Desire Obsolete
23 Ajuda
Notas iniciais
Caminho de cabeça baixa e sem rumo pelas ruas de Hogsmeade, alheia a tudo que ocorria a minha volta. Meu choro recém parado aliviara um pouco minha tristeza, mas não o suficiente para que eu quisesse encarar a enxurrada de perguntas que me aguardava mais a frente.
“- O que mais você esconde, hein?”
A pergunta de Tom ficava indo e vindo em minha mente, mexendo com minha mente e emoções. A agressividade do seu tom de voz era o que mais me chocara.
Como se... se... se ele estivesse magoado? Suspiro, encolhendo-me pelo frio. Eu deve está ficando louca.
Sou distraída do meu estado deprimido e perturbado por vozes exaltadas brigando ao me lado. Viro-me para minha esquerda, deparando-me com uma pequena loja de roupas. Pela sua fachada e pelos modelos de vestidos na vitrine posso vê que o nível da loja não caberia no meu orçamento nem em um milhão de anos.
Franzo a testa, confusa com toda a algazarra de dentro da loja.
— Eu peço que você se retire, Rowena. Não temos nada para você aqui – Uma voz firme e calma pede.
— Como ousa falar assim como? – Ouço a tal Rowena questiona, irada – Você sabe quem eu sou? Uma palavra minha e eu mandarei essa sua lojinha medíocre para os confins do esquecimento.
Movida por curiosidade decido entrar na loja, me deparando com apenas as duas lá dentro. Quem presumo ser Rowena era uma mulher alta de longos cabelos ruivos, vestida com um vestido verde oliva que ia até abaixo de seus joelhos e saltos na cor bege. Já a outra voz que escutara pedindo para que ela se retira-se pertencia a uma senhora baixinha, com cabelos grisalhos presos em um coque apertado e que trajava um vestido longo na cor berinjela. Seu rosto marcado por linhas de expressão e rugas providas da idade estava sério.
As posturas delas me revelava muito sobre a situação em si. Rowena estava ereta e rígida, agressiva, enquanto a senhora estava de braços cruzados e tensa, defensiva. Minha chega ali não fora notada até que pigarreio, chamando a atenção delas para mim.
A senhora sorri com simpatia, mesmo que seus olhos estivessem refletindo toda a sua preocupação em relação aquela cena.
— Posso ajudá-la, minha jovem? – Pergunta ela, solícita.
Rowena se remexa ao lado dela, irritada por ter perdido a sua atenção.
— Você estava me atendendo, Matilde. Não seja mal educada – Fala, com uma voz enjoativamente doce.
— Na verdade, Rowena, nós já acabamos – Começa, afastando-se dela e vindo até mim – Como eu já havia lhe falado, não posso fazer o vestido de halloween da sua filha, você terá que procurar outra pessoa.
— Você não irá querer me aborrecer, Matilde – Rosna a esquentadinha para a senhora, que simplesmente revira os olhos e balança as mãos em descaso.
Cruzo meus braços, odiando o comportamento da mulher.
— Em que posso te ajudar? – Volta a pergunta, encarando-me.
Antes que eu possa responder ela, Rowena ataca novamente.
— Sua velha decrépita, você pagará por essa recusa – Ameaça, aproximando-se predatoriamente da senhora.
Pelo seu olhar enraivecido e sua postura agressiva, me ponho entre as duas, temendo que a mulher pudesse fazer algo contra Matilde. Leve minha mão até minha varinha, defensiva.
— Acho que está na hora da senhora ir embora – Falo, firmemente.
Ela para a poucos metros de nós e me lança um olhar superior.
— Você não deveria se meta no que não é da sua conta, pirralha.
— E a senhora deveria ser mais madura e saber aceitar um não como resposta. Mas pelo visto, não correspondemos as expectativas – Solto.
Ela endurece a mandíbula e semicerra os olhos. Me mantenho firme, acariciando minha varinha por cima do tecido da roupa.
Ela segue meus movimentos com os dedos, analisando minuciosamente meu rosto e então muda de tática.
