Desire Obsolete
59 Lascivo
Notas iniciais

Estou em chamas. Tudo em mim arde, formiga e implora por suas mãos e boca. Quero mais... Mais proximidade, mais caricias, mais prazer. Mais, apenas quero mais. Não existe espaço em minha mente para censura ou contenção, estou queimando em excitação.
Vários meses sem sentir sua boca, seu corpo, sem contato algum entre nós me fez uma completa viciada em abstinência. Tom é minha droga, e não estou lutando contra nós está noite. É uma sensação irracional, o prazer que apenas um beijo consegue despertar em mim.
Sua boca sobre a minha é exigente, faminta. Nossas línguas trabalham uma sobre a outra com avidez, se enroscando, molhando, instigando. É uma batalha por território onde ambos os lados são vencedores. Nossos toques se tornam mais lascivos.
Infiltro minha mão dentro de sua blusa, tocando sua pele morna, sentindo seus músculos se retraírem sob meu dedos e ele se arrepiar. Tom afunda sua mão na pele exposta de minha cintura, deixando, provavelmente, a marca dos seus dedos ali.
Sorrio contra seus lábios, escutando seu suspiro de apreciação.
Interrompemos nosso beijo em busca de ar, ficando apenas com as pontas de nossos narizes se encostando. Minha respiração sai entrecortada e rápida, enquanto a dele continua inalterável.
— Eu quero você. – Declara, nenhum pouco ofegante, roçando seus lábios nos meus.
Seu peso sobre mim me imobiliza de sair de debaixo dele, mas não machuca. É uma contenção bem-vinda. Seu peito roça de leve contra o meu, sinto seu pênis rígido cutucar contra meu baixo ventre, provocando-me. Raspo a ponta dos meus dedos de seu quadril até seu umbigo, tateando centímetro por centímetro com lentidão.
Sua proximidade é irresistível, excitante. A atração já tão familiar para mim está presente com força total, incitando-me para ele.
— Também te quero. – Selo nossa noite com apenas três palavras.
Seus olhos ganham um brilho selvagem. Ele me beija com paixão, pressionando meus lábios com a língua para abri-los, agressivamente. Meu sangue borbulha, e retribuo seu beijo com a mesma paixão. Quero-o loucamente, sem amarras ou desculpas.
Tom mordisca meu lábio inferior e fogo corre por meu corpo. Meus seios entumecerem contra o tecido da blusa. A sua perna entre as minhas desloca-se para mais perto do meu núcleo, esfregando-se de leve em minhas coxas. Estremeço.
Meus dedos correm até seus fios sedosos no mesmo instante em que ele solta meu queixo e agarra minha nuca, me puxando de leve para cima. Arqueio-me novamente na cama enquanto ele se afasta um pouco, sem extinguir o beijo.
Seus lábios se separam de mim, me fazendo gemer um não pela perca de contato.
Tom sorri.
Ele paira sobre mim, despindo-me com os olhos.
— Está noite, alcançaremos o paraíso – Esbraveja, passando as língua pelos lábios – Você é minha para ter.
De repente, ele se põe em pé, com seus olhos brilhando em diversão. Tira sua varinha da parte de trás da calça, e com um aceno simples, o perímetro da cama é cercado por um poderoso abaffiato. De imediato entendo que ele faz isso para que nossos filhos não escutem nada.
Ainda bem, penso, um pouco embaraçada por ter esquecido desse detalhe.
Tom dá um passo para trás, lança sua varinha sobre o criado mudo e faz sinal com os dedos médio e indicador da mão direita para que eu me levante. Faço como pedido, ansiosa.
Ele agarra minha cintura e puxa meu corpo contra o seu usando apenas um dos braços. Prendo a respiração.
— Tom!?
— Shii!! – Seus lábios encostam nos meus – Quero sentir você. – Sussurra avidamente contra minha boca, enquanto suas mãos se movem para a barra da minha blusa – Cada.Mínimo.Centímetro.
