Desire Obsolete

42 Traição (POV - TOM)


Notas iniciais
Capitulo dedicado a diva heyduds pela linda recomendação. Surtei muito lendo todas aquelas maravilhas que você escreveu, sua linda. Muito obrigada! Não posso nem descrever o quanto sua recomendação me deixou maravilhada. Obrigada do fundo do meu coração ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

— Ah, Hermione! Eu esqueci de te dizer que peguei sua revista emprestado – A namorada de Evan fala, com sua voz irritantemente enjoativa. Ela entrega para Hermione uma revista estranha, lendo-se O Pasquim na capa – Desculpa não ter falado antes.

Beberico meu suco, ainda irritado pela mesma não ter se sentando ao meu lado.

Você precisa aprender a me obedecer, pondero.

— É sobre o que essa revista? – Ouço Nebolus perguntar.

Idiota curioso.

— Não é nada. É uma revista idiota. Vocês não gostariam dela – Apressa-se em dizer – Você deveria ter pedido, Lena – Sua rispidez me pega de surpresa.

Arqueio uma sobrancelha, intrigado.

Hermione joga a revista dentro da bolsa de qualquer jeito, amaçando suas folhas. Seu comportamento desperta meu interesse pelo assunto. Fixo uma nota mental em minha mente de descobrir o que tem na revista que a deixou tão transtornada.

— Me desculpa, Mi – Pede Lena, piscando seus olhos para ela – Eu sinto muito. Eu pensei que você já tinha terminado de ler. E como você disse que eu poderia ler quando você terminasse, eu pensei...

Vejo seu corpo se encolher com o olhar que recebe em resposta. Mordo meu lábio inferior para não ri, gostando dessa nova versão da Hermione.

Assustadoramente implacável, hein! Quero subitamente beijar sua boca, orgulhoso de vê-lhe tão feroz. Minha garota tem um gênio sexy, penso divertido.

— Eu não gosto que mexam nas minhas coisas – Sua voz sai baixa, levemente aguda – Nunca.

— É só uma maldita revista – Evan se intromete, passando o braço pelos ombros de Ravenwood – Não precisa surta, Granger.

Ah, seu merdinha! Como ousa...

— Cuidado, Rosier – Disparo, estreitando os olhos para ele, que se retrai de imediato.

O clima muda instantaneamente. Pesado, denso.

— Não, isso é culpa minha – Lena tira o braço do namorado dos ombros e se volta para minha castanha – Desculpa, Hermione. Eu não deveria ter mexido nas suas coisas, foi muito errado da minha parte – Ela coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha, nervosa – E é como você falou. É só uma revista boba. Não vale uma discussão – Ela ri sem graça, olhando ao nosso redor sem se focar em ninguém – Está até com o ano de publicação errado – Diz, sorrindo para Hermione, mas logo prossegue para os outros – E fala muito sobre um bruxo das trevas que as pessoas até tem medo de dizer seu nome, por isso chamam ele de Aquele Que Não Deve Ser Nomeado ou Você Sabe Quem. Bizarro.

Franzo a testa, estranhando isso.

Grindelwald? Não, o babaca não inspira tanto medo assim. E por menos que se fale dele aqui em Hogwarts, eu sei que todos o chamam pelo nome.

— Lena...

O pânico na voz de Hermione desperta alarmes em minha mente, e se não bastasse isso, seus olhos se arregalam e seu rosto perde a cor.

— Bem, mas pelo menos no final, em uma nota minúscula de roda pé, eles revelaram o nome do tal bruxo – Lena ri, fazendo suspense – Lord Voldemort.

Recebo suas palavras como um soco no estômago. E pela primeira vez em minha vida, congelo por alguns instantes. O mundo para ao meu redor enquanto processo suas palavras.

Não pode ser... Eu inventei esse nome! É impossível alguém além de Abraxas saber. É meu. Minha criação. Não tem como ela saber...

Meus olhos recaem sobre Hermione. Ela fecha os olhos, recebendo as palavras de Lena com muita dor. Abraxas engasga, sendo o único ali que já ouvira este nome antes. O único a quem eu contei, um ano atrás.

