Notas iniciais
Hello!
Desculpem a demora! A escola tem estado apertada e tive uma criise de falta de inspiração!
Não façam muito mal aqui à autora, ainda hoje tive de ir para o hospital de ambulancia por causa de ter tonturas...
Bem, está aqui o capítulo, desculpem por estar fraquinho, mas tentei o meu melhor!
Obrigado a todos que acompanham.Um abraço para a Paola Luzzardi,Jessy Michelli e Lord Samoht por comentarem e para todos que favoritam!

Yoshiro via as árvores correrem pela janela enquanto o carro acelerava fazendo manobras arriscadas enquanto tentavam perder os seu perseguidores. A raposa estava encolhida no colo de Leon, não conseguia curar-se, não com a bala alojada na sua perna... Hole e Leon olhavam preocupadamente para o amigo que tremia levemente, a ferida continuava aberta, mesmo não deitando quase sangue, estavam com medo que pudesse ficar infetada, se isso acontecesse, se calhar nem mesmo com as suas capacidades de cura Yoshiro poderia ficar bem.

– Ande Cain! Acelere! O Yoshi-kun precisa de ajuda! — Leon resmungava para o vampiro maior.

Cain lançou um olhar pelo espelho para a raposa no colo do ruivo e acentiu, vendo aquele pequeno animal de uma forma tão indefesa fez com que um sentimento de proteção crescesse destro dele. Mesmo estando um pouco confuso com a razão dos outros terem sido atacados chegou o mais rapidamente possível à sua mansão logo que se livrou dos perseguidores.

Logo que o carro parou em frente aos portões de uma exuberante mansão Leon e Hole saltaram do carro com Yoshiro nos braços, Cain seguiu com eles, tomando a dianteira do grupo e indicando que poisassem a raposa no sofá da enorme sala da mansão. O vampiro dirigiu-se rapidamente ao andar superior, de onde regressou com uma taça pequena, uma faca pequena afiada, algumas gazes e um desinfectante de feridas.

Ajoelhou-se no chão, na frente da raposa cinza, e olhando nos olhos do outro pediu silenciosamente permissão. A raposa moveu levemente a cabeça, confiando inconscientemente naquele vampiro de doce aroma.

Cain pegou numa gaze e limpou em volta do ferimento, com cuidado retirou a bala com a faca e colocou-a na taça. Logo que a bala foi retirada a raposa relaxou e o ferimento curou-se, os dois que assistiam suspiraram e aproximaram-se do amigo que voltou à forma humana, tentando saber se estava melhor.

O vampiro maior saiu indo arrumar os utensílios, quando voltou ficou parado na porta olhando para o trio. Agora, Yoshiro confortava os amigos, dizendo que estava bem e que já se tinha curado. Aquele era o rapaz da outra vez, mas quando o fora buscar na floresta não o achara tão... tentador... sim, tentador, aquele moreno cheirava como o melhor dos vinhos... só a sua fragrância fazia água crescer na boca de Cain, sem falar do seu corpo! Aproximou-se lentamente, observando bem detalhadamente o vampiro menor.

Quando viu que o outro tinha voltado, Leon sorriu agradecidamente para o maior.

– Obrigado Cain! Obrigado por nos ter ajudado. — o ruivo agradeceu calmamente.

Hole assentiu e Yoshiro virou-se na direção do proprietário da mansão. Quando os seus olhos se encontraram, Cain pensou nunca ter visto olhos tão verdes, pareciam esmeraldas envoltas de vermelho sangue, os olhos de Yoshiro transmitiam-lhe mistério e despertavam uma certa expectativa e curiosidade de como seria quando aquele perigoso vermelho por fim domaria as esmeraldas daqueles olhos.

– O-obrigado... — agradeceu fracamente

Yoshiro ficou extasiado, nunca vira um homem com um corpo tão belo, Cain tinha músculos fortes, nada exagerado, cabelo loiro escuro com algumas mexas quase castanhas, que fizeram as mão do japonês coçar para lhe tocar e sentir a sua textura, e olhos prateados e pareciam ferro, da dureza que transmitiam, mas mesmo assim, Yoshiro fascinou-se por aqueles lindos olhos...

– Ah... Sou Yoshiro... Prazer... — murmurou com as faces coradas

Yoshiro nem sabia ao certo porque estava tímido, qual a razão daquele acanhamento, mas no meio da timidez encontrava-se um outro sentimento que lhe lembrava a desesperada sede de sangue... mas sabia que não era sangue o que queria, mas o que era? Não conseguia perceber o que era que desejava daquele belo vampiro.

– Sou o Cain, esse moleque daí já deve ter falado de mim. — apresentou-se com uma voz forte, inclinado levemente a cabeça para Leon.

– Ei! Não diga isso Cain! Até parece que seu uma velha sem nada para fazer, que só fala da vida dos outros! — reclamou Leon deitando a língua de fora.

– Você só não é uma velha, mas acho que o resto serve perfeitamente para o descrever... — provocou Hole com um sorriso nos lábios.

– Oh! Agora o Hole também está do seu lado! — reclamou — Tem mais alguém para dizer que Cain tem razão?

– Ahahahah! Leon, não faz drama!- Yoshiro gargalhou achando aquela discussão sem razão engraçada

Cain deleitou-se quando aquela gargalhada chegou aos seus ouvidos, nunca ouvira nada tão cristalino, oh... Aquele riso cativou-o mais do que o corpo ou cheiro do pequeno, aquela gargalhada despertou em Cain uma vontade de fazer o outro feliz, de ouvir mais vezes aquele riso.

