Destino
4 Verdade ou Consequência
Notas iniciais
Perdoem minha demora D: /só eu sinto dificuldades em escrever nas férias? -q
Bom, boa leitura. Espero que gostem. :3
Capítulo anterior:
– Até amanhã, Claude.
E desceu as escadas rapidamente. Sentia-se estranhamente feliz. Não sabia o porquê, mas aquele nome o deixou eufórico. Sentia como se tivesse achado algo que do qual nunca pudesse ter ficado distante.
Capítulo 4: Verdade ou Consequência
Andava vagarosamente pelo corredor que o levaria até a sua sala de aula. Teria aula de química novamente e não estava com humor para isso.
Não sabia o porquê, mas havia acordado ligeiramente irritado naquela manhã e constatar que teria que aguentar aquele homem durante dois períodos não era nada bom para o seu humor. A maior vontade que tinha era dormir a aula inteira, porém não queria correr o risco de ter que arrumar mais livros na biblioteca.
Outro motivo para irritar-se era Lorena, a garota que havia mostrado qual era sua sala no dia anterior. Naquele exato instante, ela estava indo de encontro a si. E sinceramente, ele não estava com ânimo para aturar garotas.
– Alois, está indo pra sala?
Um sorriso irônico surgiu nos lábios do loiro.
– Claro que não Lorena. Claro que não.
Porém, antes que ele pudesse dar-lhe as costas, ela surpreendentemente conseguiu escapar de sua ironia.
– Então não vai se importar de matar aula comigo, não é mesmo?
Ele passou a encara-la fixamente. Embora sua resposta tivesse lhe irritado, também lhe dera novas ideias de como poderia tornar seu dia mais excitante. Não pode deixar de sorrir.
– Não, na verdade até tive uma ideia. – E antes que a garota pudesse fazer alguma pergunta, ele recomeçara a falar. – O que acha de jogarmos Verdade ou Consequência?
A morena esboçou um sorriso e falou que tentaria chamar o maior número possível de pessoas. Passou a língua pelos lábios, ao mesmo tempo em que esboçava um sorriso. Talvez o dia não seria tão ruim como havia suposto.
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Encontravam-se no fundo do segundo andar da biblioteca. Fora Alois que sugerira o local, levando em consideração o tamanho e as imensas estantes que poderiam escondê-los. Estavam no chão, sentados em círculo. Ao centro, uma garrada de 600 ml de refrigerante. Ao todo havia quinze pessoas ali, de diferentes séries. Eram seis meninas e nove meninos.
Fora estipulado que poderia ser pedido apenas duas Verdades seguidas. Após essas duas vezes, era obrigatório pedir Consequência. E quem não cumprisse o que fosse proposto, iria ser eliminado. Quem tivesse a tampa da garrafa apontada para si, faria a pergunta. Após isso, deu-se início ao jogo.
Lorena girou a garrafa, cuja tampa parou em uma de suas amigas e a outra ponta em um dos garotos. Ela logo perguntou:
– Eric, Verdade ou Consequência?
O menino não titubeou ao dizer:
– Verdade.
– É verdade que você queria ficar com a Lorena?
E novamente sem mostrar medo, respondeu:
– É.
E assim o jogo foi acontecendo e sua irritação voltando. Nunca havia visto Verdade ou Consequência mais chato e monótono do que aquele. Já estava bufando quando a garrafa finalmente decidira apontar para si. Sorriu malicioso ao ver que tinha direito a perguntar, e justamente para Lorena, que já havia utilizado suas duas verdades.
– Verdade ou consequência? Lembrando que você só tem uma opção.
O silêncio se instalara entre o grupo. Todos queriam ver o que a garota teria de fazer.
– Consequência. – A voz dela saíra um tanto quanto temerosa.
Seu sorriso aumentou ao ouvir a resposta.
– Quero que você sente no colo do Eric e beije-o.
A morena espantou-se com seu desafio, assim como as outras garotas da rodinha. Os garotos, porém, adoraram e começaram a assobiar e fazer barulho. Ela engoliu em seco, mas levantou-se e sentou no colo de Eric. E antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, ele tomou-lhe os lábios, num beijo arrebatador.
Todos explodiram em risadas, gritos e assobios. E ao final do beijo, a morena estava extremamente ruborizada. Quando foi voltar para o seu lugar, passou por trás do loiro e falou-lhe baixinho:
– Espere só na sua vez.
E novamente o jogo continuara, mas dessa vez as coisas estavam mais instigantes. Em determinado momento, a tampa da garrafa tornou a apontar para Alois e para uma outra garota, Kate.
– Verdade ou consequência?
Essa, diferentemente de Lorena, podia escolher verdade. Porém, surpreendeu a todos.
– Consequência.
O loiro realizou seu costumeiro gesto de passar a língua pelos lábios e não hesitou ao falar:
– Te desafio a beijar a Jess.
Todos o olharam, incrédulos. As duas garotas direcionaram seu olhar direto para a melhor amiga, Lorena, que apenas disse:
– Se não quiserem, não cumpram. Mas terão que sair do jogo.
Ambas se encararam e por fim levantaram-se. Foram aproximando-se aos poucos e por fim beijaram-se. Não fora um beijo digno de cinema, mas também não fora um selinho. Quando se soltaram, era possível notar o olhar de raiva que direcionavam ao seu desafiante.
