Destino?
6 Capítulo 6.
Notas iniciais
Nem sei se ainda tenho leitores, mas vou continuar a postar a fic mesmo assim, pois fiz uma promessa de que essa não vou deixar de postar no meio do caminho nem que a vaca tussa kkkkk
Fiz essa promessa, porque o meu forte são oneshot's e não fic's longas :D
Mas vou deixar de mais delongas e deixar vocês lerem esse capitulo que é escrito pela perspectiva da Alessa e Dio como ela tá saindo totalmente do meu controle, não só ela como toda a fic *-*
Ah! Obrigada Érika por ter me ajudado nesse capitulo :')
Cinco dias. Como eles se passaram tão rápido e como eles foram jogados fora como se fossem um simples gozo? Como? Por quê?
Perguntas e mais perguntas e uma simples respostas, ou melhor, um simples nome – Diego Fainello. Se hoje estou em uma cadeira de rodas, arrependendo-me amargamente de estar outra vez em Verona, encarando uma porta, com um medo enorme de rever todas as pessoas que de uma forma ou de outra fizeram e fazem parte da minha vida, além de uma vontade maior ainda de voltar atrás e não estar aqui, á culpa é toda dele.
Não tiro a parcela de culpa do Walter, mas se Diego, não tivesse contado a ele, hoje as coisas seriam muito diferentes. Aquele Ano Novo teria sido diferente. A vida seria diferente. Meu amor por ele não seria diferente e não teria se transformado em ódio.
Quando meu avô ligou mandando, que eu e Vincenzo fossemos passar as festas de final de ano com ele, já sabia que elas seriam diferentes em todos os aspectos. Débora e Henrique voltaram de Londres, alguns dias antes do Natal o que acabou me deixando mais desconfiada. A situação piorou quando ela contou o motivo que os tinham trazido de volta ao país. Mesmo assim resolvi viajar junto com Vincenzo e meus dois melhores amigos, Lara e Rodrigo. A viagem foi um verdadeiro suplicio tanto para mim quando para a “pequena Branca de Neve”, era assim que todos chamam Lara, ela sempre foi branquinha e mesmo quando íamos a praia não conseguia ficar bronzeada, no máximo ficava como um camarão de tão vermelha e como ela era pequena, mas não tão pequena como eu, tinha esse apelido.
Para mim a viajem não estava sendo nada animadora, pois tinha algo que me dizendo que não deveríamos estar indo à Verona, além disso ainda tinha a vontade de não quer vê-lo, mas ao mesmo tempo querendo... como me arrependo disso... Já para Lara... ela morria de medo de avião e estava com uma cara de que a qualquer momento iria passar mal, dito e feito. Bom, não foi dentro, mas fora, no saguão do aeroporto, ela deu um verdadeiro banho de vomito no Walter... se não estivesse tão preocupada com ela teria até sorrido da situação e como ele mereceu aquele banho, Cristo!
Com o mal estar dela, apenas Rodrigo foi direto para a casa do meu avô, eu e Vincenzo ficamos com Lara no posto médico do aeroporto, só voltamos mais tarde. Pensei que assim, me pouparia de ter que vê-lo, mas estava enganada, muito enganada, pois o primeiro rosto que vi assim que chegamos foi o dele, e é desta forma que todos os meus pesadelos se iniciam durante todos esses anos.
Dio! Como odeio aquele – olá – dele! E como me odeio por ainda amá-lo, mesmo que uma parte do amor tenha se transformado em ódio, eu ainda o amo e muito...
- Ciao, Alessa!
- Ciao!
- Benvenuto a Verona!
- Grazie! – sorriso torto.
- Bene, tutti hanno ricevuto i gemelli, ora cara Alessa potrebbe presentare al tua amica, che fece il favore a vomitare su di me?[1] – Walter, saindo detrás de Diego com um sorriso de cínico no rosto.
- Mi scusi! Io non volevo vomitare su di voi.[2] – Lara, responde-o totalmente envergonhada, mas ainda em meio ao transe que lhe havia acometido assim que entrou na casa.
- Scuse accettate! – rindo e olhando nos olhos dela – Você se desculpou, mas ainda não me disse seu nome.
- Il suo nome è Lara, Walter.[3]
- Hmmm! Piacere Lara, como percebeu sou Walter. – estendendo a mão.
