Destino

7 Regresso


Notas iniciais
Yo minna-san! :3 *foge das pedradas*
Sei que demorei e quero que me perdoem =[ Mas como eu disse no capítulo anterior... Prefiro escrever quando estou inspirada, porque senão...
Bom, espero que gostem.
Tenham uma boa leitura :3

No Capítulo Anterior:

Deu meia volta e encarou o loiro que sorria de forma irônica para ele, enquanto passava a língua pelos lábios.


Capítulo 7: Regresso.

O jeito como o garoto passava a língua pelos lábios lhe atiçava. Embora sua expressão continuasse vazia, por dentro ele queimava em desejo. O loiro sabia fazer uso da sua sensualidade e isso de certa forma o irritava.

– Não me provoque Alois.

O menor sorriu ironicamente.

– Agora é Alois? Não é mais... Como é que você estava me chamando... Danna-sama?

Nenhum músculo do rosto do demônio mostrou qualquer alteração, porém o brilho que surgiu em seus olhos mostrava raiva... Talvez até mesmo ira. Ele não retrucara, porém o outro percebeu que continuar provocando-o poderia ser arriscado, principalmente porque ele se aproximara perigosamente da cama.

– Gosto quando me chama daquela forma, mas enfim... Porque eles virão jantar aqui?

O maior inspirou, tentando recuperar a paciência de outrora, para só depois responder:

– Querem saber o que aconteceu. Como eu havia dito antes, não acreditaram em nada do que disse – Parou por alguns momentos e logo um mínimo sorriso fez-se presente – Fico me perguntando o porquê.

O loiro revirou os olhos.

– Não importa o porquê .

O demônio simplesmente deu de ombros e se afastou, deixando-o ali. Precisaria comprar algumas coisas para preparar o jantar.

–--

Abriu a porta poucos segundos depois da campainha ser tocada e deparou-se com uma bela mulher loira e um homem cujo cabelo era castanho claro. Foi a ele que estendeu a mão:

– Meu nome é Claude Faustus e sou professor do Alois. É um prazer conhece-los.

– Muito obrigado por nos receber. Meu nome é Jonathan e essa é minha esposa, Aryana.

Após os devidos cumprimentos, adentraram a casa e o jantar foi servido. O cardápio consistia em um prato tipicamente inglês e era acompanhado com vinho tinto.

Após os minutos iniciais, em que o casal provou a comida, o pai do garoto manifestou-se:

– Bem, professor... Nosso filho nos contou o que supostamente lhe acontecera, porém eu tenho que lhe perguntar: Fora realmente aquilo?

– Sim senhor Jonathan. Uns garotos revoltaram-se contra o Alois e bateram nele. A agressão foi um pouco grave, tanto que a costela foi fraturada e...

Antes que pudesse completar, Aryana levantou-se.

– Por favor, deixe-me ver meu filho.

O moreno assentiu, porém internamente teve vontade de bater na mulher, por ela ter lhe interrompido.

– Claro. Siga o corredor, é a segunda porta à direita.

Após a mãe do loiro ter se retirado, ele prosseguiu.

– Enfim, a costela foi fraturada. Porém ele já foi devidamente tratado e agora terá que repousar até que o osso cole.

– Mas isso demorará bastante. E quanto às aulas?

– Bom, ele perderá pouco mais de um mês de aula. Seria interessante o senhor contratar um professor particular e... – E novamente fora interrompido.

– Claude, o que acha de você ser o professor? Posso lhe pagar muito bem.

Os olhos cor de mel se arregalaram minimamente. Dar aulas particulares significaria conviver mais horas por dia com o garoto. Teria que atura-lo por mais tempo e até mesmo resistir à ele por mais tempo.

Passar mais tempo com o menor era o que menos queria... Ou talvez fosse o que ele mais desejava.

– Eu... Aceito.

O homem sorriu, satisfeito.

– Que bom. Então depois de terminarmos de comer, poderemos conversar acerca do pagamento?

– Claro.

Após isso o jantar correu totalmente em silêncio, o que fora gratificante para o demônio. Ele estava com sérios problemas consigo mesmo já há algum tempo. Aquele garoto lhe desestabilizava e colocava todas as suas vontades em segundo plano. Isso não estava certo. Mesmo depois de tudo ele ainda se sentia submisso as vontades e caprichos dele.

Maldito Alois Trancy...

Franziu o cenho ao lembrar-se do nome do menino.

