Os gritos roucos e esganiçados preenchem o vazio do salão, esgueirando-se pela enorme porta de madeira e ecoando por toda a mansão, levando angústia ao coração dos menos sádicos.

A maldição crucio é cessada, extinguindo os gritos do homem estirado no chão de mármore, deixando para trás apenas alguns gemidos e soluços de dor que insistem em escapar de sua boca.

Os olhos carmesim desgrudam-se da figura pálida e encolhida aos seus pés e movem-se pelo ambiente, não fixando-se em nenhum dos expectadores ansiosos a sua frente.

Um misto de prazer, medo e receio espalha-se pelo local, enquanto aguardam o veredito do bruxo à que servem.

— Meus inestimáveis companheiros – Começa, endurecendo o olhar –Receio que está tendo alguns problemas de comunicação entre nós, e eu creio que isso não possa continuar assim – Fala diplomático, com seus dentes se trincam logo em seguida, enquanto volta a encarar o comensal amedrontado no chão.

Mesmo com suas forças quase se esvaindo, rastejando e cambaleando o homem se põe de joelhos.

Voldemort move-se entorno do indivíduo, deleita-se com a forma com a qual seu corpo treme de medo, retraindo-se para o mais longe possível que possa ir sem sair do lugar. Porque fugir é sempre pior.

— Mi-milord, e-eu não... não quis de-cepcioná-lo – Gagueja, se curvando ainda mais de encontro ao chão, demonstrando sua submissão.

Seu corpo protesta, mas o servo leal ignora a dor, sabendo que a mereceu.

Revirando seus olhos vermelhos, Você-Sabe-Quem desdenha de suas palavras.

— E é aí que está o problema, Ward – Fala, cinicamente – Mesmo sem querer, você me decepcionou, e eu? Bom, eu não tolero decepções – Concluí, recebendo um breve lampejo de um rosto feminino sorridente, lhe fitando amorosamente com seus olhos achocolatados.

Seu sangue corre mais rápido nas veias, inflamando sua raiva. Logo trata de enterrar a imagem no fundo de sua mente, ficando apenas com o gosto amargo do vislumbre na boca.

Sua tática de se esquivar das lembranças de seu eu mais jovem é eficazes até certo ponto, mas quando menos se espera seus pensamentos são invadidos de repente por algum fragmento de memória contendo a bela garota que ele tanto afirma odiar.

— Perdão, Milord – Bellatrix intervém, dando um passo à frente, saindo do meio círculo formado por outros vinte comensais – Problemas de comunicação? – Questiona, hesitante.

Seus longos cabelos desgrenhados caem para frente quando ela se curva de forma exagerada, afetada pelo olhar mortal que recebe do bruxo ofidioglota.

Indo para mais perto do semicírculo de comensais, Voldemort crava seus olhos nos rostos de seus servos.

— Minha ordem foi clara e simples – Ele começa, se deslocando pela sala, passando por entre seus comensais, analisando seus rostos temerosos — Destruam a mansão Calmon, o último refúgio dos sangue-ruins do lado Leste de Londres e estaremos a um passo da vitória.

Parando entre Dolohov e Avery, tendo sua varinha presa entre seus dedos, Voldemort contém um suspiro. Sua aura negra atrelada a sua aparência meio réptil lhe consagravam maior poder de intimidação, e é exatamente disso que o mesmo gosta. Intimidar. Subjugar. Controlar.

— E o que vocês fizeram? Não destruíram a maldita mansão – Rosna, elevando seu tom de voz, fazendo os mais próximos de si estremecerem – Porque um imbecil hesitou em matar seu irmão e ele conseguiu fugir e avisar a Ordem.

James Ward, ajoelhado no chão se encolhe, sabendo que a atenção de todos está voltada para si. E que o motivo da missão ter fracassado foi por sua incapacidade de esquecer o laço afetivo que criou com seu irmão mais novo, Julius Ward, um membro incorruptível da Ordem da Fênix, e o único Auror na Mansão Calmon naquela fatídica noite.

