelido.

Ela se afastou o suficiente para me olhar.

— Você acha que vai dar tudo certo? — seus olhos imploravam por uma resposta boa, porém sincera. Era impossível querer magoá-la de qualquer forma.

— Claro que sim — respondi com um sorriso — Hoje vai ser uma noite maravilhosa, tenho certeza disso. E amanhã você vai estar ainda mais linda enquanto caminhar para o altar.

Yukino me olhou como se fosse chorar. Fico pensando se quando for eu a me casar, ficarei tão emocionada e nervosa quanto ela.

— Obrigada amiga, precisa ouvir isso de você.

Fiquei um tempo refletindo essa frase. Porque era tão importante que fosse de mim? Nem éramos assim tão amigas. Nos conhecemos a pouco tempo para dizer a verdade. Bom, esquece. Deixei isso para lá e fiquei ali matando tempo com todas as outras. Ouvindo todas as mesmas conversas. Tentando ser gentil e sorrir. Logo Levy e Erza apareceram, disseram coisas agradáveis para Yukino como qualquer outra e vieram na minha direção. Sorri para elas da melhor forma que consegui.

— Você está bem? — Foi a primeira frase dita por Levy-chan. Eu já imaginava. Podia ver em seus olhos uma preocupação sem fim. Sei que é apenas pena. Mas estava tudo bem.

— Estou e você?

— Bem... quer conversar? — disse tranquilamente enquanto se sentava ao meu lado.

— Para com isso Levy-chan — falei com uma risada fraca — Estou ótima, certo? Em vez de tentar me acalmar, acalme Yukino, você é ótima nisso. Tenho algo para fazer — disse já me retirando.

— Espera, onde você vai? — perguntou assim que me levantei.

Apenas a olhei e sei que ela entendeu, sua resposta foi um suspiro.

Sai de maneira discreta para não chamar a atenção de todas. Encostei a porta suavemente e me virei. Olhei para a porta no fim do corredor. Sei que ele está ali. Meu estômago embrulhou. Sentia que todo meu corpo tremia de ansiedade. Coragem Lucy, coragem. Estou mais nervosa que Yukino. Tenho que me acalmar. Respirei fundo. Tentei, porque no final só consegui dar curtas inspiradas. Era como se minha respiração apenas seguisse os batimentos do meu coração.

É isso, tomei minha decisão. Fechei os olhos por alguns segundos e os abri novamente, determinada. Dei o primeiro passo em direção ao quarto de Natsu. Outro passo. Cenas de nós começaram a voltar a minha mente em uma velocidade incomum. O primeiro sorriso. Outro passo. As primeiras brincadeiras. Outro passo. O primeiro beijo. Outro passo. A primeira briga. Outro passo. Isso não vai fazer eu mudar de decisão agora. Parei em frente a sua porta e meu coração já estava muito acelerado. Vai ficar tudo bem. Abri a porta.

Quando o vi meu coração parou. Ele estava perto da janela de vidro pensativo, em uma roupa social que lhe caiu muito bem. Assustou-se com o barulho da porta e me olhou. Teve aquela pequena pausa enquanto nos olhávamos. E por um momento pensei em apenas sair correndo. Mas é tarde demais para isso.

— Lucy... — murmurou, virando seu corpo em minha direção — Você está linda, como sempre — elogiou-me com um sorriso.

— Obrigada — agradeci ainda com o coração apertado. Sentei-me na poltrona mais próxima antes que minhas pernas me abandonassem ou meu instinto me mandasse fugir — Você também está lindo.

Mais uma vez o silêncio se intrometeu entre nós. Não podia deixar as coisas ficarem assim.

— Então, está nervoso para o grande dia? — Típica pergunta idiota que todos já sabem a resposta.

— Hum — pareceu pensativo — Pode-se se dizer que sim — respondeu no final e encostou na borda da janela. Estávamos a alguns 4 metros de distância.

Eu não sabia o que falar, ou o que fazer. Senti minhas mãos suando. O que eu vim fazer aqui afinal? Bom, sei o que vim fazer, só não achei que fosse ser tão difícil. Começo a olhar para ele e ver que talvez isso seja um grande erro. E perceber que talvez eu o ame um pouco mais do que imaginava.

— Algo a me falar? — perguntou diretamente enquanto observava a confusão em meus olhos, que eu sei, era evidente.

Respirei fundo.

— Não... eu só... vim desejar felicidades antes do seu noivado — falei com um sorriso, que até onde eu sei não era dos mais sinceros. É quando você fala algo enquanto seu coração se corrói por dentro.

Ele balançou a cabeça parecendo decepcionado.

— Obrigado.

