Destino
5 Danna-sama
Notas iniciais
Desculpe pela demora, mais uma vez D8
Bom, espero que gostem.
Aqui irão perceber como os acontecimentos do quarto capítulo podem influenciar na história -Q Eu sei que ele ficou com cara de filler... Mas não era.
Ps: Flashbacks em itálico.
Boa leitura! 8D
No Capítulo Anterior:
Saíra rapidamente dali e se dirigira para os jardins, no fundo da escola. Sentando-se em um dos bancos presentes ali, inspirou profundamente e passou a língua pelos lábios.
– O mesmo sabor, os mesmos comportamentos... Não há nenhuma mudança.
Capítulo 5: Danna-sama
O velho ria debochadamente, enquanto lhe desferia um tapa na face esquerda.
– Está cada vez melhor, Alois-kun.
Seu corpo estava repleto de manchas roxas, que contrastavam com a pele pálida.
O garoto acordara assustado. Suava frio e sentia enjoo. De todos os sonhos estranhos que tivera, aquele fora o que mais lhe causara mal estar.
Levantara-se e logo foi se arrumar.
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A aula de matemática corria normalmente. A professora demonstrava cálculos e mais cálculos no quadro negro, mas o loiro sequer olhava para lá. Encontrava-se escorado na janela e observava o céu nublado derramar pequenas gotículas de água.
Lembrava-se do sonho que tivera e do asco que sentia quando acordou. Nunca em sua vida sonhara que tinha apanhado, muito menos daquela forma.
Os alunos se levantando das carteiras e saindo da sala chamaram sua atenção para o fato de que a aula havia se encerrado.
“Finalmente!”
Levantou-se e seguiu pelo corredor, adentrando o refeitório. Sentou-se em uma mesa qualquer e abriu a lata de Coca-Cola que havia em sua bolsa, bebericando o líquido negro de vez em quando.
Percorria os olhos pelo local de forma distraída, quando seu olhar encontrou-se com o de Afonso. O garoto encarava-o com raiva e, ainda olhando para si, comentou algo com os seus amigos presentes na mesa.
Tornou a tomar o refrigerante. E assim que o sinal tocou, voltou rapidamente para a sala de aula.
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Apesar dos ponteiros aparentarem nunca se mover, a última aula havia acabado. Saiu da escola distraidamente, enquanto sua mente bolava planos para a noite. Havia tempos que não ia a uma balada e seria isso que faria.
Dobrou a esquina da escola e deu de cara com o mesmo garoto que o encarava no refeitório.
– Como vai Alois?
Franziu o cenho.
– O que quer Afonso?
– Bom, eu só vim perguntar se doeu muito o soco que levou ontem.
Um sorriso cínico se moldou nos lábios do mais velho.
– Só respondo se você confessar que adorou o meu beijo.
Pode ver o garoto apertar os punhos, para logo depois sorrir maldosamente.
– Parece que não doeu o suficiente não é? – E antes que pudesse responder, sentiu seus braços sendo puxados para trás violentamente, impossibilitando que se movesse – Vamos ver se você aprende a ser homem, Alois Trancy.
E aproximando-se do garoto desferiu um soco no lado esquerdo de seu rosto. Os olhos azuis do loiro cintilaram raivosamente em direção ao seu agressor.
– Você bate como uma garota.
O moreno apenas riu.
– Não se preocupe. Não vai ser só de mim que você irá apanhar.
Foi só ele concluir a frase e mais três garotos, que passaram o intervalo com ele, apareceram atrás de si. E sem dizer mais nada, o moreno passou a desferir uma série de socos e chutes no estômago do mais velho, que tentava a todo custo se encolher e evitar os golpes.
Quando o loiro estava visivelmente sem ar, foi solto e despencou ao chão. Logo que caiu, dois garotos partiram para cima dele. Um deles acertou um soco no seu supercílio, que cortou. O sangue que escorria de forma abundante manchava tanto a pele pálida de seu rosto, como a mão de quem o ferira.
Afonso riu diante do corte feito e tentou acertar um chute em sua cabeça, mas o maior protegeu-se com os braços.
Um dos garotos tentou fazer com que ele desprotegesse a cabeça e Alois, vendo uma brecha, acertou um soco em seu nariz, fazendo-o gemer de dor e levantar-se rapidamente.
Porém, aquele foi o único golpe que conseguira aplicar. Agora os outros quatro, juntamente com Afonso, desferiam uma série de chutes em si e ele nada podia fazer. Sua visão já começava a ficar turva e ele não conseguia mais evitar os gemidos de dor. Sabia que em breve iria desmaiar e, em desespero e inconsciente do que fazia, gritou:
– ME AJUDA, CLAUDEEE!
E colocou a língua para fora da boca, por breves segundos.
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Algo em seu subconsciente despertara. Uma vontade insana de sair daquela sala e ir ao encontro do danna-sama.
“Alois” Corrigiu-se mentalmente.
Continuou sentado na diretoria, corrigindo as provas que faltavam e a estranha vontade rapidamente se transformara em uma obrigação. Não entendia o que estava acontecendo, mas não pode deixar de seguir para onde sabia que o garoto estava.
Bastaram apenas alguns segundos para chegar onde ele se encontrava. A rua estava vazia, exceto por um grupo de jovens que socavam e chutavam alguém, encolhido no meio deles. Os gemidos de dor eram audíveis.
