Desert Rose

29 28 - Can I Play With Madness


Notas iniciais
Olá pessoal.. Eu demorei, eu sei. Mas ando um pouco mal, problemas estão me deixando com vontade de não fazer mais nada então não conseguia mais escrever. Por isso o capítulo de hoje está meio dramatico. Me perdoem se ficou ruim.
A Música de hoje é Can I Play With Madness do nosso ilustre iron Maiden *-* (VOCÊS VIRAM QUE ELES VÃO TOCAR NO ROCK IN RIO COM O NOSSO AVENGED SEVENFOLD?) Fico imaginando o orgulho que Jimmy sentiria se visse isso *-*
Bom ducks, a fic já está no fim.. Mas dois ou 3 caps e adeus Desert Rose.. Foi mto bom estar com vcs *-*
Link da música, ducks: http://www.youtube.com/watch?v=G7w4ZtL1dkQ

28 – Can I Play With Madness

POV Brian

- Estamos perdidos, é isso? – eu já devia estar gritando no meio da avenida movimentada de Amber.

— Brian sempre ajudando muito – Nayah disse com um sorriso leve.

— Ei, eu to aqui pra salvar o Rev dele mesmo ok? Esqueceu que eu sou...

Um Deus grego de beleza suprema... – Nayah riu quando todos pronunciaram juntos a frase que eu sempre dizia.

— É isso aí e vocês são os meus súditos.

— Fica quieto Brian e vamos ajudar ok? E aí Nay, achou algo? – Matt chegou mais perto dela.

— É... Acho que sim – ela apontou para uma trilha bem longe de nós.

— O que? Você não disse que teríamos que entrar nesse matagal! Já pensou que pode haver muitos bichos perigosos? Um Deus jamais entraria...

— Quieto rei Brian e vamos logo! Jimmy e Karuka precisam de nós – Nayah me empurrou mata á dentro.

Caminhamos até entrarmos completamente na mata.

- Estou com medo – Priya disse.

— Eu te protejo meu amor – Johnny (que era menor do que ela) a abraçou.

— Ah protege sim – eu comecei a rir feito um louco até receber um tapa de Zacky.

— Fica quieto deus da beleza! – Andamos muito enquanto aquela trilha parecia não ter fim.

— Vou andar mais quanto tempo? Já estou cansado – resmunguei.

— Mas que cara chato – Thiago devolveu.

— Fica quieto novato você chegou agora no bando! – respondi.

— Continuem andando! Eu sei onde estamos ok? – Nayara gritou na frente da fila que se formava entre nós.

— Será que sabe mesmo? – perguntei.

— Sim senhor Haner, eu sei – ela revirou os olhos. Fiquei um pouco chateado ao ouvir meu sobremone, porque ele sempre me lembrava do meu pai. Andamos mais meia hora até chegarmos ao meio do nada e avistarmos uma casa ao longe.

— Meu Deus! Aquilo é uma casa abandonada? Não pensei que ainda existisse isso na Índia – Nayara observou.

— Fala sério! Não é uma casa e sim um barraco ridículo! Sem falar que tá fora de moda.

— Valeu Brian – ela riu.

— Vão ficar aí parados? Vamos entrar! – Matt foi nos arrastando para mais perto do projeto de casa.

— Como entraremos? – Radija perguntou.

— Nem olhem pra mim eu não vou entrar nessa casa velha! Olhem o estado disso, parece que vai desabar a qualquer momento!

— Para de reclamar Brian ou eu vou... – Matt gritou.

— Vai o que? – desafiei quando ouvimos um disparo muito forte vindo da casa.

— Ouviram isso? Tiros! Meu Deus! – Johnny se agarrou á Priya.

— Muito corajoso ele né? – revirei os olhos enquanto Matt ainda queria me pegar pela gola da camisa.

— Eu não vou ficar aqui enquanto minha irmã e Jimmy estão lá dentro! – Matt saiu correndo e logo já tinha desaparecido do meu campo de visão.

— Bom, acho que teremos que ir junto – eu disse. Todos nós corremos atrás de Matt.

Confesso que não estava preparado para ver o que viria á seguir. Era tudo maluco e doentio, mas eu saberia lidar com tudo.

POV Jimmy – 30 minutos antes

Eu sabia o quanto seria arriscado se meter com alguém como Ábido. Mas ele estava com a garota que eu amava e eu não podia deixar que a machucassem. Então, eu tomei a pior decisão. Decidi ir sozinho ao encontro deles, conforme o combinado.

Segui as coordenadas que Ábido me dera até chegar á um lugar totalmente abandonado. Deparei-me com uma casa velha e o homem já me esperava na porta.

- James! Você veio mesmo! – Ábido sorriu pra mim.

— Onde está Karuka?

— Mas pra que tanta pressa? Ela está descansando lá no meu porão.

