Destino
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sim, é Jethro e Jenny. E sim, não tem muito a ver com a personalidade dos dois no show, até porque, na minha história, eu mudei até a idade dos dois.
Espero que vocês gostem, eu amei escrever cada linha dessa oneshot que virou shortfic (como todas as minhas, né?)
Boa leitura
Era uma vez duas crianças. Elas se conheceram por acaso, em um dia quente de julho, na cidadezinha de Stillwater, Pensilvânia.
O menino, de cabelos castanhos e lindos olhos azuis era três anos mais velho que a garotinha de cinco anos, de cabelos vermelhos e olhos verdes, mas isso não impediu que uma amizade nascesse ali.
Por todo verão era possível ver pela rua principal, bem em frente à loja de conveniência da cidade as duas crianças brincando, sempre sob o olhar atento das duas mães que, achavam inusitada a amizade, afinal, o garoto não era muito falante, chegando até mesmo a ser tímido, já a garota era o oposto, falante, independente e, chegando ao ponto de ser quase indomável.
A família dela não era dali, eram de Georgetown e passavam as férias e o tempo de dispensa do pai da menina na cidade natal dele.
Mas, como tudo na vida, um dia o verão acaba, e todos têm que voltar para as suas vidas. Assim, o dia da despedida das duas crianças chegou, a ruivinha não queria deixar o amigo para trás, afinal, ele era o primeiro amigo que ela fazia no país, já que, por seu pai ser do Exército, ela havia crescido de país em país, seguindo os locais para onde o ela era designado. O garoto, na sua timidez, apenas abraçou amiga, guardando para si o sentimento de tristeza enquanto via o carro levar a amiga embora, mas com uma esperança, a mãe de sua amiga ruiva havia prometido que no próximo verão eles voltariam, e ele contaria os meses para esse reencontro, assim como ela.
Amizades fortes assim nem mesmo o tempo e a distância era capaz de separar.
O ano passou, a garota ruiva, mais uma vez, passou grande parte dele fora do país, seu pai baseado na Alemanha, onde ela foi para a escola pela primeira vez. Já o menino, além de ajudar o pai na loja, começou a jogar futebol, mas um nunca esqueceu o outro.
Veio o outono, o inverno foi terrível, nem a perspectiva de ver o Papai Noel aplacou a saudade, e a ruivinha só queria um presente, que ela pudesse ver o amigo que estava do outro lado do mundo. Quando a neve derreteu e os dias começaram a ficar mais quentinhos, ele teve a certeza que o reencontro não estava longe, a primavera indicava somente uma coisa para ele, a próxima estação era o verão.
No último dia de aula na escola de Stillwater, o tímido garoto atravessou os portões com um sorriso no rosto. Ele sabia que a mais dia, menos dia, ela estaria chegando.
A viagem de avião até a capital do país que diziam ser o dela, mas que ela mal conhecia foi longa, longa demais. As horas não passavam para a ansiosa menininha que balançava suas perninhas e olhava pela janela com esperança. Quando o piloto anunciou a aterrissagem, ela abriu um sorriso, faltava muito pouco agora, estavam, pelo menos, no mesmo país.
O dia não estava ajudando, era verão, afinal de contas, por que chovia tanto e as nuvens tampavam o céu? O menino perguntava emburrado enquanto observava os escassos carros passarem na rua pela janela da loja.
A sol da capital foi substituído pelas nuvens negras de chuva. Mas isso não perturbou a ruiva, não importava como o clima estava, ela estava feliz, logo, logo veria o seu melhor amigo.
A chuva aumentou, e o mau humor do menino também, ele encarava o céu como se alguém lá em cima fosse o culpado por eles estarem separados, e enquanto fitava as nuvens, ele deixou de passar um carro. Justamente o carro que ele tanto queria ver.
