Destinados - Pequeno Yoshiro
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Desculpem o atraso!
Estive mesmo muito ocupada só ontem consegui começar a escrever.
Admito que nem 500 palavras tinha XD
Mas hoje comecei a escrever e acabou por vir a inspiração e deu nisto, espero que gostem!
Várias informações e talvez um pouco de explicações!
Obrigada pelos comentários: Jessy Michelli, Paola Luzzardi, Myo e Haruka Cahrlie
Desculpem se estiver confuso, boa leitura!
“ Yoshiro estava sentado com Hasuno na mesa da cozinha, a mãe deles cantarolava em frente ao balcão, hoje os gémeos fariam 5 anos e a mulher preparava um almoço especial para festejarem.
-Hasu-nii… vamos brincar, vem! Vamos brincar um pouco! – Yoshiro pedia ao irmão.
- Não podemos! Se lembra que estamos aqui porque quebramos um vaso e o papai meteu-nos de castigo? – Hasuno perguntou aborrecido. Sendo irmão gémeo de Yoshiro eles eram muito parecidos.
Hasuno tinha os cabelos negros como a noite e olhos totalmente verde-esmeralda, ao contrário do irmão que era meio shifter e meio vampiro, Hasu era um shifter raposa puro.
Estavam a correr pela casa quando Hasu empurrou Yoshiro e este bateu contra o vaso do avô do pai deles, acabando por o quebrar.
- Nee… Mamã… Nos deixe ir brincar lá fora… — Yoshiro pediu com uma cara de cachorrinho abandonado.
- É mãe… dessa vez nós tomamos cuidado e não partimos nada! – Hasuno fez a mesma cara que o irmão
Alice olhou para os seus filhos com o cenho franzido, mas logo sorriu. Alice Howen era uma shifter raposa, de cabelos cacheados marrons e olhos verde-esmeralda vibrantes, era uma mulher baixa e energética, sempre pronta para ajudar e que amava a cima de tudo o deu marido e os seus dois filhos.
- Oh, mas isso não sou eu que decido. – disse sorrindo docemente. –Foi o seu pai que os castigou, ele que decide. – apontou com a cabeça para trás dos meninos. – Aproveitem e se desculpem! – aconselhou-os, sussurrando.
Os meninos viraram-se e viram o pai parado na porta da cozinha a olhar para eles de forma repreendedora. Yamato era um vampiro centenar, olhos vermelho-sangue e cabelos negros. Era um vampiro puro-sangue e gerador. Poucos sabiam da existência dos geradores, e os que sabiam mantinham o segredo. Gerador era o vampiro que tinha a capacidade de carregar uma criança, uma dádiva rara que muitos poucos possuíam e, os que a tinham, escondiam de todos. Um gerador era como a mina de ouro de um coven, depois que os humanos tinham começado a caçar bruxas muitos vampiros fêmeas foram mortas, acusadas de bruxarias e magias negras pelos habitantes das suas aldeias. Nessa época a espécie esteve em grande perigo e com o aumento de relações entre vampiros machos descobriram-se os geradores, sim, eles já existiam, eram vampiros mais belos, femininos, de estatura mais baixa e inexplicavelmente lindos, a sua existência só foi revelada pois, mesmo com a crise da extinção eminente, as crianças puras – nascidas vampiras, sem terem de ser transformadas- apareciam com um pouco mais de frequência do que o esperado depois do “abate” às fêmeas, mas, mesmo assim, os geradores tentaram manter-se o máximo possível nas sombras. Centenas de anos depois a espécie ainda tinha muitos mais machos que fêmeas, tudo porque um gerador só podia gerar machos, e estes, nem sempre eram geradores como o progenitor. Como gerador, Yamato mantinha-se nas sombras, protegia a família e principalmente o seu filho mestiço, Yoshiro, um gerador como ele, mas que não sabia a bênção que carregava.
— Têm algo a dizer meninos?-Perguntou Yamato com uma voz falsamente dura
Os gémeos sorriram levemente percebendo que o pai não estava tão zangado, mas mesmo assim baixaram a cabeça numa demonstração de arrependimento verdadeiro.
- Desculpe papá… — começou o menino dos olhos esmeralda
- Não queríamos quebrar o vaso do seu vovô! – completou o menino de olhos avermelhados fazendo um biquinho triste e arrependido.
O homem olhou para os dois seriamente durante mais uns instantes, mas acabou por sorrir para os meninos docemente.
