Destinados à Payre

23 PARTE II - Payre


Notas iniciais
Entaããoo, aqui estou, atrasada DE NOVO, mas antes tarde do que nunca, né? *desvia das pedras* Seguinte, vou explicar sobre a relação de Payre com os demais personagens da história, na verdade vai ser uma grande pincelada sobre o que aconteceu depois da morte dos Três Deuses mencionados lááááá no prólogo. Sem mais, boa leitura e concentração! (Sim, eu vou dar um nó na cabeçinha de vocês #Muhahahah)

—- Quem é você?

Já tinha ouvido aquela voz antes. Sentido aquele nada. E a mesma pergunta.

—- Quem é você?

Não sabia quem era, mas isso lhe trouxe uma memória. Conhecia a resposta, apenas não lembrava, por isso perguntou:

—- Quem sou eu?

Sim, até o som daquela pergunta lhe era familiar. Estava ciente da satisfação da outra pessoa, sem ter ideia de como era capaz de identificar isso. Apenas sentia. E novamente, a repetição de algo que não era capaz de recordar.

—- Vou lhe contar uma história.

Bem, não havia escolha. Não sabia quem era, não sabia onde estava. Tudo que tinha era aquela voz em sua cabeça.

Mas isso logo mudou. Imagens desfocadas, apenas sombras escuras, foram surgindo lentamente em frente aos seus olhos. As formas foram ficando cada vez mais definidas e o contorno de três figuras se fez visível.

—- Esses são os Três Deuses. A história começou com eles. Por causa deles...

***

Os Deuses Ashy, Erow e Deow chegaram a Payre há muito tempo. Em um tempo em que Payre não era Payre. Não como é agora. Havia muitas raças e juntas criaram muitas outras. E destruíram outras tantas. Os Deuses deram dons a algumas delas, e assim, a destruição desse planeta teve início.

Seres perversos chamados Deiroons foram os primeiros a receberem tais bênçãos, ou maldições. Eles, por capricho do Deus Deow, se tornaram os mais poderosos desse mundo. Pelo Deus deles, mataram, destruíram e dominaram. Outros pediram a ajuda dos Deuses, e alguns foram atendidos. Erow permitiu que outros seres usassem do seu poder para combater os Deiroons. Muitas batalhas foram travadas e vidas foram perdidas, algumas raças foram extintas para sempre.

Payre nunca tinha sido uma terra pacífica, pois raças muito orgulhosas viviam nela. Mas, apesar disso, havia momentos de paz. Povos que eram unidos e que compartilhavam entre si, aliados que coexistiam em harmonia. Mas a intervenção dos Deuses, a existência de tamanho poder, levou todos ao desejo de cada vez mais desses dons. Todos queriam dominar Payre.

Já os Humanos tinham sido os únicos a não desejar os dons dos Deuses. Foram os únicos a considerar aqueles poderes uma maldição e eram contra a intervenção divina. Eles amaldiçoavam a existência dos Deuses, pois os consideravam responsáveis por tanta destruição. Por isso, com o tempo, se tornaram os mais perseguidos, estavam prestes a ser extintos.

A Deusa Ashy, única dos Três que não tinha intervido na guerra em Payre, salvou os Humanos. Tirou-os de Payre e os levou para um lugar chamado Terra. Lá, os Humanos passaram a existir, como tinha sido o desejo deles, sem os dons. Apenas com a essência própria de sua raça.

Ao resgatar os Humanos e dar-lhes um novo lar, a Deusa sacrificou sua própria vida. E mais. Protegeu-os mesmo após sua morte, sua essência sendo usada como escudo protetor daquele Planeta. E quatro escolhidos, únicos Humanos que continham seus dons, seriam os protetores, caso assim fosse necessário. Pois ela, com ajuda dos seus poderes, sabia que um dia eles seriam.

Já Erow e Deow, com a morte de Ashy, acabaram por travar uma batalha da qual apenas um sairia votorioso. Erow venceu, mas o resultado foi a morte de ambos. E a destruição de Payre.