— Se eu sair dessa loja sem obter o que quero, nunca mais voltarei – Afirma.
— Que Merlin lhe acompanhe – Rebate Matilde.
Vejo a ruiva mudar de cor e solta várias exclamações indignadas. Então, ela passa por nós como uma bala, batendo a porta com força ao sair, as dobradiças tremem com o golpe.
A senhora atrás de mim suspira, aliviada.
— Eu sinto muito, senhorita – Começa, encarando-me com uma vergonha genuína – Você não deveria ter que entrar aqui e me defender. Mas agradeço do fundo do meu coração por essa gentileza – Diz, sorrindo com amabilidade para mim.
— A senhora não deveria ter que aguentar esse tipo de coisa. Trabalha aqui sozinha? – Pergunto com visível preocupação.
Ela é tão pequena e parece tão frágil.
— Não se preocupe, querida, não trabalho sozinha. Mas como hoje foi um dia muito movimentado, meus funcionários perderam a hora do almoço, e com isso tive que libera todos de uma vez, já que eles estavam quase caindo de fome – Ela solta uma risada jovial – Fiquei sozinha apenas para cuidar da loja até eles voltarem. Quando Rowena chegou eu tinha acabado de fechar minha trigésima terceira encomenda para o Halloween, por isso recusei o pedido dela. É uma pena que ela tenha aceitado bem a minha recusa – Ela balança a cabeça, espantando algum pensamento ruim – Enfim, o que lhe trouxe a minha loja?
Sorrio sem graça.
— Na verdade, eu estava passando e ouvi a algazarra toda, como não gostei do tom de voz da Rowena, entrei para vê se poderia ajudar com algo, mas... Eu realmente não quero comprar nada. Sinto muito.
— Oh, então você entrou aqui só para me ajudar? – Pergunta, com seus olhos arregalados, faço que sim, sem graça – Esse tipo de altruísmo eu não vejo muito em jovens da sua idade. Muito obrigada, querida. Sou Matilde Rewendy, e você?
— Não precisa agradecer. Sou Hermione Granger.
Ela me dá um rápido abraço e então se afasta, olhando-me com doçura.
— Bom, vamos esquecer esse incidente trágico – Pede, passando a mãos pelo vestido – E para agradecer e encera esse capítulo conturbado, que tal eu te fazer um vestido totalmente de graça?
Uma fita métrica desliza de um dos bolsos do seu vestido e voa até mim, me pegando de surpresa. Cambaleio para trás, enquanto ela tira minhas medidas com rapidez.
—Um vestido de inverno, que tal? Tenho alguns modelos aqui que tiraram seu fôlego – Diz ela, caminhando até uma pilha de revistas em cima de um balcão.
Rio quando a fita se enrola em meu quadril.
— Ah, não precisa. Por favor, não se incomode. Eu realmente não preciso de nada, mas agradeço por sua boa vontade – Falo, estagnada no lugar enquanto a fita trabalha.
Matilde vem até mim com várias revistas nas mãos.
— Ora, menina, é o mínimo que posso fazer por você ter me defendido – Fala, tirando a fita de mim e colocando-a na mesinha que ficava próxima a dois sofás roxos – Só não posso prometer te entregar antes do Halloween de Hogwarts, porque para esse evento eu estou completamente lotada.
— Eu realmente não...
— Por favor, Hermione, aceite. Isso me deixaria muito feliz.
Seu sorriso bondoso e seus olhos gentis me desarmam.
— Tudo bem, então – Digo, não querendo discutir com ela.
Ela me lança um sorriso radiante.
— Você tem preferência por modelos? – Pergunta, dando a volta em mim e indo pegar pena e pergaminho.
— Casuais!? – Minha incerteza a faz sorrir.
— Sente-se no sofá e vamos debater sobre o que você gosta em uma roupa – Pede, trazendo pergaminho, pena e as revistas.
Faço como ela pediu, sentando-me de pernas cruzadas.
