Destinazione
7 Requiem for a dream
Notas iniciais
Dois longos anos se passaram desde o dia em que descobriram o primeiro templo, mas não haviam obtido sucesso em nenhuma outra empreitada. A esperança que antes guiava o grupo de Assassinos, agora quase não existia mais. Cada passo que davam parecia os levar apenas para mais longe.
A Europa experimentava uma onda inédita de calmaria por parte dos Templários e dos Assassinos, qualquer que fosse o plano que ambas as partes tramavam, não afetava a população ou sequer chamava atenção. Tal calmaria deixou ambos – Templários e Assassinos – em alerta. Mas o que realmente mudaria todo o curso da história da humanidade, não estava no plano de nenhum dos lados.
Era uma noite fria de meados de dezembro, o grupo havia se fixado em uma pequena vila de agricultores ao extremo norte da Inglaterra, estavam ali há cerca de um ano, estudando qualquer sinal que viesse da Maçã ou qualquer notícia bizarra que chegasse à seus ouvidos, mas nada realmente os levava a algum lugar. O vento uivava pelo vale, anunciando uma tempestade, trovões rugiam e relâmpagos iluminavam o interior da pequena casa. Mas não era assustador apenas do lado de fora, dentro dos sonhos de Maya a situação não era diferente.
Caminhava por uma estrada escura e deserta, guiada pelo instinto. Depois de andar por várias horas, se viu em uma praia de areia escura, o mar estava calmo apesar do vento forte e dos relâmpagos que anunciavam a chuva. Parecia algo surreal. A luz pálida da lua iluminava o local e mais uma vez, guiada por algo que dominava sua mente, ela caminhou na direção de um rochedo alto, descobrindo a entrada de uma caverna. As paredes de pedra pareciam comuns até que ela tocou em uma delas. O que parecia mera rachadura na rocha, tomou forma, desenhando runas com um brilho dourado. Eram iguais as que vira no templo em Londres há dois anos, mas não compreendia o que queriam dizer.
– Seja bem-vinda filha das eras. – falou uma voz que Maya reconheceu imediatamente, era a mesma que lhe contava as histórias sobre o antigo povo que habitou a Terra.
– Desculpe? – ela se virou, procurando pelo dono da voz, mas como sempre, não havia ninguém. – Poderia ao menos uma vez na vida ser claro? – por mais estranha que fosse a sensação, Maya sentia que aquilo não era apenas um sonho como os muitos que antes tivera.
– Não há tempo para explicar, com o passar dos anos minha raça se tornou ainda mais fraca e essa é a única oportunidade que tenho de transmitir a você nosso pedido de socorro.
Maya se sentou sobre uma rocha, prestando atenção à voz do homem, tentando de alguma forma ligar todas as pontas soltas do quebra-cabeça em sua mente.
– Há anos venho lhe contando sobre a história de meu povo, sobre a catástrofe que nos dizimou, sabe que isso ocorrerá no futuro, mas apesar de tudo, não deve se preocupar quanto a isso, afinal nosso último sacrifício foi para que nossos filhos sobrevivessem. Como criadores da humanidade, nós os amamos e nos sentimos orgulhosos, mas com o evoluir de sua espécie, acabaram por se dividir em grupos com ideais muito diferentes e receio que um deles não seja o correto, o ideal para a sobrevivência e prosperidade de nossos amados filhos...
– Templários... – ela refletiu enquanto olhava para a areia escura.
– Exato. As guerras que travam entre vocês mesmos, não são de nossa responsabilidade, mas se isso pode destruir vocês, temos que intervir.
– E aonde exatamente quer chegar com isso?
– Quando os criamos, era comum que alguns de nós se reproduzissem com os humanos, criando uma raça que não era inteiramente humana e que possuía mais habilidades e dons do que nossa própria espécie.
– Parece um conto de fadas... Está tomando meu sonho para contar uma história de criança.