– Senhor Jonathan, sem querer ser indiscreto, mas posso perguntar-lhe uma coisa? – O homem assentiu e ele prosseguiu – Nem o sobrenome da sua esposa nem o do senhor é Trancy. Porque deram esse nome ao filho de vocês?

Ao ouvir a pergunta, ele sorriu.

– Muita gente nos pergunta isso. Minha mulher é historiadora e, antes do nosso filho nascer, estava realizando uma pesquisa sobre a Inglaterra e antigas famílias que na época eram importantes. Ela encontrou informações sobre duas famílias que lhe fascinaram: Phantomhive e Trancy. Ambas eram marcadas por tragédias, porém a primeira terminou com a morte natural, porém prematura, do último herdeiro, Ciel. Já a segunda, ninguém sabe. Alois Trancy fora encontrado morto de uma maneira um tanto quanto incomum e até hoje ninguém sabe o que realmente acontecera. Aryana buscou mais informações, pesquisou e até chegou a ir visitar a mansão em que o garoto morava... Porém nada foi descoberto. Quando ela descobriu que estava grávida, perguntou-me o que eu achava de colocarmos o nome do menino que tanto lhe instigara... E como eu gostei do nome, não me importei. Na realidade, o nome completo dele é Alois Trancy Lewis. Mas ele prefere somente dizer os dois primeiros.

O moreno encarou o homem a sua frente. Era até irônico o motivo pelo qual eles haviam dado aquele nome ao filho. Além de ser ridículo, porém ele omitiu esse fato.

Terminaram o jantar e eles acabaram por levar o garoto de lá. Iriam leva-lo ao médico amanhã e dali a dois dias, ele teria que iniciar suas temidas e esperadas aulas particulares.

–--

Faltavam poucos minutos para o horário combinado com Claude. Estava deitado espaçosamente em sua cama enquanto zapeava pelos canais, em busca de algum programa que lhe interessasse. A feição entediada deixava claro que ele não estava tendo sucesso em seu intento e ele acabou por deixar em um jornal. Encarava a TV sem realmente assisti-la, até que uma notícia em particular lhe chamou a atenção.

“E a polícia ainda não tem novas informações sobre a morte misteriosa dos cinco estudantes. Eles foram mortos da mesma maneira, com uma faca na jugular. Porém não há nenhum indício de quem poderia ser o assassino. Nem mesmo a arma do crime fora encontrada.”

“Os estudantes tinham entre 15 e 16 anos e foram mortos há dois dias. A polícia estuda a possibilidade de o assassino ser um serial killer.”

Ao término da frase as fotos dos garotos foram divulgadas e os orbes azuis se arregalaram com o que viram. Eram os mesmos garotos que haviam batido em si. E o mais estranho é que todos eles haviam sido mortos, da mesma forma, no mesmo dia que tudo ocorrera.

Franziu o cenho. Aquilo era realmente muito incomum e cheirava até a encomenda. Porém, logo sua expressão se suavizou.

– Que se danem eles. Merecem isso e muito mais por terem encostado em mim.

Passou a zaperar novamente os canais, mas antes que pudesse achar algo, o professor adentrou seu quarto.

– Boa tarde Alois.

O loro olhou no relógio e fez uma careta de falso assombro.

– Uaaaal, pontualidade britânica. Literalmente.

Os olhos cor-de-mel reviraram-se ao ouvir a piada ridícula que o menor fizera.

– Poupe-me de seus comentários. Vamos logo ao que interessa.

Alois teve vontade de lhe dizer que estudar não era e nunca seria interessante, porém o outro sentou-se ao seu lado e já explicava a matéria. Ele teve de concentrar-se, afinal ainda queria passar de ano.

As horas arrastavam-se lentamente e depois do que lhe pareceram anos a aula acabara.

– Graças aos céus essa tortura acabou – Olhou de soslaio para o professor e acrescentou com sarcasmo – Desculpe-me Claude, mas suas aulas são insuportáveis.

O moreno o encarou.

– O desagrado em estar aqui é recíproco, não se preocupe.

Um sorriso adornou os lábios do menor.

– Mas você sabe não é? As coisas podem se tornar muito mais agradáveis para nós dois.

O maior arqueou a sobrancelha, como se perguntasse sobre o que o outro se referia. Porém ele já tinha absoluta certeza sobre o que se tratava.

O loiro colocou puxou-o pela nuca e aproximou seus rostos. Deu-lhe um leve selinho e comentou, malicioso:

– Não finja que não entende minhas indiretas, professor.