— Qual é o ano que está na revista? – Consigo perguntar mesmo sob as descargas elétricas que atravessam meu corpo.

Minha cabeça trabalha freneticamente encaixando as peças em minha mente à parti das palavras de Lena.

Isso não pode ser verdade, não pode. Ela não... Não!

Tudo vem de uma vez, arrastando-me para uma tempestade de detalhes esquecíveis; suas vestes maltrapilhas, sua aparente falta de conhecimento sobre onde estávamos, a ignorância ao pensar que Dumbledore era o diretor de Hogwarts, sua ira contra Abraxas só por ele ser um Malfoy. E por último, a forma como ela desmaiara ao saber meu nome.

Hermione abre os olhos, encontrando-me lhe encarando. Meu rosto é uma máscara de cólera, pura. Tudo se encaixa, cada pequeno detalhe se desdobra em minha mente. Deixo transparecer minhas emoções. Não pisco, não me movo. Minha mandíbula trava, meus olhos se semicerram. Estou a um passo de cometer um assassinato.

— 1996, se não me engano – Lena responde, colocando uma uva na boca – Bem estranho, né? Um salto e tanto no tempo – Ela ri alto, mas ninguém lhe acompanha – Acredito que erraram na hora de escrever.

Puta que pariu! Algo dentro de mim se quebra, perco o ar. 52 anos...

Apática, ela encara todos à sua volta, demorando-se em mim e em Abraxas. Não consigo e nem quero esconder meu desejo de arrancar sua cabeça. Meu peito explode, tudo é um borrão em vermelho sangue.

Não me surpreendo quando ela foge, levando consigo sua traição maldita.

Eu te farei sangrar por mentir para mim!

[...]

O primeiro soco na parede apenas deixa os nós dos meus dedos vermelhos e faz minha irritação aumentar. Trinco a mandíbula. O segundo faz uma dor aguda atravessar meu braço, partindo do encontro dos meus dedos na parte e indo até meu ombro. Algo estala, não me importo. No terceiro aplico mais força, ouvindo o estalar dos meus ossos preencher o ambiente. Não paro.

Soco a parede do meu dormitório várias vezes, revezando as mãos. O sangue começa a pintar onde bato, mas isso não me incomoda. A dor física não me incomoda. Tudo desaparece, concentro-me em descarregar minha fúria.

Então é isso que se ganha por confiar em alguém? Rio sem humor entre um soco e outro, vendo o sangue escorrer até o chão. Eu devo ser a pessoa mais estúpida do mundo. Me apaixonei por alguém que nem ao menos é da porra do meu tempo. Quão fudido isso é?

Com um último soco, escuto batidas em minha porta.

Agarro minha varinha, ignorando as dores em minhas mãos. Decepção brota em meu peito quando encaro Abraxas após abrir a porta.

— Posso entrar? — Pergunta, após instantes em silêncio.

Afasto-me dá porta, dando-lhe passagem. Ele entra no quarto, fecha a porta e se encosta nela, cruzando os braços.

— O que você quer?

Coloco minha varinha em meu criado mudo, atraindo a atenção dele para minhas mãos ensanguentadas. Ignoro seus olhos arregalados.

— Ela é do futuro, não é? — Pergunta, se recompondo.

Estalo meu pescoço, indo até o banheiro sem me preocupar em responde-lhe. Lavo minhas mãos, verificando meus machucados. Os nós dos meus dedos estão destruídos, em carne viva, a pele envolta está vermelha e irritada, dolorida.

Fecho e abro os dedos, recebendo as pontadas de dor com alivio.

— Sim, ela é – Volto para o quarto, pegando Abraxas de surpresa com minha resposta súbita – A maldita provavelmente vem de 1996 – Pego minha varinha e começo a recitar feitiços para curar minhas feridas recém infligidas, soando o mais frio que consigo — Então, temos a resposta para de onde ela te conhecia. Ou, de onde conhece os Malfoy’s pelo menos.

— Isso é... Impossível — Seus ombros caem, enquanto seu rosto reflete a tristeza que não me permito sentir.