- Ai, ai… Acho que vou ter de me contentar com um abraço das minhas duas raposinhas e tentar esquecer o vaso. – disse com descaso
Logo que o pai disse aquelas palavras os dois rapazinhos gritarem de alegria e saltaram das cadeiras, correram em direção ao vampiro abraçando as suas pernas. Yamato baixou-se prontamente e pegou os dois filhos no colo, ficando cada um de um lado. Um grande sorriso preenchia a cara dos meninos e os pais acabaram por sorrir inconscientemente perante a felicidade dos pequenos em terem sido desculpados.
- Podemos ir brincar lá fora, papá? – perguntou Yoshiro com cara de cachorrinho
- É pai! Deixa a gente ir brincar! – pediu Hasuno
- Hum… não sei… Será que a senhorita Alice deixa estes pestinhas irem lá fora brincar? – divagou Yamato com cara inocente.
- Não sei não…Pestinhas não merecem brincar… — Alice brincou
Os gémeos saltaram prontamente do colo do pai e correram para a mãe.
— Vai mamã! Deixa a gente ir brincar! – repetiram os dois em coro, correndo e saltando em volta da mãe
A mulher riu suavemente e olhou para os filhos docemente.
- Vão lá! – permitiu a raposa mais velha — Mas não estraguem nada desta vez! – alertou.
-Yey! – gritaram os dois saindo a correr e deixando para tás os pais a olharem uma para o outro e a sorrirem, tinham uns filhos bastante energéticos…
Os pequenos foram para o jardim da casa simples, podiam ter uma casa modesta, mas o jardim era enorme! Viviam num chalé com um grande jardim cercado por um bosque. Os dois tomaram a sua forma animal, Yoshiro uma raposa anormalmente cinza e Hasuno uma raposa vermelha clara, quase que parecia cor-de-rosa como a flor do seu nome.
As duas crias brincaram correndo atrás uma da outra, rebolando, saltando e mordendo de leve. Quando se cansaram o sol já tocava a terra e voltaram às suas formas humanas, caindo no chão, de mãos dadas, e rindo.
Os dois brincavam sempre juntos, tinham alguns amigos da escolinha, mas quase nunca estavam com eles, preferiam a companhia um do outro. Como gémeos completavam-se e quando um não estava o outro sentia uma grande falta, todos os irmãos de ninhada em todas as espécies de shifters eram assim, principalmente os que eram mesmo gémeos.
Uma pequena brisa passou pelo gramado e folhas voaram em cima deles, os gémeos riram um para o outro e Yoshiro começou a brincar levemente com o vento enquanto Hasuno admirava a forma que o irmão fazia as folhas levantar e como controlava o ar como se fosse um gatinho.
Hasuno admirava imenso o irmão, somente vampiros puros é que tinham algum poder e sendo o irmão um mestiço os pais tinham até ficado surpresos, mas Hasuno adorava isso no irmão, era tão calmo, tão natural… Yoshiro a brincar com o vento e as brisas era um espectáculo e sempre que possível Hasuno fazia de tudo para assistir a tal brincadeira.
- Meninos! Venham comer! – ouviram a mãe gritar da porta do jardim.
Olharam um para o outro o riram, era o seu aniversário e todos os anos ao jantar havia só comidas de que eles gostavam e no fim um delicioso bolo feito pelo pai deles.
-Estamos a ir mamã! – gritaram em uníssono e entraram em casa a correr.
- As mãos… — avisou Yamato quando os pequenos estavam quase a se sentar.
Acentiram e foram rapidamente lavar as mãos, acabaram por brincar de atirar água um ao outro e chegaram um pouco molhados à mesa. O pai suspirou e abanou a cabeça enquanto Alice ria um pouco.
Sentaram-se e começaram a comer alegremente numa mesa recheada das comidas favoritas dos meninos e de conversas. Depois de comerem, Yamato foi buscar o bolo.
Os olhos dos gémeos brilharam quando viram o bolo, o pai fazia doces muito bem e quando eram os anos dos filhos fazia sempre um bolo especial que deixaria qualquer um com água na boca. Apagaram as luzes e acenderam as velas, começando logo a cantar a musiquinha de aniversário.
Os dois meninos apagaram as velas ao mesmo tempo e toda a família deliciou-se a comer o fantástico bolo de Yamato.
Tinham acabado de comer e Yamato arrumava os pratos quando Alice viu os meninos bocejar, sorriu e levantou-se.
- Venham meninos, vamos para a cama.