E antes que o demônio pudesse retrucar, ele colou seus lábios. As línguas se entrelaçavam avidamente. O moreno puxou-o levemente pela cintura para mais perto de si, enquanto com a outra mão explorava o tórax coberto pela camiseta.

Quando já se encontravam ofegantes, o maior direcionou seus lábios para o pescoço alvo e começou a distribuir mordidas e chupões, arrancando gemidos leves do garoto.

Porém um barulho vindo do cômodo ao lado de onde estavam fez com que os dois se separassem rapidamente. O demônio, ao ver a mulher loira adentrando o quarto, pegou suas coisas e foi até a porta.

– Até amanhã Alois, dona Aryana – E retirou-se.

Saiu da casa afoito e pôs-se a caminhar. Poderia chegar rapidamente em sua casa se quisesse, porém a brisa gelada ajudaria a colocar seus pensamentos no lugar.

Não poderia negar mais. Já se sentia envolvido pelo garoto, de uma maneira que jamais acreditara. Havia tirado sua vida, no passado, para evitar que isso acontecesse. Porém parecia que o destino estava a lhe pregar peças.

Aquilo não iria acontecer. Ele não iria ficar refém das vontades do garoto. Nunca mais.

–--

1 mês depois

Lambia e mordiscava os mamilos rosados sob si, fazendo com que gemidos de deleite escapassem dos lábios finos do loiro. Levantou a cabeça e encarou os olhos azuis repletos de desejo.

– Eu falei que seria bom adiantar a matéria. Sua mãe não chegará tão cedo e ninguém nos atrapalhará – A face do moreno ainda era inexpressiva, porém os olhos cor-de-mel esbanjavam luxúria – Hoje você será meu, danna-sama.

Sem esperar resposta, beijou-o. O menor tinha as mãos dentro da camisa do moreno e passou a arranha-lo quando sentiu a mão fria sobre seu membro pulsante.

– Clau... Claude...

Iniciou um movimento lento de vai e vem, fazendo que o loiro começasse a arfar. Os gemidos deste era o único som dentro da casa, até que a campainha tocou. Nenhum dos dois tinha a menor intenção de ver quem era e simplesmente ignoraram o toque. Porém uma voz conhecida fez com que o mais novo se desvencilhasse de suas mãos e corresse para atender a porta.

– Floyd!

Os dois se abraçaram calorosamente assim que a porta fora destrancada.

– O que faz aqui? – Um sorriso sincero adornou os lábios do garoto.

– Meus pais decidiram viajar e eu sugeri a Inglaterra. Estava com saudades de você – O ruivo aproximou-se novamente e o abraçou, descansando a cabeça na curva do pescoço alvo – Saudades do seu cheiro – Afastou-se poucos milímetros apenas para encarar os olhos azuis – Saudade da tua boca – Aproximou-se e depositou um leve selinho nos lábios rosados e levemente inchados.

Os dois passaram a conversar banalidades e se dirigiram à cozinha para comer um pudim que Aryana havia feito no dia anterior. Era sempre assim quando estavam juntos. Eles simplesmente se esqueciam do mundo.

E, sem que escutassem, o moreno saíra do quarto e caminhara pacientemente até a sala. A aura que o envolvia era demoníaca. Ele vira tudo, desde o primeiro abraço até o leve toque que o ruivo dera nos lábios de Alois.

E ele percebera que aos poucos, sem ao menos tomar conhecimento, ele acabou novamente refém do garoto mimado. Porém agora o que o prendia não era um contrato, era algo mais forte que isso. Talvez isso existisse há muito tempo, porém ele fingira não sentir.

E era esse sentimento que fazia o ciúme corroer seu peito.


Notas finais
Espero que tenham gostado 8D
Eu particularmente não gostei muito do resultado, porém não consegui colocar tudo o que queria de outra forma.
QUEM GOSTOU DA APARIÇÃO DO FLOYD? *-* HSAUSSUHSAHSUA' Sério, eu amei esse meu personagem. E confesso que a parte que mais gostei de escrever foi a parte em que ele aparece :3
Bom, agora vocês já sabem o porquê do nome do Alois. Sei que não é lá uma explicação maravilhosamente maravilhosa... Mas está explicado.
Bom, devo dizer com alegria (e certo pesar) que este é o penúltimo capítulo de Destino. Isso mesmo, penúltimo. O próximo será o último, mas ainda terá o epílogo.
Espero que tenham gostado. E me desculpem mesmo pela demora. O próximo provavelmente não demorará tanto assim a sair.
ps: Os Reviews do capítulo anterior serão respondidos até amanhã :3
Beeijos.
@lumii_uchiha