Desire Obsolete

22 Mudança (POV - TOM)


Notas iniciais
Capítulo totalmente no ponto de vista do Tom. Espero que gostem Enjoy!

— Eu deveria te deixar perambular por aqui sozinho – Começo, escutando o mesmo resfolegar de medo atrás de mim quando o vendo sobra mais forte e nos trás sons estranhos do interior da floresta – Talvez assim você aprenda a manter suas calças no lugar ou fique mais inteligente e saiba comer suas amantes em lugares reservados – Completo, segurando meu lampião com mais força.

O que eu fiz pra merecer servos tão emprestáveis?

Abraxas solta vários muxoxos de desculpas, aumentando ainda mais minha raiva. O que me faz querer rever minhas ações pacientes demais com o Malfoy, e pensar que um crucio teria um efeito educativo melhor nele do que apenas um sermão.

— Eu não gosto desse lugar – Reclama com a voz arrastada – Slughorn não devia ter nos mandando pra cá sozinhos, é doentio.

Paro abruptamente e olho para trás, vendo o idiota em questão tropeçar em uma raiz de árvore e cambalear para frente. Ele se endireita com rapidez e passa as mãos pelo cabelo, sorrindo sem graça.

Revirou meus olhos e me volto para frente.

Que grande idiota!

— Pare de reclamar e ande, não temos a noite toda – Apresso o passo querendo volta ao castelo o mais rápido possível, o frio de uma recém parada chuva estava me irritando.

Slughorn pagará por isso, penso, lembrando que o mesmo me pedira para acompanhar o Malfoy sem ele alegando ter muitas poções para prepara para as próximas aulas. Patético e mentiroso. Mas darei um jeito de você pagar por isso.

— Amanhã será feita a nossa primeira reunião de volta às aulas – Comento, baixinho – Avise aos outros, Malfoy. E sem atrasos.

— Sim, milord.

Piso em um galho seco de árvore, o barulho reverbera a nossa volta fazendo Abraxas se assusta e pular para trás.

— O que foi isso? – Pergunta, girando o pescoço para todos os lados possíveis, tenso.

Revirou meus olhos, entediado.

— Você é realmente um...

— Olá! – Me saúda de repente uma voz feminina, baixinho.

Viro-me abruptamente em direção à voz, pego totalmente de surpresa. Empunho minha varinha com rapidez e a aponto para a intrusa, endireitando minha postura para o caso de um eventual duelo.

Ora, quem é você?

Avalio a garota a minha frente, empenhado em descobri se ela era uma ameaça ou não. Seu rosto era bonito, com olhos expressivos, pelo que posso vê, maçãs do rosto bem delineadas e uma boca pequena que dava vasão a pensamentos maliciosos. Deveria ser uns 15 centímetros mais baixa que eu.

Franzo a testa ao observa suas vestes maltrapilhas. O que antes me parecia ser um conjunto de blusa e short azul claro, agora era um amontoado de roupas rasgadas e sujas. Seu sobretudo preto era a única coisa intacta, mas também estava sujo de lama e folhagem.

Pernas torneadas, observo, ao descer meu olhar sobre sua pele exposta. O tipo certo para uma boa foda, concluo. Mas o que ela faz vestida assim aqui?

— Quem é você? – Pergunto, friamente.

É gostosa, mas não merece minha cortesia. Ainda não!

Ouço Abraxas se aproximar, provavelmente, só fazendo isso por perceber que não havia perigo ali.

Ao vê-lo a garota entra em choque, solta um gritinho e pula para trás, em uma demonstração clara de reconhecimento. Quando ela saca a varinha e a aponta para ele concluo se tratar de uma bruxa, o que não me surpreende.

— Malfoy! – Exclama ela entre dentes.

Ora, ora, parece que a sujinha não gosta de você, Abraxas, debocho mentalmente. Sua reação hostil aguça minha curiosidade mais do que eu gostaria.

— Opa! Calma, garota! – Pede ele, se afastando e levantando as mãos em sinal de rendição.

Tem como ser mais pateta?

Ela se mantém inflexível, olhando raivosa para ele.

— Tom, faça alguma coisa – Implora, percebendo que ela não iria ceder.

Contenho um sorriso sádico, imaginando-a usando a maldição cruciatus em Abraxas.

Selvagem, ela com certeza me parece selvagem, divago, vendo seus cabelos ainda molhados começarem a secar e encaracolarem nas pontas, dando-lhe uma aparência sexy.

