Despir o capuz, arreganhar os dentes
1 Pela estrada afora
Notas iniciais
Donaire - Elegância.
Não há caminhos seguros pela floresta, apenas caminhos conhecidos. E a moça, com sua pressa e donaire no andar, não seguia numa direção conhecida, sequer segura. Não mais. O capuz vermelho parecia aceso entre as árvores, um fogo que não queimava, e qualquer um consideraria tudo insensato, afinal, ela estava vulnerável.
Bobagem! Nenhuma história contava o cruel fato: Nem ela, nem outra precisaria estar numa floresta ou de vermelho para ser um alvo. Havia quem era presa na própria casa.
O cesto nos braços era só um acessório. Não era isso que atrairia um lobo. Mas ah, ele viria.
Notas finais
* Espero que tenham notado a brincadeira com polissemia de “presa” no segundo parágrafo.
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