Raiva sim, magoa sempre, mas tristeza? Ela não terá isso de mim. Nunca. Piedade, remorso e tristeza são para os fracos. E eu não sou fraco.

— Não seja estúpido – Rebato estudando o trabalho que fiz. Ele se retrai com minhas palavras – Nada é impossível no mundo bruxo. Principalmente, se tiver o feitiço ou o objeto necessário.

As feridas estão praticamente curadas, apenas alguns riscos avermelhados restam do meu descontrole.

— Como você... — Ele tosse, retraindo-se com o meu olhar – Milord, como o senhor irá lidar com ela agora? Hermione faltou a todas as aulas hoje. Está trancada no quarto desde de manhã, e nem mesmo Lena e Dorea estão conseguindo chegar até ela. Elas me disseram que Hermione oscila entre se trancar no banheiro e ficar deitada, ignorando tudo a sua volta.

Sopro uma lufada de ar, preparado para essa pergunta.

— Coloque todos em seu encalço, mas sem contar à verdade a nenhum. Apenas nós saberemos disso, entendeu? – Ele acena positivamente, encarando o sangue seco na parede – Traga-a para mim, e eu obterei as respostas que quero – Digo, fazendo sua atenção se voltar para mim – De uma forma ou de outra – Acrescento, encarando a pequena poça de sangue que se formou embaixo de onde eu estava socando.

O silêncio recai sobre nós. Me perco em pensamentos, deixando minha mente vagar por todos os momentos que passamos juntos antes de realmente termos algo. Sua inexplicável inimizade por mim no começo faz sentido agora, assim como sua cumplicidade com Dumbledore.

Hermione me conhece, sabe o que me tornarei. Serei temido! Eu posso usar isso ao meu favor. Usarei ela para obter informações do futuro. Meu futuro. E então, ela sofrerá. Nunca mais voltará para seu tempo. E o velho... Esse eu destruirei aos poucos.

— Ela é uma boa pessoa – Diz baixinho, atraindo minha atenção para si — Não sei por que ela mentiu, mas... Hermione é uma boa pessoa.

Sorrio de escárnio, pegando-o de surpresa.

— Não pedi sua opinião sobre seu caráter – Rosno deixando de sorrir, fazendo-o se retrair — Ela mentiu para mim. Para mim. Não importa se ela seja a reencarnação da bondade, Hermione me traiu. Eu não perdoo traição, Abraxas. Não importa quem seja. Ela pagará! — Minha voz sai mais rouca do que gostaria. Levanto, aproximando-me dele, vendo receio em seu rosto – Mas, antes de destruí-la, Hermione me contará tudo o que quero saber.

Ele assente, apreensivo demais para falar.

— Saia daqui antes que eu decida quebrar todos os ossos do seu rosto — Trinco a mandíbula, dando-lhe as costas.

Abraxas vai embora, deixando-me com meus pensamentos.

[...]

Recolho minhas coisas quando a aula de Transfiguração acaba, sendo o mais rápido possível, não aguentando ficar mais um minuto sequer na presença do diretor da Grifinória. Abraxas segue meu exemplo, enquanto Pollux e Evan já estão me esperando com os pertences guardados.

O maldito compactuou com tudo, penso amargo enquanto pego meus livros e guardo-os, evitando olhar em sua direção para que ele não percebesse minha raiva.

Sua carta ao Departamento de Mistérios faz total sentido para mim agora. Ele provavelmente estava buscando uma forma de mandar Hermione de volta para sua época, constato.

Quero que você fale com Lena, Rosier – Aciono nossa conexão mental através da marca que criei, mas não possuo, e digo em sua mente, concluindo minha tarefa — Peça para ela ser mais insistente em tirar Hermione do quarto.

Ele acena, curioso com toda a situação. E mesmo estando se mordendo para descobrir o porquê da reclusão da Granger, é medroso demais para perguntar qualquer coisa, já que Abraxas deixará bem claro que eles não deveriam fazerem perguntas demais sobre este assunto. Isso com certeza evidenciou minha predileção pelo Malfoy, sendo ele o único que conhece todos os fatos. No entanto, nenhum deles pode fazer nada a respeito.