Com seu auxílio, retiro minha blusa, ficando apenas vestida com a parte debaixo, já que mais cedo optei por não colocar sutiã. Seus olhos se cravam nos bicos rígidos dos meus mamilos, apreciando a visão.
— Deliciosa. – Elogia, circulando uma das minhas aréolas com os dedos.
Inspiro e expiro profundamente.
Ele passa a língua nos lábios e, então, ataca. Sua boca se fecha sobre um dos meus seios, chupando avidamente, enquanto usa os dedos para beliscar o outro. Sou posta em uma completa bagunça sensorial por seus atos libidinosos, com cada parte do meu corpo recebendo faíscas poderosas de prazer. Meu baixo ventre se contrai, enlouquecido.
Sua língua trabalha envolta da minha auréola, circulando todo o seu entorno antes de mordiscar a pontinha e depois voltar a sugar. Ele repete esta cadência de atos inúmeras vezes, me despojando de pudores.
Gemo enlouquecidamente.
Barulhos sensuais de apreciação e êxtase escapam de sua garganta, enfraquecendo minhas pernas. Afundo meus dedos em seus fios sedosos, agarrando-os com força.
Assim que sua boca se separa do meu seio, ele belisca com força e solta o outro, quase me levando a um orgasmo alucinante. Tom parte para meu pescoço, mordiscando e deixando uma trilha de chupões até chegar próximo ao meu ouvido.
— Agora que experimentei o sabor do seu leite, – Começa, causando calafrios em mim por sua voz repleta de tesão – Temo ter me tornado um viciado – Conclui, mordendo o lóbulo da minha orelha.
Suprimo um gemido.
Ele usa o polegar para pressionar o bico do meu peito direito, de forma divertida. Um sorriso sacana aparece em seu rosto antes de agarrar meus seios com ambas as mãos e apertar eles com delicadeza, fazendo um pouco do meu leite materno vazar.
— Tom!
Ele os libera e segura meu rosto com as mãos.
— Querida, não me negue a diversão de brincar com seus peitos – Pede, beijando meus lábios com delicadeza – Sou completamente louco por eles – Seus dedos voltam a circular minha aréola.
Quero revirar meus olhos, mas não consigo, presa em suas íris nubladas de luxúria.
Não aguento mais.
Com rapidez, começo a desabotoar sua blusa social preta. Ele para com sua carícia em meu seio e desce as mãos até o botão da minha calça, abrindo e descendo o zíper com eficiência. Término minha tarefa, expondo sua pele pálida. Com movimentos simples, ele joga a camisa no chão.
Tom cai de joelhos à minha frente, escanchando nas laterais do meu jeans os seus dedos e puxando para baixo de uma só vez. Saio de dentro da peça, segurando em seus ombros para me equilibrar. Ele joga a calça em um canto qualquer do quarto, se demorando a apreciar minha calcinha verde musgo.
— Você é a única que me põe de joelhos. – Resmunga, com sua voz profunda cheia de tesão.
Um pequeno sorriso se forma em meus lábios.
— Eu sei que você adora isso. – Provoco.
Ele retribui meu sorriso.
Antes que eu possa lhe provocar mais um pouco, Tom agarra minha perna direita com uma das mãos e a eleva, colocando-a em cima de seu ombro direito. Solto um gritinho assustado, perdendo um pouco do meu equilíbrio pelo ato repentino.
Sua mão livre me ajuda a manter o equilíbrio, enquanto seu rosto some entre minhas pernas. Quando a primeira lufada de sua respiração se choca contra minhas dobras sensíveis, encobertas apenas pelo tecido fino da calcinha, petrifico.
— Você cheira a meu lar. O único que já tive. – Murmura, repleto de sinceridade.
Meu coração falha, emocionado.
