Destino

2 Dejavú


Notas iniciais
Finalmente o segundo capítulo. Perdoem minha demora e LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Boa leitura.

Capítulo anterior

Dizendo isso, selou levemente seus lábios e virou-se, andando lentamente em direção a sua antiga casa, onde seus pais estavam esperando-o para irem ao aeroporto. Pode ouvir os passos do amigo e a porta batendo com força. Olhou para trás e pode vê-lo olhando-o da janela. Um sorriso triste enfeitou seu rosto e ele continuou seu caminho.

Capítulo 2 — Dejavú

Andava observando tudo, afinal o lugar era muito diferente da onde vivia anteriormente. Apesar de tudo estava feliz por estar conhecendo o país que seu pai sempre falara muito bem.

Jonathan Lewis era inglês, porém mudou-se, juntamente com os pais, para a Irlanda aos oito anos de idade. Já sua mãe era irlandesa e possuía descendência celta também, o que era facilmente notado pelo seu nome, Aryana Walsh Lewis.

Ele nunca havia ido à Inglaterra, porém sempre teve vontade de conhecê-la. E ignorando as circunstâncias que o trouxeram até o país, procurava curtir o momento e conhecer ao máximo o novo lugar que iria morar.

Ao chegar à nova casa foi direto para o seu quarto. O cômodo não era muito grande, porém o suficiente para si. A cama de solteiro, um guarda-roupa, um criado-mudo e uma escrivaninha onde colocou seu notebook. Tudo variando entre o tom creme e o champanhe.

Às horas que se seguiram ele passou no computador, até mais ou menos meia-noite. Por um programa conseguia comunicar-se com outras pessoas ao vivo. E era justamente este programa que estava utilizando para ver Floyd. Em determinado momento o assunto esvaiu-se e eles se encararam saudosos através da tela do portátil. Porém, o momento durara pouco e após um sorriso malicioso do ruivo, ambos já se encontravam com as mãos dentro das calças, acariciando os membros levemente despertos. Gemiam um o nome do outro, baixinho para seus pais não escutarem absolutamente nada.

Após aliviar-se, o loiro despediu-se do amigo e rumou para sua suíte. Entrou no box, tomou uma ducha rápida e andou à passos rápidos para a cama. Deitou-se e adormeceu quase que instantaneamente, devido ao cansaço da mudança.

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Um desejo muito forte tomava conta de seu ser. Se conseguisse o que tanto almejava poderia fazer com que o maldito demônio sofresse e assim sentiria-se satisfeito. A ordem fora dada de forma simples e clara, enquanto um sorriso maquiavélico adornava-lhe os lábios. E a resposta viera-lhe rapidamente, em inglês e naquele tom de voz sério e extremamente sensual para si.

– Yes, your highness.

Abriu os olhos, levemente confuso, tentando identificar onde estava. Afinal, em um momento estava vendo-se em um ambiente totalmente diferente, onde os móveis eram diferentes, assim como as roupas que usava.

Era a segunda vez que sonhava consigo mesmo em uma situação que nunca passou em toda sua vida. E o mais engraçado era o fato de conseguir sentir exatamente tudo o que o garoto de seu sonho sentia, como se fossem a mesma pessoa. Além de que os dois sonhos aparentavam ter algum tipo de interligação, o que estava deixando-o intrigado.

Olhou para o relógio sobre o criado-mudo. Os ponteiros marcavam 07h00min. Levantou-se incomodado com a ideia de sair da sua cama quentinha e caminhou lentamente até o banheiro, onde tomou um banho para logo em seguida descer para tomar seu café.

Ao chegar à cozinha percebe que a mãe já se encontrava acordada.

– Ohayou – pronunciou sonolento.

A mulher olhou-o gentilmente e retribuiu ao cumprimento, para logo em seguida lembrar-lhe:

– Alois a escola não é tão perto de casa como a outra era. É melhor ir logo se não quiser atrasar-se no seu primeiro dia.

– Tá. – Seu tom de voz enfadado deixava claro como estava se sentindo. Bebeu rapidamente seu leite com achocolatado, porém decidiu não comer nada. Não estava com o mínimo apetite.

Levantou-se e foi ao banheiro escovar os dentes, para em seguida voltar ao cômodo e depositar um beijo carinhoso na face da mãe. E, após esse pequeno ritual, dirigiu-se a saída da casa rumo à nova escola.

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Andava tranquilamente em direção ao seu local de trabalho, apreciando a brisa que batia contra seu rosto. Era extremamente conveniente para si trabalhar em um colégio. Afinal lá era obrigado a conviver com inúmeras pessoas, o que tornava mais fácil a procura por almas interessantes que o pudessem saciar.

