Desire Obsolete
32 Avassalador
Aliso o tecido da camisola pela terceira vez consecutiva, encarando meu reflexo no espelho. Meu cabelo está solto, caindo selvagemente sobre meus ombros, enquanto meu rosto pálido está marcado por apreensão.
Preciso cortar o cabelo, penso, segurando uma mexa entre os dedos, e vendo que meus cachos descem até abaixo dos meus seios, comprimento que não uso habitualmente.
Nada me é habitual nessa situação.
Reviro os olhos, exasperada comigo mesma.
Abandonando o espelho, me volto para o cômodo que me abriga, buscando silenciosamente acalmar meus nervos e deixar os pensamentos inoportunos para trás.
O banheiro é espaçoso e organizado, com um espelho oval fixado na parede acima da pia de mármore e um pequeno boxe negro ao lado direito do cômodo, a privada ficando discretamente entre esses dois extremos. Os produtos de higiene perfeitamente alinhados em duas prateleiras de madeira aromatizam o lugar com meu cheiro preferido, a colônia de Tom.
Inspiro com força o aroma refrescante do lugar, sentindo-o invadir meu sistema respiratório e vaga sobre todos os meus poros.
Batidas na porta me fazem sobressaltar.
— Hermione... – Sua voz rouca chega até mim em camadas abafadas pela porta trancada – Você está bem?
— S-sim – Respondo de imediato com minha pulsação se acelerando.
Um silêncio constrangedor se instala, deixando-me ainda mais nervosa.
— Eu já vou sair – Garanto, não muito convicta disso.
A resposta demora a vim, como se Tom ponderasse sobre o que dizer.
— Leve o tempo que precisar – Escuto o mesmo se afasta da porta a passos cautelosos.
É, isso definitivamente está tirando a magia da coisa toda, concluo amarga, agarrando-me as bordas da pia em busca de estabilidade.
[...]
Respirando fundo, deixo o banheiro para trás, adentrando novamente o quarto em verde e prata, ligeiramente mais confiante dessa vez.
Tom para de se mover em círculos assim que me vê. Seus olhos percorrem a extensão do meu corpo, medindo, analisando e desejando cada centímetro da minha pele.
Enrubesço ao vê-lo dá atenção desmedida para meus seios livres do sutiã. E contenho o ímpeto de voltar correndo para o banheiro e me cobrir com o roupão que eu ponderei usar mas acabei descartando.
Suas íris se dilatam de luxúria, trazendo borboletas ao meu estômago. Um estranho formigamento de vergonha se infiltra em mim, fazendo com que me abrace protetoramente.
Um lento sorriso lateral aparece em seu rosto.
— Você está de tirar o fôlego – Elogia em claro deleite, vindo em minha direção a passos lentos e predatórios.
— Não seja bobo – Desvio minha atenção para meus pés descalços, envergonhada.
— Olhe para mim – Exige firmemente.
Faço o que ele exige quase que instantaneamente, meu corpo agindo por vontade própria.
— Você é deslumbrante em proporções que nem a poção Polissuco consegue recriar – Garante, segurando meu rosto entre os dedos – Nunca se envergonhe ou se esconda de mim. Sou seu maior admirador, miss Granger – Conclui, selando nossos lábios em um beijo lento e molhado.
Agarro-me em seus ombros, movendo minha língua ao ritmo da sua. Ele envolve seus braços em volta de minha cintura, trazendo-me para mais perto de si.
Estremeço quando suas mãos percorrem a extensão das minhas costas, acariciando minha pele por cima do tecido fino da camisola negra.
— Você é deliciosa – Fala em meio ao beijo, puxando-me ainda mais para si pela cintura, querendo fundir nossos corpos.
Estremeço em seus braços, sentindo a temperatura do meu corpo se elevar e meu baixo ventre se revirar em antecipação. Seu pênis duro cutuca meu estômago e me faz ter noção do quão deliciosa ele me acha.
— Tom! – Gemo em sua boca, me separando do mesmo em busca de ar.
Não me afasto de seu corpo, apenas deito minha cabeça em seu peito e inspiro seu cheiro, acalmando minha respiração escutando as batidas aceleradas de seu coração.
— Não quero que você se sinta obrigada a nada – Diz, diplomático, acariciando minhas costas em círculos.
Repuxo os lábios em um sorriso cheio de dentes.
— Como você vem me falar isso depois do beijo que trocámos? – Pergunto em zombaria, encarando o mesmo.
Sorrindo, ele passa uma das mãos pelos cabelos sempre perfeitamente arrumados e segura meus ombros, depositando um beijo casto em minha testa.