Toda essa agitação me distrai dos meus problemas, me fazendo abandonar minha tristeza, temporariamente. Mas enquanto estava debatendo sobre formatos, cores e tamanhos, me pego pensando sobre o que fazer a seguir, como explicar para as meninas porque menti. Chego à breve conclusão de que precisa falar com Dumbledore antes de qualquer coisa.
“- O que mais você esconde, hein?”
[...]
Entro em meu dormitório decidida a tomar um banho bem demorado antes de ir falar com Dumbledore. Sigo até meu malão com determinação, querendo tirar um pouco da tensão do meu corpo e do frio do lado de fora com água quentinha.
Franzo a testa ao vê a carta depositada em cima do meu travesseiro.
Como isso veio parar aqui? De quem é?
Pego-a com receio. Meu nome estava escrito em seu envelope, desenhado por uma letra cursiva e delicada. Feminina.
Abro-o com cautela e começo a ler.
Hermione,
Eu não vim através dessa carta me desculpa, porque sei que o quê fiz foi certo. Com o tempo você entenderá, espero. Vim te informar os seguintes detalhes que te ajudaram a fermentar a história que você irá contar para as pessoas. Use-as e você não terá problemas, garanto.
Nome: Lyra Agnes Black
Familiares mais importantes: Phoebe Greene (mãe), Indus Black (pai) e Cygnus Black II (primo de oitavo grau); seus filhos (Pollux, Dorea e Cassiopeia) são primos de nono grau dela.
Lyra morreu aos 29 anos, sozinha na França, vítima de varíola de dragão. Após fugir de casa em um ato de desespero, não suportando os maus tratos dos pais sádicos, a família Black perdeu total contato com ela. Viveu isolado do mundo e depressiva até a doença a levar desse mundo. Seus pais morreram dois anos após ela sair de casa. Ninguém nunca foi procurar por ela, declarando-a mentalmente instável.
Nome: Raphael Jonas Rosier
Familiares mais importantes: Jasmin Smith (mãe), Nathaniel Rosier (pai) e Vinda Rosier (prima de quarto grau); seu filho Evan Rosier é primo de quinto grau dele.
Raphael morreu aos 31 anos, após se envolver em um duelo para proteger um amigo libertino. Sua mãe morreu após o parto e seu pai morreu alguns meses depois de tristeza. O mesmo foi criado por Olívia Smith, irmã de sua mãe, na França. Ela preferiu mantê-lo longe da família Rosier por considerá-los más influências. Após a morte do sobrinho, Olívia, que não tinha ninguém além dele, se suicidou.
Lyra e Raphael nunca se conheceram mais tinham muito em comum; moravam na França na mesma época e morreram dois anos atrás. Não deixaram filhos ou amigos próximos que pudessem atestar essa falta de contato entre eles, e muito menos tiveram contato com suas respectivas famílias. Um prato cheio para inventar uma história, não? Por favor, use eles.
Atenciosamente,
M. Lefay.
Quase não consigo terminar de ler a carta de tanto que eu tremia de raiva. Solto o papel no chão do dormitório quase como se ele pegasse fogo. O martelar irritante na minha mente me dizia que eu logo teria uma dor de cabeça infernal.
Começo a me mover pelo quarto, andando de um lado para outro, agitada. Meu banho fora a tempos esquecido. Eu precisava resolver esse problema antes de fazer qualquer coisa.
Que dia infernal, meu Merlin!
[...]
Os ponteiros do relógio em formato de coruja marcavam 12:30 quando entrei na sala do diretor Dippet, munida apenas de coragem e mais mentiras pré-moldadas entre Dumbledore e eu. Após uma longa e exaustiva sessão de perguntas e respostas, sai de lá às 13:34, esgotada física e emocionalmente.
Limpo meu rosto com um lenço de linho que Dippet me deu, tirando os resquícios das lágrimas que caíram.
Voldemort se orgulharia da minha performance dramática e das mentiras que contei agora, penso amarga, dobrando o lenço. Com certeza isso se encaixaria perfeitamente no perfil de seus comensais malucos, concluo.
Me esgueiro rapidamente pelos corredores do castelo, visando não ser notada. Apesar de saber que as meninas ainda não tinha chegado de Hogsmeade, pelo simples fato do nosso quarto permanecer arrumado, eu não queria arriscar um encontro as cegas.