Quando sua língua se choca contra minha fenda encharcada, tudo explode em mil tonalidades à minha volta. Minha cabeça cai para trás quando gemo seu nome profundamente. Os dedos dos meus se encolhem com os espasmos que tomam conta de mim.
Se eu já estava molhada antes, agora tudo era puramente líquido em minha vagina. Sua língua se move delicadamente de baixo para cima, provocando-me. Quase não consigo engolir minha própria saliva, extasiada demais.
— Tom, por favor! – Imploro, sentindo meu orgasmo ir se construindo a partir do meu baixo ventre e enviar pontadas de prazer por meu corpo, preparando-me para a libertação.
Ouço uma risada divertida escapar de sua boca, mas não tenho como processar este fato com minha mente enuviada por suas lambidas poderosas. Quando sinto que irei gozar, ele para e se afasta, levantando-se com uma fluidez felina. É preciso que seus braços me envolvam para que eu não caia no chão.
Estou trêmula, encharcada e frustrada. Uma completa bagunça.
— Seu cretino! – Rosno.
Ele passa a língua nos lábios, abrindo um sorriso vitorioso.
— Seu primeiro orgasmo da noite será em meu pau, querida – Declara, me soltando.
Tom abre o botão de sua calça e desce seu zíper. Antes que ele possa tirá-la, agarro o material pelas laterais e deslizo-a até o chão, curvando-me para baixo, arrebitando minha bunda de propósito. Ele sai do tecido sem esforço algum, ficando com apenas uma peça de roupa, igual a mim. Sua roupa intima preta não esconde sua protuberância avantajada.
Quando ele tenta se afastar, puxo-o de volta. Beijo sua boca de forma intensa e ardente. Meus dedos percorrem a extensão de suas costas e param no elástico da cueca, e eu, nervosa, percorro os dedos pelo tecido, indo de encontro ao seu pênis. Acaricio o monte duro e rígido ali, sentindo seu corpo oscilar sob meu gesto. Seu pré-gozo mela um pouco de sua cueca, e um estranho sentimento de euforia se apodera de mim.
Eu fiz isso, penso em deleite, é por mim que ele está assim.
Tom grunhe contra meus lábios.
O mesmo interrompe o beijo e enlaça minha cintura com um dos braços, e com um gesto impaciente, nos gira e se joga na cama, caindo por baixo de mim sobre o colchão. Fico com as pernas uma de cada lado do seu corpo, com minha vagina colada em seu pau duro, com apenas panos finos nos separando.
Seus olhos se fecham e sua boca se entreabre, sua respiração saindo descompensada.
— Eu quero que você determine o ritmo – Explica, abrindo os olhos eclipsados de desejo.
Balanço a cabeça, entendendo suas palavras.
Merlin!
Como se tivesse vida própria, meus quadris se movem lentamente para frente e para trás, criando um delicioso e torturante atrito. Um rosnado gutural escapa do fundo de sua garganta.
Suspiro, apreciando a umidade da minha calcinha encharcando o tecido de sua cueca.
Isso é maravilhoso.
— Não me torture, Hermione – Súplica, suas mãos agarrando meus quadris com força – Eu preciso de você.
Não tenho forças para lhe torturar e adiar ainda mais nosso prazer, por isso, fecho os olhos e murmuro um rápido feitiço, sentindo de imediato os tecidos de nossas roupas intimidas desaparecerem. Quando abro meus olhos, noto-o me encarando com uma das sobrancelhas arqueadas, confuso.
Um sorriso safado aparece em meus lábios.
Movo, delicadamente, meu quadril em círculos, sentindo pele contra pele. Seus olhos se arregalam de imediato. Tom encara nossos sexos unidos com os olhos ligeiramente arregalados.
Logo, seus lábios curvam-se em um sorriso semelhante ao meu. Nossas peles sensíveis se esfregando me causam arrepios que vagam até os dedos dos meus pés.
— Boa garota. – Sussurra, cheio de excitação – Coloque-me dentro de você.
Mordo meu lábio inferior, ligeiramente tímida.