- Piacere e desculpas mais uma vez. – retribuindo o gesto.
- Não se preocupe com isso. – beijando a mão dela como um lorde inglês e dando-lhe uma piscadela.
- Ele é teu amigo Sá? – cochichando para amiga.
- Não! Ele é amigo dos meninos, mas vou te pedir uma coisa Lara. – preocupada, fazendo a amiga se voltar para ela. – Não dá mole para o Walter, por favor.
- Por quê? – intrigada.
- Só faz o que estou te falando...
- Então a senhorita já está melhor, né dona Lara? – Rodrigo, interrompendo.
- Graças a Deus, sim! – sorrindo.
- Que bom, pois então acho melhor vocês subirem, ou melhor, você subir e arrumar as suas coisas Larita querida, pois vocês dois. – apontando para os amigos. – Tem gente esperando por vocês no escritório.
- Quem?
- Adivinha Alessa.
- Não acredito que já vai começar... – ficando triste e emburrada.
- Pode acreditar. – Ketriny, tentando reconfortá-la. – Eles passaram o caminho inteiro discutindo do aeroporto até aqui, só porque vocês ficaram com a Lara.
- Dio Santo!
- Ket, leva a Lara para o quarto, por favor. – passando o braço pelos ombros da irmã. – Pois vamos enfrentar o médico e o monstro agora, depois nos falamos.
- O médico e o monstro? – olhando para o irmão, intrigada. – Aqueles dois são só os monstros Vincenzo, eles não possuem nada do médico. – Alessa, brava, mas sendo contida na altura da voz pelo fratello, que a olhava pedindo para maneirar no tom da fala.
- Possiamo entrare?[4] – Vincenzo, batendo a porta do escritório e esperando alguma resposta.
- Por favor, não... – Alessa, sussurrando como se rezasse.
- Si sarebbe dovuto entrare![5]
- Merda!
- Damas e anciãs, primeiro... – sorrindo ao abrir a porta e gesticulando para que a mais velha entrasse.
- Haha! To morrendo de rir. – com sarcasmo e raiva.
Ficamos discutindo, ou melhor, eu fiquei discutindo com os velhos durante umas duas horas, pois o Vincenzo não fazia nenhum comentário sobre as loucuras que aqueles insanos tentavam impor sobre nossas vidas, era como se ele não estivesse lá e sim em um mundo super distante, que por sinal se chamava – Lara. Ele sempre foi apaixonado por ela, desde a infância, ela sabia disso, mas infelizmente não dava a mínima para ele. Por que os nossos sentimentos não são correspondidos? Por que não podemos mandar no nosso coração? Por que Lara, não era apaixonada pelo meu irmão? Por que ela teve que se apaixonar justo por aquele maldito? Por que ela não foi capaz de amar o Vincenzo, da mesma forma que ele a amava?
Sério, não consigo entender!
Vincenzo, sempre a amou, sempre a venerou, sempre fez todas as vontades dela, sempre a defende. Até mesmo quando ela estava errada, ele a defendeu, me acusou e...
Vin... como sinto sua falta!
Quando finalmente fomos liberados da seção de choque elétricos, tive que bater em Vincenzo, para ele voltar a vida e sair do estado lobotomizado em que ele se encontrava desde à hora em que entramos no escritório. Os velhos, só nos deram meia hora para tomarmos banho e descermos para jantar, tinha que concordar com uma coisa com eles – non stiamo scherzando![6] – e não estavam mesmo, infelizmente...
Ao sairmos da “reunião”, ele praticamente pulou em cima da Lara, bombardeando-a de todas as formas para saber se estava bem. Ela apenas confirmava que sim, e pedia para não se preocupar, mas ela não sabia que a real intenção dele era demarcar território, mas infelizmente essa demarcação não adiantou muito, pois o território que um da poderia ser dele, não era mais.
Durante o jantar, resolvi sentar bem longe de toda a família Fainello, pedi que Ket e Rodrigo se sentassem ao meu lado e que Vincenzo e Lara ocupassem os lugares a minha frente. Dessa forma permaneci o tempo inteiro conversando apenas com eles, a não ser nos momentos em que éramos obrigados a socializar com o restante da mesa, mas pude sentir os olhos de Diego, sobre mim a noite toda.