— E então, senhorita? – Pergunta-me Dumbledore assim que passo pelas portas de sua sala, parando de ajeitar alguns livros em sua estante e olhando-me com atenção.
Deixo meu corpo cair na primeira cadeira que encontro e solto um longo suspiro, cansada.
— Ele acredito, mas ficou chateado por eu não ter contado antes – Digo, encarando o bruxo a minha frente – E também concordou em me deixar atender apenas por Granger. Mas disse que como as outras pessoas vão me chamar ao saberem, aí vai ficar a critério delas.
Dumbledore acena com a cabeça, pensativo.
— Você tem certeza de que quer manter seu sobrenome trouxa agora que Morgana anúncio praticamente para o mundo que você é uma Black? – Pergunta, cauteloso.
— Sim, eu quero. Ela não deveria ter feito aquilo e não vou deixar que isso dite quem eu sou. Seguirei no meu ritmo.
— Muito bem, senhorita – Concorda, encerramento o assunto – Eu providenciarei algumas papéis comprovando sua história. Demorara algum tempo, mas tudo será arquivado, não se preocupe.
Pisco um pouco com o teor implícito nas suas palavras.
— Mas, professor... Esse papéis não existem, eu nunca...
— É claro que existem – Me interrompe, me lançando um olhar sagaz – Para algo acontecer, basta acreditarmos... E talvez conhecer um bruxo muito talentoso em fazer papéis aparecerem ajude também.
— Um falsificador bruxo? – Pergunto, alarmada.
Ele sorri com simpatia, mas não me responde. Decido me manter calada, não querendo saber como ele ia conseguir aqueles papéis, mas me sentindo imensamente grata por sua ajuda. Sem ele para consertar o que Morgana destruía, eu não saberia nem por onde começar.
Estava sendo difícil eu me concentrar em resolver um problema por vez, sendo que a cada novo dia um outro problema surgia.
Dumbledore ajeita seus óculos meia-lua.
— Você irá ao seu encontro no próximo passeio a Hogsmeade? – Pergunta-me, sentando em sua cadeia, e referindo-se a Morgana – Foi muito gentil da parte dela nos fornecer informações sobre as pessoas que se tornaram seus pais, não acha? – O tom irônico de sua voz me faz rir.
— Foi realmente muito gentil – Concordo, igualmente irônica – Eu não sei se quero ir. Nossos encontros até agora foram desastrosos, não quero tentar um terceiro e vê no que dá.
Ele balança a cabeça, solidário.
— Eu não imaginava que ela pudesse estar viva depois de todos esses séculos – Diz, mudando de assunto – Estou surpreso, devo admitir. Realmente, a senhora Lefay é uma mulher muito poderosa.
— Quase não acreditei quando ela falou – Confesso – Mas, o mundo bruxo é uma caixinha de surpresas – Finalizo com pesar.
— Isto é verdade, minha jovem.
Entramos em um silêncio confortável.
Sua reação quando entre em seu escritório momentos mais cedo fora de total apreensão pelo meu estado caótico, mas ele permaneceu calmo e me acalmo. Conte-lhe tudo e mostrei-lhe a carta, e então formularmos juntos minha nova história. Ou seja, mais mentiras.
Eu gostaria de ter sua calma inabalável, professor Dumbledore, penso entristecida.
— Eu posso vê o quanto todas essas mentiras te deixam desconfortável, minha jovem – Fala, calmamente, interrompendo o silêncio – Mas saiba que os lanços criados aqui nunca serão uma farsa e te acompanharam para onde você for.
Faço que sim com a cabeça, encarando minhas mãos, sentindo meus olhos turvarem pelas lágrimas. Verdadeiras dessa vez.
— M-mas, e se elas não... n-não me perdoarem? – Respiro fundo, tentando acalmar meus nervos – As meninas, elas devem se sentir traídas, e...
— Suposições são um caminho turvo e perigoso que fazem mais mal do que bem. Aquiete sua mente. Tenho certeza que tudo ficará bem no final.