Quando confrontou seu irmão e não conseguiu lhe lançar a maldição da morte, James foi desarmado. E com isso Julius avisou a Ordem, lançando o elemento surpresa deles para as alturas. Mas mesmo com isso, os comensais tentaram destruir o lugar, parando apenas ao se verem cercados por mais que o dobro do seu número. Batendo em retirada logo em seguida, humilhados.

— Estou enojado e decepcionado – Decreta, voltando para o centro da sala, apertando sua varinha com força entre os dedos, enraivecido.

— Sin-sinto muito, Milord – Solta James baixinho, temendo a ira do bruxo das trevas.

Uma risada sádica preenche o ambiente, elevando os ânimos do lugar.

— Sinto muito, milord – Voldemort repete, ironicamente, com seus olhos cintilando de maldade – Eu te darei um motivo para realmente sentir muito, Ward – Garante, perdendo a paciência – Crucio!

E mais uma vez James é atingido pela maldição cruciatus, tendo seu corpo e mente destroçados pelas rajadas poderosas de dor. Seus gritos voltam a ocupar o espaço vazio do lugar, enquanto seu corpo se debate no chão.

Seu sangue ferve nas veias, castigado, tirando o oxigênio de suas células, fazendo o mesmo se engasga entre um grito e uma resfolegada agoniada. Seus olhos reviram nas orbes, fechando-se esporadicamente por causa da dor excruciante.

Suor brota em sua testa, misturando-se com as lágrimas de dor e vergonha que escorrem por suas bochechas vermelhas. Mas tão rapidamente quando foi atingido, a maldição é cessada, levando todos à confusão.

Parado de costas para seus comensais e de frente para o corpo castigado e dolorido no chão, Voldemort se mantém imóvel, com sua varinha ainda erguida ameaçadoramente em direção a James, mas sem emitir magia alguma.

Seus olhos carmesim tremulam quando uma enxurrada de imagens luxuriosas passam por sua mente, roubando sua concentração do presente e levando-lhe para cinquenta anos atrás.

“- Eu preciso de você dentro de mim – Confessa, elevando seu quadril, tentando criar atrito entre os corpo – Me come, por favor!

— Ah! – Grunhi de satisfação – Farei isso com prazer.”

Voldemort trinca a mandíbula, inspirando e expirando com dificuldade, sentindo seu pênis acorda de sua letargia e ficar rígido a medida que as lembranças invadem seus pensamentos.

Os gemidos excitados da garota no passado produzem uma sinfonia afrodisíaca em sua mente, desconectando o ofidioglota do presente.

Gotículas de suor se formam em sua nuca a medida que seu corpo responder aos instigantes sons que saem da boca da bruxa e atravessam o tempo, chegando os seus ouvidos suavemente.

— Milord? – A voz esganiçada de Bellatrix se faz ouvida por todos, quebrando o silêncio.

Ela não obtém resposta do mesmo, mas isso apenas serve como um incentivo para que Bella se aproxime dele. E então, como uma mariposa atraída pelo fogo, a mulher deixa seus pés lhe guiarem para perto de seu senhor.

Enquanto isso, reunindo suas últimas forças, James rasteja pelo chão até ficar de joelhos, levantando a cabeça lentamente para olhar o bruxo a sua frente.

Engolindo em seco, o homem sente um arrepio tenebroso subir por sua espinha ao olhar a face ofídica do Lord das Trevas.

Com a boca entreaberta, mostrando os dentes trincados, os músculos do rosto tensionados de ódio e um lampejo assassino nos olhos, Voldemort é a personificação da morte. Um verdadeiro assassino impiedoso.

Ward presencia em câmera lenta o desenrola dos próximos acontecimentos, tomado de uma forte lentidão mental causada pela dor da maldição imperdoável.

Quando está a pouco menos de um metro de Voldemort, Bellatrix volta a chamá-lo, elevando seu tom de voz dessa vez.

— Maldita! – Sussurrou ele, com o cheiro inconfundível de Hermione chegando ao seu olfato.