Nos olhamos por mais alguns minutos. Era como se depois disso, tudo chegaria mesmo ao fim. Ele desviou finalmente o olhar para a parede do outro lado. Acho que era a hora de ir. Tirei o envelope que escondera em minhas costas e coloquei no banco abaixo de mim.

— Espero que seja muito feliz Natsu — falei com o coração na mão e já sentindo as lágrimas vindo.

Ele voltou a me olhar.

— Algo a mais para dizer? — insistiu.

Levantei-me delicadamente para o envelope não cair. Balancei a cabeça negativamente. Para dizer não... respondi em pensamento e andei até a porta segurando na maçaneta.

— Só... obrigada — falei lhe dando um sorriso sincero e saindo dali antes que ele pudesse me parar, ou até mesmo antes de minhas lágrimas caírem.
Por favor, aceite minhas palavras.

—♥—

“Natsu,

Sinto que devo mais explicações a você do que uma vida inteira me permitiria dizer. Sei que você disse tudo para mim e então exigi o mesmo de mim. Mas você sabe, não sou tão corajosa quanto você. Não conseguiria dizer tudo olhando diretamente em seus olhos é demais para mim, provavelmente eu começaria a chorar e você não entenderia nada. Mas eu não queria passar para uma outra etapa da minha vida, sem ao menos compartilhar todos os meus sentimentos com você.

Conhecer você deve ter sido o acontecimento mais importante da minha vida. Você sabe, minha família é complicada. E depois de tanto brigar com meu pai sair de casa foi uma das decisões que nunca vou me arrepender. Eu fiquei com medo, achei que não me adaptaria e que me sentiria sozinha o tempo todo. Você mudou isso. Você apareceu, sorriu para mim e sua simpatia me envolveu logo de início. Você agiu de forma tão natural como se me conhecesse a muito tempo e me fez sentir em casa com tão pouco tempo. As amizades que tenho hoje, a pessoa que sou hoje é tudo graças à aquele garoto engraçado que encontrei há 4 anos atrás. Todos nossos bilhetinhos, conversas, trabalhos, tudo, tudo foi importante para mim. Eu começo a contar os dias de minha vida a partir do momento que você apareceu nela no corredor da escola e me mostrou um mundo completamente diferente do que eu vivia. Um mundo com mais alegrias, sorrisos, brincadeiras, amigos, companheirismo, enfim. Obrigada Natsu.

Tenho que admitir. Eu adorava quando você aparecia no meu apartamento. Adorava quando você me acordava, apesar do susto. Eu sempre tinha a sensação de não estar sozinha naquele apartamento vazio, porque você sempre aparecia. Eu podia me sentir segura. Sempre que começava a me sentir sozinha, queria que você aparecesse para invadir aquele apartamento e ficasse comigo.

Fiquei imaginando escrever uma carta cheia de “Desculpe”. Mas farei diferente. Farei uma carta de “Obrigadas”. Então obrigada Natsu por ter aparecido. Obrigada por nunca me deixar sozinha. Obrigada por ter me “salvado” no primeiro dia de aula. Obrigada pelas conversas de papelzinhos. Obrigada por ter me mostrado um mundo bom e alegre. Obrigada por todas as vezes que você me acompanhou até a escola ou na volta dela. Obrigada por todas as vezes que você me acordou quando eu estava atrasada. Obrigada por se preocupar comigo de uma maneira que ninguém mais de importou. Obrigada pelos momentos de risadas e pelas brincadeiras, foram muitas. Obrigada por todos os trabalhos feitos em equipe, somos ótimos juntos não é? Obrigada por todas nossas brigas bobas e sem motivo, no final isso só mostrou como nossa amizade era forte. Obrigada por me permitir ser eu mesma com você. Obrigada... pelo nosso primeiro beijo. Obrigada por ter me acolhido na sua casa quando mais precisei sem pestanejar. A gente estava brigado lembra? E você foi tão fofo comigo. Sentia que você sempre me entendia. E Obrigada pelo aluguel. Sei que foi você quem pagou aquela vez. Obrigada...

Poderia fazer uma lista de obrigadas. Não me cansaria de agradecer a você todo e qualquer simples momento que passamos juntos. Eu me lembro de todos eles. Lembro de todas as conversas fora de hora, de todas as conversas sérias, de todos os desabafos, de todas as risadas, de todos os consolos, de todas as mensagens de celular, de todas conversas na janela, de todos seus sorrisos. Eu tenho que agradecer por tudo isso. E principalmente agradecer... Obrigada Natsu por sempre estar comigo. Não fisicamente, sei que está comigo a todo momento, sinto isso. Como se nossos corações fossem conectados, sempre a sensação de você estar ao meu lado me acalma. Obrigada.

Sempre fomos sinceros um com o outro. Nunca tivemos medo de dizer o que pensávamos. Então porque será que o silêncio se tornou nossa maior forma de comunicação ultimamente? Não entendo. Acho que é hora de mudar.