Vejo-a fechar os olhos, como se estivesse sentindo dor. Guardo minha varinha, decidindo ser mais cordial para obter informações dela.

— Você não respondeu minha pergunta, senhorita...? – Uso meu tom mais brando.

— Granger, Hermione Granger — Responde-me, abaixando a varinha em seguida.

Granger? Faço uma rápida busca mental sobre esse sobrenome, chegando a conclusão que era trouxa. Que seja pelo menos mestiça.

— Miss Granger, o que fazer na floresta proibida? – Não disfarço, propositalmente, o asco em minha voz ao pronunciar seu sobrenome trouxa.

A boca dela se escancara em assombro.

— Floresta Proibida? O que? Mas... Mas... Oh, Merlin! – Ela balança a cabeça em negação.

Dou alguns passos cautelosos até ela, intrigado com sua negação atordoada. A mesma se afasta aos tropeços, paro no lugar. Em uma rápida e silenciosa invasão na mente do Malfoy ordeno para ele ir buscar Dumbledore. Ele vai embora com rapidez sem questionar.

Muito caridoso, Riddle, penso com ironia, mas por dentro saboreio o doce gosto da oportunidade perfeita que sugira para minha vingança.

— On-onde ele vai? – Pergunta, assustada.

Do de ombros, indiferente.

— Não se preocupe, a senhorita está desorientada e precisando de ajuda... Em Hogwarts você as conseguirá, lhe garanto.

— Hogwarts? Ah sim... Aahhh, é isso! – Seu gritinho de felicidade me pega de surpresa e aborrece igualmente – Preciso vê o diretor Dumbledore – Afirma, baixinho.

Estalo minha língua em desaprovação.

Desorientada e mal informada, ótimo.

— Diretor Dippet!

— Desculpe-me...? – A timidez em sua voz envia pontadas de tesão para meu pau.

Controle-se, Riddle!

Suspiro fingindo irritação, tentando desviar meus pensamentos para longe do teor sexual que meu cérebro quer projetar.

— Dumbledore é apenas o professor de transfiguração e diretor da Grifinória, o diretor de Hogwarts é Armando Dippet – Explico.

— O que? – Sua voz sai repleta de incredulidade – Do que você está falando? Dumbledore é o diretor.

Aperto minha boca em uma linha rígida, irritado por ela me contrariar.

— Não seja tola, garota. Eu estudo em Hogwarts por mais de cinco anos, e com certeza sei quem é o diretor, já você... Seus antecedentes são incertos e duvidosos – Falo, irritado.

Ela me encara confusa por alguns instantes.

— Em que ano estamos? – Pergunta, temerosa.

Franzo a testa.

— Estamos em 1944, Granger – Minha resposta é curta e fria.

Ela desaba no chão como um saco de batatas. Vejo-a segurar no solo, parecendo ter que organizar um turbilhão de pensamentos em sua mente.

— A senhorita está bem? – Minha voz não emite preocupação, saindo bem monótona, na verdade.

Só não morra antes de Dumbledore chegar, Granger.

— E-eu não sei seu no-nome – Diz com a respiração acelerada.

— E como ia saber se eu não falei, não é mesmo? – Disparo, sarcástico, ignorando seu estado.

Ela fica quieta.

— Riddle, Tom Riddle – Falo, contrariado, não querendo deixá-la sem resposta.

Se vai morrer, que pelo menos saiba meu nome.

Ela desmaia assim que Dumbledore aparece em meu campo de visão.

Mantenho-me a distância, apenas respondendo o que era necessário o velho saber, mas não esquecendo de manter minha pose de bom samaritano.

— Deixe-me carrega-la até Hogwarts, professor – Peço, falsamente solícito.

— Sim, sim, meu jovem! Rápido!

Aproxima-se dela com rapidez e envolvo meus braços em torno de seu corpo, tirando-a do chão se esforço algum.

Leve, macia e cheirosa, recito para mim mesmo.

Quando começo a seguir o velho para fora da floresta, ficando poucos metros atrás dele, me permito dá uma boa olhada na fisionomia da dela. Seus cabelos caiam como uma cortina espeça pelo seu colo e rosto, enquanto seu corpo pequeno em comparação ao meu se aconchegava em meus braços. Através do tecido fino e molhado da blusa azul posso vê que seus seios eram médios e firmes, e pela forma como as roupas grudavam nele, que sua cintura era fina e sua barriga lisa.