— Eu tentarei, prometo – Sussurro.
Encolho meus ombros.
Tudo ficará bem no final, afirmo, tentando transformar essa frase em uma verdade absoluta.
[...]
Me tranco em nosso dormitório o resto do dia. Tomo meu banho demorado e fico apenas aguardando o momento em que Dorea e Lena apareceriam para brigarem comigo, me chamando de falsa e mentirosa e todos os nomes as quais eu merecia ser chamada. Até para um tratamento de frieza e distanciamento eu estava preparada.
Mas isso não acontece, elas não irrompem no quarto brigando comigo ou me ignorando, apenas não veem. E após várias horas sozinhas, não fazendo nada além de me recriminar e encarar o teto do quarto, adormeço com a cabeça fervilhando de problemas.
“Meus olhos se abrem agitados com o frio repentino. Estou na cama, mas uma corrente de ar gélida sopra em meu corpo.
‘As meninas deixaram a porta aberta?'
Ao olhar para meu corpo, abro mais os olhos, espantada ao ver Tom, parado no pé da minha cama, segurando meu cobertor.
— Tom? – Esfrego meus olhos e observo-o, questionadora. Levanto os braços para cobrir meus seios, que mal estavam escondidos debaixo da minha blusinha branca.
— Não – sua voz áspera manda – Não se cubra.
Não sei por que eu o obedeço. Solto os braços para o lado na cama. O olhar intenso de Tom investiga cada parte do meu corpo, enquanto ele joga o cobertor no chão. Minha pele está ardendo por causa de seu olhar faminto e parece que não estou tendo ar o suficiente para respirar.
Seu peito nu bruxeleia sob a luz que entra pela frecha da porta. Ele está usando calça preta, que está apertada abaixo do seu quadril forte.
Abaixando-se, ele põe os dedos ao redor dos meus tornozelos e, gentilmente, os separa.
Minhas pernas, que estavam levemente dobradas no joelho, estão agora abertas e não escondem nada, exceto o que está coberto pelo meu shortinho rosa.
Apoiando um joelho na cama, ele se abaixa até que cada uma de suas mãos caia na lateral de meu quadril. Enquanto meus joelhos tremem por causa de nervos excitados, observo sua cabeça mergulhar e beijar o topo da minha coxa.
Arquejo ao sentir seus lábios, macios e quentes, na minha pele. O embrulho no meu estômago não é nada comparado à vibração em meu centro.
‘Por que não estou interrompendo ele?'
Estou com medo de deixá-lo continuar, mas completamente impressionada com as sensações que estão passando pelo meu corpo. Observo-o quieta enquanto ele me beija mais, direcionando-se para dentro. O cabelo no topo da sua cabeça roça em meu sexo, e agarro o lençol para evitar colocar minhas pernas ao redor de seu corpo e pressioná-lo contra mim. Sua língua toca a minha coxa com o próximo beijo, e o calor que queima de sua boca quase me faz voar para fora da cama. Enfio as mãos no seu cabelo, sem conseguir me controlar.
— Tom – Imploro.
Ele paira sobre mim, olhando dentro dos meus olhos com fogo e desejo. Enquanto sua cabeça continua bem levantada, sem nunca perde o contato visual, seu quadril encontra o meu, e começamos a nos movimentar um contra o outro. Sinto-o endurecer sobre as calças, e gosto de saber que sou eu quem faz isso com ele. Meus olhos se fecham com o prazer que está fervendo em meu sangue, e meu desejo por ele aumenta com a fricção de sua ereção contra as minhas pernas.
— Não pare – Peço, com a energia crescendo bem lá no fundo de mim, e sei exatamente onde preciso que ele esteja. Preciso de mais dele.
— Você é minha, Hermione – Sua mão direita segura a lateral do meu peito e ele alisa meio seio com o dedo.
— Por favor – Entre seu dedo no meu mamilo e a pulsação entre as minhas coxas aumentando rapidamente com nosso ritmo crescente, fecho os olhos com força e sinto uma mistura de delírio e necessidade de apoderando de mim.
