Destined
1 Prólogo
Notas iniciais
- Essa fic está completa. E é composta por: prólogo + 10 capítulos + epílogo e um capítulo extra que está em desenvolvimento. Pretendo postar um capítulo por semana, ou seja, o próximo, possivelmente, virá quinta-feira da semana que vem.
- Se você começar a ler a fic e tiver a impressão de já ter lido, ou até mesmo se lembrar dela pelo título, é porque, sim, ela já foi postada antes, até o capítulo dois se não me engano.
- O motivo de estar sendo postada novamente? É porque eu havia apagado minha antiga conta. Talvez alguns de vocês que acompanhavam minhas fics tenham se dado conta que não me viram mais por aqui e que comigo fics como Fondness, Thirty-two, entre outras, sumiram. Bem, os motivos que me levaram a excluir minha conta não são relevantes, mas eu voltei e talvez, futuramente, volte a postar minhas fics antigas. Destined vem primeiro por ser muito querida por mim, e porque antes havia sido postada só até o capítulo dois.
- Dúvidas? Sintam-se livres de me perguntar por review ou mp.
Agora os agradecimentos! ♥
Essa fic não teria sido concluída e nem mesmo estaria sendo postada se não fossem as minhas lindas Shiroki_D e Kouzuki ShiniZ. Sério, garotas, vocês não tem noção do quanto se tornaram importantes mesmo nesse pouco tempo. Obrigada por terem brigado comigo e me incentivado a voltar. Mesmo. ♥
E agradeço muito também a Lianaly, que nem sei por onde anda, mas ainda me lembro que quando comecei a escrever a fic ela me ajudou com toda a idéia e me deu muita motivação com seus surtos.
Agora, no mais, só espero que todos os que derem uma oportunidade a Destined tenham momentos agradáveis. E... Leiam carinhosamente ♥
Prólogo
A vila era fria e o vento cortante soprava forte produzindo o som como de um assobio contínuo, as copas das árvores eram agitadas produzindo um farfalhar alto e algumas construções de madeira mais antigas rangiam e gemiam como velhas senhoras com dor.
As ruas eram de pedras e as casas modestas, a maior construção — vista da praça, localizada no centro do vilarejo — era uma hospedagem de dois andares, com fachada de madeira escura e uma placa corroída com o nome: Linden House. Em seu andar inferior funcionava um bar de aparência rústica e o dono tinha uma imagem dura de quem vive mal-humorado.
Os olhos negros correram ao redor antes que se sentasse à mesa, não era o tipo de lugar que frequentaria normalmente, mas ali não parecia haver muita escolha. Era uma vila onde as pessoas pareciam ter um jeito muito único de viver, parecia um lugar perdido no tempo e tudo era carregado de uma aura estéril que lhe oprimia. Aquele bar na hospedaria era o único em toda a vila e o único lugar nas redondezas onde um encontro poderia acontecer de maneira menos chamativa.
Continuou estudando o ambiente enquanto as cadeiras em volta da mesa eram ocupadas, mas logo voltava seus olhos para seus acompanhantes. Ali estavam pessoas que com o tempo soube que deveria respeitar por seus feitos e nomes, pessoas que conseguiram uma posição de destaque somente por serem os melhores, pessoas que tinham uma presença intimidante somente pela projeção que sua mente já havia formado há muito tempo e, sabia, pessoas com quem a partir daquele momento estaria a compartilhar uma rotina cansativa.
Observou cada rosto desde a mulher loira de olhos claros e ar elegantemente superior, passando pelo estranho homem que cobria o nariz com uma faixa de pano, até o moreno de olhos intensos que se sentara a sua direita. Os estudou durante o tempo que permaneceram quietos, esperavam algo como um comunicante ou mensageiro que deveria aparecer a qualquer momento.
No entanto sua observação não passou despercebida e quando três pares de olhos voltaram-se para si, a única coisa que pôde fazer foi abaixar os olhos para o tampo da mesa e envergonhado colocar alguns fios de seu cabelo negro atrás da orelha. Suas mãos eram brancas e seus dedos longos e finos, levando no anelar direito um anel prateado que mostrava sua posição na Ordem, o símbolo do White Tiger brilhando a luz do fogo que iluminava o bar.
Um suave som de alguém tomando o ar antes de falar pôde ser ouvido e as mãos delicadas de uma mulher pousaram sobre a mesa para chamar a atenção.
— Bem, eu conheço Yutaka e conheço Akira, porém você ainda me é desconhecido. — Dirigiu-se ao moreno que ainda mantinha a cabeça baixa. — Porque não se apresenta?
Os olhos negros tornaram a se erguer até se encontrarem com os espelhos azuis da mulher a sua esquerda. — Me chamo Shiroyama Yuu. — Soou baixo a vendo concordar. — E você é Adele Clemoon, não é?
— Sim, eu sou. — Respondeu carregando evidente orgulho pelo próprio nome, um sorriso ladino se desenhando nos lábios finos. — Chegou cedo, Yuu?
Maneou uma negação lenta enquanto deslizava os dedos pela borda da mesa. — Na verdade, um pouco antes de vocês.
— Viu algo suspeito? — Yutaka perguntou baixo e voltou o olhar para ele.
— Não. — Suspirou. — Mas tenho certeza que vocês averiguaram quando chegaram aqui, não há motivos para me perguntar.