Alice agarrou os meninos pelas mãos e eles seguiram-na enquanto esfregavam os olhos. A raposa maior vestiu o pijama nos meninos e deitou-os na cama em que dormiam os dois juntos. Sentou-se na beira da cama e, como em todas as noites, contou uma lenda que tinha ouvido à muito tempo atras, quando também ela era criança e a sua mãe lhe contava lendas e pequenas histórias antes de dormir, agora era a vez dos shifters lobos… uma lenda antiga de shifters lobos, contada nas tribos humanas para as crianças.
Quando os gémeos se renderam ao sono e adormeceram Alice sorriu e saiu calmamente do quarto indo ter com o marido ao quarto deles.
- Olá querida. – cumprimentou-a Yamato quando viu a mulher entrar.
- Eles já dormiram. – informou Alice com um sorriso doce enquanto se inclinava para beijar o marido nos lábios docemente antes de também ela se deitar na cama.
Yamato não dormia, mas gostava de se deitar ao lado da mulher enquanto esta dormia, amava ver os belos sonhos da sua destinada.
Todos os seres tinham outro que lhe era destinado, pode-se dizer que era a sua cara metade, eram feitos um para o outro e quando se encontravam não conseguiam separar-se. Todos procuravam o seu destinado, sem ele parecia que algo faltava, estavam incompletos, e quando alguém encontrava o seu, sentia uma atração tão forte que não lhe resistia e acabava por se encontrar e reivindicavam-se um ao outro, cada espécie tinha a sua forma de reivindicar, e quando dois destinados faziam isso podiam sentir o que o outro sentia, ver o que o outro via e ouvir o que o outro pensava, tornavam-se um, finalmente um.
A casa caiu num silencio calmo enquanto a noite avançava.
A meio da noite Hasuno entrou no quarto dos pais ainda meio a dormir, mas dava para notar que algo o preocupava.
- Papá! Mamã! – chamou um pouco desesperado.
- O que se passa? – perguntou Yamato enquanto a mulher ainda acordava.
- O Yoshi está a chorar… Está a dizer que eles vêm aí… — respondeu o pequeno parecendo assustado.
Alice e Yamato olharam um para o outro assustado trocando pensamentos.
- Nós tratamos disso querido venha. – Alice levou o filho de volta para o quarto dos pequenos enquanto Yamato saia para a rua.
Quando chegou ao quarto Alice correu para o filho e abraçou-o tentando acalmar o pequeno que chorava desesperadamente, dizendo que tinham de sair dali e que os maus iam chegar logo. Hasuno começou a ficar assustado com o “ataque” do irmão, tinha medo…
- Calma Yoshiro, calma… — Alice tentava acalmar o filho com palavras de conforto.
Lentamente o choro cessou, mas quando parecia que tudo tinha acalmado uma tensão cobriu a casa e Alice congelou com os olhos arregalados.
- Yamato… — murmurou fracamente, fazendo os filhos olhar para ela
Como um clique Alice saiu da sai paralisia e agarrou nos filhos com lágrimas a cair pelos olhos. Sons altos de batalha começavam a formar-se fora da casa e tão logo ouviu-se a porta da entrada ser arrombada. Alice pôs os filhos dentro de um armário que estava no quarto e beijou a testa de cada um.
- Não saiam daí e não façam barulho queridos… A mamã e o papá têm de tratar de um problema, nós voltamos logo! – pediu com um brilho estranho no olhar.
Os meninos ainda tentaram perguntar o porque daquilo, mas Alice olhou para trás e fechou rapidamente a porta do armário. Yoshiro encolheu-se e voltou a chorar, vendo o irmão assim, Hasuno abraçou-o de forma protectora, tentando protege-lo do que fosse que estivesse lá fora.
Alice estava parada no centro do quarto dos filhos, apartir do seu vinculo com Yamato soubera que Taylor, um vampiro que à muito tentava capturar Yamato tinha entrado nos seus terrenos, mas à um tempo atrás que tinha deixado de ouvir o seu marido.
Entraram três homens pela porta do quarto e atrás deles vinha um belo e alto homem de cabelos loiros e olhos vermelhos sangue.
-Taylor… — murmurou Alice com desprezo – O que é que lhe fizeste? – gritou com raiva do vampiro na sua frente.
- Ao Yamato? – perguntou desdenhosamente – Ouvi dizer que ele tinha uma cria mestiça igual a ele e como ele não me quer acho que fico com esse mestiço… E o Yamato, bem, mateio.- riu sinicamente.
