Destino

8 Angels


Notas iniciais
HEY MINNA! LEIAM AS NOTAS INICIAIS E FINAIS POR FAVOR!
Depois de 1 ano, eu dou as caras aqui! *vergonha*
Como já havia dito, odeio escrever sem inspiração. Sinto muito por deixa-los esperando.
Bom, se alguém ainda ler isso aqui, vamos ao que interessa!
Esse é o último capítulo da fanfic. Ele já estava planejado desde o início, mas foi difícil escrevê-lo... Vocês vão saber o porquê.
Bem apesar desse ser o último capítulo, nós teremos um Epílogo e provavelmente um extra. O epílogo já está escrito e eu postarei provavelmente no dia 29, aniversário de 2 anos de Destino! *0*
Sobre o extra falarei nas notas finais.
Bem, somente para vocês se lembrarem:
!Claude estava em crise existencial. Não conseguia aceitar o sentimento que sabe existir em seu coração. Floyd havia ido visitar Alois e interrompeu os amassos entre aluno e professor."
Enfim, boa leitura! Se ainda restou algum leitor -q
Acompanhamento musical que deu nome ao capítulo: Angels - Within Temptation.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=JPOtSknsdXs
Aconselho repetirem a música, mesmo que acabe. E depois deem uma olhada na letra inteira. :33

No capítulo Anterior

"E, sem que escutassem, o moreno saíra do quarto e caminhara pacientemente até a sala. A aura que o envolvia era demoníaca. Ele vira tudo, desde o primeiro abraço até o leve toque que o ruivo dera nos lábios de Alois.

E ele percebera que aos poucos, sem ao menos tomar conhecimento, ele acabou novamente refém do garoto mimado. Porém agora o que o prendia não era um contrato, era algo mais forte que isso. Talvez isso existisse há muito tempo, porém ele fingira não sentir.

E era esse sentimento que fazia o ciúme corroer seu peito."

Capítulo 8 — Angels

Um sorriso adornava seus lábios enquanto percorria a rua da casa do loiro. Chegara próximo da hora do almoço e só saíra de lá as 22:00. E apesar de estar cansado pela viagem, ter visto o melhor amigo lhe dera ânimo e melhorara seu humor.

Virou à primeira rua a esquerda. Caminhava por ela tranquilamente, enquanto assobiava uma canção qualquer. Apesar da falta de luzes nos postes, era possível enxergar por onde se andava, devido à presença da Lua no céu.

Iria ficar uma semana na Inglaterra, depois disso voltaria para casa. Sabia que após aquela viagem, iria demorar certo tempo para poder ver Alois novamente. Porém, era algo com que teria que se acostumar.

Caminhava com muito bom humor, até que uma estranha sensação percorreu seu corpo. Subitamente virou-se para trás, tomado pela impressão de estar sendo observado. Porém, a rua estava deserta.

Ao virar novamente para frente, seu corpo esbarrou com algo. Rapidamente moveu-se para trás, afastando-se.

– Boa noite, Floyd.

Franziu o cenho para o homem a sua frente, que vendo a confusão estampada em seu rosto, se apresentou.

– Sou Claude Faustus.

– Ah... O professor do Alois. – O loiro havia lhe contado tudo sobre o moreno. Sobre ele lhe ensinar química, sobre os amassos... Sobre toda aquela relação estranha que eles estabeleceram. Porém, não citara a aparência peculiar e nem a aura um tanto quanto estranha do homem. E foi isso que o impedira de conter a provocação. – Ou o amante do Alois, se preferir.

A reação do outro não chegara nem perto do que o ruivo pensara. Ele quase não demonstrara emoção alguma ao ouvi-lo.

– Eu sei que você é apaixonado por ele, Floyd. Sei que está com ciúmes.

As bochechas pálidas do garoto ganharam um tom carmim. Porém, ele não se abalou.

– Como pode afirmar isso? Você sequer me conhece.

Pela primeira vez ele viu os lábios do moreno moverem-se milimetricamente para cima, porém fora tão rápido que sequer poderia ter sido considerado um sorriso.

– Eu estava lá quando você chegou. A maneira como você sorriu, como você o olhou... Seu coração batia desenfreadamente, como faz agora. Suas risadas, seus gestos...

Os olhos verdes do garoto se estreitaram.

– Meu coração batia desenfreadamente? Você fala como se pudesse ouvi-lo.

– E posso. – O ruivo o encarou com deboche, fazendo que a mínima paciência do demônio se esgotasse. – Assim como posso farejar você, sua alma. Tão pura, que me irrita. Tão pura, que sequer posso toma-la. E é uma pena Floyd-san, realmente uma pena.

O outro o encarava sem entender sobre o que ele falava. Porém, notou a mudança do ambiente, que se tornou mais hostil, mais perigoso, à medida que o homem começou a aproximar-se.

– Uma pena que você tenha tocado em algo que já me pertence.

Floyd sentiu a ira consumi-lo.

