Destino?

5 Capítulo 5.


Notas iniciais
Gente depois de um Hiato gigantesco estou postando o novo capitulo da fic *-*
Desculpem pela demora, mas eu estava cheia de problemas por conta do final de periodo da minha facu e ainda tive uns probleminhas com o meu pc que não funcionava nem com reza braba e o meu braço direito que também não tava funcionando :'( ele trollou total :'(
Mas aqui está o presente de natal de você capitulo novinho em folha. Ah! Quem narra o capitulo é a Alessa :')
Um Feliz Natal a todos e uma boa leitura *-*E

É muito estranho estar novamente prestes a entrar nessa casa, principalmente depois de tudo o que aconteceu.

Lembro como se fosse hoje à última vez em que estive aqui. Como queria que nada daquilo tivesse ocorrido. Se eu não tivesse contado nada ao Diego, talvez... Deus, por que minha vida é assim? Por que sempre estrago tudo? E por que tive que perder as pessoas que mais amava na vida?

Não tenho nada que possa chamar de meu... nem amigos e muito menos uma família... As únicas coisas, que possuo de verdade, são apenas fantasias... as de que a família da Débora e do Henrique também é minha, que aquela noite nunca ocorreu, e que ainda posso dançar, sem me preocupar com nada e nem ninguém... não! Não posso!

— Não... não posso, Déb!

— Alessa, por favor...

— Não consigo... – chorando.

— Consegui, sim! – virando-a – Olha para mim e vê aonde você já chegou – levantando os braços. – Só são mais alguns passos Alessa, vamos? – encorajando-a.

— Não... – olhando para o chão e balançando a cabeça – Não sou forte como você... não vou conseguir entrar e muito menos ver todos eles...

— Alessa...

— Não dá Débora! – gritando – Você não consegue NE imaginar como estou me sentindo, só por estar nessa rua. Não vou conseguir pisar nela, muito menos naquela casa. – apontando para fora do carro e se arrependendo do que fez.

— Então por que decidiu vir?

- Queria provar que nada era real. – voltando a olhar para as pernas.

- Não podemos mudar ou apagar o passado... você sabe disso. – compreensível.

- Seria tudo tão mais fácil se pudéssemos...

- Você sabe que ele não gostaria de te ver assim, não é?

- Ele não está mais aqui, Débora! – olhando-a firmemente – E a culpa é minha!

- Meu Deus! Para de se martirizar dessa forma, Alessa. – revoltada – O que aconteceu foi culpa do destino, nada e nem ninguém e muito menos você possuem culpa no que aconteceu, para de se culpar e desce logo desse carro, para podermos entrar de uma vez por todas nessa maldita casa. – brava.

- Não estou em nenhuma das minhas fantasias Débora, e sim na realidade – com desprezo – Se você se esqueceu, te relembro, que na vida real não posso andar. Sendo assim, também não consigo descer sozinha do carro, você vai ter que me tirar daqui, já que quer tanto me ver lá dentro.

- Céus! Não sei pra quem você puxou tanta teimosia. – descendo do carro.

Por que não posso mudar o passado? E consequentemente o presente e o futuro? Isso não é justo! A vida não é justa!

Não pude fazer nada, tudo aconteceu tão rápido e mesmo se pudesse não conseguiria, pois como Déb falou era o nosso destino, mas... por quê não fui capaz de mudá-lo?

Essas perguntas não saem da minha cabeça um só minuto, pois se eu conseguisse respondê-las talvez... só talvez conseguiria ficar um pouco em paz com ele ou não, quem sabe?

As únicas coisas que sei é que jamais deveria ter voltado a Verona naquele Ano Novo... muito menos agora, e que Henrique em hipótese alguma deveria ter me retirado do mar naquele dia. Era melhor eu ter morrido do que viver uma vida cheia de fantasias, uma atrás da outra, recheada de medo, dor, angústia, culpa, remorso e invalida. Tendo que ser carregada pelas pessoas para todos os lados e de volta ao único lugar que jamais pensei que voltaria um dia, mas que sempre o revejo em meus pesadelos diários.

Pesadelos estes que começam sempre do mesmo jeito e só não terminam da mesma forma, porque todas as vezes as crianças me acordam antes do termino. O rosto dele é sempre a primeira coisa que vejo...

- Ciao, Alessa!

- Ciao!

Notas finais
E ai o que acharam do presente?