– Parece um conto por que você não viveu aquela época. Os Imortais, como passamos a chamá-los, decidiram que o mundo deveria pertencer a eles, e então tudo se tornou caos. Poucos deles se recusavam a servir à causa, mas logo eram eliminados.
– Porque não simplesmente acabaram com todos eles?
– Não os chamamos de Imortais por mera coincidência. Apenas alguém de sua própria espécie era capaz de matá-los. Um dos poucos Imortais que ainda estava ao nosso lado conseguiu descobrir algo que os impediria de dizimar todo o mundo. A mesma catástrofe que acabaria com a nossa raça, também os destruiria, sendo assim, todos os esforços que fizemos para nossa sobrevivência, foram revogados, com isso os Imortais deveriam estar extintos.
– Deveriam... – ela franziu o cenho.
– Acreditamos que a cônjuge de nosso aliado carregava uma criança, embora isso fosse teoricamente impossível, vendo que os Imortais apenas podiam se reproduzir com sua própria espécie. Durante séculos após nossa extinção, observamos a linhagem do último Imortal, mas nenhum deles era de fato imortal. Estudamos cada possibilidade e jamais chegamos à conclusão de que a espécie retornaria.
– E está me contando isso porque acha que eu sou a Imortal perdida?
– Não tenho outra explicação para o fato de você ainda não carregar uma criança no ventre.
Maya fechou os olhos, como se engolisse a irritação que subitamente tomou conta de sua mente. – Está me espionando? Ótimo. Mas isso não justifica nada, pode ser apenas uma doença. Não quer dizer que eu seja um deles.
– Seria uma enorme coincidência. Sua linhagem sugere isso Maya. É uma sucessora de Lofry, nosso último aliado Imortal.
Ela bufou em insatisfação. – Perfeito... E agora o que eu deveria fazer exatamente? Combater o mal ao redor do mundo e me tornar uma espécie de herói da humanidade? Ah, exceto pelo fato de que eu já faço isso.
– É exatamente o que queremos que faça. Os ideais que os Templários seguem são tão diferentes daqueles que os Imortais seguiam. Eles buscam por controle e submissão dos mais fracos. – a voz começava a ficar mais baixa, como se estivesse se afastando. – O poder que restou de meu povo neste mundo está se acabando. Fizemos um enorme esforço para que essa mensagem lhe fosse entregue. Não deixe que eles vençam essa luta, mantenha a Irmandade, vocês são poucos agora, mas você viverá para sempre, Maya. Use esse tempo. – a voz que antes era nítida, foi diminuindo até que se extinguisse, deixando Maya sentada sobre a rocha, completamente confusa.
O som de um trovão a acordou, fazendo-a se sentar rapidamente na cama, olhando para um Ezio nu ao seu lado. Ela respirou fundo, se levantando e vestindo a camisa branca que estava no chão. Caminhou pela casa, pensando no sonho que tivera, se sentia completamente louca, mas se os sonhos sobre os templos não eram apenas sonhos, aquilo provavelmente também não era, mas a ideia a assustava.
Meses se passaram desde aquele sonho, mas ela não ouvia mais a voz ou via qualquer coisa relacionada à antiga civilização. Maya tinha apenas um único sonho todas as noites e ele se repetia todas as vezes, via um cais e muitos navios de guerra com a bandeira italiana hasteada. As bandeiras em terra identificavam o país vítima do ataque: Escócia.
Aquele sonho a perturbava tanto quanto o que tivera meses antes, e agora Maya começava a crer nas palavras que ouvira, talvez ela realmente fosse uma Imortal, afinal não importava há quanto tempo ela e Ezio estivessem juntos, ela jamais engravidou. Embora aquilo não estivesse de fato nos planos dos dois, a fazia pensar se realmente condenaria o final da linhagem dele.
Uma parte de sua mente estava decidida a permanecer com Ezio, afinal naqueles dois anos ela havia se apaixonado cada vez mais pelo Assassino, mas a outra parte de sua mente a fazia questionar a origem daquele sonho e sua mensagem.
