Desert Rose
30 29 - Rosenrot
Notas iniciais
Mais 2 ou três caps e Desert Rose acaba. O problema é: Não teremos tempo aqui porque a regra começa a valer a partir do dia 1 e hoje é dia 21 AAAAAAAAAAAAAAAAAH
Caso eu não consiga, vou postar um aviso pra vocês dizendo onde vou postar o fim desta história. Será provavelmente no animespirit.com.br Lá eu vou colocar a fic toda e vou postar os caps finais. Espero que vocês não desistam e que me acompanhem lá tbm. Olha o link dela já com 6 caps postados: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-avenged-sevenfold-desert-rose-410462
Eu sei que ninguém lê por lá, mas enfim.. Novos leitores, bem vindos sempre ♥ Vamos ler *-*
29 – Rosenrot
*Palavra alemã que significa rosa vermelha*
POV Karuka
Como se sentir após ter seu corpo ferido, sofrer violências de todos os tipos e ainda sobreviver á tudo isso? Bom, eu realmente não estava acreditando em nada daquilo e muito menos que havia sobrevivido.
Abri meus olhos bem devagar e comecei a observar onde estava. Todas as lembranças voltavam e a dor no meu emocional estava abalada cada vez mais. Mexi minha cabeça vagarosamente para a esquerda quando encontrei um Brian parado ao meu lado na cama.
- Você está viva! Ai graças a Deus, não pode fazer isso com a gente não tá? Eu fiquei tão preocupado com você garota! – ele segurou minhas mãos e falava sem parar para respirar.
— Eu... Ai minha cabeça dói Brian...
— Imagino, mas tudo isso vai passar moça! Agora só falta o pai do Rev e ele acordarem.
— Como disse? – perguntei um tanto confusa.
— Ah... Nada não, eu tenho que ir. Suas irmãs querem te ver e Matt também – ele sorriu timidamente, beijou minha testa e saiu do quarto sem me explicar nada. Virei meu pescoço para a direita e então vi várias flores na minha cabeceira, entre elas um buquê de rosas vermelhas. Sorri levemente ao ver todos os cartões escritos pelos meus amigos. Johnny, Zacky, minhas irmãs e até Matt. Mas... Havia algo errado ali. Sim, eu senti a falta dele... Onde estaria o Reverendo? O meu Jimmy?
Desde que brigamos aquele dia e depois que fui levada por Ábido eu não tinha visto o meu patinho. Aquilo não poderia ser mais doloroso pra mim.
- Olá... Estou entrando hein – Matt disse com aquela voz macia e grossa, tão boa de ouvir.
— Meu... Irmão...
— Nossa.
— O que foi?
— É a primeira vez que você me chama assim, de irmão – ele sorriu bobo.
— Matt, obrigada por tudo e... – ele calou meus lábios com a ponta dos seus dedos.
— Shhh... Não se canse. Quando melhorar vou responder todas as suas perguntas, ok?
— Mas e Jimmy? – falei ofegante. Matt fez de seu rosto a mesma expressão que Brian. Preocupação era o que eu via neles.
— Poly, por favor... – Matt gostava de me chamar pelo meu nome verdadeiro ao invés de Karuka.
— Por que me escondem as coisas?
— Olha, o Rev não está muito bem ok? Ele também está internado, porém numa situação um pouco pior que a sua. Não sabemos como ele vai ficar. Por isso não queríamos te preocupar entendeu? Mas a sua teimosia é difícil de lidar – ele disse com o semblante sério.
— Internado? – Minha mente parecia não absorver aquelas ideias e se recusava a acreditar em qualquer palavra que saia da boca de Matt.
— Ele levou um tiro no abdome quando fomos salvar você. Quando chegamos lá ele estava sangrando muito e a Nay teve que extrair a bala no local. Tentamos estancar o sangue, mas não sei se ajudamos muito.
— Ele... Vocês... Sacrificaram-se por mim? Por que fizeram isso, malucos – eu disse com os olhos já cheios de lágrimas.
— Somos uma família e aqui todos cuidam uns dos outros mana – ele sorriu lindamente pra mim – Agora descanse que vou ver o Jimmy – ele me beijou a testa, mas eu segurei seu braço, impedindo que ele saísse de perto de mim.
— Eu... Eu te amo meu irmão – foi a primeira vez que eu havia dito aquilo á Matt. Ele se abaixou e me tomou num leve abraço. Pude ver algumas lágrimas escorrerem de seus olhos verdes.
— Também te amo pequena.
— Promete que vai trazer notícias dele pra mim?
— Fique tranquila mana, você será a primeira. Agora descanse dona Polyana Sanders Sullivan – me assustei ao ouvir o que ele disse.
— Sanders Sullivan? – Matt apenas riu e piscou pra mim. Dirigiu-se á porta e saiu do quarto, deixando-me confusa com tudo aquilo e cada vez mais preocupada com Jimmy.
