Notas iniciais
Enjoy!

A goles atravessa o aro circular levando os alunos da Grifinória ao delírio. Ouço Tom resmungar algo ininteligível ao meu lado, descontente. Analise, que estava sentada à minha esquerda, solta um suspiro sôfrego, nervosa. Seus olhos se moviam freneticamente a procura do apanhador da Sonserina.

Vejo-a levar o polegar a boca e morde de leve. Bato com meu ombro no seu braço, trazendo sua atenção para mim. Ela tira o dedo da boca e sorri constrangida.

— Ele não irá cair lá de cima – Sussurro, me referindo ao Malfoy, por quem ela estava perdidamente apaixonada.

— Eu sei, e só que... Deixa pra lá. Eu sou uma boba – Seus ombros se curvam pra baixo.

— Garotas por garotas... Você pode falar comigo sobre qualquer coisa – Afirmo com sinceridade.

Ela balança a cabeça, mas não fala nada, visivelmente constrangida. Sua atenção se volta para o jogo a nossa frente, enquanto acabo mergulhando em pensamentos.

Após a notícia de meu namorado com Tom vazar, Hogwarts havia se transformado em um turbilhão de emoções; alguns estavam particularmente chocados e incrédulos, outros insatisfeitos e irritados, enquanto os demais que restavam se mantinham à margem, secretamente esperando algum deslize da nossa parte para poder ter o que falar. Mas, após dois dias da notícia se espalhar, Abraxas surpreendeu à todos ao andar de mãos dadas com Anelise Wright pelos corredores do castelo, anunciando silenciosamente que estava comprometido.

Às expressões de descrença por parte de algumas garotas ainda me faziam ri mesmo após ter se passado uma semana do ocorrido. Perde dois dos melhores partidos de Hogwarts em tão pouco tempo havia sido devastador para algumas garotas, então, a quantidade de ameaças em bilhetes que eu recebia por baixo da porta do meu dormitório ou em cima das bancas que eu sentava nas aulas eram absurdas.

Com o passar dos dias e muita força de vontade aprendi a ignorar isso, porque a maioria das garotas que me mandavam essas mensagens agressivas tinham uma noção fantasiosa do que queriam.

Em sua maioria, acreditavam que ter Tom para si era como ter um príncipe encantado bonito e inteligente que às salvariam dos perigos mundanos. No entanto, a realidade é bem diferente. E apesar de me encontrar em um ótimo estágio do nosso relacionamento, eu ainda tinha certa dificuldade em confiar nele. Não por medo de ser traída, mas pelo simples fato de saber que mesmo em um relacionamento afetivo, Tom não havia deixado seus planos preconceituosos de lado, e sim desacelerado a execução dos mesmos. Ele estava mais para um vilão encantado do que príncipe.

Olho para nossas mãos entrelaçadas querendo eternizar esse ato em minha memória. A cada dia que se passava eu me sentia mais e mais ansiosa para meu próximo encontro com Morgana.

Tantas dúvidas e receios rodeavam minha mente que eu não sabia nem por onde começar. Consegui manter Merope o mais longe possível da minha mente com muito esforço, não querendo criar teorias malucas em minha cabeça. E quando tive minha última aula de oclumência com Dumbledore ontem, ele me dissera para tomar cuidado com o que eu deixava transparecer perto de Tom, que mesmo sendo meu namorado ele era perspicaz demais para não perceber certas sutilezas em meu comportamento. E que mesmo agora sabendo ocultar meus pensamentos eu deveria continuar tomando cuidado com o que pensava perto dele. Por isso, fora fundamental manter Merope longe da minha cabeça.

Escuto Anelise resfolgar ao meu lado, trazendo-me a realidade. À nossa frente, Abraxas e Septimus estavam pareados e se empurrando agressivamente para os lados, tentando pegar o pomo de ouro que fugia deles velozmente.

O placar mostrava que estávamos 90 pontos à frente da Grifinória, mas se Septimus pegasse o pomo de ouro, eles ganhariam. Afinal, a captura dessa minúscula bolinha delicada renderia 150 pontos para eles.

— Isso é a maior besteira – Tom fala, entediado.

Sorrio, beliscando as costas de sua mão.