O moreno pode ter deixado de vê-la, mas a garota não. Mesmo debaixo de toda aquela tempestade, ela conseguiu distinguir as formas do amigo que olhava pela janela. Seu pai mal havia parado o carro e ela, desesperada por reencontrá-lo, abriu a porta e atravessou a rua, fazendo o sinete tocar estridente quando ela entrou, um tanto molhada, na loja, gritando pelo amigo que há muito não via.
O garoto saiu do seu estado mal-humorado e correu para a amiga, achou estranho o fato dela estar mais alta, mas ele também havia mudado.
O verão foi exatamente como o anterior e como no último ano, chegou o dia da despedida. Ela, mais uma vez chorou, não queria ir, ela sentia que ali era o lugar dela, ele, novamente, ficou lá, na cidadezinha onde nada acontecia, onde o único passatempo era contar os dias até que a amiga voltasse.
E assim os anos passaram. O verão chegava e a estação quente trazia a presença dela, quando os dias ensolarados começavam a ficar mais frios, era a hora dela partir.
Ele já estava com treze anos, mas não ligava de conversar com a garota que parecia saber de tudo. Hoje, dificilmente ficavam correndo pelas ruas como fizeram no primeiro verão. Ele, já crescido ajudava o pai na loja e, nas horas de folga iria treinar futebol. E a ruiva o acompanhava, o ajudando na loja também, em troca de chocolate ou até mesmo sendo a treinadora mais irritante que ele poderia ter. E, depois de uma semana onde os dois podiam jurar que estavam andando debaixo de um maçarico, o dia dela ir embora veio. O choro alto e pedidos para ficar foram substituídos por um abraço apertado, olhos molhados e duas promessas, no ano que vem eu volto e prometo te escrever.
E assim ela fez, quando ele menos esperava, uma carta com um selo de Paris chegou na caixa de correio da casa dele. A letra dela, uma mistura entre a letra de criança e de pré-adolescente contando onde ela estava agora, e vinha com uma boa notícia, talvez ela aparecesse para o Natal. Essa foi a primeira de muitas, todo mês, mais ou menos no mesmo dia, lá estava a carta dela, às vezes eram longas, outras vezes nem tanto e, se ele tivesse sorte, ela mandava uma foto de algum lugar que ele, um dia, também conheceria. Ele ficava feliz e guardava todas elas, numerando para que não saíssem da sequência, mas nunca conseguiu escrever uma de volta, ele nunca entendeu o motivo, simplesmente não sabia como colocar no papel a falta que a amiga fazia. E ela nunca se importou com isso, tinha aprendido que o amigo não era lá muito amigo das palavras e, na última carta que havia mandado, ela jurou que um dia compraria um dicionário para ele.
O Natal veio e se foi, e ela não apareceu. O cartão de Natal, com selo de Londres, veio carregado de desculpas, o pai dela não foi liberado. O garoto notou que, entre uma palavra e outra, havia algumas manchas na caneta, a amiga chorava quando escreveu. E isso o deixou furioso, ele não gostava de pensar na possibilidade dela estar chateada e ele estar muito longe para poder ajuda-la.
O verão seguinte foi um pouco diferente. A diferença de idade, apesar de nem ser tão grande, começou a aparecer. E ela não entendeu o que aconteceu com ele. Mas não ligou, eles não ficaram grudados o tempo inteiro, mas para ela era suficiente, quando ele saía com os amigos que usavam as mesmas camisas que ele, a ruiva ficava na loja do pai do dele, o ajudando. Porém, tão certo quanto o sol vai nascer de novo, o garoto sempre voltava para ficar do lado dela. E aquelas poucas horas eram as melhores do dia dele, mesmo que ela não soubesse disso.