A garrafa novamente foi girada e mais uma vez apontou para Alois. A tampa, porém, apontava para Kate, que sorrira sadicamente ao ver a situação invertida.
– Verdade ou Consequência?
Ele tinha direito a pedir verdade. Porém, estava curioso para saber qual seria sua consequência.
– Consequência.
Ela riu.
– Então eu te desafio a beijar o Afonso.
Afonso era um ano mais novo que ele e estava sentado ao seu lado. Seus cabelos eram pretos e contrastavam com sua pele muito branca. Seus olhos eram verdes e ele era realmente muito bonito. Em sua opinião, não seria nenhum martírio beija-lo. Porém o garoto não parecia pensar assim, seu rosto demonstrava certo nojo.
O loiro percebera isso e antes que o outro pudesse negar-se, aproveitou-se do fato de estarem próximos e puxou-o pela nuca, colando seus lábios. Surpreso, o garoto abriu a boca em uma exclamação, que não saíra. E aproveitando-se disso, o maior adentrou a língua e enroscou-a com a do moreno, iniciando uma dança indesejada pelo outro.
O beijo durara poucos segundos, pois o menor logo começou a empurra-lo e o loiro não impôs resistência, soltando-o rapidamente.
Ao término do beijo, todos estavam estupefatos. Algumas garotas sorriam maliciosas enquanto as outras, juntamente com todos os meninos, encaravam o loiro com certo asco. Este apenas disse:
– Não quero sair do jogo. Só fiz o que me mandaram fazer.
A resposta convenceu a alguns, que voltaram a conversar como se nada anormal tivesse ocorrido. Porém tanto Afonso, quanto Lorena, ainda olhava para ele com uma expressão nada boa.
O jogo continuou por mais alguns minutos, mas logo todos resolveram parar. Era o intervalo, e nenhum deles queria ficar sem comer. Um por um, foram todos saindo da biblioteca. Sobrando apenas Alois por lá.
Não que tivesse algum tipo de atração por Afonso, mas beija-lo havia sido melhor do que poderia imaginar. Passou a língua pelos lábios, desenhados num sorriso malicioso.
Decidira descer, afinal também estava com fome. Caminhava a passos lentos, e assim que saiu detrás da estante que se encontrava, um punho veio em sua direção e o acertou em cheio na boca. Como não estava esperando, o golpe fez o garoto cair com brutalidade no chão.
Surpreendeu-se ao olhar para cima e ver quem era seu agressor.
– Afonso?
Ao falar, sentiu o gosto de ferrugem na boca. O soco do mais novo fizera um corte no seu lábio.
– Quem você pensa que é pra me agarrar?
Ao ouvir a pergunta feita, o seu costumeiro sorriso irônico fez-se presente.
– Vai dizer que não gostou do meu beijo?
– Você acha que eu sou que nem você, que gosta de dar a bunda?
O sorriso do loiro desaparecera assim que o outro terminara a frase. Ele levantou-se e, entredentes, exigiu:
– Retire o que disse.
Uma sonora gargalhada saíra da boca do moreno. Porém, ela desaparecera tão rapidamente quanto surgira, pois o maior não teve dúvidas e calou-a com um beijo violento.
Enquanto um tentava desesperadamente se soltar, o outro o puxava mais contra si. E, sem perder a oportunidade de humilha-lo, sussurrou em seu ouvido:
– Vamos ver quem vai dar a bunda agora.
Ameaça vazia, ele só queria assusta-lo. E estava tendo sucesso até que uma voz estridente fê-los separarem-se imediatamente.
– Mas o que é isso aqui?
Mais uma vez o maldito professor.
– Professor, ele me agarrou. Por este motivo eu o soquei e...
– Afonso, desça para o intervalo e mais nenhuma palavra sobre isso.
O aluno engolira em seco e saíra rapidamente dela, deixado os outros dois a sós. Ambos ficaram encarando-se, até que mais velho quebrou o silêncio.
– Não devia ter feito aquilo danna... Alois.
O menor franziu o cenho ao mesmo tempo em que o professor arregalava levemente os olhos.
– Do que ia me chamar?
Ele apenas olhara-o mais uma vez e, ignorando a pergunta feita, aproximou-se do estudante e passou levemente o dedo por cima do seu lábio ferido. O pequeno filete de sangue que escorria manchou o dedo pálido, que o misterioso homem tratou logo de limpar. Porém, lambendo-o.
– Vá para o intervalo.
E dizendo isso, desceu as escadas e saiu da biblioteca, deixando um loiro atônito para trás.
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Saíra rapidamente dali e se dirigira para os jardins, no fundo da escola. Sentando-se em um dos bancos presentes ali, inspirou profundamente e passou a língua pelos lábios.
– Esse sabor... Não mudara absolutamente nada.
Notas finais
Como pode ser visto, parece que o Claude deu uma leve recaída ;p
E bem, foi necessário acrescentar esses novos personagens, porque sem eles eu não conseguiria montar o capítulo.
Bem, esperem por mais Afonso, porque ele irá aparecer -qq Será necessário.
E bem, eu pretendo postar mais rápido dessa vez. Vou tentar 8D
E pra encerrar, segunda feira = escola again. Boa aula pra todo mundo D:
Bom, mereço reviews? :3 Por favor, eles são muuuito importantes.
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