Tom me fita impassível por um instante e depois balança a cabeça, num gesto de resignação. Tento não alarga meu sorriso com isso, mas é quase impossível me conter. Ele era diabolicamente adorável assim, contrariado.

— Vamos lá! – Aproximo meus lábios de seu ouvido – Estamos ganhando, anime-se!

— Eu odeio Quadribol – Devolve, encarando-me – Poderíamos está fazendo coisas muito mais proveitosas do que...

Gritos enlouquecidos irrompem a nossa volta, interrompendo-o. Voltamos nossa atenção para o campo, deparando-nos com Abraxas cercado pelos demais jogadores da Sonserina. Ele agitava sua mão loucamente para os demais, mostrando o pomo de ouro preso entre seus dedos.

— Até que fim – Ouço Tom dizer, aliviado.

Fim de jogo.

Nos levantamos em sincronia e começamos a aplaudir os jogadores, sendo seguidos pelos demais a nossa volta.

A verdade era que eu também detestava Quadribol e só estava ali por muita insistência de Abraxas e Anelise. Tendo essa última, me implorado com lágrimas nos olhos para que eu viesse, alegando não querer suportar a cara feia das admiradoras de Abraxas sozinha. Cedi mesmo não querendo vim, e então, para não suportar esse tormento em vão, arrastei Tom comigo para cá.

— Vamos sair daqui – Informa para mim, indicando com a cabeça para que eu falasse para Anelise.

Me volto para ela e seguro sua mão, indicando com a cabeça que íamos sair. Ela acena positivamente, mas não se move.

— Você virá conosco? – Pergunto.

— Oh, não. Eu vou ficar e esperar Abraxas sair do campo – Fala, sorrindo.

Aceno, compreensiva.

— Obrigada por ter vindo, Hermione – Agradece, segurando meu ombro afetuosamente – Você é a melhor, sem sombra de dúvidas.

— Nem demorou tanto assim pra terminar – Falo, fingindo displicência.

Rimos.

Dou-lhe um rápido abraço de despedida e olho para Tom, que assistia nossa demonstração de carinho analiticamente.

Ele segura meu pulso com gentileza e começa a me puxar para longe da algazarra. Me deixo ser guiada sem protestar, feliz por estar saindo dali.

Coloco minha mão na parte de trás da minha bunda, segurando minha saia preta pregueada no lugar, sabendo que assim que abandonássemos o espaço ocupado por corpos e entrássemos nas áreas mais vazias, o vento forte que fazia ali nos atingiria.

Descemos a arquibancada sem dificuldade, já que todos estavam voltados para os ganhadores do jogo, mas assim como o previsto, o vento de outono castiga nossos corpos. Meu suéter bege e minha meia calça preta não são o suficiente para me aquecer até que entramos no castelo, seguindo o emaranhado de corredores.

Tom solta meu pulso e segura minha mão, entrelaçando nossos dedos.

— Onde vamos, apressadinho? – Pergunto, olhando a nossa volta.

Alguns alunos carrancudos da Grifinória já se encontravam ali, fugindo das comemorações verde e prata. Eles evitam olhar para nós.

— Vamos para a Sala Precisa – Responde.

— Ah! – Exclama, sentindo minhas bochechas corarem.

Ele me olha de relance e sorri de lado, sabendo exatamente o que estou pensando.

Só havíamos ido duas vezes até agora para a Sala Precisa, e nas duas vezes quase acabamos fundindo nossos corpos em uma sessão de amassos alucinante. Um lugar tão reservado e silencioso assim despertava nosso libido.

Seguimos pelo corredor extenso em silêncio, apenas escutando nossos passos ecoarem pelo chão.

Ah, o doce friozinho na barriga, penso, sentindo meu estômago revira em antecipação.

Vozes exaltadas despertam nossa atenção, nos entreolhamos por breves segundos. Mais ao longe conseguimos distinguir duas figuras masculinas discutindo acaloradamente.

— Espere aqui – Tom pede, indo até eles rapidamente, assumindo sua postura assustadoramente arrogante e altiva.

Cruzo meus braços, vendo os dois cambalearem para trás, assustados.

— Ele intimida, não é? – Uma voz enjoativamente doce pergunta atrás de mim.

Olho para trás, me deparando com Amanda sorrindo falsamente para mim.

Estreito meus olhos.

— Ele faz o que tem que fazer.