Deow matou todos os seres vivos que existiam em Payre e, ao morrer pelas mãos do irmão, recriou com o sacrifício de sua própria essência os Deiroons, para que eles se tornassem os carrascos daquele planeta, que para ele, nunca significou nada mais do que o símbolo da traição dos seus irmãos. Além disso, ele amaldiçoou todas as vidas que viessem a existir ali, pois uma outra parte de sua essência seria dada ao ser que levaria Payre ao seu fim. Esse seria uma espécie de reencarnação de si mesmo. E dessa vez não haveria nenhum Deus para salvar aquele mundo.

Erow, quando venceu a disputa, recriou todas as raças que ainda existiam quando Deow matou a todos. Com sua essência deu dons a elas, para que assim pudessem, dessa vez, aprender a usar seus poderes sem a intervenção de seres poderosos por trás disso, como ele e Deow haviam feito. Cada raça seria responsável pela essência que faria parte delas. Eles seriam responsáveis por suas próprias escolhas.

Com a outra parte de sua essência, o Deus Erow criou os Serines. Eles protegeriam todas as raças de Payre e da Terra. Eles também teriam a missão de levar a todos a história de Payre, contariam a história dos Três Deuses. Revelariam a maldição de Deow e, quando o ser destinado a destruir Payre e a Terra surgisse, eles deveriam revelar a profecia da Deusa Ashy.

A Deusa Ashy sabia que Deow odiava demais aquele mundo, por isso registrou suas palavras como forma de ajudar os payranos e terráqueos. Suas palavras seriam a única esperança de salvar os dois mundos.

Segundo os Serines, a profecia da Deusa Ashy dizia que:

"Vidas se formarão, com amor e com ódio.

Todos possuem ambos, mas apenas alguns são possuídos completamente por eles.

Para o bem e para o mal.

Um levará a destruição de tudo o outro levará a destruição de parte de um todo.

Tudo dependerá de escolhas.

União do todo. Destruição de tudo.

O mal existe pela união. Do amor e do ódio.

O bem existe pela união. Do amor e do ódio.

Quando o mal já for feito, apenas resta ao bem perseverar.

Para o mal triunfar o sangue de aliados, família e inimigos deve ser derramado.

O amor e o ódio são as armas da escuridão.

O sangue, a munição.

O de Deow que destruirá tudo surgirá da união dos mais fortes.

De inimigos e de amantes.

E ficará mais forte com sangue.

Sangue tirado.

Para o bem triunfar o sangue de aliados, família e inimigos deve ser derramado.

O amor e o ódio são as armas da luz.

O sangue, a munição.

O de Erow que destruirá parte do todo, surgirá da união de todos.

De inimigos e de amantes.

E ficará mais forte com sangue.

Sangue compartilhado.

O mal deve existir junto. Assim será sua vitória.

O bem deve existir junto. Assim será sua vitória.

Pyre é o início e o fim.

A Terra é o meio.

O de Erow deve usar o meio.

Quando os quatro de Ashy estiverem reunidos, o de Erow que foi, voltará.

Então, aquele que destruirá parte do todo surgirá da união dos mais fortes.

Sangue compartilhado.

Com Erow, unidos pelo amor e pelo ódio.

Com os de Ashy.

E vencerão o de Deow.

Pelo amor e pelo ódio.

Ou perecerão no fim, em Pyre.

Assim como os Três Deuses."

***

—- E essa é a história.

—- Mas isso ainda não responde. Quem sou eu?

—- Você é parte dessa história. E parte da que está por vir.

—- Mas qual é o meu papel nela?

—- O mais importante.

Sentiu uma irritação, o que era bom, dava-lhe satisfação sentir algo além daquele nada.

—- Não pode ser mais clara?

Ouviu uma risada.

—- Então, preciso lhe contar uma outra história. Dessa vez é sobre a Payre de agora.

***

Depois que os Três Deuses se foram, Payre continuou sua existência tal qual eles determinaram. As raças foram evoluindo por milhares de anos até chegarem a forma semelhante ao que eram antes de serem exterminadas por Deow. Menos os Serines. Eles foram criados por Erow com uma forma já definida. Lembram os Humanos em aparência, uma maneira de desculpar-se com Ashy.

