Destino

3 Claude Faustus


Notas iniciais
Desculpe a demora gente D: Bom, espero que gostem. Por favor LEIAM as notas finais.

Capítulo dedicado à princesasakura. Muuito obrigada pela recomendação flor *-* Eu fiquei muuuuito feliz. /pulaa o/

Boa leitura.

Capítulo anterior

– Aproveitou bem o cochilo, senhor Alois?

Um profundo sentimento apossou-se de si. Sentiu como se estivesse tendo um dejavú. Aquela voz, aquele modo de falar e o tom irônico. Aonde que já tinha ouvido?

Levantou a cabeça e os olhos azuis encontraram-se com os cor-de-mel, extremamente familiares para si e que o encaravam impassíveis.


Capítulo 3: Claude Faustus


Não conseguiu parar de encarar o homem a sua frente. Aqueles traços, a pele branca, os cabelos negrosemoldurando-lhe o rosto. Tudo isso somado àqueles olhos cor-de-mel, que se tornavam sutis devido aos óculos que ele usava.

Assim que percebeu o que estava fazendo, desviou o olhar. Porém, logo em seguida recordou-se da pergunta feita pelo professor. E foi com um sorriso irônico nos lábios que a respondera:

– Aproveitei sim professor. Mas poderia ter aproveitado mais se não tivesse me acordado.

Ao ouvirem a resposta dada, os alunos ficaram alvoroçados. Nunca alguém tinha tido a coragem de responder daquela forma. Ainda mais estando errado. Logo os cochichos se tornaram falas e o caos rolava na sala.

Porém isso durou apenas poucos segundos.

– Calem a boca!

A voz autoritária daquele homem fez-se presente e imediatamente todos se calaram.

– Está certo. Se quer tanto dormir, pode sair da sala. E trate de me esperar na detenção.

O garoto pôs-se de pé e ficou de frente com o professor, em uma proximidade inadequada entre um mestre e um aluno. Olhou mais uma vez nos olhos de cor exótica e sorriu malicioso, para logo depois passar a língua pelos lábios em um gesto costumeiro. Após isso, desviou do professor e saiu da sala, ainda sustentando o mesmo sorriso.

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Andava impaciente pelos corredores rumo à detenção onde o aluno atrevido estaria esperando-o. Se os humanos fossem um pouco mais sensitivos, iriam notar a aura pesada que o demônio exalava por onde passava.

– Você não mudou nada. Continua tendo a mesma audácia, danna-sama.

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Entrou na sala de detenções, que não tinha nada de diferente da outra sala em que estava. O quadro negro, a mesa do professor e as demais carteiras para os alunos. Caminhou lentamente até a primeira carteira e sentou-se.

Seu cérebro trabalhava a mil, tentando lembrar-se da onde conhecia aquele homem. Não era apenas uma impressão. Ele tinha a certeza de que já o havia visto em algum lugar. E o que mais o intrigou fora a sensação estranha que teve ao encarar aqueles olhos. Seu coração aqueceu-se e ao mesmo tempo sentiu uma pontada na barriga, denunciando certo medo.

Franziu o cenho. Tudo aquilo era muito estranho para si, ainda mais estando com sono. Debruçou-se na carteira e rapidamente tornou a adormecer.

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Adentrou a sala e olhou em volta em busca do aluno, para logo encontra-lo a dormir. Bufou irritado e decidiu aproximar-se. Parou ao lado dele e chacoalhou seus ombros levemente. Não obtendo nenhum resultado, chacoalhou-o novamente e o garoto soltou um muxoxo de reprovação, para logo levantar a cabeça e encarar o professor:

– Você de novo?

Olhou-o, arqueando as sobrancelhas.

– Não acha que para o seu primeiro dia nesta escola já está causando muito alarde?

A pergunta não surtiu efeito algum, e o loiro respondeu com um leve sorriso adornando-lhe os lábios:

– Não.

Sem alterar a expressão diante da resposta sem cabimento, o demônio decidiu punir o aluno antes que perdesse o resto da paciência que ainda tinha.

– Levante-se e me siga.

Deu-lhe as costas e dirigiu-se para fora da sala. Os passos atrás de si denunciavam que sua ordem havia sido prontamente atendida.