Ela não diz nada, apenas sustenta o sorriso nos lábios. Isso me enerva mais do que consigo exprimir em palavras.

— Não pude te visitar na Ala Hospital naquele dia, mas saiba que estava torcendo pela sua recuperação – Diz, olhando-me de cima a baixo – Como você está agora?

— Bem, obrigada – Falo de má fé – Ah, e antes que eu me esqueça – Começo, fingindo ter me lembrado subitamente de algo – Quero te agradecer por ter espalhado para Hogwarts que Tom e eu estávamos juntos, isso com certeza nos poupou tempo. Tempo esse que fora gasto com coisas mais divertidas – Término amaciando meu tom de voz no final, dando margem a duplo entendimento.

Vejo seu rosto assumir uma coloração avermelhada, enquanto seus olhos se dilatam de raiva.

— Você não ficará com ele por muito tempo – Ameaça, quase rosnando para mim – Tom é meu, e você só é uma distração bem vinda. Uma versão menos gostosa de mim.

Solto uma risada de escárnio.

— Uma versão menos gostosa de você? É sério? – Volto a ri, transformando toda a minha raiva em boas risadas – Você se superestima, McCreary. Alguém como você não prenderia Tom nem se ele ingerisse toda a Amortentia do mundo.

A julgar por seu olhar assassino e a forma como ela cambaleia em minha direção, a mesma pretendia me atacar a qualquer momento. Toco em minha varinha, que estava firmemente presa em minha cintura.

— Tudo bem por aqui? – Tom pergunta, se pondo ao meu lado. Seus olhos estudam meu rosto com perspicácia.

Ele envolve minha cintura com o braço, colando a lateral de seu corpo em mim. Solto minha varinha, sabendo que eu não precisaria mais dela.

— Sim – Ela apressa-se em dizer, abrindo um amplo sorriso para ele – Eu estava perguntando a Hermione onde ela comprou essa saia fabulosa – Mente descaradamente, quase miando ao falar – Apesar de não fazer meu estilo algo tão curto, mas não posso negar que é linda – Conclui, alfinetando-me.

Encaro a mesma com certa hostilidade, sentindo meu sangue ferve com o quão falsa ela era.

— Minha saia só não é mais curta que minha tolerância com falsidade, Amanda – Rebato, rudemente – Mas talvez eu devesse te informar onde comprei ela – Falo, fingindo pensar em algo – Quem sabe lá você não encontre um pouco de decência ou caráter. Olha que ideia genial. Séria incrível, você não acha?

Tom aperta minha cintura, claramente entendendo que eu estava irritada com ela.

— Se eu não te conhecesse diria que pretende matar ela bem aqui – Sussurra ele no meu ouvido.

Sorrio de forma amorosa pra ele, que arqueia uma de suas sobrancelhas.

— Vamos embora, amor – Falo, acariciando seu rosto com as costas da minha mão – Estou precisando descansar.

Tom sorri, entrando no jogo.

— Claro, querida – Responde, puxando-me para longe dela sem se despedi.

Não olhamos para trás, apenas seguimos nosso caminho.

— Você me parece irritada – Comenta, despreocupado.

Paro, olhando para o mesmo seriamente.

— Minha saia é curta? – Pergunto, de supetão.

— O quê? Não – Responde, confuso.

Passo meus dedos pelas bordas da saia preta, tímida.

— Ela só queria te irritar, Hermione. Não deixe que Amanda tenha esse poder sobre você. Vamos, você está linda.

Sorrio, apesar de ainda está chateada com isso.

Eu não sou uma versão menos gostosa dela, penso quando voltamos a caminhar.

[...]

Chegamos ao sétimo andar do castelo em tempo recorde. Meu coração palpitava furioso em meu peito, antecipando o que viria a seguir.

Empurro meu encontro com Amanda para o fundo da cabeça, não querendo que ela estragasse o resto do meu dia com Tom.

Você nunca o conhecerá como eu conheço, indago para mim, feliz por perceber que não importava o que ela dissesse, ela nunca estaria tão próxima dele quando eu estou. Não importava o que eles haviam tido, Tom estava comigo e eu pretendia que ficasse por muito tempo.

Passamos três vezes em frente a enorme tapeçaria de Barnabas o Maluco até que, finalmente, a porta aparece-se para nós.