Arregalando os olhos de surpresa, a Lestrange cambaleia para trás, subintendendo que o xingamento foi direcionado a si.

— Milord? – O assombro em sua voz é percebível.

Rangendo os dentes, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado sente sua respiração se descontrola a medida que Hermione Granger se aproxima de seu clímax.

“- Olhe para mim – Manda, com a voz profunda.

Ela faz o que ele mandou, perdendo-se em suas íris azuis.

Sua mão livre serpenteia por entre seus corpos, indo diretamente para o clitóris inchado e dolorido dela. Aplicando pressão e movendo seus dedos circularmente, a mesma é jogada em uma espiral de contrações, chegando ao seu segundo clímax gritando novamente seu nome.”

Suprimindo um gemido de apreciação, o mestiço engole em seco, consciente de que cada parte do seu corpo vibra em função de seu desejo latente.

Recebendo os penúltimos momentos de seu primeiro coito com a jovem bruxa, Lord Voldemort está a beira do limite. Seu sangue acumulando-se em sua pélvis, produzindo desejo e raiva em seu interior.

— Maldita! – Volta a dizer, roucamente.

Completamente afetado, seus olhos se fecham com força, enquanto uma de suas mãos se aperta em punho e a outra espreme a varinha entre os dedos.

“- Espero ter cumprido minha promessa – Fala após alguns minutos em silêncio.

Sorrindo, ela beija sua bochecha.

— Oh, sim! E como cumpriu – Comenta, visivelmente sonolenta.”

O bater frenético no lado esquerdo de seu peito é o que trás Voldemort a realidade.

Seus olhos demoram um pouco para se focar em algo na sala, mas quando isso acontece, ele se pega encarando seu servo encolhido no chão, e logo depois, a bruxa ao seu lado, que olhava-lhe em completa confusão.

Uma intensa sensação de aquecimento e preenchimento em seu coração desperta nele sensações agoniantes de perca e saudade.

Respirando com dificuldade, o mesmo tenta sufocar essas emoções e voltar a assumir o controle de si. Mas falha miseravelmente, ainda sentindo seu corpo responder aos acontecimentos de cinquenta anos atrás.

Com o cheiro da castanha impregnado em seu olfato, os gemidos extasiados dela fazendo coro em sua mente e o forte desejo que se apoderara de seu eu mais jovem refletindo-se em seu corpo, o bruxo teme perde o controle perante seus seguidores.

Tentando organizar seus pensamentos, ele começa a caminhar entorno da sala, escutando sua túnica farfalhar a cada passada sua.

— Milord...

— Cale-se, Bellatrix – Ordena, agressivo.

A bruxa volta a se curva, dessa vez ainda mais nervosa, temendo ter ofendido seu senhor.

Ele para de se mover, amaldiçoa-se internamente por tamanho descontrole, e sem dizer uma única palavra aparata, não se importando em ter deixado para trás comensais confusos e um James Ward dolorido.

[...]

Me aninho ainda mais no calor abaixo de mim, com minhas narinas sendo impregnadas pelo cheiro familiar de lavanda e sândalo que emanavam do lugar.

Suspirando satisfeita, esfrego meu rosto contra a calidez refrescante, que vibra em uma risada divertida.

Abro meus olhos, vislumbrando o peito nu de Tom pressionado contra meu rosto, subindo e descendo ao ritmo de sua respiração tranquila. Uma fina e quase imperceptível camada de pelos está espalhada ali. Beijo carinhosamente aquela região, olhando para ele em seguida.

Um sorriso faceiro desponta em seus lábios. Não me contenho, solto uma breve risada feliz.

— Você parece uma gatinha de manhã — Diz ele, com uma voz rouca e profunda. Provavelmente por ter acabado de acordar também.

— Se você não fosse tão absurdamente irresistível, eu não iria atrás de você dormindo para me esfregar em seu corpo – Falo, bem humorada.

Ele pisca, rodeando meu corpo com seus braços e apertando-me junto a si.