Um sorriso curto passou pelos lábios finos do homem e ele aquiesceu em um gesto brando. Assim a mesa se silenciou e os quatro estavam atentos ao ambiente em volta. Os burburinhos de conversa subiam pelo bar abafando o crepitar da lareira, os passos do grande homem, dono do bar, ressoavam alto enquanto passava desengonçado entre as mesas levando mais bebidas, risadas discretas de mulheres não tão discretas soavam vez ou outra e então um sino tocava abafado quando a porta de entrada foi aberta.
Um homem de vestes negras entrou e correu os olhos em volta. Os quatro discretamente estavam atentos a ele e não foi com surpresa que o viram se dirigir a mesa em que estavam. Ele foi até a cadeira de Adele e se abaixou sussurrando-lhe algo ao ouvido, enquanto discretamente sua mão colocava um envelope sobre o colo da loira. Ele tornou a se afastar e assim partiu de uma vez até o balcão para, possivelmente, pedir um quarto.
Adele olhou para os outros três e fez um pequeno sinal para fora da hospedagem, assim se levantou e logo Yuu, Akira e Yutaka a acompanhavam. Cortaram pelo centro da vila, trilhando para uma viela que os levava aos limites do lugar. Iam em silêncio com o vento lhes assobiando os ouvidos, os passos ressoando pelo ambiente vazio. A viela se emendou numa trilha e só pararam quando esta, enfim, virou-se para a esquerda.
— White Tiger manda lembranças rapazes. — Ela sorriu ironicamente e Akira deixou uma risada escapar.
— O velho não deve conseguir mais dizer uma única frase com coerência, Clemoon, você sabe bem disso.
Yuu os observou por um momento, era óbvio que os três já se conheciam e isso lhes dava alguma vantagem ao trabalharem juntos, além, é claro, do fato de serem membros de renome na Ordem Branca. E isso lhe deixava desconfortável, aquele já não era seu tipo de trabalho favorito, missões em campo nunca foram seu forte, mas estava ali por uma carta que recebeu do próprio Ministro, primeiro filho de White Tiger, e por ele não pensara duas vezes antes de aceitar, mas agora a idéia já começava a lhe soar incômoda.
Conteve um suspiro e ajeitou suas vestes que não conseguiam conter aquele vento gélido. Akira e Adele ainda falavam sobre o velho imperador da dinastia Branca. White Tiger era o nome que impunha mais respeito desde as crianças até os adultos do lado branco do Japão. Ele representava a lei e até que chegasse ao seu fim seria ele que tomaria as decisões sobre seu lado. Mas, talvez, aqueles três achassem que por estar velho o homem já não tinha voz ativa e Yuu não gostava desse tipo de opinião.
Pigarreou chamando as atenções e cruzou os braços, os encarando com um pouco mais de firmeza do que havia mostrado até então. — O que o mensageiro disse? — Perguntou sobre o assobio alto do vento e Adele pareceu se lembrar da carta que guardara entre as vestes.
— Ele não disse muito, mas as instruções estão na carta. — E a trouxe a vista, mostrando o envelope marfim para os outros. — Acho que não confiariam em deixar instruções maiores com o mensageiro, quando os guerreiros do Black Tiger estão vigiando as fronteiras do país.
— Espero que eles não estejam por trás do que anda acontecendo por aqui. — Akira comentou tomando a carta nas mãos, a analisando em vários ângulos.
— Akira não seja idiota. — Yutaka soou impaciente e lhe tomou a carta das mãos. — Se Black Tiger estivesse com isso em mãos não estaria assolando uma vilazinha esquecida nos confins da Europa, ele tem um interesse muito maior no lado branco do Japão. — Akira bufou contrafeito. — Mas isso não importa agora… Quem vai abrir a carta?
Adele ergueu levemente as mãos como quem diz que não participará de algo e antes que Akira pudesse se mover Yuu estendeu a mão. Yutaka lhe lançou um olhar avaliativo antes de lhe entregar a carta em mãos. Yuu a observou por um momento antes que estendesse a mão outra vez, mas agora com o indicador erguido. Foi a mulher que tomou a frente e, tirando uma lâmina do decote, lhe fez um pequeno corte na ponta do dedo, de onde verteu um filete do líquido vermelho.
Yuu não demorou a levar o dedo até o lacre da carta e deixou que o sangue vertesse por um momento até que o símbolo se desfizesse ante seus olhos. Estendeu a carta para Adele que lhe olhava ansiosa e esta não titubeou em abrir de vez o envelope. Enquanto a loira lia, Yuu a observava e não se importava com a ferida, na verdade era um hábito. Toda a correspondência que envolvia assuntos oficiais de White Tiger vinha com esse tipo de lacre e só o sangue daqueles que fazem parte da Ordem pode desfazê-lo. Era uma magia antiga que não sabiam como funcionava, mas que acatavam.
Esperou paciente até que a mulher terminasse a leitura e o sorriso enviesado que ela lhes lançou foi como um mau presságio do que viria a seguir.
— Vou resumir pra vocês… — Ela dizia guardando a carta. — Têm acontecido atentados nas redondezas dessa vila e eles querem que nós resolvamos tudo.
— Atentados de que tipo, Clemoon? — Yutaka perguntou em um tom soturno.
— Bem, força das trevas, Uke, tenho certeza que você está familiarizado com a história dos vampiros, não é?
E Yuu sentiu um arrepio que lhe deu a certeza que aquilo não seria agradável.
Notas finais
E então, deu pra ficar curioso? rsrsrs
Bem, se ficou alguma dúvida... Sim, eu sou a antiga Chrysanthemum.
E a você que ignorou as notas iniciais, por favor, volte até lá, pois tem avisos que são importantes!
E por fim, espero que tenham gostado!
A fic está sendo betada pela linda Shiroki_D. Obrigada nee~
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