— O que vocês estavam fazendo aqui sem supervisão, Tom? – Ouço Dumbledore pergunta, interrompendo minha linha de pensamentos indecentes.

Sorrio internamente com sua pergunta, sabendo que minhas próximas palavras aplicariam uma grande dor de cabeça em Slughorn.

— Bom, senhor, o professor Slughorn estava muito ocupado para acompanhar Abraxas em sua detenção, então... – Continuo meu relato, vendo o velho franzi a testa, claramente desaprovado as ações do outro.

Encontrar essa garota não foi de todo mal, penso, lembrando-me de como seus seios grudavam no tecido fino da blusa.

[...]

— Aquele palerma merecia coisa pior! – Digo, friamente, após escuta o relato de Abraxas sobre a bronca que Slughorn recebeu de Dumbledore. Malfoy abre as portas dos armários e fica olhando embasbacado para as poções – Pegue logo as poções que aquela velha pediu. Não gosto dessa parte do castelo.

— Sim, milord – Sussurra ele – Quem já se viu, me manda para aquela merda de floresta só para cumprir uma detençãozinha boba.

— Você é outro idiota, Malfoy – Rosno, cansado de sua choradeira – Pare de agarra suas amantes em cada canto do castelo. Controle-se! – Ordena, irritado – Se você demonstra-se tanto empenho em aprender a duelar quanto mostra em conquistar garotas, você não teria envergonhado a Sonserina em nossa última aula de defesa contra as artes das trevas – Completo, em clara reprimenda.

— Desculpe-me, Tom...

Suspiro.

— Não quero suas desculpas, quero resultados positivos... Não me decepcione de novo, Abraxas. Você não gostará das consequências — Minha ameaça velada não passa despercebida por ele.

— Não irei decepcioná-lo, milord! – Garante.

É o que vamos vê!

Encaro o corpo da garota na cama, fixando meu olhar em seu rosto. Algo nela me deixa inquieto, eu só não sabia o que era.

— Essa garota... Algo nela me incomoda – Digo mais para mim do que para Abraxas.

— Como assim? – Pergunta ele, confuso.

Me afasto de seu leito, indo em direção a porta.

— Vamos conversa em outro lugar – Disparo – Pegue logo essas poções.

Saímos da Ala Hospitar segurando as poções que Madame Cassandra pediu.

— Ela surgiu do nada no meio da floresta, desorientada e falando asneiras. Mas a sua convicção de que Dumbledore era o diretor foi verdadeira – Começo, organizando meus pensamentos – Sem contar em suas vestes nem um pouco apropriadas para uma caminhada a noite – Olho para Abraxas que tinha sua atenção voltada totalmente para mim – E porque aquela reação agressiva ao te ver?

Ele franze a testa.

— Juro que nunca vi aquela garota antes – Volta a me dizer – Talvez ela tenha esbarrado com algum parente meu e ele tenha, sei lá, sido um babaca? É muito provavelmente, principalmente, se ela for uma sangue-ruim.

Concordo com a cabeça. Era em momentos como aquele que realmente fazia sentido para mim manter Abraxas como meu favorito. Ele sabia usar a cabeça quando queria e era um dos mais leais a causa e a mim.

— Vamos vigia-la de longe. Quero saber tudo sobre ela, entendeu?

— Sim, milord.

Quais quer que sejam seus segredos, Granger, eu vou descobrir.

[...]

Quando ela entra na sala de Dippet e me vê, percebo uma sutil mudança em sua postura, passando de nervosa para irritada.

Estranho.

Exprimo falsamente meu contentamento em vê-la melhor, o que ela responde com uma frieza glacial. Decido então provoca-la falando sobre seu comportamento contra Abraxas. Sua resposta mansa e doce me pega de surpresa, me deixando irritado.

Encaramo-nos hostilmente até o velho pigarrear.

Após a apresentação, ela senta-se no banquinho para ser selecionada. Seu olhar recai sobre nós, aonde ela não se detém me encarando, mas sim olhando o Potter. Algo dentro de mim estala em desaprovação.

Suas expressões faciais foram um prato cheio para minha mente, ela passava de assustada para tensa em questão de segundos. Quando sua seleção terminou o resultado e a demora não poderiam ter me surpreendido mais.

Com esse ar de petulância grifinoriana, é sério que foi escolhida para a Sonserina? Esse chapéu só pode estar caducando.