Os Serines nasceram já aptados a Payre, graças ao poder de Erow. Eles determinaram como líderes os mais capazes e sábios. Por ser uma raça criada para proteger e não para dominar, além de serem extremamente poderosos, eles não existiam em grande número. Eles tinham uma longa existência e, quando um morria, por vontade própria, pois acreditavam que nada deveria existir para sempre, outro nascia.

Enquanto assistiam os demais seres de Payre evoluindo, criando sociedades, disputando territórios e dominando cada vez mais os poderes recebidos de Erow e Deow, os Serines apenas cuidavam da natureza e esperavam os Deiroons despertarem todo o ódio de Deow, a herança do mal deixada por ele.

Milhares de anos passaram e Payre tinha novamente seus habitantes de outrora, mais fortes e mais letais do que antes. As raças foram dominando a magia, umas mais do outras e criando seus próprios reinos. As que melhor desenvolveram a essência ao longo das gerações se tornaram dominantes e passaram a fazer alianças com as mais fracas e a disputar os territórios de Payre com as igualmente fortes. Mesmo os Serines tinham seu próprio reino, inacessível para os demais, por ser extremamente perigoso e de difícil acesso.

Os reinos foram divididos entre Narty, Syl, Lhest, Cylles, Bryuu, Maah, Nagtar e Oyst. Em cada um, uma raça de Payre vivia.

Quando, pela primeira vez os Serines interviram no modo de vida dos habitante de Payre, contando a Lenda dos Três Deuses, foram tratados por alguns como seres divinos, aos quais homenagens foram prestadas, mas outros os trataram como ridículos e fracos, já que jamais se envolviam nas guerras, apenas viviam isolados em suas terras áridas e montanhosas, desinteressantes para qualquer outra raça. Portanto, as palavras ditas por eles não tinham qualquer significado.

Então duas coisas aconteceram e mudaram a História.

O Amor salvou Payre.

O Amor levou Payre ao caos.

As rodas do destino começaram a girar.

Não era incomum raças diferentes se envolverem, mas dificilmente para procriar ou para criar uma família. Todos consideravam que essa mistura poderia enfraquecer a essência, e por consequência, os poderes das próximas gerações. As mais poderosas sequer se envolviam com as demais. Algumas por serem muito orgulhosas e preocupadas em manter o total poder que tinham. Os Deiroons, os Alicanos, os Neirines e os Serines eram todos de linhagem totalmente pura. O fato de serem os mais poderosos contribuía para a teoria de que a pureza do sangue era responsável por serem tão fortes.

Mas então um Alicano apaixonou-se por uma Nerini. O filho do Rei Alicano, Melkor, foi em uma batalha contra os Nerini e conheceu a Princesa herdeira, Syka. A princesa estava entre as tropas, pois queria, como futura rainha, ter a experiência de batalha que achava necessária ao cargo que ocuparia. Desconhecendo a identidade um do outro, eles lutaram entre si e Syka acabou sendo capturada ao tentar salvar a vida de um soldado. Foi levada prisioneira pelos Alicanos, mas durante o tempo em que ficou prisioneira, acabou despertando o interesse do príncipe e ele o dela.

Quando descobriram que estavam destinados a governar seus reinos e lutar um contra o outro, por toda a vida, se rebelaram. Como eram os mais fortes de suas raças, foram seguidos por muitos, já cansados de tantas guerras e claramente apoiados pelos Serines, que viam aquela união como uma esperança de um pouco de paz. Embora alguns Alicanos e Nerinis acabaram por que conviver juntos contra a vontade, o que gerou alguns conflitos internos.

Apesar disso, Melkor e Syka se casaram e uniram seus reinos, formando o Sylesth,o maior reino de todos e deixando furiosos os Deiroons. Pois agora, eles teriam que lutar contra as duas mais poderosas raças, juntas, e mais seus aliados, de uma única vez e não mais em pequenas batalhas, geralmente em seu próprio território, das quais eventualmente saiam vitoriosos.

Então o segundo lance do destino aconteceu.

Uma Serine envolveu-se com um Deiroon.

Não se sabe exatamente como isso aconteceu, apenas que foi descoberto o caso quando os Serines souberam que Arihan, filha do Reis Serines, estava grávida de Daknor, Soberano dos Deiroons.