— Foda-se eu quero vê-la! – o empurrei e corri pra dentro da casa. Quando achei o porão tentei entrar, mas a porta que dava acesso estava trancada – Abre isso Ábido!

— Como você é irritante James – ele fez pouco caso de todo o meu sofrimento e abriu lentamente a porta. Desci as escadas correndo quando encontrei Karuka.

— Meu... Meu Deus – foi só o que eu consegui dizer. A cena que eu vi me atingiu intensamente. Uma dor no peito seguida de desespero. A minha garota, a mulher que eu amava estava totalmente nua. Seu corpo ensangüentado e seus pulsos amarrados á canos que passavam pelas paredes.

Corri até ela para ver de perto o que era tudo aquilo. Eu estava louco? Seria tudo irreal? Não parecia...

— Karuka, meu amor fala comigo! – eu tinha medo de tocar no seu corpo e em todas aquelas cicatrizes – Por favor, acorda!

— Ai James me poupe dessa cena ridícula, ok? Chamei-te aqui para fazermos um acordo.

— Seu filho da mãe, como pode? O que mais você fez com ela? – perguntei com medo de ouvir a resposta.

— Ah, acho que você consegue imaginar, certo? – sua risada tenebrosa ecoou pelo porão vazio. Meu sangue ferveu e pude sentir as gotas de suor escorrerem pelo meu rosto, certamente eu nunca havia ficado tão nervoso em toda minha vida.

— Você não é gente! Pessoas não fazem isso!

— Pessoas que querem algo fazem sim. Você deu sorte que não a matei, mas eu podia muito bem ter feito isso – ignorei seus comentários e continuei á olhar para a minha garota toda ferida. Ela parecia drogada, porém estava consciente e eu sabia que ela ouvia tudo e entendia o que estava acontecendo.

— Você a drogou? Seu maldito – Fui até Ábido com vontade de matá-lo e sei que faria isso se tivesse chance.

— Não, não... Ela é fraca! Umas metidinhas e já ficou assim – aquilo foi a gota d’água para mim. Não pensei em nada. Automaticamente eu o soquei fortemente o rosto vendo Ábido cair no chão.

— Vai se arrepender disso Sullivan. Eu só queria um acordo com você!

- Vai pro inferno seu filho da mãe! – gritei enquanto abraçava o corpo de Karuka. Eu estava vestindo roupas claras que logo foram manchadas com o sangue dela.

— É o seguinte – ele se levantou – Jonathan assumiu a empresa e bom... Todos estão á nossa procura aqui em Amber. Ele colocou homens para nos perseguir e matar á todos que sabem da história dessa aí – ele apontou para Karuka.

— Eu não ligo!

— Pois devia ligar. Eles vão nos achar, você pode fugir, mas Jonathan é mais forte. Então... Por que não nos unimos contra ele?

— Você só pode estar brincando comigo.

— Não... Eu falo sério James, ou você vai deixar que Jonathan roube o que era de Matt e dessa aí. Vamos! Podemos matá-lo e você terá sua vingança. Escute, eu vou dizer o que temos que fazer e...

- Cala a boca! – minha voz estava alterada e eu não conseguia pensar em nada. Só queria tirar a minha garota daquele lugar e fugir pra bem longe – Acha que eu te ajudaria? Depois de tudo? Eu desisto dessa vingança maldita – desamarrei os pulsos de Karuka, cobri seu corpo com um lençol velho que havia no chão e a peguei em meus braços – Eu vou embora daqui! Se Jonathan me achar, eu vou estar pronto pra ele – Levei Karuka com cuidado e a depositei em cima dos meus ombros. Andei com dificuldade até a porta e consegui sair do porão. Ábido continuava a falar sem parar enquanto eu caminhava com Karuka em meus ombros.

- Não seja burro James! Escute-me e... – seja o que for ele parou de falar quando ouviu vozes próximas á casa. Eu também ouvi e reconheci na hora.

Nem olhem pra mim eu não vou entrar nessa casa velha! Olhem o estado disso, parece que vai desabar a qualquer momento!

- Brian? – perguntei á mim mesmo.

— O que? Você trouxe mais gente? Eu disse que você devia vir sozinho! Não pense que vai me enganar Sullivan! – ele tirou uma pistola do bolso e a apontou para mim.

- Ábido, solta isso!

— Eu tentei conversar com você, ter um acordo, mas o que fez?

— Ábido, por favor! – eu estava implorando.

— Te vejo no inferno Sullivan – senti uma dor no meu peito e automaticamente fechei meus olhos quando um disparo muito alto foi ouvido. Eu só senti as folhas e galhos secos arranharem minha pele enquanto eu rolava colina abaixo. Bati minha cabeça em algo muito duro e vi meus braços fraquejarem, enquanto o corpo de Karuka rolava ao meu lado.