Preguiçosamente sorrio para ela.

— Bem-vinda a Sonserina, senhorita Granger – Falo, cordial.

Ela agradece e permanece estagnada no lugar, visivelmente chocada.

Dippet informa mais algumas coisas para ela, e então a mesma encara Dumbledore como sua tábua de salvação. Sua postura em relação a ele me incomoda e intriga. Existia algum tipo de parceria entre eles que não me agradava nem um pouco.

Ela levanta com pesar do banquinho. Não tardo a pedir para que ela me siga, querendo sair o mais rápido possível dali. Dumbledore põe sua mão no seu ombro, confortando-a.

— Acredito que a senhorita achará sua estadia aqui revigorante – Diz, calmamente – Não se preocupe com nada, minha jovem. Hogwarts sempre estará aqui para aqueles que precisarem... Se a senhorita me permitir, após seu descanso merecido, poderemos tomar aquele chá com torta de limão que lhe ofereci mais cedo. Meu horário estará vago a tarde todo – Fala, à guia de explicação.

— Eu adoraria, professor – Sua voz sai cheia de gratidão.

— Muito bem, então – Ele se afasta indo até a grande mesa do diretor, tira de lá uma folha de pergaminho e então entrega a ela – Tom, por favor, ensine a senhorita como chegar à minha sala.

— Mais é claro, professor – Concordo, prontamente.

Guardo esse pequeno momento em minha mente, sabendo que mais tarde eu iria revivê-lo e destrincha-lo em pensamentos. A forma como ela se comportava perto dele me dizia mais do que suas expressões. Ela o conhecia, e isso era um fato.

Sou o primeiro a sair da sala, mas tenho que parar no final da escadaria para esperar a Granger. Todos se dissipam menos Amanda, que para ao meu lado. Quando ela toca meu braço me afasto irritado.

— Vamos lá, Tom, você não sente falta de mim? – Pergunta em um sussurro, com sua voz enjoativa me enojando.

Limito-me a fazer que não com a cabeça, o que a aborrece e faz ela ir embora.

Amanda e eu trepamos algumas vezes, mas quando ela começou a ficar obcecada demais em ter uma relação assumida comigo, decidi dá um basta. Era só sexo, não uma proposta de casamento. Mulheres e suas tendências a levar tudo para o lado emocional me irritam.

A Granger caminha até mim lentamente. Quando ela chega perto o suficiente disparo um: “não seja lerda” o que a faz me chama de grosso e passar por mim irritada.

Sua explicação sobre conhecer alguns alunos da Sonserina e eles terem lhe fornecido a localização das masmorras não me convence, assim como ela ter se perdido e ido parar na floresta proibida. Na verdade, muitas partes da sua história não me convenceram. Algo nela estava errado, e eu precisava descobrir isso o quanto antes. Mas até o presente momento, sua história era a única coisa que eu tinha.

Por ela se esquivar de responder sobre seu status sanguíneo deduzo que a mesma é uma maldita sangue-ruim. O que é quase como um banho de água fria em meu desejo por ela.

Tenho vontade de estrangulá-la quando a mesma relembra a detenção de Abraxas para me provocar. Quase perco o controle e uso o crucio nela bem ali.

— Tome cuidado ao se dirige a mim, Granger – Alerto, friamente – Você não irá querer me aborrecer...

Solto seu braço quando ela pede, tentando recuperar meu alto controle. Ao terminar seu discurso ela deixa claro ter sido considerada a melhor bruxa de sua geração, me pegando de surpresa. Então, ela segue para longe falando sobre sua antiga escola, até que suas palavras se voltam para mim: “Me manter fora de problemas não vai ser difícil, agora... E você? Consegue se manter longe das sombras, Tom?”

Sorrio quando ela some da minha vista.

Ah, Granger. E quem disse que eu quero me manter longe das sombras?

[...]

Ela se tornou uma adversária poderosa, o que me aborreceu no começo, mas logo se tornou divertido. Era bom ter com quem competir, trazia emoção para os meus dias. E sua petulância não tinha limites, prova disto era o tanto de inimigos que ela ia cultivando na Sonserina. Pollux era um dos que mais a odiava. Enquanto Abraxas se mantinha na berlinda, sem realmente nutri nenhuma aversão a ela, mas não querendo tomar partido do grupinho que a odiava.