Aquele bebê seria um Deiroon e também um Serine. Os Serines eram tão fortes que somente morriam por vontade própria, mas um Serine poderia ser morto por outro da própria raça, algo que naqueles milhares de anos nunca havia acontecido. Porém, aquele ser dentro de Arihan poderia mudar isso, já que possivelmente carregaria a maldade da raça de seu pai.

Após muito refletir, os Serines decidiram impedir o nascimento da criança. Eles estavam acostumados a proteger e a fazer sacrifícios, assim, Arihan deveria sacrificar a si mesma e aquela criança em nome da missão que lhes foi conferida há muitos e muitos anos pelo Deus Erow. Proteger Payre e a Terra seria sempre a prioridade deles. Não poderiam arriscar que o ódio de Deow vivesse na essência daquele bebê e que ele viesse a matar Serines. Ele seria terrivelmente poderoso e perigoso.

Arihan ficou inconformada e fugiu. Souberam que foi capturada por Daknor. Alguns meses depois os Serines sentiram a sua morte. E o nascimento da criança.

Por muitos anos nada aconteceu, apenas continuaram as batalhas entre o reino de Sylesth e os Deiroons. Cada vez mais o Rei Daknor perdia seus exércitos para os inimigos.

Para espanto de todos, um dia Daknor foi morto, espalhou-se por Payre que o próprio filho, Khor, foi o responsável. Assim, ele se tornou o novo Rei dos Deiroons.

Mal havia assumido o trono, Khor foi para a guerra contra os soldados de Sylesth, ele lutou praticamente sozinho e nenhum guerreiro inimigo sobreviveu. Além de matá-los, a criatura, a que muitos consideraram a reencarnação do coração negro de Deow, alimentou-se dos inimigos mortos. E isso o deixou mais forte. Ele tinha apenas doze anos na época.

Por longas batalhas, por anos e anos, inúmeras vidas pereceram o que só deixou o rei Deiroon mais poderoso. E seu exército também, pois Khor passou a alimentá-los com seu sangue, dessa forma eles também passaram a comer seus inimigos vencidos. A escuridão estava tomando Payre. A maldade que destruiria a todos.

Os Reis Syka e Melkor também participavam das batalhas, eram guerreiros ferozes e poderosos, vários inimigos caiam sob suas armas e magia. Mas isso não era o suficiente. Precisavam de algo tão poderoso quanto a força de Khor e seus exércitos, ou todos iriam morrer. Desesperados, foram em uma jornada até os Reis Serines. Os Reis de Sylesth foram os primeiros de outra raça a pisar no palácio do reino de Oyst.

O Rei dos Serines, Elros, sabia que havia chegado a hora de lutar e revelar as palavras da Deusa Ashy. Ou nada restaria de Payre. Mas sabia que não seria fácil. Khor era um Serine e um Deiroon, além de ser uma criação de Deow a partir da sua própria essência.

Khor era a criança gerada por Arihan. Ele tinha nascido do amor da mãe e de um pai declaradamente inimigo dos Serines. Havia matado os dois e se alimentado deles. O sangue de seus pais, de seus inimigos e de seus aliados o deixavam cada vez mais forte. Khor, todos sabiam, matava e se alimentava também das mulheres, mesmo as Diroons, com quem copulava. O sangue tirado dos outros o estava tornando indestrutível.

Então, segundo a profecia, o Bem deveria ter o seu predestinado também. Ele precisava ser nascido de inimigos e de amantes, os mais poderosos, e precisava de sangue compartilhado para se fortalecer. Além disso, se a Terra era “o meio” que o de Erow deveria usar, a criança precisava ser enviada a Terra para reunir os de Ashy e juntos lutariam pelos dois Mundos.

A primeira dúvida, quem seriam os pais do Predestinado? Os mais fortes ali eram os Serines, os Nerinis e os Alicanos. Os Serines não eram inimigos de nenhum dos dois, mas as duas raças, por milhares de anos haviam guerreado entre si. E agora os líderes eram amantes. E eram os mais hábeis dos seus respectivos povos. Sendo assim, Melkor e Syka precisavam ter um filho.