Já estava próximo da escola quando, vindo junto com a brisa, um aroma chegou até si. Algo que há muito não sentia, porém que seria impossível de confundir. Franziu levemente o cenho e impulsionou seus pés no chão, saltando para uma árvore. De lá ficara fácil identificar o dono de tal cheiro. Como havia deduzido, era o aroma característico da alma de Alois Trancy, que passava pela árvore e ia em direção à escola.

Os olhos cor de mel rapidamente tornaram-se escarlates e fixaram-se no garoto loiro que já se encontrava um pouco distante.

– Então você reencarnou, danna-sama.

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Quando entrou na escola pode ver que todas as pessoas viravam a cabeça para observa-lo, o que ele achou natural porém irritante.

Agora seguia pelos corredores tentando encontrar a sala onde estudaria, o que estava achando uma tarefa realmente complicada. A escola possuía diversas classes e nenhuma informava a série que ali estudava.

Andou mais um pouco e pode perceber um grupinho de meninas, que assim que o notaram começaram a cochichar e a dar risadas baixas. Algumas não conseguiam nem disfarçar e ficavam encarando-o. Aproximou-se delas com um sorriso lhe enfeitando os lábios:

– Olá garotas, sou Alois Trancy Lewis¹. Vocês poderiam me ajudar a encontrar a sala do primeiro ano?

Todas sorriam abertamente, e uma delas pegou em seu braço e saiu com ele pelos corredores. E sem perder tempo logo puxou assunto:

– Meu nome é Lorena e sou da sua sala.

Ele virou-se para ela e deixou seus lábios curvarem-se em um pequeno sorriso. Analisando-a bem, viu que era bonita. A pele branca, os olhos negros e os cabelos longos e lisos completavam sua beleza tipicamente oriental.

– Isso é muito bom, assim me sinto menos perdido.

O seu rosto estava sereno e ele usava seu tom galanteador e cavalheiro, por saber o efeito que essa combinação tinha nas garotas, e em alguns garotos também.

Voltaram a andar pelo longo corredor que já se apresentava mais vazio, devido ao sinal que anunciava o início das aulas já ter tocado. Ao chegar em frente à uma porta branca, a garota parou e informou, para logo depois entrar na sala:

– É aqui.

Ela sentou-se em uma das primeiras carteiras, enquanto ele rumou para a penúltima fileira ao lado da janela. A vista dali era bem interessante. Era possível ver todo pátio, a quadra e os vestiários.

Virou-se para frente e percebera que o professor ainda não havia chegado. Não muito disposto a espera-lo, apoiou seus braços na mesa e deitou a cabeça por cima, fechando os olhos logo em seguida. E em questão de minutos, adormecera.

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Estava escuro e isso o assustava. Quase que instantaneamente agarrou-se a perna daquele que lhe passava segurança.

– Estou com medo, Cl...

Alguém lhe chacoalhava pelos ombros e o despertara. E quem quer que fosse que estava tentando lhe acordar impedira-o de ouvir justamente o nome do homem que constantemente estava consigo em seus sonhos.

Suspirou. Estava levemente irritado por terem lhe interrompido em um momento tão crucial de seu sono, sentimento que durou poucos segundos, pois quem o chacoalhara pronunciou-se:

– Aproveitou bem o cochilo, senhor Alois?

Um profundo sentimento apossou-se de si. Sentiu como se estivesse tendo um dejavú. Aquela voz, aquele modo de falar e o tom irônico. Aonde que já tinha ouvido?

Levantou a cabeça e os olhos azuis encontraram-se com os cor-de-mel, extremamente familiares para si e que o encaravam impassíveis.

Notas finais
Primeiramente, perdoem a minha demora, mas a culpa não foi totalmente minha. Eu já tinha o capítulo praticamente pronto, porém estava esperando para posta-lo. E quando ia faze-lo, meu pc quebrou. Apesar de estar acessando a internet através do notebook, o capítulo tava salvo no pc.
Agora que meu computador está de volta, aqui estou eu com o capítulo.

Bom, agora as coisas irão começar a ficar um pouco mais agitadinhas -q E talvez calientes. Afinal, Claude-san apareceu xD

Sobre o nome do Alois, antes que me perguntem, eu acrescentei um sobrenome, mas lógico que tem uma razão né? Que em breve será explicada =D

Bom, este capítulo eu dedico para todo o Japão. Para as vítimas, os sobreviventes e todos que foram abalados por esta tragédia. Você irão vencer mais este obstáculo. ♥

Espero que tenham gostado do capítulo, e por favor, mandem reviews. Opiniões, dúvidas, sugestões, elogios, criticas -q

@lumii_uchiha