Eu por outro lado transitava entre dois extremos, em alguns momentos a odiava, queria estrangula-la com minhas próprias mãos, já em outros meu desejo se sobressaia e eu queria transar com ela em qualquer superfície plana, mas ai eu lembrava de seu maldito sangue e meu desejo esfriava, por hora.

Contudo, ao passar dos dias nem mais seu sangue estava esfriando minha luxúria, o que estava se tornando um verdadeiro incômodo. A quantidade de banhos frios à noite que eu tomava e de ereções que eu precisava aliviar estava começando a me irritar profundamente.

Uma maldita sangue-ruim não deveria ser tão apetitosa, penso, dobrando o corredor apressado.

Esbarro com tudo em um corpo pequeno e feminino, seguro-a por puro instinto. Seus seios médios chocando-se contra meu peitoral fora o primeiro índice que tive de quem era a desastrada, mas quando seu cheiro floral flutuou até minhas narinas, a certeza de quem era a garota em meus braços me abate. Ela segura meus ombros com firmeza.

Olho para seu belo rosto, vendo-a de olhos fechados e bochechas rosadas de vergonha.

Praguejo baixinho, sentindo meu membro endurecer reagindo a sua proximidade e cheiro.

Ela abra os olhos assustada e estremece em meus braços.

Desejo e raiva se apoderam de mim, fazendo minha mente se perder entre imagens de mim colocando-a de quatro e estapeando sua bundinha arrebitada.

Contenho outro praguejo.

— Você não olha por onde anda, sangue-ruim? – Pergunto, ácido, tentando tirar imagens sedutoras suas da minha mente.

Solto-a e ela cambaleio para trás, afetada pelo que acontecera.

— Me-me desculpe – Gagueja.

Vejo-a coloca a mão no coração. Sigo seu ato com os olhos, praguejando em seguida com mais intensidade.

Ela pisca repetidas vezes, surpresa e confusa.

Essa maldita nem ao menos sabe o que faz comigo.

Quando se dá conta de porque eu praguejei, ela fica boquiaberta.

— Você... Você me... — Calou-se, mortificada.

Me volto para ela, sorrindo enraivecido.

— Se eu te desejo, miss Granger? Uma pergunta um pouco óbvia, você não acha? – Aproximo-me dela, predatório.

Granger afasta-se até bater com as costas na parede. Encarcero-a colocando minhas mãos uma de cada lado do seu corpo, para que não fuja.

— Penso no seu corpo desde o momento que te vi usando aqueles pequenos e sujos trapos na floresta proibida – Confesso, aproximando meu rosto do dela.

Uma intensa batalha é travada dentro de mim, com meu cérebro ordenando para que eu me afaste, pois ela é suja e indigna e meu corpo desejando explorar cada recando escondido daquela pele macia.

Raspo meu nariz em seu pescoço, seguindo o fluxo do seu sangue até sua garganta, aonde deposito singelos selinhos, fazendo-a se contorce e gemer baixinho. Vou ao êxtase explorando seu corpo, sentindo a textura de sua pele macia sob meus lábios. Espalmo seu quadril com uma das minhas mãos, enquanto que com a outra puxa seu rosto para perto do meu.

Pare, Riddle. Ela é uma sangue-ruim, recrimino-me mentalmente, tentando me por juízo. Isso está errado, controle-se. Você não é assim.

Colo nossos corpos, acariciando a lateral do seu quadril, enquanto nossos olhos não se desgrudavam em momento algum. Seu cheiro e calor se infiltram sob minha pele, endurecendo ainda mais meu pau.

Porra, o que está acontecendo comigo? Você não é assim, afaste-se dela,ordeno-me, lembre-se do que você abomina e quem ela é.

Relutantemente, abandono seu corpo, mas logo o frio de não está em contato com sua pele me assola.

Sorrio abertamente, tentando retomar o controle de minhas ações.

— Apesar de sua pose inabalável, Granger, você é como todas as outras – Disparo, tentando soar o mais divertido possível – Fácil de manipular – Completo, rindo, apesar de não achar graça nenhuma em minhas palavras – Mas saiba que eu nunca ficaria com você, uma sangue-ruim inferior – Termino, tentando atormentá-la da mesma forma que ela vinha me atormentando com seu corpo.

— Você é um aproveitador, maldito – Rosna, ferida.

Me aproximo dela, ainda sorrindo.