Fecho meus olhos, absolvendo sua carícia.
— Hermione, mesmo que a gente só se beije ou converse, não tem problema. Eu só queria que você viesse aqui. Para ficar pertinho de mim – Fala, enfatizando cada palavra. Encaro o mesmo – Não quero que se sinta obrigada...
— Está é a terceira vez que você me fala isso – Retruco.
Tom levanta uma das sobrancelhas.
— É?
— Sim – Mordo a parte interna de minha bochecha para não ri — Assim que saímos da reunião com Slughorn você falou isso, e antes que eu entrasse no banheiro para me trocar voltou a falar. Isto é...
Mordo meu lábio inferior, buscando as palavras certas.
— Sim? – Incentiva-me, com seus olhos tempestuosos me fitando com seriedade.
— Eu estou nervosa – Confesso, colocando minhas mãos trêmulas sobre seu peitoral – Mas isso não significa que eu não queira, apenas... Não sei como agir. Eu nunca fiz isso antes — Sussurro a última parte, envergonhada em admitir minha total falta de conhecimento prático neste assunto – Mas é claro que, se você se acostumou a tomar banhos frios e gosta disso, quem sou eu para me opor? É um estilo de vida decente – Brinco, tentando descontrair o momento.
Ele deixa escapar uma risada curta e anasalada, demonstrando alívio em suas feições enquanto volta a me apertar contra seu peito.
— Não, definitivamente banhos solitários na madrugada não são o que quero. Não mais, pelo menos. Você me mudou, Granger – Garante com a testa franzida, segurando meu queixo com os dedos e me beijando em seguida.
Não tenho tempo para processar o que ele falará, pois basta um movimento de sua língua para eu abrir meus lábios, deixando nossas línguas se enroscarem com avidez e esquecendo suas palavras. Tom segura meus quadris com as duas mãos e me guia às cegas para a cama, aonde me deposita gentilmente e cobre meu corpo com o seu, sem em nenhum momento deixar de me beijar.
Afastando minhas pernas com as suas, Tom se aloja ali, com seu sexo rígido pressionando minha cavidade latejante.
Volto a gemer em sua boca, entregue ao prazer de seus lábios maliciosos.
Separando-se de mim, Tom enterra a cabeça no meu pescoço e deixa escapar um longo e fundo suspiro.
— Que delícia – Grunhi, apertando a carne da minha direita coxa com a mão, provavelmente deixando a marca de seus dedos ali.
Seus dentes raspam minha pele, enviando pontadas de prazer para meu sexo, umedecendo-o de desejo. Sinto os bicos dos meus seios endurecerem e pressionarem o tecido da camisola, me fazendo arfa devido a sensibilidade da região.
Engulo em seco, agarrando seus fios sedosos e puxando seu rosto para perto do meu, beijando-o em seguida.
Meu beijo é obstinado, minha língua e meus lábios ondulam os seus, provocando e instigando o mesmo, que devolve cada movimento meu com igual disposição.
Sorrio, mordiscando seu lábio inferior e chupando o superior.
Ele grunhi contra minha boca e em um rápido e preciso movimento, o mesmo me põe por cima de si, fazendo com que minha bunda estacione em cima de seu pau duro.
Engulo uma exclamação de surpresa, espalmando seu estômago para me equilibrar.
Ele desce suas mãos pela minha coluna até a cintura e depois a bunda. Para ali e aperta minhas nádegas com força, e então estapeia a região, me pegando de surpresa.
— Tom! – Exclamo em protesto, sendo completamente ignorada.
Seus olhos estão focados em outro ponto do meu corpo, mais precisamente aonde minha camisola está totalmente enroscada em meu quadril, revelando minha calcinha de renda preta.
— Suculenta – Murmura vidrado – E diferente. Eu gosto.
Tento me mover para ajeitar minha camisola tímida, mas o mesmo me impede, agarrando meu quadril e sentando-se comigo ainda em seu colo.
Trocamos um rápido selinho antes dele atacar meu pescoço, mordiscando e chupando, deixando um rastro de fogo por onde seus lábios passam.
Desço as mãos pelo seu peito e as enfio por baixo da camisa, querendo sentir a textura macia de sua pele. Ele se arrepia sob meu toque, mudando a rota de seus chupões para meu colo, lambendo o começo do vão entre meus seios. Agora é minha vez de me arrepiar.
Suas mãos encontram a barra da minha camisola, enquanto seus olhos buscam os meus, procurando qualquer sinal de hesitação. Beijo sua boca com sofreguidão, dando-lhe minha permissão.