— Então que bom que sou irresistível, porque esse corpinho delicioso não irá se esfregar em mais ninguém – Decreta possessivamente, e a promessa implícita em suas palavras não me passa despercebido.

— Você é meu único alvo – Falo, lhe oferecendo meu melhor sorriso cheio de dentes.

Seus olhos brilham em contentamento.

— Desculpe ter caído no sono tão rápido ontem – Mudo de assunto, ligeiramente encabulada – E obrigada por ter cuidado de mim – Meu rosto esquenta, lembrando vagamente do pano molhado entre minhas pernas.

Ele balança a cabeça em negativa.

— Não se desculpe ou me agradeça – Ele passa as costas da sua mão por minha bochecha, acariciando-me.

Fecho meus olhos, apreciando o contato.

— Fico feliz em saber que te deixei tão relaxada a ponto de você conseguir dormir rápido. E é meu dever como seu namorado cuidar de você, satisfazê-la em todos os aspectos – Completa maliciosamente a última parte.

Sinto minhas bochechas esquentarem ainda mais. Desvio minha atenção para seu peito, passando as pontas dos meus dedos por sua pele lisa. Sua respiração se altera sob meu toque.

Mordo meu lábio inferior, sentindo meu baixo ventre se contrair.

— Não me provoque – Pede com um grunhido profundo.

Solto meu lábio, arregalando os olhos.

— Desculpe.

Ele varre meu rosto em busca de algo e, então, suspira.

Me ergo um pouco na cama, aproximando-me ainda mais do seu rosto.

— Bom dia! – Sussurro, beijando o canto de sua boca.

— Bom dia. – Responde, segurando minha nuca com uma das mãos e com a outra rodeando meus ombros, para em seguida me rouba um beijo quente e molhado.

Nossas línguas se encontram, enroscando-se uma na outra. Envolvo seu pescoço com ambos os braços, enquanto que minhas pernas entrelaçam-se nas suas, fazendo com que sua ereção seja pressionada contra minha coxa.

Gemo em sua boca, sentindo meu corpo despertar por causa da amostra de sua excitação.

— Você está dolorida? – Pergunta assim que nos separamos.

Faço que não enrugando a testa, confusa com a pergunta.

Ele volta a me beijar, apagando quaisquer resquício de confusa da minha mente.

Mergulho meus dedos em seus cabelos, debruçando-me ainda mais sobre ele, sentindo a maciez e a firmeza de seus fios grossos se enrosca em meus dedos.

Suas mãos se movem por toda a extensão das minhas costas, acariciando minha pele nua, enquanto que seus lábios abandonam minha boca e partem para meu pescoço, distribuindo chupões e mordidinhas por sua extensão. Meu corpo está alerta... todo dele.

Gemo em êxtase, esfregando minhas pernas nas suas, fazendo seu pênis deslizar pelo interior das minhas coxas. É sua vez de gemer agora.

Tom abandona meu pescoço, segura meus ombros com as mãos e me empurrada delicadamente em direção à cama, erguendo-se sobre mim.

— Fique quieta – Avisa ele, o hálito quente batendo contra minha pele – Vou beijar você todinha, miss Granger.

Meu baixo ventre se contrai em expectativa.

Tom desliza o nariz entre meus seios, me arrepio. Ele me olha diretamente nos olhos, sorri e se volta para meus seios endurecidos de desejo.

Vejo o mesmo toca o bico dos meus seios com a língua, umedecendo a região. O mesmo abocanha meu mamilo, chupando-o com suavidade, antes de continuar seu trajeto, viajando para baixo e chegando ao meu umbigo. Ele enfia a língua ali dentro, e passa os dentes com delicadeza na minha barriga.

Arqueio o corpo, desencostando-o da cama.

— Você é muito gostosa, Hermione – Diz com reverencia.

Sinto minha boca secar, antecipando seus próximos movimentos.

Suas mãos descem pelas laterais do meu corpo, raspando as unhas em minhas coxas e agarrando minhas panturrilhas, abrindo minhas pernas com rapidez.

Resfolego.