- Rev! Rev! – Vi aquela voz macia e com certo humor inconfundível.

— Bri... Brian? – gaguejei.

— Fica comigo amigo! – Continuei á ouvir gritos e muita gente se movimentando rapidamente.

— Morre seu desgraçado! – agora era uma voz mais grossa que gritava. Provavelmente Matt. Algo acontecia, eu só não entendia o que era. Muita dor, uma vontade de gritar enquanto alguém parecia me rasgar com alguma coisa. A voz de Brian continuava comigo, me confortando.

- Não façam isso... – Direcionei meus olhos vagarosamente na direção de Karuka. Ela implorava para que parassem. Não consegui me manter consciente e então desmaiei nos braços de Brian.

POV Brian (Minutos depois)

Nunca havia visto tanta loucura numa cena só. Parecia que tudo aquilo não passava de um sonho, ou melhor, um pesadelo cujo eu acordaria logo.

Mas logo percebi que era algo real quando senti meu amigo apertar meu braço. Jimmy segurava forte o músculo do meu braço até marcá-lo com sua força. A dor que ele estava sentindo era muito grande então eu não o culpava por nada.

- Tem certeza que isso é o certo? – perguntei.

— O hospital que temos em Amber fica muito longe daqui! Jimmy não iria resistir! – Nayara dizia enquanto rasgava a blusa do Rev – Eu mesma vou extrair a bala dele enquanto vocês chamam uma ambulância para Karuka. Ela vai ficar bem!

— Sua louca! Como você arranjou isso? – perguntei assustado quando vi Nayara tirar um canivete do bolso.

— Eu sempre ando com um desses. Agora eu quero que segure o Jimmy, mas segure forte porque isso vai doer pra vocês dois – ela segurou o canivete e começou a introduzi-lo na pele do Rev.

— Como assim pra nós dois e – senti as unhas de Jimmy cravarem em meu braço enquanto Nayara retirava a bala que acertara seu abdome.

— Aguenta firme – Nay pediu.

— Ah que porra tá doendo! Ah James seu filho da... Ah! Tá eu... Eu aguento – Jimmy me abraçava forte e urrava de dor como um animal que sofria da pior doença possível. Suas mãos continuaram a apertar meus músculos, deixando-os arroxeados e totalmente marcados pelo sangue.

— Consegui – Nayara tirara a bala do meu amigo e mostrara á mim – Vamos estancar esse sangue agora, tudo bem aí Brian?

— Cla...Claro – eu disse gemendo de dor.

— Já chamei a ambulância! – Zacky viera correndo com o celular nas mãos – Gente alguém ajuda o Johnny e o Thiago á parar o Matt ou ele vai matar o Ábido.

— Deixa que ele morra um a menos pra fazer alguém sofrer – eu disse.

Não façam isso... – Karuka dizia em voz baixa. Ela estava no colo de Radija.

— Vamos parar o Matt – Zacky correu de volta ao cenário da briga onde Matt continuava a bater incessantemente em Ábido.

- Rev? Fica comigo amigo, tudo isso já está no fim – sorri levemente para Jimmy enquanto ele delirava de dor. Nayara rasgara minha jaqueta e com o pedaço de pano envolveu a cintura de Jimmy para estancar o sangue. Quanto mais apertado, melhor.

- Consegue levá-lo? – Nay perguntou.

— Sim, eu prometi cuidar dele e ainda me deve uma jaqueta! – Ela sorriu pra mim.

— Você é incrível Brian! – Nayara me abraçou de leve.

— Eu sei — Segurei Jimmy nos braços e o coloquei apoiado em meus ombros – Vamos sair daqui! – Zacky tratou de levar Karuka no colo enquanto Matt arrastava Ábido conosco. Ele por pouco não matou o homem, Karuka pedira que tivéssemos piedade dele então o mais certo era entregá-lo á polícia.

Andamos por toda aquela trilha, as meninas choravam muito enquanto Thiago consolava Nayara. Eu estava morto de cansaço, mas pela primeira vez na vida eu não reclamei. James era enorme, alto e forte então carregá-lo não foi uma tarefa fácil.

- Conseguimos! – Nayah gritou quando avistou a ambulância chegando. Os enfermeiros foram rápidos e logo Jimmy e Karuka estavam em macas dentro do automóvel. A polícia falara com Matt para conseguir maiores informações. Logo todos saberiam da história deles, dos crimes de Ábido, Jonathan e até mesmo de tia Barbara.

- Diz que eles vão ficar bem, amor – Nayah me abraçou.

— Vamos rezar pra isso, minha gata – abracei-a de volta enquanto via a ambulância levar meus amigos pra longe de nós.

Notas finais
E aí pessoal, o que vocês acham que vai rolar?
Obrigada por tudo!