Sem mais delongas, ele me ajuda a retirar a camisola pela cabeça e a joga no chão, me deixando seminua em seu colo. Cubro meus peitos com as mãos.
— Não se esconda de mim – Ralha, puxando levemente minhas mãos da frente dos meus seios – Você é de tirar o fôlego – Garante, lambendo o lábio inferior – E o melhor, é completamente minha para usar e abusar – Um sorriso perverso se instala em seu rosto quando ele fala isso, estremeço.
Tom abaixa a cabeça e coloca um dos meus mamilos na boca, jogo a cabeça para trás, gemendo de choque e prazer. Ele chupa com força, puxando o bico entre os dentes e soltando, fazendo isso repetidas vezes, me levando a loucura. Uma de suas mãos agarra o meu outro seio, apertando e apalpando de leve minha carne, beliscando meu bico rígido.
Rebolo em seu colo, buscando aplacar o desejo avassalador que me consome.
De repente, ele inverte as posições, me colocando novamente abaixo de si e se pondo em pé, olhando-me desejoso.
Confusa, encaro o mesmo, constatando em seguida que não gosto dele está mais vestido que eu.
— Você ainda está vestido — Lembro-o, querendo despi-lo e poder enlouquecer o mesmo de desejo da mesma forma que ele me enlouquece – Deixe-me ajudar com isso – Peço.
Tom balança a cabeça em negativa.
— Por quê não? Eu quero te despir – Falo, mordendo meu lábio, aborrecida – Posso ser leiga na prática, mas sei como tirar uma roupa, Tom.
Ele sorri de lado, achando graça em meu aborrecimento.
— Fico extremamente excitado e feliz em ouvir isso, mas hoje a noite é para você – Fala, me confundindo. Franzo a testa – Não se preocupe, você terá muitas outras oportunidades de me despir.
E com isso ele pega sua varinha ao lado da minha no criado mudo, e movendo rapidamente seu punho, se livra de todas as suas roupas, ficando gloriosamente nu.
Sou atraída instantaneamente para sua ereção poderosa em volta de seus pelos pubianos negros, ficando ligeiramente boquiaberta com seu tamanho.
Merlin! Vai caber? Eu dilatou, mas isso... É grande!
— Eu não... Não acho que... – Embasbacada, não sei o que falar – Você é grande – Falo em um suspiro.
Fecho minhas pernas com força, amedrontada.
— Oh, não! Não se fecha para mim – Pede, segurando meus joelhos, forçando minhas pernas a se abrirem de novo – Não tenha medo, Hermione. Farei com que você ame cada centímetro meu dentro de você – Promete, abaixando-se sobre mim e me roubando um beijo, acalmando-me quase que de imediato.
Ele volta a se afasta, dessa vez com um fogo diferente no olhar. Determinação. Suas mãos acariciam meus joelhos, e então descem para minhas coxas, massageando minha pele com ternura.
Fecho meus olhos, aproveitando as sensações que ele me causa.
Quando seus lábios tocam a parte interna da minha coxa, próximo ao meu sexo, arregalo meus olhos, inspirando profundamente.
— Tom!?
Seus dedos se enroscam nas laterais da minha calcinha e sem aviso prévio ele a tira, levando-a ao nariz antes de jogá-la em algum canto da cama.
— Você cheira divinamente – Murmura para mim.
Petrificada de surpresa não sei o que dizer.
Seus olhos tempestuosos se cravam nos meus quando ele põe a língua para fora e desliza ela bem em cima do meu clitóris. Grito seu nome e seguro o lençol com força. A sensação que me abate é que meu corpo todo está sendo engolido por chamas e que a qualquer momento eu vá entrar em combustão.
— Merlin, como você é doce – Rosna, antes de voltar a me lamber – Seu gosto é melhor que seu cheiro, miss Granger. Deveria ser crime você ser tão apetitosa.
Tremo sob seus toques, a mercê de sua vontade.
— Tom, por favor – Choramingo.
Ele para de me chupar. O calor do seu hálito banha o latejar que ele mesmo provocou.
— Por favor o que, querida? Fale para mim o que você quer – Pede, com um sorriso provocador nos lábios.
Balanço a cabeça de um lado para outro e fecho meus olhos, incapaz de dizer em voz alto o que eu quero.
— Hermione, eu quero ouvir você falar – Diz ele com um sussurro rouco.
Soltando várias respirações ofegantes volto a abrir meus olhos, encarando suas íris luxuriosas.
— Por favor, me chupe com mais força – Falo em um fio de voz, engasgada de vergonha.
— Delícia! – Exclama ele antes de fazer o que pedi.