Ela, agora tinha treze anos e se pegou pensando o quanto ela fora tola nos últimos verões. Agora ela sabia o que ele estava fazendo, se ela tivesse um bando de amigos faria o mesmo, mas bases militares não te deixam ter um bando de amigos, afinal, todo ano ela perdia contato com os poucos com quem ela tinha alguma afinidade. E, como acontecia nos últimos oito anos, ela estava voltando para Stillwater, dessa vez sem a mãe. Um acidente de carro a tinha levado. Foram os piores meses da vida dela. A única pessoa que ela podia desabafar de verdade era com ele, mas ela já duvidava se ele lia as cartas que ela mandava. Ela se questionava se ele tinha alguma namorada. E se tivesse, como ficaria a amizade dos dois? Será que ele passaria algum tempo com ela? E quando a resposta que ela imaginava era “não” seu coração se apertava, e ela tinha vontade de estapear a namorada desconhecida de seu melhor amigo.
Porém, todos os seus medos foram em vão, quando o carro que a levava para a cidadezinha do interior parou do outro lado da já conhecida loja, um rapaz alto de cabelos escuros saiu pela porta, atravessou a rua em três passadas e, antes que ela pudesse pensar quem era, dois abraços a envolveram em um abraço apertado. “Eu sinto muito”. Ele disse ao pé do ouvido dela. E ali, depois de tantos meses sofrendo, ela chorou todas as suas tristezas e mágoas.
Diferentemente dos outros verões, este eles ficaram apenas conversando e consolando um ao outro. A mãe dele também havia morrido. Eram duas almas presas no mesmo infortúnio. E ali, sentados em uma ponte afastada da cidade, eles prometeram que, não importa a distância, não importa o tempo que ficarem separados, eles sempre seriam amigos e sempre estariam lá um pelo outro.
A tarde passou voando, enquanto os dois apenas ficavam um na companhia calma do outro, e quando a noite chegou, o rapaz guiou a garota para a cidade, sem pensar, sua mão descansava na cintura dela e ela o abraçava de lado. Para os dois não tinha nada demais, mas em uma cidade pequena como aquela, a amizade dos dois começou a ser motivos de fofocas e cochichos.
No dia da despedida, ele levou a amiga até a porta do carro, e repetindo o gesto de quando ela chegou, ele a abraçou apertado e sussurrou a promessa que os dois fizeram na ponte. Ela o abraçou ainda mais apertado, se é que fosse possível, e, também repetiu a promessa. Um longo ano os esperava. Ela sempre teria com quem desabafar, e ele sempre leria as cartas dela, porém nunca saberia como responde-las.
Era o último verão dele como aluno, no próximo ele já estaria livre da escola. Ele esperava poder ir para a faculdade como jogador de futebol, mas algo, em seu íntimo, dizia que seus planos não dariam certo. Ele até tinha um plano B, se juntar aos fuzileiros, mas ele tinha medo de se alistar e nunca mais vê-la. Ele sabia como era a vida de quem entra para as forças armadas, graças a tudo o que ela contava para ele.
Ela ainda não sabia, mas esse seria o último verão em que ela iria para a Stillwater e passaria ao lado da única pessoa que a entendia. E, quando ela chegou na cidade, um sentimento de tristeza a invadiu ao olhar para as janelas imutáveis da loja. Dessa vez não teve seu amigo a abraçando, não teve ela correndo porta adentro. Quando ela desceu do carro, a mulher da loja de roupas em frente à loja de conveniência a olhou torto. A ruiva nem ligou, já estava acostumada aos olhares tortos que recebia pelo mundo afora, para a maioria das pessoas ela era independente até demais. Ela arrumou a roupa, amassada pela viagem, pegou uma bolsa onde tinha um presente para seu amigo e atravessou a rua. Abriu a porta com um sorriso no rosto, encontrou o pai dele no balcão, ao cumprimentá-lo, foi avisada que ela poderia ficar à vontade e ir para os fundos, pois ele estava enfiado na garagem, montando um carro.