— Eu não te forcei a nada, senhorita – Falo, com falsa doçura – Na verdade, você estava muito receptiva... Quase oferecendo-se para mim como uma prost...

Minhas palavras são cortadas quando sua mão se chocar contra meu rosto. O impacto fora tão forte e inesperado que viro meu rosto completamente para o lado. A dor é bem-vinda, mas ainda assim me enfurece.

Agarro seu braço, tremendo de fúria, e então lhe empurra sem delicadeza contra a parede.

— Você pagará por isso, sangue-ruim maldita – Ameaço, tomado por cólera.

Ela abra a boca pra retruca, mas o que sai dali não são palavras e sim soluços, pegando nós dois de surpresa. Solto seu braço e me afasto, incrédulo. Ela olha para o chão, desolada.

Ótimo, Riddle. Você se superou dessa vez, parabenizo-me com ironia. Um forte sentimento de arrependimento me atinge, fazendo com que me arrependo de minhas ações. Ela não teve culpa, fora eu quem me aproveitei da situação. Merda! O que estou pensando? Ela é a culpada.

Encaro o chão, atordoado. O lado a qual ela havia batido doía, mas não me importo com isso, não depois de vê aquele olhar. Suas lágrimas me amolecerem mais do que eu admitiria.

Eu não sou piedoso.

Quando nossos olhos se encontram posso vê o tamanho da tristeza e vergonha que lhe causei, isso é como um soco no estômago. Não me trás satisfação ou alegria, apenas um vazio no peito. Mas apesar disso, meu orgulho não me deixa pedir desculpas. Eu nunca faria isso, na verdade.

— Não se meta em meu caminho, Granger – Digo, sem encarar a mesma – Eu não perdoou ninguém, nunca – E com isso vou embora, sem olhar para trás.

Esse desejo não irá me dominar, não serei escravo de algo tão tosco e carnal, disparo para mim mesmo, mas um lampejo de entendimento me atinge. Ela é o fruto proibido que eu tenho que provar para poder esquecer.

[...]

Nunca me senti grato a ninguém por nada, mas ao vê Hermione arrumada para a tediosa reunião do Slughorn, repenso sobre esse fato.

Seu vestido vermelho do dia anterior, quando lhe encontrei de quatro na Torre de Astronomia, tinha lhe deixado vibrante de uma forma que nunca vi ninguém ficar, acentuando sua beleza, mas o preto justo de alcinhas me entorpecera, dando um novo significado a expressão “de tirar o fôlego”.

Passo a maior parte da noite concentrado em não deixar meu desejo por ela aparente, apesar de suspeitar que Abraxas sabia, mas isso não me preocupava. Ele parecia ter apreço pela garota mesmo que mal conversassem, sem contar que sua lealdade por mim era cega. No entanto, ao vê-la gemer baixinho ao meu lado por causa de um maldito bolo, quase me descontrolo e rasgo sua roupa ali mesmo.

— Você é insano, sabia?

Você não tem noção do quanto, Granger, penso, dando de ombros e voltando a conversa com Rosier.

Ela é uma das primeiras a abandonar a reunião, tenho que conter meu impulso de segui-la, para não dá muito na cara meu interesse em ficar a sós com ela. Mas assim que todos se distraem, o que acontece com rapidez, vou embora.

— Pronta para ir?

Ela pula de susto quando eu apareço do seu lado.

— Você não pode me assusta assim.

— Você se assusta muito fácil, Granger.

A mesma revira os olhos para mim.

— Toda vez que você faz isso tenho vontade de te dá uma palmada, sabia? – Confesso.

— Você não pode me dizer isso – Diz, encarando o chão.

— Porque não?

— É errado.

Me aproximo dela, seguro seu queixo com a mão e levanto sua cabeça, forçando-a a encarar meus olhos.

— Eu não dou a mínima para o que é certo ou errado – Sussurro, para em seguida me afastar – Vamos embora, já está tarde.

Ela me segue em silêncio, entregue aos seus pensamentos.

[...]

Meu pequeno acesso de ciúmes momentos antes de nosso duelo me fez refletir sobre a natureza daquele sentimento. E cheguei a breve conclusão de que minha frustração sexual em relação a sangue-ruim estava criando em mim um sentimento de posse sobre ela. E que eu precisava com urgência reverter isso.

Durante nossa embate na sala, posso testar a extensão de seus poderes, e o meu resultado interno me confirma o que eu já sabia, Hermione Granger era uma oponente formidável. No entanto, tenha plena certeza que em um duelo de vida ou morte, o resultado seria bem diferente.