— Que delícia – Diz baixinho, olhando diretamente para meu sexo latejante.

Entre minhas pernas, passa o nariz de cima a baixo no meu sexo, bem devagar, com muita delicadeza.

Oh Merlin! Contorço-me.

— Seu cheiro ainda vai me matar – murmura e, mantendo os olhos nos meus, enfia o nariz nos meus pelos pubianos e inspira.

Fico vermelha, sentindo-me fraca, e fecho os olhos na mesma hora. Não conseguindo olhar enquanto ele faz isso, encabulada.

Tom vai chupando minha vagina em toda a sua extensão. Meus gemidos roucos são o único som que preenche o ambiente.

— Ah! Por favor – Imploro, agarrando suas madeixas.

— Hum, gosto quando você implora, Herms.

Gemo.

E enquanto meu corpo vibra com aquelas palavras, começa a passar a língua em volta do meu clitóris. Abandono seus cabelos e agarro o colchão, desequilibrada.

— Ah! – Gemo quando meu corpo se eleva e estremece com o toque de sua língua.

Ele não para de mover a língua em círculos, mantendo a tortura. Cada átomo do meu corpo se concentra no pequeno gerador potente entre minhas pernas. Minhas pernas se enrijecem, e ele enfia o dedo dentro de mim.

Seu gemido gutural chega aos meus ouvidos.

— Oh, querida. Vê você tão molhada para mim me deixa em êxtase.

Ele roda o dedo num amplo círculo, alargando-me. Gemo, fechando meus olhos. Meu corpo implora por alívio, e não consigo lhe negar. Libero-o, esquecendo todo o raciocínio, o orgasmo tomando conta de mim, em espasmos repetidos.

Arfando, ouço vagamente o mesmo se movimentar pela cama. E bem devagar, ele me penetrar e começa a se movimentar. Volto a gemer, a sensação sendo dolorida e delicada ao mesmo tempo. Seguro-me em seus ombros, cravando minhas unhas em sua carne quente e suada.

— Está bom? – Pergunta.

— Sim. Ótimo – Respondo com dificuldade, extasiada pela sensação de preenchimento total.

Tom começa a se mexer depressa, duro e grande, metendo sem parar, implacável, empurrando para dentro de mim obstinadamente. Envolvo sua cintura com minhas pernas, abrindo-me ainda mais para ele. E mais uma vez estou a beira do limite.

— Goze para mim – Ordena, com os olhos semicerrados de desejo.

Sua voz é rouca, dura, áspera em meus ouvidos, e explodo embaixo dele enquanto me penetra com estocadas rápidas. Então fica imóvel, o corpo rígido.

Tom desaba com todo o peso em cima de mim, e afundo no colchão. Abraço-o desajeitadamente, tímida.

Ele se apoia nos cotovelos e fica me encarando, os olhos azuis e intensos.

— Você é perfeita – Murmura.

Sorrio, piscando lentamente.

— Estou longe da perfeição, Tom – Lhe contradigo.

— Não para mim – Devolve.

Roubo-lhe um beijo casto, não sabendo como responder ao seu elogio.

Ele se vai de dentro de mim e tomba para o lado, puxando-me para junto de si.

Confortáveis no silêncio, confortáveis um com o outro, nós simplesmente respirávamos em sincronia, existindo de um momento para o outro. Agradeço internamente por termos o horário da manhã livre, ou se não, eu não conseguiria ir para as aulas. Não depois desse orgasmo intenso e maravilhoso.

[...]

Olhando a mansão grandiosa a sua frente, o homem sente quando as novas imagens chegam suavemente a sua mente. E dessa vez, ele se entrega a elas, sem resistência.

Seus sentidos se aguçam com todos os odores, sons e sensações que recebe juntamente com as memórias. Sendo os gemidos sôfregos da castanha o ponto alto dessa intrusão.

“- Estou longe da perfeição, Tom – Contradiz ela.

— Não para mim – Devolve.”