Assim, a Rainha Syka passou a tentar conceber uma criança, aquela que salvaria a todos. Mas não era fácil ter um filho. Crianças eram muito raras em Payre.

Depois um longo tempo a Rainha engravidou. O Predestinado estava a caminho. Mas Khor resolveu que era hora de atacar o palácio, ele estava poderoso o suficiente para isso e foi, com seu exército, atacar o Reino de Sylesth.

O ataque foi terrível, muitos morreram e tantos outros tentaram fugir. Foi um massacre sangrento. Os Deiroons, matavam, estupravam e comiam seus adversários. Para proteger o bebê, a Rainha teve que fugir, foi escoltada por Serines para o palácio em Oyst. Lá a Rainha Serine, Arw, a ajudou a ter a criança. Durante o parto, Arw cortou a palma de sua mão e fez o pequeno menino que nasceu beber seu sangue. Isso o deixaria muito poderoso.

Arw explicou que os Serines tinham construído uma nave para enviar o bebê para a Terra, mas só poderia ser lançada quando a Rainha Nerini recebesse um sinal. Ela precisava ficar atenta.

Enquanto a Rainha Syka aguardava para transportar o filho para a Terra, o Rei Elros foi ao palácio do Sylhest para enfrentar Khor e ajudar o Rei Melkor na batalha.

Serines não podem machucar nenhuma outra raça, apenas a si mesmos e outros Serines. Como Khor era parte Serine, Elros pôde lutar contra ele. E foi uma luta intensa. O Rei Serine não iria vencer, ele já sabia disso, mas havia conseguido atingir seu objetivo. Com a ajuda do Rei Alicano, o soberano Serine foi capaz de tocar o coração do cruel Deroon.

Assim que Elros tocou o coração de Khor, lançou sua magia, e ela foi extremamente poderosa, pois ele estava sacrificando a sua vida para paralisar a Essência do inimigo e lançá-lo para longe. Isso não iria matá-lo, mas certamente os beneficiaria com tempo. Khor ainda viveria, mas por muitos anos ficaria preso em algum lugar distante e isolado de Payre. Desacordado, até que fosse novamente despertado.

O Rei Elros avisou o Rei Alicano que Syka estava, naquele momento, aguardando no palácio dos Serines para enviar o bebê deles para a Terra e que eles teriam a missão de cuidar de Payre até o retorno do Predestinado, pois os Serines não mais existiriam naquele mundo. Logo Khor iria recuperar o poder perdido, por isso precisariam ficar atentos. Após essas palavras, o Rei Elros desapareceu.

Syka, que esperava ao lado da nave na qual estava o filho, ouviu um sussurro e vislumbrou uma linda luz entrar na nave. O pequeno transporte fechou-se, com o bebê dentro, e se iluminou por completo. Aquele provavelmente era o sinal. Então a Rainha colocou sua mãe sobre um painel externo da nave, ela começou a se erguer em direção ao teto, que se abriu revelando o céu estrelado. Com uma velocidade surpreendente, a pequena nave se lançou para o espaço, onde ficou vagando por vários anos-luz até chegar a Terra.

O bebê virou uma pequena estrela e foi em direção a humana que o conceberia. Por causa da proteção de Ashy, a essência dele ficaria adormecida em um corpo nascido naquele planeta, até que, no momento certo, fosse enviado novamente para Payre, com os quatro humanos de Ashy, para todos cumprirem seus destinos.

Os Serines não voltaram a ser vistos em Payre.

***

—- Agora sabe quem você é?

Sim. Sabia.

—- Eu sou Alexis. Filho de Syka e de Melkor. E eu voltei para casa.

Notas finais
Agora que leram, vamos conversar. Caso tenham dúvidas, sugestões, reclamações, podem mandar que tentarei resolver. Algumas pontas vão ficar soltas mesmo, pois só no decorrer da história é que vão ser esclarecidas (a essa altura já repararam que eu sou chegada em deixar "no ar" algumas coisas, né kkkkk). Esperam que tenham gostado e até o próximo (prometo que não vou demorar!) Bjs!!