– Algo que te pertence? Refere-se a ele como um objeto!

A essa altura, Claude já estava próximo do garoto, que com toda a sua força o empurrou. Porém ele não se moveu sequer um milímetro. Quando ia fazer uma nova tentativa, o demônio não estava mais na sua frente. E em questão de segundos sentiu-se jogado no chão e imobilizado. Uma das mãos segurava seus dois braços e a outra agarrou firmemente os fios avermelhados de seu cabelo.

As palavras foram sussurradas próximo ao seu ouvido.

– Talvez se você não tivesse viajado para cá, isso não teria que acontecer.

E foram as últimas palavras que ouvira em vida.

A mão que segurava seu cabelo forçou sua cabeça no chão, com um barulho oco, seguindo de um esgar de dor.

Uma. Duas. Três. Quatro vezes. E então o corpo sob o professor deixou de se mexer.

Ele se levantou e com um dos pés virou o garoto para cima. A parte de sua testa estava amassada e sangue escorria pelo seu belo rosto, misturando-se com as lágrimas. Os olhos verdes estavam opacos, sem vida.

Sparkly angel, I couldn't see

Your dark intentions, your feelings for me

Fallen angel, tell me why?

What is the reason, the thorn in your eye?

(Anjo cintilante, eu não pude ver

Suas intenções sombrias, seus sentimentos por mim

Anjo caído, me conte o por quê?

Qual a razão da aflição em seus olhos?)


–--


“When I'm out with my girls I always play a bit bitchy… Can't change the way I am: Sexy, naughty, bitchy me”

Deitado na cama de seu quarto cantava alegremente. O dia tinha sido ótimo. E claro que grande parte disso se devia ao fato de ter visto o melhor amigo.

Fechou os olhos e continuou a cantar, até sentir o espaço vazio da cama afundar.

– Boa noite, Claaaude. – O tom de voz manhoso quase arrancara um sorriso do visitante noturno.

–Como sabe que sou eu danna-sama?

Os olhos azuis se revelaram, enquanto o loiro se erguia e sentava-se no colo do outro.

– Pelo cheiro.

Aproximou o rosto do pescoço pálido e aspirou profundamente, antes de dar uma mordida. O gesto fez com que o baixo ventre do maior desse uma pontada. E isso despertou o desejo que o demônio sentira mais cedo.

Guiou seus lábios para os do garoto, beijando-o com fervura. As mãos hábeis percorrendo todo o seu corpo e arrancando suas roupas, sem se importar se tivesse que rasga-las para isso.

O loiro não se conteve e também passou a tirar as roupas do outro, atirando-as para todos os lados do quarto.

Os lábios se encontraram novamente, e Claude desceu os beijos para o pescoço, marcando a pele clara, para depois alcançar os mamilos rosados. Deteve-se nos pequenos botões, lambendo-os e arrancando gemidos do garoto sob si.

Assim que considerou o suficiente, passou a distribuir mordidas pelo abdômen, chegando no umbigo e depois na virilha. Primeiramente mordeu a parte interior das coxas dele, para depois lamber a glande de seu membro já ereto, fazendo com que Alois arqueasse as costas com um gemido.

Ansioso para também poder aliviar-se, decidiu encurtar as preliminares. Fez com que o garoto dobrasse os dois joelhos, deixando-o totalmente exposto à si. E então alcançou sua entrada com a língua, primeiro lambendo-a lentamente para depois adentrá-la. O loiro gemeu alto com a atitude inesperada e instintivamente agarrou o membro esquecido, passando a bombeá-lo, o que só serviu para aumentar os gemidos.

Assim que julgou ter lubrificado o suficiente, colocou-se sobre o corpo pequeno, encostando sua ereção na entrada do outro.

– Merda Claude... Para de enrolar!

Um sorriso de canto surgiu em seus lábios, algo que não acontecia há algumas décadas.

– Yes, your highness.

E então adentrou-o. Alois gemeu pela invasão, enquanto o demônio se deliciava com o canal apertado a sua volta. Seus olhos cor-de-mel tornando-se escarlates devido ao prazer que sentia.

Sem esperar o menor acostumar-se, passou a estocar. Sabia que o outro não iria sentir tanta dor, pois não era mais virgem. E, depois de poucos segundos, este já gemia de prazer.

Suas estocadas eram precisas, acertando em cheio a próstata. Querendo aproximar ainda mais o atrito dos corpo, ergueu as pernas do garoto, colocando-as sobre os ombros, adentrando mais profundamente o corpo pálido.

Sentiu então o canal apertar seu membro e Alois desmanchar-se em si. A pressão feita pelo outro o afetara, fazendo com que também liberasse sua essência.

Caiu sobre o loiro, que estava ofegante. Virou-se e deixou-se cair no colchão macio.

Após alguns minutos de silêncio, a voz meia sonolenta do menor se fez presente.

– Claude...

Ele virou o rosto em sua direção.

– Eu te amo.

A declaração pegara o mais velho de surpresa. E a resposta saltou de seus lábios sem que pudesse contê-las.