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Chegaram em frente a uma grande porta de madeira que possuía alguns adornos em volta. O professor abriu-a e o garoto olhou surpreso para o local. Era uma biblioteca, porém muito maior do que a da sua antiga escola. Possuía inúmeras estantes, onde os livros eram divididos por gêneros e ordem alfabética. Havia diversas poltronas e sofás espalhados e próximo as paredes havia mesas para estudo. Ao centro da sala havia uma larga escada, que conduzia ao segundo piso.
Continuou seguindo o homem a sua frente, que adentrava cada vez mais em meio as estantes, até chegar a uma porta simples, aos fundos da biblioteca. Entraram nela, e o contraste entre os dois lugares chegava a ser incômodo. Encontravam-se em uma sala pequena, repleta de caixas.

– O segundo andar dessa biblioteca foi construído recentemente, portanto há muitas estantes vazias. Nessas caixas que estão à sua direita, estão os livros que deverão ser colocados nas estantes de número 30, 31 e 32. Organize os livros em ordem alfabética, cada um de acordo com seu gênero, em cada estante.

O loiro olhou surpreso para o professor.

– Você só pode estar brincando. Deve haver uns 300 livros ai.

O professor não alterou sua expressão, mas seus olhos adquiriram um brilho maquiavélico e sua voz um leve tom sarcástico.

– Não se preocupe. Assim que terminar está liberado para voltar para sua casa e dormir o quanto quiser.

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Depositou o último livro na prateleira mais alta da estante 32. Seu corpo estava cansado e suas costas doíam. Pegou o celular que estava sem seu bolso e viu que já era 17h30min da tarde.

– Merda, perdi minha tarde arrumando essa porcaria. Professor filho da p...

Antes que pudesse concluir a ofensa, ouviu passos de alguém subindo as escadas e por ela apareceu quem ele menos queria ver no momento.

– Falando sozinho Alois?

O garoto não respondeu, a única coisa que queria era ir embora. Percebeu que o professor estava olhando atentamente para os livros, para ver se o loiro havia cometido algum erro. Bufou. Não estava nada feliz em ter que esperar ele conferir se tudo estava certo.

Talvez por não ter nada mais pra fazer a não ser esperar, passou a observar o homem a sua frente. Era muito bonito, tanto de rosto quanto de corpo. Trajava roupas formais que caíam bem no seu tipo físico. Franziu as sobrancelhas ao notar algo que ainda não havia reparado. Havia um pequeno crachá preso em seu paletó. Nele havia a matéria que o homem lecionava, o nome da escola e também o seu próprio nome: Claude Faustus.

Sentiu seu coração bater mais forte e uma euforia tomar conta de si. Aquele nome parecia ser muito importante, por algum motivo. Era como se fosse o que faltava para ele descobrir alguma coisa, mas ele não sabia o que.

Percebeu que o professor o encarava com as sobrancelhas arqueadas e percebeu também que ainda encarava o bendito crachá.

– Está tudo certo. Pode ir embora agora.

O loiro olhou para ele mais uma vez e com um sorriso nos lábios respondeu:

– Até amanhã, Claude.

E desceu as escadas rapidamente. Sentia-se estranhamente feliz. Não sabia o porquê, mas aquele nome o deixou eufórico. Sentia como se tivesse achado algo que do qual nunca pudesse ter ficado distante.

Notas finais
Primeiramente, desculpe a demora. Mas tá complicado. Escola, CNA, trabalhos, preguiça e falta de inspiração não formam um bom conjunto D8

Bem, o capítulo é dedicado à princesasakura, porque ela realizou um sonho meu: Receber uma recomendação *-* Obrigada mesmo, fiquei super feliz *-*

Então, sobre a fanfic. Eu tentarei desenvolver o romance entre Claude e Alois de uma maneira que não fique forçado. No final do anime pra mim fica claro que o Alois ama o Claude. E para ser recíproco, quero que seja natural e não do nada. Claude não iria simplesmente passar a ama-lo. Então tentarei fazer isso.
Se tiverem alguma sugestão relacionada a isso ou a qualquer outra coisa, eu aceito-as de bom grado xD E se for possível encaixa-la na história, eu colocarei.

Agora vou fazer uma enquete, que nada tem haver com essa fanfic. Queria saber se alguém aqui gosta do casal ItaSasu (Itachi e Sasuke) do anime/mangá Naruto. E se leriam a fanfic caso eu postasse.

Tá, já falei demais... Obrigada por lerem. E mesmo que eu demore, não abandonarei esta fic. Podem ter certeza *-*
Beeijos :*

@lumii_uchiha