Seu corpo mais uma vez volta a reagir, endurecendo-se em excitação. Ele passa as mãos pelos cabelos negros, estranhando a princípio a textura dos fios recém adquiridos.

Soltando um rosnado rouco, o bruxo empunha a varinha começa a recitar feitiços de proteção em torno da propriedade, sendo muitos deles criações próprias suas.

Quando termina, move-se em torno do lugar, parando próximo a uma das janela da sala de visitas, encarando seu reflexo com certa estranheza.

O homem que lhe encara de volta não lembra em nada o bruxo esquelético, careca e acinzentado que retornara do mundo dos mortos. Seus então olhos vermelhos agora eram azuis tempestuosos, sua pele cinzenta está branca e saudável, sua cabeça desprovida de cabelos agora é adornada por fios grossos e sedosos.

Voldemort retorna para sua glória máxima, em uma versão adulta de Tom Riddle, graças as incansáveis pesquisas, aperfeiçoamentos de feitiços e criações de poções feitas exclusivamente por sua mente genial. E apesar de ninguém o ter visto ainda assim, o sorriso satisfeito que desponta em seus lábios é genuíno e orgulhoso.

Fechando seus olhos, ele analisa o lugar mentalmente, repassando na cabeça cada cômodo do lugar minuciosamente e as alterações que deveriam ser feitas.

“- Seu cheiro ainda vai me matar – murmura e, mantendo os olhos nos dela, enfia o nariz nos seus pelos pubianos e inspira.”

Suprimento um gemido, o bruxo resiste a tentação de buscar sozinho sua própria libertação. E movido por raiva ele decide tirar Hermione de seu sistema da forma mais baixa que existe.

Enfurecido por seu corpo responder tão prontamente aos estímulos carnais vindos de uma suposta sangue-ruim, ele aparata de volta para a mansão Malfoy com um plano em mente, dessa vez aparecendo em seu quarto privado.

Usando a conexão que tem com seus comensais devido a marca negra, Voldemort solicita Bellatrix Lestrange ao seu aposento.

— Versipellis — Murmura, voltando a ter a aparência ofídica.

Por mais que gostasse de sua nova aparência, ele ainda não iria dividi-la com seus servos. Esperaria o momento mais oportuno para isso, e só se mostraria para os dignos. Até lá, todos iriam lhe vê em sua forma mais intimidante e cruel.

Seus olhos vermelhos movem-se para a porta quando batidas soam.

— Entre – Ordena impaciente.

A bruxa puro-sangue adentra o quarto em suas habituas vestes negras, fecha a porta, e olhando para seu senhor com adoração e expectativa se põe de joelhos. Ansiosa.

Chamados particulares assim estavam ficando cada vez mais escassos, e a mulher temia não está mais agradando seu mestre da forma como queria.

— Em que posso servi-lo, meu senhor? – Seu tom manso e falsamente despretensioso não provoca reação alguma no homem.

— Tire a roupa – Manda sem cerimônia, usando seu tom mais monótono.

Um sorriso amplo e feliz se espalha pelo rosto de Bellatrix enquanto ela faz o que seu mestre mandou. Não imaginando ela que, na verdade, não passa de um estepe para o grande bruxo das trevas.

E enquanto assiste sua comensal se despir sedutoramente, Voldemort é confrontado com a verdade que tanto tenta negar a si mesmo.

Hermione Granger o estragou para qualquer outra mulher.

“Existem algumas pessoas que nos marcam até a alma , como se nada e nem ninguém pudesse ocupar o seu lugar.”

— Flagelos de um Poeta

Notas finais
O que acharam do capítulo? Hermione, mulher, corre aqui que o Tom tá pegando a tua mãe Só eu que acho que vai dá muito merda quando a Mione descobrir isso? James Ward tem muito que agradecer a Mi, pq se não fosse pelo sexo dela com o Tom o coitado teria sofrido mais A partir desse ponto, teremos só mais alguns poquissímos capítulos da Hermione no passado (provavelmente 4 ou 5). E então, o tão aguardado encontro dela com Voldemort Beijinhos insubstituíveis pra vcs!!