Eu passei quinze anos sempre fazendo a mesma coisa, a mesma repetência nunca mudando. Mas agora acabou. eu não sou a mesma garota. Eu enxergo o mundo de outra maneira que ninguém enxerga, meu padrasto é o presidente, criador do legado, mais conhecido como o jogo mortal, ninguém sai com vida ou você morre ou nada feito. Possuído pela ganancia do dinheiro e do poder eu fui abandonada, eu sequer existo para ele, a minha mãe? É pobre, sofre pra ganhar dinheiro para sustentar os meus outros seis irmãos. Meu nome é July Alyn tenho dezesseis anos sou filha de Finnk Alyn, toco piano, canto, danço, um metro e sessenta e cinco de altura, cabelos castanhos bem escuros, e olhos bem ... hã não definidos .E estamos no século 24. As casas sempre são pretas e brancas, e o tempo sempre negro, nunca muda, por ser uma atmosfera poluída, é um mundo tecnólogo o neon esta em tudo, casas, roupas, cabelos e etc... Bem vindos a Legacy, a cidade que você jamais vai querer ter entrado. Por quê? Primeiramente antes de tudo se você quer ser um cidadão de Legacy saiba que você esta correndo um risco de vida, aqui temos o legado, um jogo criado pelo meu padrasto, todo terça e sexta um jogo, milhares de pessoas morrem, temos uma espécie de chip que fica injetado nas costelas e quem não tem fica com uma tatuagem na costela ao invés do chip, quando esse chip é retirado você é morto esse é o perigo dos jogos e também o perigo de se viver aqui.

Faltavam menos de 5 minutos para entrarmos na arena, já do camarote eu ouvia o grito da multidão explodir, eu sempre era tratada como a filinha do papai, mas eu não tenho mais cinco anos. Meu vestido digamos assim que era um pouco ousado, ele era branco por total ,tomara –que –caia e os lados eram neon, com uma fenda nas coxas. Bom, pra deixar bem claro que o neon esta em alta e Clary decidiu investir nisso, com uma trança de lado as mechas vermelhas ficavam expostas, por alguma razão Finnk não gostava delas, dizia que me deixava com cara de “rebelde “ e francamente eu não me importo com a opinião dele. A multidão explodiu em aplausos e gritos quando Finnk pois os pés na arena, enquanto ele caminhava ele dava seu sorriso falso, como obrigação eu tinha de passar na frente dos jogadores que agora estavam em pé segurando o bastão, o bastão basicamente servia pro jogo da grade, ele consiste em ter duas equipes onde as duas disputavam a vida, só uma equipe poderia sobrar. Um dos competidores era Tron, o filho do irmão mais velho do meu padrasto, o verdadeiro sobrenome Legacy corria nas veias dele, além de tudo isso o significado de Tron é trono, bem explicado a causa dele ser tão mimado.

As luzes das arena então se escureceram o céu negro que já não tinha mais estrelas soltava fogos e o som anunciando o inicio do jogo despertou as pessoas ao redor, o estádio tinha capacidade pra cinquenta mil pessoas, mas as pessoas ultrapassaram esse limite.

Relaxado ali em sua cadeira Finnk tinha como sempre seu olhar gavião, ele faria de tudo só pra ter os melhores jogadores, ele não admitia perder de outra equipe, inclusive da equipe de seu próprio pai que se voltou contra ele. Eu estava ali no fundo observando enquanto as pessoas ainda procuravam um lugarzinho apertado pra poder assistir os jogos, eu estava tão distraída com as pessoas que o quando as motos deram partidas me assustaram com o barulho, Tron como sempre tinha suas estratégias, metade da outra equipe já tinha morrido. Foi então que meu olhar se cruzou com o de uma mulher, não só uma mulher e sim minha mãe. No mesmo instante congelei, Finnk havia dito que ela estava em outra dimensão, ele mentiu pra mim, mentiu a minha vida toda, eu tive uma vida falsa!