No dia seguinte, resolvi fazer as minhas caminhadas de costume logo ao amanhecer. Acabei parando em um parque próximo, e relembrei a época em que aos domingos fazíamos piqueniques ali.
- Éramos tão felizes aqui, por que tudo teve que mudar? – triste.
- Porque a vida é cheia de surpresas.
- Diego? – surpresa.
- Como você está? – sentando ao lado dela.
- Bem.
- Ontem à noite não pudemos conversar dir...
- Eu tava cansada. – cortando-o
- Hmmm! Parecia mais que me evitava. – olhando para o por do sol.
- O que você quer Diego? – virando ríspida para o moreno.
- Você. – olhando-a nos olhos. – Você é o que eu sempre quis. – levando a mão esquerda ao rosto dela.
- Não acha um pouco tarde para isso? – lacrimejando.
- Nunca é tarde para o amor Alessa.
- Para o nosso sim.
- Por que diz isso?
- Que tal porque mesmo depois de tudo o que a Giullia vez, você ainda está com ela? Depois do que a mãe dela vez... você... vocês continuam juntos e é como se você lambesse o chão por onde aquela garota passa. Não consigo entender Diego, sério não consigo. E agora me diz que me ama. Que me quer. Será mesmo que é isso o que você quer Diego? Pois duvido muito disso. Se você realmente me quisesse já me teria a muito tempo. – deixando pingos de lagrimas escorrerem pelo rosto bronzeado naturalmente.
- Não diz isso Alessa, perfavore. – limpando algumas lagrimas e abraçando-a. – Sei que fui um fraco, mas prometo que as coisas serão diferentes de agora em dia.
- Como? – em meio a soluços.
- Você será minha e eu serei só seu. – fazendo-a olhar para ele.
- Promete?
- Prometo. – sorrindo. – Da mesma forma que prometo, que nada e nem ninguém vai nos separar. – beijando-a, carinhosamente.
- T’amo Diego! – entre o beijo.
- Non più che ti amo Alessa.
Por que sou tão burra? Como fui acreditar naquela conversa mole dele? Dio!
Ficamos mais um tempo no parque, quando saímos fomos para a casa dos pais dele. D. Elisa havia combinado um almoço entre alguns amigos das famílias. Quando chegamos, percebi um clima estranho, principalmente entre os meninos que olhavam para Lara, com luxuria o que estava incomodando e muito não só Vincenzo como a mim também. Da mesma forma como os olhares que Giullia e a mãe dela, lançavam em minha direção, eles me davam calafrios.
Diego me pediu para não ficar tensa, que tudo ficaria resolvido entre ele e Giullia e que era para tirar da cabeça a idéia de que os meninos olhavam diferente para Lara, pois era tudo coisa do meu inconsciente. Quisera eu poder acreditar no que ele estava falando.
Eu rezava para que o Ano Novo chegasse logo e pudéssemos ir passar uns dias em Londres, bem longes dos olhares de Giullia e Walter, pois eles eram os que mais me preocupavam. Ela por conta de mim e do Diego, eu temia o que ela pudesse fazer conosco e ele por conta de Lara, ele era o que mais a comia com os olhos e o que mais se aproximou dela, fazendo até mesmo com que Vincenzo discutisse com Luca, pois eles dois é que eram amigos e o meu irmão pedia ao Canhoto[7] que afastasse Walter de Lara, ou então as coisas iriam se complicar e muito entre eles.
Não entendia o porquê de Luca não ter feito nada em relação ao Walter, mas depois daquela noite entendi tudo, não só sobre os motivos de Luca e Walter, como também de Diego.
Pensei que podia confiar em Diego, mas estava enganada. Arrependo-me amargamente de ter contado tudo sobre o grupo e principalmente sobre Lara, a ele durante aqueles três dias que sucederam ao Ano Novo. Nunca mais poderei acreditar nele novamente... nunca mais.
[1] Bom todos já deram as boas vindas aos gêmeos, agora Alessa querida pode me apresentar a sua amiguinha que fez o favor de vomitar em cima de mim?
[2] Desculpe-me! Não tive a intenção de vomitar em você.
[3] O nome dela é Lara, Walter.
[4] Podemos entrar?
[5] Já deviam ter entrado!
[6] Não estamos de brincadeira!
[7] Luca é canhoto para quem não sabe ou para quem ainda não percebeu, ele tocar com a mão esquerda nos shows.
Notas finais
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