Alice não pode negar que pensou aquilo, perdera Yamato… Perdera a outra metade de si… Agora não era nada, estava incompleta… Só tinha os seus filhos. Sim! Os seus filhos! Iria protege-los com tudo o que tivesse!
- Não vais tocar em nenhum fio de cabelo dos meus filhos com essas mãos sujas de sangue de vidas inocentes! – gritou saltando para cima dele enquanto se transformava numa graciosa mas perigosa raposa cor de laranja.
Taylor riu desdenhoso enquanto Alice era atirada ao chão por um dos seus guardas, seguiu para o armário e abriu as portas revelando duas crianças assustadas, uma delas em prantos, enquanto a outra a protegia.
-Ora, ora… aqui temos as nossas queridas crias, não é Alice? Lembra-te que se te mexeres eles é que sofrem! – exclamou ironicamente agarrando nos dois meninos e puxando-os para o chão.
Agarrou no queixo de ambos, examinando-os sobro o olhar odioso de Alice que continuava detida, sorriu triunfante quando vislumbrou os olhos verdes e vermelhos de Yoshiro.
- Aqui está! – mandou Hasuno para o outro guarda que o agarrou apesar da luta do pequeno. – Cá está o nosso pequeno gerador mestiço! Quando cresceres deves ir ser um jovem muito bonito minha doçura. – exclamou enquanto lambia a bochecha do meio-vampiro, como que lhe provando o sabor.
Alice rosnou furiosamente e soltou-se do soldado mordendo o braço de Taylor que se afastou do pequeno e agarrou no pescoço da raposa prensando-a no chão.
- Se é assim que queres assim será, Alice, foste tu que pediste por isto! – apertou mais o pescoço da raposa que ganiu – Até estava a pensar em poupar o teu outro filho, mas agora não me deixas outra escolha! – apontou para o homem que agarrava Hasuno e ordenou – Mata-o, mostra à nossa querida Alice que eu faço o que digo!
O homem assentiu e inclinou violentamente o pescoço de Hasuno, mordendo dolorosamente o pescoço do pequeno. Hasuno gritou, era doloroso, muito doloroso…
O vampiro arrancou os dentes passado um pouco e começou a sair uma grande quantidade de sangue do pescoço do pequeno que caiu desacordado no chão formando uma poça de sangue.
Yoshiro ficou de olhos arregalados e olhou o irmão no chão, era impossível, ele não podia morrer, não o podia abandonar!
- Ah, não é lindo? Vês este sangue escarlate que cobre o chão? É uma verdadeira obra de arte! – Taylor riu prazerosamente
Alice ficou para lizada, o seu destinado… o seu filho… estavam os dois mortos… Uma fúria animal correu por ela e saltou novamente em cima de Taylor.
Desta vez Taylor não a poupou, agarrou na raposa e afundou as suas presas na jugular do animal que ganiu e gorgolejou levemente antes de fechar os olhos e cair ao lado de Hasuno, tomando a sua forma humana.
- Tem força… — murmurou Alice para Yoshiro antes de fechar os olhos e morrer.
O pequeno Yoshiro abriu a boca e dela saiu um grito estridente, estava sozinho, tinha sido abandonado! Perdera tudo! Agora não era ninguém! Não era Yoshiro, não tinha mãe, não tinha pai, não tinha irmão, nada! Nada!
Antes de desmaiar Yoshiro viu a cara do vampiro que invadira a sua casa aparecer na sua frente e dizer.
- Prazer, sou Taylor e vamos divertir-nos muito juntos. – informou Taylor com um brilho sádico e luxurioso no olhar. “
Yoshiro acordou assustado, tinha sonhado com memórias, memórias distantes… Coisas esquecidas que não queria lembrar…
-Um sonho, foi um sonho… Só um sonho Yoshiro… — murmurou para si mesmo antes de se desfazer em lágrimas e deitar-se, acabando por voltar a adormecer, tendo um sono sem sonhos.
Notas finais
Hasuno veio de Hasunohana que quer dizer Flor de Lótus
Não me matem, mas as mortes foram precisas! Mas nem tudo é como parece e muita coisa ainda pode acontecer!
Comentem, digam se gostaram ou odiaram! Comentários são bons para todos os autores!
Ontem estive a fazer contas e se todos os leitores deixassem comentário até agora já teria 165 comentários! Vamos fantasmas, apareçam!
Até ao seguinte!
Ja nee!
Kissus!
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