Nossos corpos se movimentam com agitação, e respiro ofegantemente para acompanhar. Não sei por quanto tempo isso irá continuar, mas sei que estamos construindo algo sublime.
— Diga que você é minha – Ordena Tom, enquanto ele roça em mim, mais forte.
‘Droga, ele é gostoso.’
Riddle abaixa os lábios nos meus enquanto respiramos juntos. Ele tem cheiro de vento e chuva, e fogo. Quente, sufocante e abrasador.
— Eu... – Perco a voz, só precisando de mais alguns segundos para a vibração em meu baixo ventre se liberada.
‘Ah, caramba.’
— Diga – Tom volta a mandar, grudando nossos lábios. Nossos corpos estão queimando juntos agora.
Pego-o pelo quadril e puxo-o para mim o mais forte possível e tanto quanto nossas roupas permitem. Meu corpo começa a dá espasmos, seguro a respiração.
— Diga – Sussurra Tom em meu ouvido.
Pressiono o meu quadril contra o dele e arquejo:
— Eu sou sua – Arrepios disparam do meu centro, percorrendo minha barriga e todo o meu corpo. Uma onda de prazer derrama-se sobre mim como vibrações sob a pele. Nunca senti algo assim antes.
E quero mais.”
Quando a doce pulsação sobre minhas pernas vibra, abro meus olhos assustada. Olho para a esquerda e para a direita antes de levantar da cama. As meninas dormiam tranquilamente em suas camas, alheias ao meu estado caótico.
Que merda foi essa?!
Viro-me sobre os calcanhares, certa de que acharia ele ali, escondido na penumbra do quarto. Mas não. Nada. Tom nunca tinha estado ali. Mas meu orgasmo havia sido real. Meu primeiro orgasmo. Ainda sentia meu corpo tremer por dentro por causa da excitação que ele, ou melhor, que o sonho me provocara.
O que está acontecendo comigo?Meu sangue pulsava rápido e forte em minhas veias, ainda absolvendo a torrente de excitação que me abatera. Perdi completamente a minha maldita cabeça.
Sento-me na cama e escondo meu rosto entre minhas mãos.
Já não basta os problemas que tenho, vou adicionar sonhos eróticos à equação? Que merda!
[...]
No dia seguinte me levanto primeiro que elas e saio do quarto em silêncio, não querendo perturba seu sono. Eu só precisava comer e logo voltaria para esperar elas acordarem e conversar com as mesmas.
Quando passo pelo salão comunal quase cheio, já deveria passa das 9hrs da manhã e todos estavam a pleno gás, animados para o jogo de Quadribol que aconteceria à tarde. Corvinal x Sonserina.
Alguns rostos familiares entram em meu campo de visão quando caminho pelas masmorras, mas ninguém me para ou fala comigo. Os sussurros as minhas costas me dizem que eu voltei a ser o assunto do momento. Tento não me aborrecer com isso.
Desvio de um grupo de primeiristas e sigo para a cozinha do castelo, não querendo tomar café cercada por sussurros e conversinhas sobre mim.
— Granger.
Paro no lugar, instantaneamente, ficando vermelha ao ouvi sua voz.
"- Diga que você é minha – Ordena Tom, enquanto ele roça em mim, mais forte."
Engulo um suspiro, sentindo meu corpo acordar em lugares que deveriam permanecer adormecidos.
Ele entra em meu campo de visão, parando a minha frente. Seu rosto sério contrastava com a intensidade queimante de seus olhos.
— Riddle?
— Precisamos conversa – Diz, fitando-me diretamente nos olhos.
Troco o peso dos pés, nervosa.
— Eu não sei se estou pronta pra conversar com qualquer pessoa agora – Confesso, vendo-o estreitar os olhos para mim – Eu ainda nem comi. Estou morrendo de fome.
Ele estuda meu rosto, procurando traços de mentiras. Quando abre a boca para retrucar, meu estômago faz barulho, alertando-o do tamanho da minha fome.
Sorrio sem graça.
— Está vendo? Estou morrendo de fome.