– Acho que deveríamos voltar para a Itália. – falou Ezio numa noite em que se reuniram para o jantar. – Há dois anos que não encontramos nenhum sinal dos templos.
– É perigoso deixar esse tipo de poder em mãos erradas, Ezio... – respondeu Antonio.
– Se estão tão bem escondidos assim, isso não vai cair nas mãos de Templários... Além dos mais eles precisariam da Maçã para ter acesso ao templo. – disse Maya.
– Concordo com eles. – Paola se manifestou.
Mário ouvia em silêncio, fazendo suas considerações e então assentiu com a cabeça – Já passamos muito tempo longe de casa.
Aquela noite não foi diferente de nenhuma das outras anteriores, Maya e Ezio se deitaram juntos e conversaram até que um dos dois adormecesse, mas desta vez Maya não pregou os olhos. Sua mente estava turbulenta demais para que conseguisse dormir. Por dias ela pensou sobre sua vida e a de Ezio, seu coração pesava com a decisão que havia tomado e apesar de não ter coragem de realmente contar o motivo pelo qual a tomou, não partiria de volta para a Itália na manhã seguinte.
O dia demorou a raiar e junto com o sol os Assassinos despertaram. Maya permaneceu deitada na cama enquanto Ezio se vestia. Cada movimento que ele fazia, cada suspiro que dava a deixava com o coração mais apertado. Mas ela sabia que no final ele ficaria bem e ela também.
– Não vai se vestir? – ele perguntou sorridente, se aproximando da cama após vestir a camisa ainda desabotoada.
Maya suspirou, se sentando na cama e o olhando, sem saber ao certo por onde começar.
– Algo errado? – ele franziu o cenho, se sentando de frente para ela.
– Sabe que eu o amo, não sabe?
– Está me deixando preocupado...
– Não vou voltar para a Itália. – ela falou rapidamente, como se quisesse se livrar daquele peso de uma vez, mas a sensação não a deixou.
– Por quê? O que houve? – Ezio perguntou num tom preocupado.
– Se lembra de quando me convidou para vir nessa missão? Disse que se tivesse algum “assunto pendente” deveria resolvê-lo... Agora eu tenho.
– E para onde vai?
– Escócia... – ela respondeu num tom vago.
– O que diabos vai fazer na Escócia?
– Se lembra dos sonhos que eu tinha envolvendo os templos? Acontece a mesma coisa com relação à Escócia... Eu não sei o que vou encontrar lá, mas não posso continuar ignorando isso.
Ezio assentiu como se tentasse engolir aquela história.
– Então vou com você.
Maya balançou a cabeça, evitando o olhar dele. – Você tem sua família na Itália, tem pessoas com quem se preocupar e objetivos a cumprir. Você é o que une essa Irmandade, não pode simplesmente os deixar.
– Consegue ouvir o que está dizendo? – ele disse com a voz num tom entristecido – Não é como se eu me importasse menos com você... Muito pelo contrário.
– Eu sei disso. – Maya segurou o rosto dele – Você é uma das poucas pessoas que de fato se importou comigo em toda minha vida e eu valorizo isso. Não quero que fique irritado comigo, eu vou voltar.
– Não estou irritado. – Ezio respondeu com a voz calma – Estou preocupado. Nunca havia falado disso antes e agora tem que ir embora.
Maya suspirou – É algo que preciso checar. Estarei de volta em pouco tempo...
Ouviram batidas suaves na porta – O casal feliz vai partir sem o café da manhã? – perguntou a voz de Paola.
– Estamos indo, Paola. – Ezio respondeu, voltando a olhar para Maya em seguida. – Sei que nada que eu disser vai te impedir.