Espalmo seu peito com as mãos, acariciando sua pele macia e firme. Sinto seu coração descompensado sob meus dedos, batendo ao ritmo do meu. Não quero vagar por pensamentos autodepreciativos, mas a verdade é que me sinto diferente desde o parto dos gêmeos, principalmente lá. E isso me abate de repente, acanhando.
— Tom, eu não... – Seus dedos em meus lábios me silenciam.
Ele balança a cabeça em negativa.
— Hermione, você é e sempre será perfeita – Diz convicto – Agora, por favor... Não me faça esperar mais. Estou explodindo!
Seus olhos me queimam e o fogo dentro deles me traz forças para fazer o que desejamos.
Arqueio minha bunda para cima, deslizando uma de minhas mãos por entre nossos corpos até chegar em seu pênis ereto, com a outra mão, equilibro meu peso em cima do mesmo. Tom me ajuda agarrando meu quadril e guiando-o na direção certa. Esfrego a ponta de seu pênis em minha entrada encharcada. Nossos olhos se encontram, predemos a respiração de imediato.
— Merda! – Rosna, com seu rosto se retorcendo em uma careta sofredora.
— Tom! – Gemo seu nome.
Trêmula, desço com lentidão sob seu pênis, fechando os olhos enquanto, centímetro por centímetro, ele me preenche. Sinto meu coração retumbar em meus ouvidos. A sensação de ser preenchida por ele é indescritível, mas se fosse para nomear, seria como entrar no paraíso. Quando ele está completamente dentro de mim, solto a respiração.
— Merlin! – Exclamo, extasiada.
— Não, sou só eu, querida! – Grunhe, suor brotando em sua testa – Seu Tom.
Meu Tom. Meu Tom. Meu Tom.
Impulsiono meu corpo para cima, quase nos separando, mas então desço com tudo, levando-o até o fundo das minhas paredes sensíveis. Subo e desço, iniciando uma poderosa sequência de investidas. Por estar tão molhada, seu pênis desliza com rapidez para dentro de mim, quase se enterrando até as bolas.
— Porra! – Gememos em uníssono.
Tom ergue seu dorso da cama e abocanha um dos meus seios, enquanto brinca com o outro, apertando, beliscando, circulando. Tudo isso aliado ao ritmo de minhas investidas contra seu pênis me enlouquece.
Agarro seus ombros, rebolando descontroladamente enquanto desço, fazendo-o sugar com ainda mais força meu seio. Meus gemidos, seus grunhidos e nossos corpos se chocando são os únicos sons presentes no quarto.
Tudo cheira a sexo, suor e leite materno, uma combinação que nunca pensei ser possível produzir um afrodisíaco natural tão poderoso.
A pressão em meu baixo ventre volta a se construir, duas vezes mais intensa. Rebolo com ainda mais intensidade, afundando meus dedos em suas madeixas e beijando o topo de sua cabeça, escutando-o resfolegar. Suas sucções e apertos em meus seios me rasgam a sanidade por completo. Entrego-me ao prazer, deixando meus instintos mais primitivos aflorarem. Por isso, não é preciso de muito mais estímulos.
Gozo gritando seu nome a plenos pulmões, liberando meses de aflição de uma única vez. Seu corpo enrijece abaixo de mim, logo sinto seu gozo inundar minhas paredes já encharcadas. Ele libera meu seio da boca e geme meu nome.
Caímos os dois na cama, exaustos, mas completamente saciados. Nossas respirações são desregulares, se intercalando entre curtas e longas.
Permaneço por cima, apreciando as caricias circulares que o mesmo começa a fazer em minhas costas suadas com as pontas dos dedos. E, ainda com seu pênis semiereto dentro de mim, me aconchego em seus braços.
— Eu senti a sua falta. – Digo baixinho, escutando sua respiração se normalizar.
— Não mais que eu, garanto – Devolve, após alguns segundos de reflexão.