O aroma provocante da alma de Alois se fazia presente e ele não demorou a reconhecê-lo como o garoto que apanhava dos outros. O ódio despertou dentro de si e uma aura demoníaca passou a envolvê-lo. Sem pensar muito no que fazia sussurrou, porém alto o suficiente para ser ouvido.
– Saíam daqui.
A voz saíra grossa e pesada. Os jovens olharam para ele e assustaram-se com a visão.
– Agora!
Eles ofegaram e saíram correndo o mais depressa que podiam. Atitude que, eles perceberiam depois, de nada adiantaria.
Direcionou seu olhar para o garoto caído. O rosto estava ferido e o sangue proveniente do corte já havia manchado parte de sua roupa, além de seus cabelos. Os braços tinham diversos hematomas que ele ganhara enquanto tentava proteger a cabeça. O loiro arfava e o demônio aproximou-se de si e levantou a camisa manchada. Uma grande marca roxa se entendia por todo seu abdômen.
O menino direcionou o olhar para o professor à sua frente e, ainda com dificuldades, falou:
– Você... Me ouviu?
O demônio balançou a cabeça afirmativamente. O menor franziu o cenho e sentiu seus olhos pesarem. Pouco a pouco, mergulhou na escuridão, mas não antes de ouvir o professor chama-lo:
– Danna-sama!
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Encarou o teto vermelho sobre si. Olhou para o lado e franziu o cenho ao deparar-se com um guarda roupa marrom-escuro. Tentou sentar-se, para tentar identificar onde estava, e logo a dor se alastrou pelo seu corpo, fazendo-o deitar novamente.
– Argh...
Colocou a mão levemente sobre a região das costelas e inspirou com cuidado.
– Não aconselho que você se levante sozinho, uma de suas costelas está quebrada.
Procurou pelo dono da voz, encontrando-o encostado na porta. A costumeira expressão serena fazia-se presente em seu rosto.
– Onde estou?
– No meu quarto.
Franzira o cenho diante da resposta. O normal seria ter sido levado ao hospital, porém decidoi pensar sobre isso em outra hora. Apoiou seus dois braços na cama e tentou novamente sentar-se, soltando um gemido de dor. Antes de cair sobre o colchão novamente, o professor já se encontrava ao seu lado, ajudando-o a se sentar.
Eles estavam próximos demais, fazendo com que Alois sentisse a respiração do mais velho bater contra seu rosto. Engoliu em seco quando viu os dois olhos cor-de-mel encararem os seus e logo depois direcionarem-se para algum ponto acima de seus olhos. O homem a sua frente levantou a mão e encostou-a levemente em seu supercílio.
– Eu disse para tomar cuidado. E também, tenha cuidado com esses pontos.
Para logo depois afastar-se e voltar para perto da porta. O loiro levou a mão até onde o outro tocara e percebeu a presença de um curativo ali.
– Você me levou a um hosp...?
– Não, eu mesmo costurei.
E dizendo isso saiu do quarto, deixando o garoto pensativo sobre sua própria atitude. Algo o fizera chamar Claude enquanto apanhava e foi a mesma coisa que o fizera ter certeza de que ele iria ao seu encontro.
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– Gay maldito! Ele quase quebrou meu nariz!
Os cinco garotos estavam sentados no banco de uma praça, que ficava localizada em um dos pontos mais vazios da cidade.
– Se você tivesse sido mais inteligente isso não teria acontecido – Afonso falou calmamente, para depois completar maldosamente – Mas foi ótimo ver o sangue escorrer pelo rosto dele e os hematomas aparecerem em sua pele.
– O problema foi que o professor Claude viu.
– Eu sei – Suspirou o moreno – Mas estávamos fora da escola, ele não tem nada haver com isso.
Os outros garotos concordaram com o que o amigo disse e eles ficaram a conversar sobre aquilo e como gostariam de bater no loiro novamente.
– Está ficando escuro e aqui é perigoso. Melhor irmos embora.
Levantaram-se e cada um foi para um lado diferente. O sol já havia se escondido e a escuridão começava a tomar conta do céu.
Tudo fora realizado de maneira rápida. Um a um, todos tombaram ao terem a pequena faca de ouro pressionada sobre suas gargantas. Morte instantânea.
O último dos garotos fora Afonso. Caminhava tranquilamente pela rua vazia quando trombou com alguém que subitamente apareceu na sua frente.
– Mas que merda... – Ao olhar para o rosto do homem, reconheceu-o – Professor!
O maior apenas levantou a mão e exibiu a bela faca dourada ao seu aluno.
– O que é isso? – Murmurou o moreno confuso.
Poucos segundos depois obteve sua resposta. A faca fora arremessada com maestria, acertando-o em cheio na jugular e fazendo seu corpo tombar na calçada, num ruído abafado.
Notas finais
Se não gostaram do capítulo, eu acho que pelo menos da morte do Afonso vocês dever ter gostado -q Bastante gente não foi com a cara dele.
Bom, agora as coisas vão começar a ficarem, digamos "mais próximas" -Q
Brincadeira, juro que não vai demorar muito pra pegar fogo ;p
Gostei muito de escrever esse capítulo. E na realidade eu demorei porque estava sem inspiração. D8 Me perdoem, mas eu prefiro demorar um pouco do que escrever uma porcaria.
Por favor, comentem e digam o que acharam *-*
Beeijos :*
Ps: Alguém lembrou da cena que o Alois pede ajuda para o Claude, quando o Ciel ia mata-lo? Acho que é no capítulo 7. Ele chama o Claude dessa mesma forma. Na realidade, eu quis remeter a esse capítulo.
@lumii_uchiha
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