Sabe, estou mesmo feliz por ver você assim. As coisas mudaram bastante não é? E tiveram circunstâncias que não conseguimos controlar. E talvez nossos planos não tenham se concretizado como sonhamos um dia. Mas sabe... novos sonhos sempre vão aparecer, são eles que nos guiam para o futuro. Talvez esses sonhos sejam completamente diferentes de antes. Conforme mudamos, eles nos acompanham. Aquele sonhos de quando éramos crianças já eram completamente diferente quando éramos adolescentes. E é o mesmo agora. Sempre penso nas coisas que eu queria antes e comparo com o agora, é tão diferente. Antes eu sonhava em viajar o mundo, e para onde eu fui até agora? Já sonhei em construir uma empresa só minha com a herança da minha mãe, e agora? Fui expulsa da empresa onde essa herança tá investida. Já tive tantos e tantos sonhos, alguns impossíveis e alguns que apenas não fui persistente o suficiente. Mas o que importa é que... estou viva. E enquanto eu estiver vou poder continuar sonhando.

É assim com a gente... No mundo existem histórias e histórias de amor. Algumas dão certo e outras não. Mas reparei que o essencial das histórias de amor não é como elas terminarão. Todas elas existirão. Todas elas tiveram momentos bons e ruins. Todas elas em pelo menos algum momento, duas pessoas se olharam e sorriram. Elas imaginaram em ficar juntas por um logo tempo. Elas imaginaram um futuro inteiro. Elas queriam ficar juntas. Duas pessoas se amaram. É isso que faz uma história de amor.

E a nossa, com certeza foi uma história de amor. Talvez um pouco mais complicada que o normal. Talvez tenha faltado confiança, talvez devíamos ter ficado mais juntos, talvez não deveríamos ter medo de nos mostrar para os outros, talvez... Só talvez devíamos ter lutado mais. Mas isso também faz parte das histórias de amor. Todos os talvez e “se”s que ficam em nossa mente quando tudo acaba. Será que uma história de amor chega ao fim no momento em que dizemos “acabou”? Para mim elas nunca acabam aí. Elas acabam... quando os corações param de bater pela outra pessoa. Você sabe... seja o que vier para nós daqui para frente, sempre vai haver um pedaço do meu coração que vai bater por você. Dessa forma posso eternizar nossa história de amor... Espero estar em seu coração também.

Só quero pedir desculpas por todos meus erros durante nossa caminhada juntos. E dizer milhões de obrigadas pelos milhares de bons momentos que tivemos em nosso limitado tempo juntos.

Se “tem uma chance de eu me apaixonar por você?”. Bom, acho que tivemos todas as chances possíveis disso acontecer. E acredite, me apaixonei por você em todas elas. Preciso te dizer também. Nunca estive em dúvida sobre meus sentimentos. Sempre foi você. Não estou dizendo isso para você desistir do casamento, é pelo contrário. Estou dizendo para você ir em frente com consciência limpa.

Mas de agora em diante vamos viver. Vamos criar novos sonhos, vamos viver novas histórias de amor. E sabe... talvez lá na frente a gente se encontre de novo, daí vamos poder rir dessas situações todas, talvez até possamos dizer “sério que eu era apaixonada por você? Como?”. Então, até lá...

Seja feliz,
A nossa história não acaba aqui.

Da sua chatinha eterna, Lucy Heartfilia ♥”

—♥—

As lágrimas não paravam, meu coração não desacelerava. É como se eu estivesse dando um grande passo para o futuro e abandonando todo meu passado. Não é algo ruim, mas você sempre hesita na hora de cortas as correntes que te prendem a momentos passados. Eu estava cortando todas essas correntes. E as lágrimas caiam a cada corte.

Preciso me acalmar, logo será o noivado e não posso aparecer assim. Respirei fundo algumas vezes até as lágrimas ameaçarem a parar. Melhor eu lavar meu rosto. Meus batimentos cardíacos já estão quase normais. Levantei-me do chão, que foi o lugar mais próximo da cama onde minhas pernas conseguiram me levar. Passei os dedos entre minhas lágrimas e me levantei, me virando para o banheiro, quando meu coração falhou.

Encontrei seus olhos presos em mim da entrada do quarto. Natsu estava apoiado na porta com os braços cruzados. Sua expressão estava séria e pude ver que ele segurava o envelope que deixei.

— Precisa me dizer algo?

Notas finais
Simplesmente... Ai meu coração. Espero as reviews, vou terminar de responder na medida do possível. Minhas provas vão começar e vocês sabem como vai ser :3 Obrigada! Beijos ♥ Ps. Aliás, o que acharam do anime que voltou?