– Eu também...

Os olhos azuis brilharam contentes e se fecharam, caindo em um sono profundo. Enquanto o demônio permanecia acordado e um tanto quanto consternado.

Passou anos servindo-o. Aguentando humilhações, gritos, surtos. Tirou sua vida justamente por isso. Por não suporta-lo, por ele irrita-lo. Para ver-se livre do contrato.

Agora, sem contrato algum os ligando, se via preso novamente. E todos os sintomas que apontara para Floyd, ocorriam em si mesmo.

E novamente seria atado ao garoto. Atado por um sentimento que vinha de muito tempo.

– A não ser que eu acabe com tudo isso, de novo.

I see the angels, I'll lead them to your door

There's no escape now, no mercy no more

No remorse cause I still remember

The smile when you tore me apart

(Eu vejo os anjos , eu os conduzirei até sua porta

Agora não há como fugir, piedade nunca mais

Sem remorso porque eu ainda me lembro

Do sorriso quando você me rasgou em pedaços)

Encarou o rosto sereno do garoto antes de colocar sua mão sobre o peito marcado pelos chupões. Acariciou lentamente antes de pressionar e rasgar a carne, afundando-se no corpo dele. O sangue passou a esbanjar, manchando cobertor, colchão e os lençóis brancos.

Os olhos azuis se arregalaram e a boca se abriu em um grito mudo, antes que o sangue passasse a sair também por ela, manchando os lábios antes avermelhados, agora carmins.

Ele lembrou-se de todos os pesadelos que tivera, como se visse um filme. E desse filme, uma cena em particular lhe chamou a atenção.

Ele estava com dor, ferido na barriga, próximo a uma árvore. Claude tinha de ajuda-lo... Havia um contrato. Porém, ao invés disso, ele abre sua garganta, com um simples golpe.

O garoto segurou sua mão, tentando tira-la de seu peito, sem obter sucesso algum. Estava morrendo, de novo, pelas mãos do mesmo homem. Aquele demônio a quem amava.

A quantidade de lágrimas que saltavam de seus olhos só não era maior que o escarlate que abandonava seu corpo.

Em poucos segundos ele acalmou... Mole e inerte. Claude retirou a mão do buraco em seu peito. Ajeitou os fios loiros e fechou os olhos arregalados, para depois cobrir o corpo nu com os cobertores.

You took my heart

Deceived me right from the start

You showed me dreams

I wished they would turn into real

You broke the promise and made me realize

It was all just a lie

(Você levou meu coração

Me enganou desde o começo

Você me mostrou os sonhos

E eu desejei que eles se tornassem realidade

Você quebrou a promessa e me fez perceber

Que tudo não passava de mentira)


Levantou-se e vestiu-se, andando pela janela, pronto para salta-la. Dignou-se a olhar mais uma vez para trás, encarando o rosto de seu antigo mestre.


Ele poderia estar dormindo.

“ Ele poderia estar dormindo do seu lado”

E aquela dor... A mesma dor que sentira há séculos atrás se fez presente. Não havia nem um pouco da satisfação inicial que sentira. Pelo contrário.

Saltou a janela, rumo a sua liberdade. Liberdade física, somente. Era só fechar os olhos que se lembrava dos olhos azuis e da única vez em que se permitira amar o loiro.

Could have been forever

Now we have reached the end

(Poderia ter sido para sempre

Agora nós chegamos ao fim)

Notas finais
Gente, vocês sabem como me senti escrevendo esse capítulo? Primeiramente... matar o meu bebê... Meu Floyd... Doeu.
E depois, matar o Alois, daquela forma...
Enfim. Foi necessário. Como eu havia dito, o final estava planejado desde o início D:
Espero que vocês tenham entendido o que o levou a matar o loiro. Eu tentei manter o Claude o mais fiel possível. E não sei se você se recordam, mas ele considera amor uma fraqueza.
A escolha da música também é antiga -q Adoro essa música e sou apaixonada pela banda *-*
Então, dia 29 ou 30, postarei o epílogo!
E eu tenho em mente um extra, no ponto de vista do Floyd. Esse extra, ou eu postaria na fic mesmo, ou eu postaria como uma Sidefic oneshot. Mas assim, só irei escrevê-lo se vocês forem ler, se acharem interessante ver o ponto de vista dele sobre tudo isso... E se eu conseguir passar isso da maneira que quero né? -q
Me desculpem, mais uma vez, pela IMENSA demora. Sei que foi mancada. Mas infelizmente minha criatividade não funciona nas horas que eu quero.
Espero que ainda tenha leitores. E espero também que ainda mandem seus reviews lindos *-*
Quero muito saber o que acharam do final *escudo em mãos*
Lembrando... Ainda tem o Epílogo!
Ah, a música que o Alois canta é "Sexy, Naughty, Bitchy" da
Tata Young. Essa música me lembrou ele -q
Beijos, até semana que vem.
@lumii_uchiha