Fecho os olhos, invocando imagens nossas do passado.
Nosso primeiro contato na Floresta Proibida. O encontro desastroso que tivemos na Torre de Astronomia, após minha queda da escada. Nosso primeiro beijo no salão comunal da Sonserina. Nossa primeira vez juntos... O baile de Halloween.
— Tenho medo do nosso futuro, Tom – Confesso, externando meus demônios, sentindo meus olhos marejarem – Não quero que nada aconteça com os nossos filhos. Eu não suportaria perdê-los.
Seus braços me rodeiam, apertando-me com força contra seu corpo.
— Nada irá acontecer com eles – Afirma, beijando o topo da minha cabeça – Enquanto eu viver, vocês estarão seguros.
— Essa guerra tem que parar – Levanto minha cabeça, encarando seus olhos tempestuosos.
— Acabará quando eu ganhar – Sua voz não se altera, mas vejo traços de irritação em suas íris.
Engulo em seco.
— E se... – Paro, não querendo iniciar uma briga. – Não quero te perder, Tom.
Ele sorri com confiança.
— E você não irá.
[...]
Tom me acorda no dia seguinte perto das 13hrs.
Sonolenta, abro os olhos só para encontrá-lo parado de pé ao lado da cama, perfeitamente vestido e banhado.
— Algum problema? – Pergunto, atordoada.
Ele balança a cabeça em negativa e me rouba um selinho rápido, despertando meus sentidos. Sento-me na cama, segurando o lençol para cobrir minha nudez.
Tom sorri perante meu recato.
— Preciso sair para resolver algumas coisas – Diz, enigmático – Mirdy já trocou e banhou Alya e Damon, mas eles estão famintos. Não sei que horas volto, mas prometo me esforça para que jantemos juntos.
Balanço a cabeça em concordância, clareando minhas ideias. Barulhinhos de resmungos se fazem presentes, assim como pequenos gritinhos impacientes.
Sorrio, olhando para o lugar de onde os sons veem.
— Preciso tomar banho antes de alimentá-los – Comento em voz alta.
Estou fedendo a sexo, completo em pensamentos.
— Mirdy já te preparou um banho – Avisa, afastando-se da cama.
Ele para em frente ao berço duplo, sorri e se inclina, beijando rapidamente os bebês inquietos.
— Mesmo que eu não chegue a tempo do jantar – Começa, voltando-se para mim – Me espere acordada. – Ele não estar pedindo, é uma ordem.
Tom me analisa com os olhos travessos, sorri de lado e, então, desaparece, não esperando uma resposta da minha parte.
Suspiro, jogando minhas pernas para fora da cama, mas mantendo o lençol em volta de minha nudez.
Assim que me ponho em pé, todas as partes do meu corpo protestam devido aos esforços da noite passada. Levo alguns segundos para me firmar em terra, mas quando o faço, massageio meu pescoço com uma das mãos.
Três vezes seguidas, relembro, com um rubor lascivo aquecendo minhas bochechas.
Caminho com cuidado até o berço dos gêmeos, abaixando-me rigidamente para conseguir beijar suas bochechas cheirosas. Damon agarra uma mecha dos meus cabelos com as mãos miúdas, já Alya solta alguns muxoxos irritados.
— Você está muito emburrada hoje, mocinha – Digo, passando as pontas dos meus dedos nos cabelos negros de sua cabecinha.
Sorrio, desvencilhando meus fios das mãos dele com cuidado e acariciando o rostinho de Alya. Beijo-os novamente.
Preciso trazer Luna aqui novamente, o pensamento atravessa minha mente com rapidez, partindo dos desejos mais modestos do meu interior. Sim, realmente preciso. E precisa ser antes dela embarcar para seu sétimo ano em Hogwarts.
Ignoro a ponta de tristeza que me abate ao lembrar do castelo.
— Mirdy – Chamo-a, me endireitando.