Então põe o meu clitóris inchado inteiro na boca, sugando minha sanidade para fora do meu corpo ritmicamente. Seus olhos se fecham quando o mesmo solta um gemido gutural.
Contorço-me em agonia, sentindo meu sangue se transformar em larva e se concentrar na região sendo castigada pelas sucções poderosas de Tom.
Reviro meus olhos, fora de mim.
Tento conter em vão minha torrente de gemidos mordendo meu lábio inferior. Mas a cada nova chupada, eu perdia ainda mais o controle, elevando meus quadris de encontro ao seu rosto, agarrando os lençóis embolorados abaixo de mim e contorcendo-me furiosamente em busca de mais fricção.
Quando o mundo inteiro explode em mil tonalidades e a minha respiração para por causa do prazer avassalador que atravessa meu corpo, desfaleço sobre a cama gritando a pleno pulmões o nome do homem que acabara de me dá o melhor orgasmo de toda a minha vida.
Deixo minhas pernas caírem abertas na cama, sem forças para ter pudor agora.
Tom se afasta e se põe em pé novamente, lambendo os lábios e admirando os efeitos que seu orgasmo causou em mim. Uma satisfação crua e primitiva brilha em suas feições.
Ele segura seu pênis com a mão esquerda, acariciando a ponta lubrificada por seu pré gozo e desce a mão, iniciando um vai e vem cadenciado, não desgrudando os olhos do meio das minhas pernas.
Engasgo com minha saliva, ficando ainda mais ofegante vendo o mesmo se masturbar diante de mim.
— Por favor – Gemo em súplica.
Seus olhos se desviam para o meu rosto, mas ele não para de se tocar.
— Por favor o que? – Pergunta, aproximando-se de mim – Preciso que você me diga o que quer, do contrário, como eu vou saber? – Ele volta para a cama, ainda masturbando-se, mas ao contrário da última vez, seu joelho afasta ainda mais minhas pernas, abrindo-me para ele, que paira com seu pênis a centímetro de distância.
Solto vários muxoxos em protesto.
— Tom, não me faça dizer... Por favor – Imploro, envergonhada demais para dizer que preciso dele dentro de mim, que preciso me sentir preenchida de uma forma como nunca necessitei de algo antes.
Ele balança a cabeça em negativa, não aceitando minha recusa.
A ponta de sua ereção toca propositalmente meus lábios superiores, me fazendo contorcer em agonia. Ele sorri, deliciando-se com meu sofrimento.
Tento esfregar-me contra ele, mas o mesmo afasta sua ereção de mim. Gemo em protesto.
— Você me quer dentro de você? – Pergunta, com a voz implacável.
Faço que sim, arfando de desejo, hipnotizada pelo vai e vem de sua mão em seu mastro e pela proximidade de nossas intimidades.
— Peça – Ordena, dessa vez esfregando seu pau em meu clitóris.
Engasgo com minha própria saliva, gemendo sofregamente.
— Tom! — Remexo-me na cama, meu sangue correndo mais rápido em minhas veias.
— Peça, Hermione – Volta a ordenar.
Choramingo, tentando fechar minhas pernas. Ele me impede com seu joelho.
— Peças e você me terá por completo – Barganha.
— Tom, você prometeu – Disparo, com a voz esganiçada – Você prometeu me fazer amar cada centímetro seu.
Sua cabeça tomba para o lado, enquanto um sorriso cafajeste se desdobra em seus lábios.
— E eu vou, mas antes quero te ouvir pedir por isso – Retruca, esfregando-se em minha entrada com mais força, fazendo seu pau se lambuzar com meus fluídos.
Seu rosto está vermelho e contorcido de desejo, mas ele não me dará o que quero sem que eu peça por isso. Por isso, movida por desejo, faço o que ele quer.
— Eu preciso de você dentro de mim – Confesso, elevando meu quadril, tentando criar atrito entre nossos corpo – Me come, por favor!
— Ah! – Grunhi de satisfação – Farei isso com prazer.
Ele debruça-se, apoiando as mãos em ambos os lados da minha cabeça, de modo a pairar sobre mim, olhando-me nos olhos com a mandíbula cerrada e os olhos ardentes de desejo.
— Levante as pernas – Ordena, e obedeço de imediato.
Ele posiciona a cabeça de seu pau na entrada do meu sexo, inspirando e expirando profundamente.
— Você toma algo? – Pergunta com visível dificuldade para se controlar.
— O que? – Afetada por meu próprio desejo não entendo sua pergunta.
— Você toma alguma poção para não engravidar? – Reformula a pergunta, paciente.
Faço que sim com a cabeça.