— Tom, meu jovem – A voz de Dumbledore chega até mim quando estou quase saindo da sala com Evan, Pollux e Abraxas.

Estanco no lugar, virando-me roboticamente para encará-lo.

— Sim, professor? — Minha voz sai fria e indiferente.

Ele vem até nós, com sua túnica verde limão farfalhando a cada passada.

— A senhorita Granger está doente? Este é o segundo dia consecutivo que ela falta a todas às aulas – Sua preocupação é visível, e aparentemente verdadeira.

Dou de ombros, realmente não me importando em manter minha postura de bom garoto.

— Ela está bem – Afirmo, desviando minha atenção para a estante de livros à sua esquerda — Só está passando por um momento difícil — Volto a encará-lo, desafiando-o silenciosamente a falar qualquer coisa comprometedora.

— Espero que tudo se resolva em breve, – Diz, olhando-me por cima dos óculos – A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela.

Contenho meu sorriso desdenhoso, realmente tentado a ri de suas palavras medíocres.

É obvio que ele sabe que eu sei da verdade, penso, assentindo em seguida com a cabeça e indo embora sem dizer nada, sendo seguido por meus Comensais. Mas é patético demais para falar abertamente sobre isso.

Contraio os músculos faciais, realmente desejando tirar sangue de algo. Fecho as mãos em punho, vendo os alunos evitarem cruzar o meu caminho.

Você não pode fugir de mim para sempre, Hermione.

[...]

Acordo com batidas na porta.

Suspirando, realmente cansado de não conseguir dormi nem ao menos 30min direito desde que descobrir a verdade, vou até a porta.

Abraxas me suado com uma expressão verdadeiramente derrotada, nem ao menos encarando-me nos olhos. Dou-lhe passagem, franzindo o cenho.

— O que aconteceu? — Pergunto, fechando a porta com o pé — Ela continua trancada no quarto, não é? Em algum momento aquela maldita vai sair – Vou até meu jarro de água, servi-me e solvo um pouco, vendo Abraxas encarar-me com desolação — Não precisa ficar tão consternado, ela provavelmente está jogando conosco. Mas, como todos estão à sua procura, uma hora ou outra vamos pegá-la – Digo mais para convencer a mim do que ele.

— Eu a encontrei – Fala baixinho, pegando-me de surpresa.

— E por que ela não está com você? — Sou agressivo, jogando minhas mãos para o alto em exasperação, molhando-me um pouco com a água do corpo que esqueci está segurando — Não acredito que com todas aquelas aulas particulares minhas, você ainda continua um péssimo duelista – Coloco o copo no criado mudo, agarrando minha varinha – Onde ela foi?

Ele troca o peso dos pés, com seus olhos tremulando de pena e remorso.

— Ela se foi, Tom – Sua voz falha, como se algo sufocasse sua garganta – Eu... Eu não consegui impedir e nem sei como aconteceu, mas... Ela se foi.

Não escuto quando o copo que antes eu segurava cai no chão e se espatifa em vários pedaços. Tudo se torna lento e disforme, apenas existem as palavras de Abraxas retumbando em minha mente.

— O que você quer dizer com ela se foi? — Pergunto por cima do meu estupor momentâneo, sentindo minha garganta travar e meu sangue correr mais rápido em minhas veias.

Ele começa a falar, agitando as mãos na frente do corpo para enfatizar suas palavras. Meu cérebro registra algumas partes das dezenas de palavras que saem de sua boca: Persegui ela por alguns corredores... Ela estava triste, mas decidida... Ficamos em posição de duelo... Acordei sozinho no corredor... Procurei, mas não a achei... Acabei de encontrar Dorea no Salão Comunal... Pollux a confortando... Cartas... Ela está desolada... Hermione se foi.

Ele continua falando, mas não filtro nada. Tudo desaparece. O vazio que venho cultivando desde o momento que descobri a verdade sobre a única pessoa que amei, rouba todo o meu ar.

Ela se foi... Hermione me deixou... Ela se foi...

[...]

Querido Tom,

Quando você receber está carta eu já terei partido, voltado para o lugar de onde nunca deveria ter saído. E por mais que me quebre isso, eu tentarei ser o mais real e honesta que eu puder me despedindo de você.