Em pouco mais de 8 segundos, Mirdy aparece no quarto, segurando uma grande bandeja repleta de comida.
— Meu senhor ordenou que Mirdy providencia-se seu desjejum, senhora – Informa, correndo para colocar a bandeja em cima da cama – Mirdy espera que esteja do vosso agrado.
— Não se preocupe com isso, Mirdy. Você sabe que amo tudo o que você cozinha.
— Mirdy cozinha com muito amor para seus senhores – Fala, com seu peito se inflamando de orgulho.
Balanço a cabeça, lhe oferecendo meu sorriso mais acolhedor.
— Por favor, tome conta dos bebês enquanto tomo um banho rápido – Peço, caminhando com lentidão até o banheiro, sentindo o lençol ser arrastado a cada passada que dou – Volto em alguns instantes.
— Leve o tempo que precisar, senhora.
[...] Horas Mais Tarde [...]
Minhas mãos estão em seu cabelo, e minha boca febril devora a dele, saboreando a sensação de sua língua na minha. É divino, enlouquecedor. Suas mãos estão em todas as partes do meu corpo, tocando, acariciando, marcando.
Quando entrei na biblioteca, minutos atrás, para lhe pergunta sobre trazer Luna de novo à mansão, não esperava que antes que pudesse falar ele me puxaria para seus braços. Mas, aqui estamos nós, nos afundando em prazer mais uma vez.
Tom agarra minhas coxas com ambas as mãos e me suspende no ar, fazendo com que eu tenha que enlaçar sua cintura em busca de equilíbrio. Sua pélvis moi contra a minha. Ele me senta em cima da grande mesa do escritório, ficando entre minhas pernas.
Com um movimento rápido, ele abre o zíper de sua calça e a afasta até os joelhos, liberando sua poderosa ereção livre de cuecas. E se aproveitando do fato de que estou de vestido, sobe-o até que minha calcinha laranja apareça.
Ele empurra minha calcinha para o lado com uma das mãos e com a outra afunda dois dedos dentro de mim, arrancando-me uma exclamação de surpresa e prazer.
Fecho os olhos, tombando minha cabeça para trás.
Seus lábios abocanham meu pescoço, chupando e mordiscando a região ao seu bel prazer. Sua língua desliza sobre minha carótida, seguindo o fluxo pulsante de sangue.
— Ah, querida! – Ofega, sobrando ar em meu pescoço e deixando seu dedos ditarem um ritmo implacável em mim – Você está tão molhada, Hermione – Sua voz sai cheia de admiração.
— Quero você – Murmuro, abrindo os olhos.
Sua boca se une novamente à minha, e sinto seu desespero faminto, sua necessidade de mim.
Ele retira os dedos e, sem aviso prévio, investe com força dentro de mim, fazendo-me grita seu nome. Sou preenchida por todo o seu ser, não só fisicamente.
— Isso, Hermione, sinta-me! – Grunhe, a voz tensa.
Faço exatamente como pedido, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos novamente.
Enlaço seu pescoço com os braços, sentindo-o ir cada vez mais rápido e fundo. Deixo meus quadris se mexerem livremente, contrapondo o ritmo dele em perfeita simetria, e entorpecendo todos os meus pensamentos e minha razão. Sou uma completa bagunça novamente, perdida em sensações, prazer e amor.
Abro os olhos e o encaro, minha respiração saindo ofegante, e ele está me encarando também, os olhos reluzentes.
— Minha Hermione – Gesticula com os lábios.
— Sim – Concordo, rouca – Sempre.
Ele geme alto, fecha os olhos e joga a cabeça para trás.
Hipnotizada, vejo Tom atingi seu clímax com uma onda de satisfação pungente tão forte que destruí todos os meus neurônios momentaneamente. Sem conseguir me conter mais, explodo em um milhão de pedacinhos, gozando de forma barulhenta, exaustiva.
Desmorono sobre ele.
“Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.”
— Duque de Lévis
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