Ele solta uma lufada de ar aliviado, mas logo se recompõe.
— Eu não vou conseguir parar, Hermione – Confessa, pressionando seu pênis contra minha entrada – Última chance de desistir.
Faço que não com a cabeça, incapaz de falar.
Visivelmente aliviado, ele sorri.
Levando a mão para seu órgão pulsante ele o guia para minha entrada, encarando-me.
— Você é perfeita – Sussurra, e me penetrar.
Grito ao sentir meu hímen ser rompido com brusquidão. Todas as paredes do meu interior se contraem, tentando expulsar o intruso.
Tom fica imóvel, de olhos fechados, com a boca entreaberta e a respiração áspera.
Abraço o mesmo, arranhando suas costas com força, sentindo meus olhos lagrimejarem pela dor de ser quase partida meio.
Ele geme em êxtase, olhando-me maravilhado.
— Você é apertada pra caralho – Murmura entre dentes, quase me levando a sorrir por ouvi-lo dizer um palavrão – Está tudo bem?
Faço que sim, enterrando minhas unhas ainda mais em suas costas. Provavelmente deixando marcas ali. Ele continua parado, esperando que eu me acostume à sensação avassaladora de tê-lo dentro de mim.
Pouco a pouco ele vai testando meus limites, movendo-se extremamente devagar para trás e impulsionando o quadril para frente. Nós dois gememos, ele de prazer, eu de dor.
O mesmo volta a ficar imóvel, encarando-me com os dentes cerrados e a testa brilhando de suor. O esforço que ele faz para permanecer no controle é admirável.
— Posso? – Questiona, a voz rouca.
— Sim.
Ele repete o movimento anterior, volto a gemer, mas dessa vez não de dor, e sim de desconforto. Ficamos imóveis, escutando um a respiração acelerada do outro.
Seus olhos buscam os meus, pedindo permissão para continuar, faço que sim com a cabeça.
Ele volta a se mover para trás e impulsionar para frente, parando para analisar minha reação. Mordo o lábio inferior, tentando decifrar o que sentir com essa terceira estocada.
— Continue – Peço, curiosa.
E ele continua, mas dessa vez não para, iniciando um ritmo alucinante de estocadas, metendo em mim ora com força ora devagar. E a medida que me acostumo com a sensação estranha, mexo os quadris ao encontro dos dele.
Gemo seu nome repetidamente, sentindo meu sexo corresponder as investidas dele, apreciando o modo violento e delicado com o qual está sendo tratado.
A música afrodisíaca de nossos corpos se chocando, o cheiro de sexo impregnando no ar e nossos corpos cobertos de suor esfregando-se um no outro servem como combustível para nosso coito.
Agarrando minha coxa com uma das mãos ele eleva minha perna, fazendo com que me abra ainda mais para ele, recebendo-o mais profundamente.
Os sons de nossos gemidos aumentam, assim como os tremores em meu interior, enrijeço.
Oh, Merlin!
Fecho meus olhos com força, entreabrindo a boca apenas para que meus gemidos escapem.
— Olhe para mim – Manda, com a voz profunda.
Faço como ele mandou, perdendo-me em suas íris azuis.
Sua mão livre serpenteia por entre nós, indo diretamente para meu clitóris inchado e dolorido. Aplicando pressão e movendo seus dedos circularmente, sou jogada em uma espiral de contrações, chegando ao meu segundo clímax gritando novamente seu nome.
Tom vem logo em seguida, gozando fortemente dentro de mim em uma última estocada profunda.
Ele cai para o lado, me levando junto e me aconchegando em seu peito ainda comigo abrigando seu pênis semiereto dentro de mim.
Sem fôlego e completamente saciados permanecemos em silêncio, aproveitando um a companhia do outro.
Quando o mesmo sai de dentro de mim faço uma careta, incomodada com a sensação de perca. Ele beija minha testa, esmagando meu corpo contra o seu.
— Espero ter cumprido minha promessa – Fala após alguns minutos em silêncio.
Sorrio, beijando sua bochecha.
— Oh, sim! E como cumpriu – Comento, começando a sentir minhas pálpebras pesarem.
Antes de cair totalmente na inconsciência, sinto ele se desgrudar de mim e ir até o banheiro, trazendo algo morno e molhado para o meio das minhas pernas.
Gemo em protesto.
— Shh! Estou apenas te limpando — Ouço-o dizer, docemente.
Caio no sono com um sorriso no rosto, sentindo-me saciada e cuidada.
"Sexo é tudo: é a sedução, o beijo, são os poros, é a pele, o cheiro."
— Cláudio Nucci
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