Ela, seguindo o conselho, passou pelas prateleiras e se esgueirou para a garagem sem fazer o menor barulho. Parou atrás de algumas caixas e ficou observando o amigo. A intenção dela era assustá-lo, porém não foi o que aconteceu. Enquanto ela esperava pelo melhor momento para tentar tirar alguma reação inesperada do rapaz, ele sem nem olhar na direção dela, apenas disse:
— Vai ficar parada aí por quanto tempo mais?
— Como você sabia que eu estava aqui?! – Ela perguntou injuriada. Tinha certeza de que mal respirara desde que entrara ali.
— Fácil, eu senti o seu perfume. – Ele, finalmente olhou para ela, os olhos azuis refletindo o sorriso que ele tinha estampado. O coração dela parou de bater naquele momento. Como ele era lindo!
— Isso não é justo! – Ela disse depois de algum tempo, depois que conseguiu fazer o coração voltar a bater normalmente.
— Então não use mais esse perfume. – Foi a resposta honesta que ela recebeu. E ela sorriu diante da simplicidade dele, será que ele fazia ideia de que perfume era aquele?
— Você é um idiota, sabia? – Ela tentou provocá-lo.
— Mas sou o seu idiota favorito. – Ele retrucou de novo. E quanto a isso ela não tinha outra resposta pronta. Era a mais pura verdade.
— O que você tanto olha para o motor desse carro? – Ela quis saber.
— Se vai me ajudar pode tirar essa roupa chique e esse.... você está usando sapato de salto?!
Ela gargalhou. Sim, ela estava. Finalmente. Foi um custo fazer o pai dela aceitar o primeiro par que ela comprou.
O rapaz deu um olhar mortal para o par de sapatos, balançando negativamente a cabeça.
— Vista aquilo ali, se você não quiser ficar toda cheia de graxa.
— Sim senhor. – ela disse ainda sorrindo, respondendo ao tom autoritário dele.
Ela pegou o macacão e se dirigiu para o banheiro da casa. A coisa era enorme para ela, então ela teve que improvisar uma maneira de conseguir achar seus pés e mãos. Quando voltou, ainda em seus saltos, parou atrás dele e ficou olhando por sob os ombros do rapaz.
— Você ainda está com esses sapatos?
— São os únicos que tenho! – Ela protestou alto.
Ele murmurou qualquer coisa ininteligível para ela, levantou a cabeça e se pôs a pensar. Depois de uns minutos, mandou que ela o seguisse.
Acontece que ele tinha pernas e passadas enormes e ela, bem, além de estar tentando andar com um macacão bem improvisado no tamanho, estava com seus saltos.
— Será que o senhor apressadinho, pode me esperar? – Ela gritou ainda na porta da garagem.
Ele parou, já estava há uma boa distância, na direção da casa dos avós da garota, e bufou.
Ela andava o mais o rápido que podia, só que ele não tinha paciência. Ou melhor, ele tinha pressa. A intenção dele era terminar o carro antes que o verão acabasse para que os dois pudessem andar nele. Então ele fez a coisa mais lógica – para ele – naquele momento.
Voltou até onde a ruiva estava. A levantou e a colocou sob o ombro direito, carregando-a até o destino dos dois.
— Você veio dos tempos das Cavernas, não é? – Ela xingava, seus cabelos ruivos fazendo uma cortina em seu rosto.
Ela pode sentir mais do escutar a gargalhada dele.
— Isso não tem graça! – Ela tentou chutá-lo.
— Péssima tentativa. – Ele a provocou.
A distância entre a garagem e a casa onde ela ficava não era grande, mas tinham que atravessar boa parte da avenida principal da cidade. E, se a forma como os dois se abraçaram no último verão já foi motivo de fofoca, ele carregando a amiga no ombro, era o escândalo do verão.
— Pronto. Agora vá colocar um tênis. – Ele ordenou quando a soltou no chão, na porta da casa.
— Isso doeu! – Ela reclamou alto.
— Desde quando você é fresca assim? – Ele tinha um sorriso de lado.