Ezio a conhecia bem e como na maioria das vezes estava certo. Se Maya estava decidida, não havia nada que a fizesse mudar de ideia. Ele se levantou da cama, abotoando a camisa e calçando as botas, ajeitou os cabelos, prendendo-os com a fita vermelha.
– Vai partir conosco? – Perguntou enquanto a observava se vestir e prender os cabelos em um rabo.
– Sim. Mas para o caminho oposto, receio.
Ele assentiu, abrindo a porta do quarto e dando passagem para ela. Tomaram o café da manhã em silêncio, Ezio não parecia exatamente confortável e nenhuma conversa era interessante o suficiente. Após selarem os cavalos e arrumarem tudo nas bolsas que carregariam de volta para casa, deram uma última olhada na casa e então se entreolharam.
– Está tudo bem? – Perguntou Paola finalmente.
– Sim. É que... Bem, não voltarei para a Itália hoje. Tenho assuntos pessoais a tratar e preciso partir hoje mesmo.
– Para onde vai, Maya? – Mário se mostrou preocupado, afinal já a considerava parte da família. Ele olhou para Ezio, como se esperasse que ele a impedisse.
– Escócia.
Mário suspirou, tocando seu ombro – Sei que deve ter uma ótima razão para nos deixar tão repentinamente, mas espero que volte um dia, minha filha.
– Voltarei – ela respondeu com um sorriso fino, abraçou Paola e Antonio em seguida. Os três Assassinos trataram de se ocupar acariciando os cavalos ou checando as celas assim que Maya se aproximou de Ezio.
– Vai ter que me explicar tudo isso. – ele olhou uma última vez nos olhos verdes brilhantes.
– Darei um jeito nisso. – ela sorriu mais abertamente, sabendo que ele não estava irritado e então selou seus lábios.
Caminharam até os cavalos e cada qual montando o seu, partiram da pequena vila, os quatro Assassinos para o sul, rumando para o porto e a Imortal para o norte, para a fronteira. Sempre acompanhada de Eri, a águia que adotara anos antes quando ainda era um filhote, suas enormes asas podiam facilmente atingir dois metros de uma ponta à outra, um belo predador e um ótimo companheiro, embora não pudesse falar, Maya sentia como se o animal compreendesse tudo o que dizia.
Em poucas semanas de viagem, Maya chegou à uma pequena vila ao sul da Escócia, as pessoas a receberam como se fosse de casa, as estalagens pareciam ótimas e a população parecia a mais feliz do mundo, muito diferente do que vira em seus sonhos.
– Tem certeza de que nunca esteve aqui? – perguntava novamente a dona da estalagem em que se hospedava, era uma senhora com seus setenta anos, mas que parecia ter um bom coração.
– Tenho sim senhora. Nunca tinha saído da Itália.
Apesar de ter sido muito bem recebida e ter adorado o sul da Escócia, o cenário de seus sonhos era ao leste, longe da segurança da fronteira e próximo ao porto. Depois de alguns dias, Maya partiu da pequena vila e quanto mais adentrava aquele país, mais terrível ficava sua situação. Pessoas famintas e doentes nas ruas, lixo por todas as partes, miséria e caos tomavam conta do lugar. Em todos os lugares em que Maya se hospedava, as pessoas a perguntavam sobre seu parentesco com o rei Jaime III.
– Onde está o rei, a propósito? – ela perguntou certa noite em um bar. As pessoas se calaram imediatamente, como se fosse algum tipo de crime falar sobre o assunto.
– O rei é muito ausente. – um homem se aproximou sussurrando – Ele se tranca em seus salões e não se preocupa com o que acontece em seu país, se importa apenas com sua música e arte.
– Dizem que ele jamais superou o desaparecimento da princesa Anne. – outro chegou sussurrando também.
– Oh isso é verdade. – falou a mulher que enchia a caneca dos homens sentados na bancada. – Afinal, um pai jamais esquece um filho, ainda mais do modo como aconteceu com a pequena Anne.
– O que aconteceu com ela? – Maya perguntou curiosa.