— Você é uma coisinha fascinante, miss Granger – Sussurro para ela, para em seguida ir me juntar aos meus comensais.

[...]

Eram contados nos dedos de uma só mão as vezes em que eu me enganei sobre algo. No entanto, quando eu errava, era sempre catastrófico para mim. Primeiro vinha a raiva, depois o descontrole e por último a obstinação de remediar meu erro. O que nem sempre acontecia.

Contudo, sentado no salão comunal da Sonserina, olhando o fogo crepitar após a melhor sessão de amassos da minha vida, eu realmente gostei de ter errado sobre achar que após conseguir saciar meu desejo pela Granger minha obsessão iria parar. Na verdade, acontecera totalmente o oposto. E apesar de não termos chegado as vias de fato e meu pau estar duro e dolorido de desejo, só em ter esse pequeno prelúdio do que me aguardava, eu sabia que não me cansaria dela nem tão cedo.

O que era bom por um lado, já que eu me cansava fácil das garotas que comia, mas por outro, especificamente por ela ser uma sangue-ruim era extremamente irritante.

Suspiro, jogando minha cabeça para trás e fechando meus olhos.

Nunca fui escravo do desejo, mas após a sua chega Miss Granger tudo mudou. E como mudou!

[...]

Olho para minha cerveja amanteigada com desgosto, não por eu não gosta, mas simplesmente por não parar de pensar na Granger e em como nossa química sexual era explosiva.

Eu ter justamente afinidade sexual com uma sangue-ruim é alguma piada cósmica? Se for, não tem graça.

Dou um gole generoso na bebida escutando Pollux e Nebolus discutirem sobre Quadribol.

— Que bom que achei vocês – Dorea fala, aparecendo por trás de mim e dando a volta para sentar na cadeira ao lado de Pollux – Onde estão Lena e Anelise?

— Os casaizinhos queriam privacidade, então, fomos dispensados – Responde seu irmão – Você já comeu?

Não ouço a resposta dela, concentrado em achar Hermione com o olhar.

Franzo a testa quando não a encontro.

Me volto para Dorea que parecia inquieta e preocupada, olhando o tempo todo para a porta.

— Onde está a Granger? – Pergunto indiferente, mas por dentro não me contendo de curiosidade.

Os demais da mesa parecem acorda e perceber que ela não havia voltado com Dorea, então encaram a garota, confusos.

Ela me olha por breves instantes, receosa. Mas qualquer que fosse sua batalha interna, sua preocupação vence e ela desata a falar.

— Foi tudo tão anormal – Começa, detendo da atenção de todos para si – Estávamos caminhando e então uma mulher apareceu do nada. A Hermione ficou tão estranha, assustada e protetora, como se a mulher pudesse me machucar ou sei lá – Ela toma fôlego e prossegue – Então a mulher se identificou como Meredith Lefay, madrinha da Hermione, e...

— Lefay? – Interrompo, temendo não ter escutado direto.

— Sim, Lefay – Afirma, balançando a cabeça – Também achei estranho, por isso, perguntei se ela era parente de Morgana Lefay e sim, ela é – Ela volta a encara a porta, fazendo uma pausa em seu relato – A Hermione foi embora com ela para Merlin sabe onde... Estou preocupada. E se ela for... perigosa? – Ela fala a última parte baixinho, inclinando-se para frente.

— Se ela foi por livre espontânea vontade, a mulher não é perigosa, e também, você disse madrinha? – Pergunta Pollux, pensativo.

— Sim.

— Como é possível ela ser afilhada de uma bruxa descendente de Morgana, se ela é uma nascida trouxa? – Nebolus verbaliza o pensamento de todos ali.

Dorea estala os dedos, chamando nossa atenção.

— A questão é, não importa de quem ela é descendente, e se a Hermione estiver em perigo? – Sua voz estava alarmada.

— Mas você disse que ela foi porque quis com ela – Fala Evan, confuso.

Ela bufa e revira os olhos, exasperada.

— Eu vou procurar ela – Diz se levantando da mesa.

— Você não vai, não deve nada a ela – Intervém Pollux, irritado.

— Você não pode e não vai me impedir – Afirma, colocando as mãos na cintura – A Hermione é minha amiga e...

— Vamos procurá-la – Digo, pegando todos de surpresa.