Paro de ler de imediato, amassando o papel com as mãos trêmulas. Me odeio por isso.

Porra, não seja fraco Riddle.

Odeio a forma como meu coração começa a bater forte no peito, retumbando em meus ouvidos. Deixo meu corpo cair no colchão, trincando a mandíbula enquanto volto a ler.

Não existem palavras que eu possa dizer que irão aplacar sua raiva, eu sei disso. Não sou ingênua em achar que irá me perdoar. Por isso, não peço o seu perdão. Apenas peço que acredite em mim. O olhar que recebi de você... Nunca irei esquecer. Me machucou mais do que me permito lembrar, mas não tanto quanto partir. Toda essa dor me deu forças para escrever, transformou as partes não tocadas pela escuridão que se tornou a minha vida em combustível.

Confuso, não? É assim que me sinto sobre você. O tempo todo. Não sei nem ao menos como estou conseguindo me expressar... Ter conseguido parar de chorar foi realmente uma vitória para mim. Mas, eu só quero dizer que, te dei tudo o que poderia entregar para alguém. Não só meu corpo, minha alma e coração também. E você? Mesmo nunca tendo falado “eu te amo” me mostrou como é ser amada e desejada por um homem. Nunca esquecerei nenhum dos momentos que partilhamos juntos, bons ou ruins, me apagarei a eles como um bálsamo. No entanto, te amo com a mesma intensidade que te odeio também. Sim, por mais distorcido, errado e confuso que possa soar para você, eu te amo verdadeiramente e, com igual força, te odeio.

Um riso de escárnio me escarpa quando limpo a gota solitária que sai do meu olho direito, recusando-me a chorar por sua partida.

Uma maldita traidora mentirosa, é isso que você é.

Sim, eu vim do futuro. Mais precisamente de 1996. E não, minha vinda para cá não fora planejada ou desejada. Vim parar 52 anos no passado por motivos que ainda não conheço. Mas que me interligam a você, a única pessoa sobre a terra que eu jurei odiar pelo resto da minha vida. Voldemort, é assim que você irá se apresentar para o mundo, não é? O famigerado bruxo das trevas que assola o mundo bruxo com seus ideais preconceituosos. Aquele aquém temem falar seu nome... Eu odeio todo esse medo que você gera nas pessoas. É sufocante e errado.

Não irei entra em detalhes sobre o futuro, mas... Sim, eu fui criada por trouxas e depois me descobri sangue-puro. Não menti sobre isso. Odeio minha mãe biológica, e meu pai morreu sem saber da minha existência. Por isso, o que me espera quando eu voltar é uma vida miserável, solitária e vazia (aposto que saber disso te dará prazer). Não fico feliz em voltar, mas sei que é o melhor para todos.

Não, não me dá. Deve ser através das minhas mãos o seu sofrimento.

Somos perfeitamente compatíveis, é isso me assusta. Te amar me assusta. Não posso ficar. Não sei ao certo quem eu me tornaria ao seu lado. Mas sei que não era alguém que eu me orgulharia.

Por favor, não me odeie. O futuro para mim é nublado, mas se uma parte, por menor que seja, do seu coração me amou, eu sinto que conquistei o impossível. E que posso sobreviver ao que vem pela frente, porque para mim fomos o melhor que poderíamos ter sido um para o outro. Se os laços que criamos no passado sobreviveram ao futuro eu não, o que eu sei é... Nunca te esquecerei.

Para sempre sua,

Coisinha Fascinante.

Nunca chorei, não que eu me lembre. Mas ao final da carta, sinto grossas e pesadas lágrimas descendo por meu rosto. E isso me quebra. Hermione me destrói como ninguém nunca o fez.

“Das grandes traições iniciam-se as grandes renovações.”

— Vassili Rozanov

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, fiz com muito amor pra vcs. Leitores fantasmas, pronunciem-se!! Próximo capitulo, efetivamente, será no futuro. Farei de tudo para postá-lo antes das minha aulas começarem (10/02). Amo vcs, meus anjinhos de luz. Beijinhos saber renovações!!