Hole e Leon calaram-se, mas rapidamente caíram na gargalhada com o outro, era bom ouvi-lo rir depois de terem estado em perigo. Os três pararam de rir somente depois de estarem vermelhos e ofegantes, tinham assuntos importantes a tratar com o vampiro maior.

Hole limpou a garganta e tomando uma postura séria olhou para os outros dois que assentiram.

– Cain, temos de lhe pedir uma coisa. — informou Leon seriamente.

– E o que seria? — perguntou o vampiro estranhando a seriedade do lobo.

– Primeiro Yoshiro tem de falar um pouco dele. — disse Hole olhando para a raposa, que concordou.

Yoshiro suspirou e olhou para os outros que estavam na sala e apontando para o sofá sentaram-se os três, com Cain na frente deles.

– Comecemos por um pouco antes de nos encontrarmos na floresta...- Yoshiro começou então, a relatar os acontecimentos até àquele ponto, falou da sua fuga, da sua perda de memória, do seu encontro com Leon, da perseguição daquela tarde...

O vampiro maior ouviu tudo atentamente, sentia raiva dos que atacaram aquela pequena e indefesa raposa! Como alguém podia fazer algo assim contra um ser tão inocente?

Quando acabou, Yoshiro mantinha a cabeça baixa, esperava que o vampiro maior o ajudasse, mas nem se conheciam… Porque havia o outro de ajudar um total desconhecido?

Um silêncio caiu na sala enquanto Cain absorvia as informações, esse silencio deixava o vampiro menor cada vez mas apreensivo, Yoshiro estava a ponto de desistir e ir embora achando que a ideia de pedir ajuda ao mais velho tinha sido sem sentido, quando foi que decidiu concordar com aquilo?

– Acho que vou ajudar, ninguém tem o direito de fazer tal coisa a outra pessoa! Alem disso, é desanimador saber que no século em que estamos ainda há quem faça experiencias dessas, principalmente na mesma espécie! À 200 anos atrás já não me admiraria, mas agora? É inadmissível! – exclamou o vampiro olhando para o menor – Não sabe quem foi? Não se lembra das caras deles?

Yoshiro arregalou os olhos admirado com o apoio do outro, estava à espera de um não direto, mas quando o vampiro lhe perguntou se ele lembrava alguma cara, estremeceu quando o rosto de Taylor lhe apareceu na mente, era mau… não queria aquela sensação de medo e desespero que só a face do seu carcereiro lhe desencadeava! Esteve perto de negar, mas quando viu preocupação nos olhos dos amigos e daquele belo vampiro, achou que era melhor mostrar um pouco mais do seu passado.

– Sim, tinha um vampiro loiro que me via todos os dias, ele… alimentava-me e levava-me para fora daquele quarto para uma sala branca… — sussurrou debilmente com as lembranças que percorriam a sua mente, todas as torturas, todas as drogas, todos os experimentos, não queria que mais ninguém passasse por aquilo!

Todos na sala ganharam um semblante sério e começaram a discutir o que poderiam fazer para descobrir quem era o vampiro, Cain ofereceu-se para tentar falar com os seus conhecidos e pessoas que deviam alguns favores, para tentar saber quem poderia ser o carcereiro de Yoshiro. A noite foi avançando e quando Hole e Leon começaram a ficar sonolentos decidiram que estava na hora de voltar. Os dois já tinham saído e a raposa estava na entrada da mansão de Cain.

– O-obrigado… — agradeceu com as faces a ruborizarem, quando estava perto do outro, uma enorme timidez abatia-se sobre ele

– Não tem que agradecer, considero os Walle família, se precisarem de algo eu estou lá para ajudar. – disse suavemente – Além do mais… é sempre bom ajudar alguém tão… delicioso…

Quando acabou de falar, Cain aproximou-se levemente do menor. A doce fragância de Yoshiro tocou o seu rosto e o pequeno sentia-se hipnotizado pelos olhos de prata que aquele másculo vampiro detinha. Cain estava inebriado por aquele aroma e estava pronto para, literalmente, devorar a raposa. Preso naqueles hipnóticos olhos, Yoshiro deixou-se ser atraído pelo maior, os seus lábios estavam a miseros milímetros de se tocarem…

– Yoshiro! Vamos! Temos de voltar ou o Logan e o Luke vão ficar preocupados! – Leon gritou do portão da mansão.

Yoshiro sobressaltou-se e corou fortemente, adquirindo um tom carmim quem Cain nunca pensou que existisse. O menor afastou-se rapidamente como se o vampiro maior fosse uma cobra e saiu rapidamente dando um fraco adeus e correndo atá aos amigos, que seguiram para casa puxando conversa com o acanhado japonês.

Cain riu levemente e entrou em casa, seria interessante conquistar aquele frágil vampirinho que parecia um baú cheio de segredos, queria descobrir todos os medos que pareciam cobrir como sombras os olhos verde-esmeralda do pequeno. Queria ser o escudo e espada dele, protegendo-o de todos os males e destruindo todos os que o quisessem magoar, mas assim da tudo, queria ouvir o seu riso e fazer com que se sentisse amado…

Tinha decidido, Cain iria ajudar Yoshiro a todo o custo e, se conseguisse, conquistar o pequeno pelo meio!

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Adoraram? Querem matar o Leon?
Eu sei que o Leon apareceu no momento errado... mas não matem o meu lobinho, sim?
Tenho pena de fazer o Yoshiro ser sempre socorrido pelo Cain...
Admito que o próximo capítulo vai demorar um bocado, tenho muitas provas, a inspiração está fraca e por causa das tonturas não vou poder fazer muito esforço, o que envolve computador.
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Ja nee!
Kissus!