– Dizem que ela foi raptada por traficantes de escravos, tirada dos braços da ama que acabou morta. Desde então não se ouve notícias da pequena. Mas isso foi há vinte anos. A rainha Margarida morreu depois de cinco anos, dizem que ela não suportou a tristeza e a doença que veio em seguida.
Maya começava a ligar algumas pontas que não a levavam a pensamentos felizes. As pessoas sempre perguntavam sobre seu parentesco com o rei e ela se lembrava de ter sido comparada com alguém de nome Anne uma ou duas vezes, sua idade era exatamente a descrita pelos contos que se repetiam da mesma forma não importava a quem perguntasse.
– Perdoe-me perguntar senhorita, mas qual sua idade? – um dos homens perguntou. Era jovem, não muito mais velho do que ela, tinha a barba por fazer e os cabelos castanhos na altura dos ombros, os olhos verdes do mesmo tom dos de Maya.
– Dezenove. – mentiu, querendo afastar qualquer especulação desnecessária.
O homem estreitou os olhos, como se pudesse ver a alma de Maya através dos seus, o que a assustou. Ela sorriu minimamente, saindo do balcão e indo para fora do bar, encontrando Eri pousado sobre toras de madeira, acariciou suas penas enquanto pensava onde poderia conseguir mais informação sobre a história de Anne.
– Não deixou que eu me apresentasse corretamente. – falou o homem atrás dela, assustando-a a princípio. Maya se virou, olhando para o homem alto que a seguira para fora do bar e agora fazia uma breve reverência enquanto seus pés afundavam na neve fofa que cobria o chão. – Príncipe Jaime IV, sucessor ao trono.
Ela pensou em evitar seus olhos, mas isso levantaria certa suspeita, então encarou os orbes verdes e suspirou, voltando a acariciar as penas de Eri.
– Maya Di Versati, ninguém, vim da Itália. – respondeu brevemente.
– Algo me diz que há mais sobre você além do que realmente pode me dizer. – ele olhava atentamente para os cabelos ruivos dela.
– O que um príncipe faz em um bar a essa hora?
– Gosto de sair do castelo sempre que posso. Aquele lugar é um poço de depressão e tristeza. – Jaime se aproximou, tocando um dos cachos laranja. Maya sabia que ele não representava perigo, do contrário, Eri não teria deixado que ele sequer se aproximasse.
– Então não se importa tanto assim com a história da princesa? – se havia uma pessoa que podia contar sobre Anne, era seu irmão.
– Está enganada senhorita, me importo muito, mas com o tempo aprendi a manter para mim os sentimentos da perda de minha irmãzinha. – ele a olhava de uma forma insinuativa.
Maya sorriu, como se não acreditasse naquilo, ao menos tentando passar essa impressão, não acreditava em coincidências, mas não queria deixar transparecer suas desconfianças antes de checar uma fonte segura. – Acha que sou Anne...
– Tenho certeza de que você é Anne-Marie. – respondeu com convicção. – Eu jamais esqueci o olhar ou os cabelos de minha irmã.
– Está redondamente enganado, príncipe.
– Talvez. Mas não custa dar o braço a torcer. Quando tiver a curiosidade de saber sobre a história de Anne, me procure. Não é difícil encontrar um castelo no meio dessa cidade. – ele se apressou em sair caminhando pela neve fofa, cobrindo os cabelos com o capuz de seu casaco e desaparecendo ao longe.
De fato ela estava curiosa sobre a história, mas ao mesmo tempo estava assombrada. Sua origem sempre fora um mistério, mas ela já havia aceitado o fato de que jamais saberia o nome de seus pais ou sequer a cidade onde nascera, com o tempo se contentou em ser apenas uma órfã do inverno. Estava totalmente fora de sua realidade pertencer à realeza de um país, mas sua curiosidade sempre vencia. Ela procuraria o príncipe na manhã seguinte.
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