— O quê? – Perguntam todos em unissom, incrédulos.

Revirou meus olhos me levantando.

— Me sigam ou fiquem aí, não me importo.

Começo a me afasta da mesa, sabendo que eles iriam me seguir de qualquer forma.

Minha curiosidade fora aguçada com a presença dessa herdeira de Morgana Lefay, e se tinha a mínima chance de conhecê-la e saber como era sua relação com Hermione, eu iria o fazer.

Até agora não descobri nada sobre ela, vamos vê se essa madrinha me dará as respostas para minhas perguntas.

Caminhamos em silêncio, procurando pela presença da Granger, mas parecia que ela tinha sumido.

— Onde ela pode está? – Dorea pergunta para ninguém em especial.

Passamos por um beco estreito entre duas lojas de aparência decadente e com poucas pessoas dentro. Minha paciência já estava se esgotando.

Paro de súbito ao escutar a voz de quem procurávamos.

— Não use esse sobrenome para se referir a mim – Sua voz sai baixa e fraca – Eu sou Hermione Jane Granger – Afirma com convicção.

Entro no beco sem parar para informar aos outros que era ali que ela estava, mas nem preciso, eles me seguem.

— Não, querida. Você é Hermione Rosier Black, e precisa aceitar sua verdadeira origem – Diz a mulher que presumo ser a descendente de Morgana.

Estancamos no lugar ao ouvir sua declaração.

Hermione Rosier Black? Minha mente demora a processa suas palavras, mas quando isso acontece sou tomado pela descrença. Isso é sério? Que merda é essa?

— Não – Rosna, cheia de raiva – Você já tirou coisas demais de mim, mas isso eu não admito. Eu sou uma nascida trouxa, ponto final.

Aproximo-me com cautela delas, querendo escutar melhor a conversa, Dorea me segue, ficando ao meu lado, igualmente chocada pelo que acabamos de ouvi-lo.

— Você precisa parar de negar quem realmente você é, criança – Seu tom alto e frustrado releva uma falta de paciência gritante – Você é uma sangue-puro e precisa aceitar e superar isso.

— Você não sabe de nada! – Grita, pegando a todos de surpresa.

Vejo de relance o rosto da mulher que conversava com a Granger quando ela inclina a cabeça para a direita e olha para a entrada do beco, sua beleza era estonteante, mas não tenho tempo de me ater a isso quando Hermione se vira e nos encara, surpresa.

Ela se volta para Meredith, que fala algo em seu ouvido que não escutamos, e então desaparece.

Hermione cobre o rosto e se mantém quieta por alguns segundos.

— O quanto vocês escutaram? – Pergunta.

— O suficiente para saber que você anda mentindo para todos em Hogwarts – Tom respondo, friamente.

Mentindo para mim.

Ela se vira para nós, nervosa e cansada.

— Dorea, você é a única aqui a quem devo desculpas por não ter falado a verdade – Começa – Mas como todos presumiram que eu era uma nascida trouxa, não quis mudar isso, porque... É complicado – Ela olha para além de nós – E não importa o sangue que corre em minhas veias, eu me considero uma sangue-ruim. Por isso, sugiro que superem o que escutaram aqui o mais rápido possível – Finaliza, seguindo para fora do beco, passando rapidamente por nós.

Sigo-a com rapidez, deixando os outros para trás, embasbacados.

— Hermione — Chamo-a, que para e me encara. Seus olhos estavam marejados, sem vida – O que mais você esconde, hein? – Soou mais agressivo do que eu gostaria.

Ela balança a cabeça em negativa, exausta.

— Não, eu não... – Ela desvia o olhar, mas logo volta a me encara – Você não tem capacidade para me dá lição de moral sobre segredos, Tom. Não aja como se sua ficha fosse impecável, não você.

— Do que você está falando? – Pergunto, cauteloso.

Ela dá de ombros e suspira.

— Eu não sei, me diga você.

— Granger, não me provoque – Alerto.

Ela começa a se afasta, levantando as mãos em rendição e olhando-me esgotada.

— Apenas me deixe em paz, Tom – Pede, para em seguida dá as costas e ir embora sem olhar para trás.

Você me deve respostas, Granger.

"A mudança é uma constante, o sinal do renascimento, o ovo da fênix."

— Christina Baldwin

Notas finais
Gostaram? Desculpem pelos erros. Leitores fantasmas se pronunciem, por favor. Beijos sabor mudança radical!!