Entramos na sala decorada em verde e prata, cheia de almofadas no chão, sofás grandes e uma bela lareira acessa. Um cenário já conhecido por nós, era o mesmo de sempre que vínhamos aqui. Imaginar uma sala com uma cama era um passo grande demais ainda para nós. E a atmosfera familiar e simples do lugar da um quê a mais de sensualidade ao ambiente, na minha opinião.

Paro a alguns passos longe dele, mordendo meu lábio inferior. Tom fecha a porta e se aproxima de mim, com seus olhos escurecidos pelo desejo.

Num instante, ele me agarra pelo quadril e me puxa para junto de si, minhas mãos seguram seu cabelo, e sua boca busca pela minha. Ele me empurra contra a parede, enroscando nossas línguas com avidez. Solto um gemido dentro de sua boca, e uma de suas mãos segura meu cabelo, puxando minha cabeça para trás enquanto trocamos um beijo selvagem.

— É só isso? – Provoco-o quando nos separamos.

Ofegante e com as pernas trêmulas, eu preciso segurar em seus ombros para não cair.

Ele sorrir envaidecido.

— Eu mal comecei e você já está quase desmaiando – Seu tom jocoso me faz sorrir – É melhor irmos com calma, você não acha? – A zombaria em sua voz não me passa despercebida.

— Querido, apenas dê o seu melhor.

Ele tomba a cabeça para trás e solta uma gargalhada. Me perco em sua risada, maravilhada com o quão relaxado e brincalhão ele estava sendo.

— Você está ficando tão ousada, Hermione, tão corajosa – Sussurra ele e segura meu rosto com ambas as mãos, inclinando-se para um beijo profundo.

Coloco minhas mãos em seu quadril, por dentro de sua blusa, tocando sua pele morna e sentindo o mesmo se arrepiar sobe meu toque.

— Quanto mais te tenho, mas eu te quero – Confidência ofegante contra meus lábios, tomado pelo desejo – Você é um vício para mim, miss Granger.

— Me sinto lisonjeada – Rebato, tentando ser sarcástica, apesar de ter sido arrebatada por suas palavras.

Tom me puxa em seus braços, beijando-me com fervo, enfiando as mãos no meu cabelo. Nossas línguas entrelaçadas, ele me conduz de costas até o amontoado de almofadas no chão e suavemente me deita sobre elas, juntando-se a mim, ao meu lado.

Acaricio com as pontas de meus dedos sua bochecha, seguindo uma trilha carinhosa até sua boca, aonde deposito um selinho demorado.

— Estou aprendendo a gosta de quase todas as suas camadas – Sussurro, olhando diretamente em seus olhos, para que ele possa ver a verdade em minhas palavras.

— E quais você não gosta, posso saber? – Pergunta, visivelmente interessado.

Me inclino sobre seu corpo, ficando quase debruçada sobre ele. Fixo minha atenção em sua barriga, que subia e descia conforme sua respiração mandava. Deslizo minha mão para dentro de sua blusa, encontrando uma vez mais sua pele morninha.

— Sua arrogância com certeza me tira do sério – Confesso, circulando sua pele com meus dedos, sentindo sua respiração acelerar – Mas também é um charme a mais, admito – Um sorriso singelo se forma em meus lábios.

— Estou confuso, você detesta ou não minha arrogância?

— Agora? Eu não detesto nada em você. Depois? Não sei ao certo. Você continuará sendo arrogante com as pessoas?

— Sempre.

— Oh, então eu posso ficar brava com você mais tarde – Brinco.

Ele me lança um olhar altivo e gira seu corpo para ficar por cima de mim. Pega de surpresa pelo seu movimento, acabo tirando minha mão de dentro de sua blusa e soltando um gritinho de susto. Tom agarra meus pulsos e os prende com um de suas mãos acima da minha cabeça.

— Deixe-me mudar sua opinião a respeito da minha arrogância – Pede, travesso.

Ele corre o nariz ao longo do meu queixo.

— Você tem um cheiro delicioso. É um perfume irresistível – Suas palavras inflamam meu sangue e aceleram minha pulsação.

Ele esfrega o nariz em meu pescoço, bochecha e testa carinhosamente.

Espalmando meu quadril com a mão livro, ele sobe minha blusa até a altura do meu umbigo. Seus dedos se movem em círculos sobre minha pele, causando-me arrepios.