Ele revira os olhos.
— Vamos para a cozinha, teremos mais privacidade lá – Fala, segurando meu pulso e começando a me guiar – Você pulou duas refeições ontem. Não quero que faça mais isso.
Sua mão em contato com minha pele me faz arrepiar, mas suas palavras me desarmam por completo.
— Eu só... Não estava com fome.
Ele balança a cabeça em reprovação.
— Não faça mais isso.
Engulo em seco, sentindo meu coração palpitar mais forte.
— E por que você se importa com isso? – A pergunta sai inocente, mas seu significado sufoca meus pensamentos.
Ele para, mas se mantém de costas para mim, parecendo tentar formular a resposta ideal. A nossa volta posso perceber que não tinha ninguém. Essa parte do castelo estava completamente vazia, só nós estávamos indo para a cozinha em um domingo de manhã.
— Eu não me importo – Responde, friamente, após alguns segundos de silêncio.
— Eu não acredito em você, Tom.
Sinto seu aperto sobre meu pulso fraquejar, como se eu chamá-lo por seu nome o desarmasse de alguma forma.
— Cale-se e ande – Ordena, recomeçando a me puxar, mas andando com mais rapidez dessa vez.
— Eu sei o caminho – Digo, chateada – Você pode me soltar.
— E correr o risco de você fugir de mim como fez ontem? Não, de forma alguma.
Tento me solta, mas ele aumenta seu aperto sobre mim.
Bufo, indignada.
— Eu não fugi — Defendo-me, contrariada – Apenas estava aborrecida, confusa e nervosa demais para conversar. Precisava de espaço.
Ele para de súbito, me solta e se vira para mim. Em questão de segundos ele estava parado a poucos centímetros de mim, com nossos narizes quase se tocando. Seu cheiro invade minhas narinas, fraquejado minhas pernas.
— E agora, está pronta para conversar comigo? – Pergunta, olhando-me fixamente nos olhos.
“Ele paira sobre mim, olhando dentro dos meus olhos com fogo e desejo. Enquanto sua cabeça continua bem levantada, sem nunca perde o contato visual, seu quadril encontra o meu, e começamos a nos movimentar um contra o outro.”
Aceno com a cabeça, sentindo meu sexo umedecer.
— Sim – Passo minhas língua em meus lábios, sendo invadida pelas imagens do sonho que tive. Ele segue meu movimento com os olhos – Estou pronta para você agora, Tom.
Em um ato imprudente e desesperado, ele me puxa para si e me beija, invadindo minha boca sem cerimônia. Nossas línguas se enroscam com afinco, travando uma calorosa dança sensual, aonde o objetivo principal era vê que ficava sem fôlego primeiro.
Envolvo meus braços em seu pescoço e ele agarra minha cintura com as mãos, apertando-me contra si. Seu gosto viciante me faz gemer em sua boca, enquanto que o mesmo por sua vez chupa meu lábio inferior com vontade. Sinto seu pênis endurece e cutuca minha barriga, trazendo-me a realidade.
Interrompo nosso beijo com relutância, mas ficando em seus braços, tentando recuperar meu fôlego.
— Eu... Nós... Isso...
Ele segura minha nunca com uma das mãos e com a outra me força a encara seus olhos.
— Vou alimentar você, e então, conversaremos sobre todas as nossas pendências – Informa, com seus olhos dilatados de desejo – E quando terminarmos, eu vou te beijar até esquecer meu próprio nome. Por isso, se você tem alguma objeção, fale agora.
Pisco, abobalhado para o mesmo.
— Eu... Eu... – Aturdida, tento organizar meus pensamentos, mas meu corpo em ebulição não me ajuda com isso – Eu não tenho nenhuma objeção – Sussurro, obedecendo aos meus desejos internos.
Ele sorri lentamente, beija minha testa com carinho e se afasta.
— Ótimo, venha comigo – Tom estende sua mão para mim, pego-a – Eu vou te alimentar agora.
Tremo em expectativa.
“Eu sou um pesadelo vestido de sonho.”
— Taylor Swift
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