Ela apenas o olhou torto. Mas, mesmo contrariada, entrou na casa, cumprimentou os avós e subiu para o quarto a fim de trocar os sapatos. Ele ficou na sala, mãos no bolso, esperando-a descer. E, por mais incrível que possa parecer, ele estava nervoso. Algo dentro dele avisava que aqueles poderiam ser os últimos momentos dos dois juntos.
E assim eles passaram o verão. Construindo o carro, ajeitando o que podiam e ajudando na loja de conveniência do pai dele. Quando o dia estava insuportavelmente quente, o pai dele os obrigava a sair daquela garagem e agirem como dois adolescentes.
Um mês antes do fim oficial do verão para eles, o carro ficou pronto. Pelo menos estava montado. Era hora de testá-lo. E os dois esperavam que o trabalho de quase um verão todo valesse a pena. E eles não se decepcionaram. No outro dia, logo cedo, abasteceram o carro e resolveram dar uma volta. Uma volta que durou o dia todo e entrou noite adentro.
Quando os dois retornaram, a cidade inteira estava à procura de um Dogge Hemi, amarelo canário. E os amigos não entenderam tamanha preocupação, afinal, as pessoas que tinham que saber onde eles estavam, sabiam perfeitamente bem o que eles estavam fazendo. Mas os olhares desconfiados de todos apenas aumentaram. E a grande maioria era destinada a ela. Ela sempre fora indomável.
Contudo, nem toda a fofoca do mundo poderia pará-los ou separá-los. E o verão foi chegando ao fim, e os dois tinham a sensação de que algo estava para acontecer.
Parados, na mesma ponte onde juraram que nunca abandonariam um ao outro, eles sentiram algo mudar. Ou talvez nada tenha mudado, aquilo tudo era apenas destino.
O destino deles.
E todas as fofocas agora eram verdade. Que se danem as puritanas. Que se dane tudo.
Na despedida. Talvez a pior de todas, pois agora eles sabiam que não era só amizade. Ela tentou de todas as formas segurar as lágrimas. Tentou não demonstrar para quem estava vendo de longe o quão quebrado o coração dela estava por deixá-lo ali, naquela cidade. Ela não poderia beijá-lo ali, na frente de todos, na frente do pai dela, pois se ela fizesse isso, ela nunca mais o veria. Mas a vontade que ela tinha de beijá-lo por uma última vez antes de voar para longe era demais. A despedida dos dois no meio da madrugada não foi o suficiente para que ela não sentisse saudades dele por um ano inteiro, só foi o estopim para que ela quisesse que ele fosse com ela.
Ele, por sua vez, vestiu a sua máscara de sem sentimentos. Pelo menos para os outros, pois a ruiva parada na sua frente, sabia muito bem o que ele estava passando. E, em um movimento rápido, o abraçou apertado, enterrando a cabeça na base do pescoço dele e sussurrou.
— Um dia, Leroy Jethro Gibbs, eu vou me casar com você. Você não vai ficar livre de mim. – E, timidamente, depositou um beijo ali.
Ele a apertou pela cintura. Sabendo que não poderia fazer algo como ela havia feito – o velho coronel estava de olho nele – apenas disse:
— Queria que tivéssemos fugido naquela tarde, Jen. Assim isso não estaria acontecendo. – E, discretamente, depositou um beijo no alto da cabeça dela.
O pai dela chamou pela última vez. Ela, desesperada para não ir, não tinha mais escolha. Tirou o cordão que ela carregava desde criança, deu um beijo nele e entregou para o rapaz.
— Quando nos vermos de novo, você me entrega. – Foi a promessa que ela fez, com olhos marejados e um sorriso triste, antes de se voltar para o carro e sumir.
Ele apertou a joia, como se estivesse segurando a vida dela em suas mãos. E ali, foi a última vez que os dois se veriam em muito tempo.
Notas finais
Muito obrigada por lerem.
Até o próximo capítulo!
xoxo
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