— Tom – Suspiro, afetada.

Ele sorri diabolicamente, soltando minhas mãos e enterrando o rosto ali, depositando beijos molhados por toda a extensão de minha barriga.

Remexo-me sob seus lábios, sentindo a pulsação do meu corpo se concentrar entre minhas pernas.

Resfolêgo quando ele contorna meu umbigo com a língua.

Puxo seus fios sedosos, fazendo-o levantar a cabeça para me encarar. Um sorriso preguiçoso se desdobra em sua boca. Seguro seu rosto com minhas mãos e o puxo para mim, beijando seus lábios faminta.

Envolvo minhas pernas em volta do seu quadril, trazendo-o para mais perto de mim. Tom agarra minha coxa esquerda e aperta minha carne com força, e mesmo usando a meia calça preta, sinto que ali ficará a marca de seus dedos.

[...]

Desperto sentindo lábios macios e quentinhos tocarem minha bochecha e se arrastarem até minha boca. Sorrio quando Tom sela nossas bocas em um selinho demorado.

— Assim eu vou ficar mal acostumada – Sussurro abrindo meus olhos.

Ele sorri de lado e aponto para a mesa cheia de comida encostada na parede.

— Perdemos o almoço, então, resolvi trazer o nosso próprio banquete para cá – Explica, levantando-se e indo até lá – Venha comer.

Sento-me, vendo que um lençol cinza cobria minhas pernas e que eu não estava mais deitada nas almofadas, mas sim em um dos sofás macios da sala.

Sorrio, sabendo que fora ele quem me cobrira e trouxera para cá.

— Você é um verdadeiro gentleman – Falo, jogando o lençol para o lado e levantando-me.

Caminho até ele, que se mantinha de costas para mim servindo-se de comida e o abraço por trás.

— Obrigada – Sussurro contra suas costas.

Ele larga o prato que fazia e se vira, abraçando-me com força.

Enterro meu rosto em seu peito, inalando seu cheiro. Seus dedos hábeis deslizam por meu cabelo, carinhosamente. O mesmo agarra minhas madeixas e as puxa para trás, arqueando minha cabeça para ele. Seus lábios encontram os meus em um beijo fugaz.

— Você é um colírio para os meus olhos – Brinco, me afastando e indo colocar o que comer.

Distraída pensando no que colocar em meu prato, não percebo o mesmo se aproximando, cauteloso. Tom estapeia minha bunda com força, me fazendo soltar um grito de dor e surpresa.

— Isso doeu – Afirmo, irritada.

Ele sorri de lado.

— Você também é um colírio para os meus olhos.

— Engraçadinho – Resmungo, revirando meus olhos.

Outro tapa acerta em cheio minha bunda, engulo uma maldição.

— Tom, pare com isso – Ordeno, colocando minhas mãos na cintura, tentando parecer brava.

— Acho que eu deixei bem claro que quando você revira os olhos para mim tenho vontade de te dá uma palmada – Fala, aproximando-se de mim, predatório.

— S-sim, mas...

— Mas o quê, Granger? – Ele se aproxima de mim, quase me cobrindo com seu corpo. E apesar da pose falsamente ameaçadora, seus olhos brilham em diversão.

— Tom – Seu nome escapa da minha boca como um suspiro.

Ele me beija, enlaçando minha cintura com seus braços e quase me tira do chão. Fico na pontinha dos pés, agarrando-me em seus ombros. Uma de suas mãos serpenteia para baixo e ele apalpa minha nádega direita com força.

Gemo em sua boca.

Nos separamos por falta de ar, ofegantes e luxuriosos.

— Você será minha perdição – Sussurro baixinho.

— Você pode lidar com isso – Devolve, sorrindo e voltando a me beijar.

Será mesmo que posso?

"Se o inimigo deixa uma porta aberta, precipitemo-nos por ela. "

— Sun Tzu

Notas finais
Gostaram? Mereço comentários? Leitores fantasmas, pronunciem-se Estão gostando do rumo da história? A primeira vez deles está chegando... Mais alguém aqui está ansioso pra isso? Look Hermione: https://uploads.spiritfanfiction.com/fanfics/capitulos/201901/desire-obsolete-15556035-210120191845.jpg Beijos sabor afronta ao inimigo!!