*Noite da posse de Jonathan Sanders – Nova York – 19:45 da noite*
POV Barbara Sullivan
Três pessoas malucas percorrendo as ruas de Nova York. Jéssica e Mckenna estavam comigo, claro. A culpa era minha de trazê-las nessa aventura. Estávamos um pouco perdidas, confesso, mas eu estava decidida á estragar a festa de Jonathan. Para isso, eu tinha todas as provas que Charlie deixara comigo há anos.
- Chegamos? – Jéssica perguntou.
— Sim, eu reconheceria esse lugar mesmo que não o visse há décadas. Foi aqui que sofri a pior humilhação da minha vida Jéssica. Está na hora de devolver á ele – Arrastei minha amiga e Mckenna até a porta de entrada da festa. O segurança já nos viu de longe e logo foi intimando á mim e elas.
— Sem convite e trajes sociais, não podem entrar.
— Ah sim, nós sabemos disso, mas é que... – Jéssica se aproximou do segurança enquanto eu e Mckenna entrávamos sorrateiramente.
— Bom eu sou uma das mulheres contratadas para animar a festa, se é que me entende – ela riu maliciosamente. Passou uma de suas pernas no segurança e o abraçou. Ela piscou pra mim e sussurrou algo como: “Manda a ver”. Sorri de volta e arrastei Mckenna comigo.
Corremos a festa toda até chegarmos ao centro dela. Pessoas fúteis e bem vestidas. Homens elegantes, mulheres sedutoras e muitos empregados. Comida boa e bebidas finas.
- E agora tia Barbara? Onde está o tal Jonathan? – Procurei por ele até avistar uma rodinha de homens que falavam sobre algum assunto que envolvia economia. Aproximei-me e o vi. Jonathan agarrado á sua esposa Leila conversava animadamente com os amigos.
— Malditos... – rosnei baixinho — Vamos Mckenna, vamos esperar a hora certa.
Escondemos-nos num canto qualquer da festa, mesmo recebendo olhares reprovadores por causa de nossa roupa, quando Jéssica apareceu.
— E aí, pegaram o bandido já? To doida pra quebrar a cara dele! Ah se eu pego aquele safado eu juro que jogo uma cadeira na cabeça dele!
— Você é incrível Jéssica! Como conseguiu passar pelo segurança?
— Ai amiga nem te conto – ela piscou pra mim – Pelo menos sirvo para alguma coisa não é? Só dar uns beijinhos que esses homens derretem, foi fácil.
— Agora sei de onde Brian puxou todo aquele bom humor – respondi com um sorriso. Ela ficou triste ao ouvir o nome do filho, mas voltou a rir quando viu Jonathan caminhar até o centro da festa.
— Olha lá, o safado vai receber a presidência em estilo! Quando vamos acabar com isso?
— Agora mesmo, vamos! – Segurei as mãos dela e a arrastei comigo. Mckenna veio logo atrás de nós. Eu levava comigo a caixinha que Charlie deixara comigo há anos atrás. Eu tinha provas suficientes para acabar com Jonathan e mostrar que ele não podia assumir.
- Boa noite á todos! Eu estou lisonjeado e muito feliz por ser o escolhido para administrar esse império. Quero agradecer á todos que confiam em mim, vou fazer o melhor por vocês – Jonathan sorria de tamanho triunfo – É com profunda tristeza que assumo este cargo, prometendo honrar a extinta família Sanders, em nome de meu irmão Charlie, cunhada e sobrinhos. Que Deus os tenha... – ele continuou com o discurso falso – Eu sugiro que todos deem uma salva de palmas em homenagem aos nossos falecidos amigos e que os anjos estejam com eles e...
- Ah cala essa boca! – Jéssica gritou, olhei imediatamente pra ela que logo me deu um sinal de: “anda logo.”
— Quem é você? – Jonathan perguntou para Jéssica.
— Lembra de mim? – Perguntei á ele, tomando a frente de minha amiga.
— Barbara, o que quer aqui? Quem deixou essa gente entrar? Seguranças tirem essas coisas daqui.
— Aí eu não sou coisa não! Coisa é a sua mãe aquela filha da...
— Mamãe pelo amor de Deus! – Mckenna repreendeu Jéssica que não parava de gritar. Decerto modo a cena foi muito engraçada e eu aproveitei para terminar o show.
— Este homem senhoras e senhores, é uma farsa! Ele não deve assumir a empresa, sendo que esta nunca foi a vontade de seu pai. Eu tenho provas suficientes! – todos muito assustados enquanto Jonathan me fuzilava com os olhos – Vejam! – abri minha caixinha – A cópia do testamento do pai de Charlie Sanders que diz claramente: Meu filho Jonathan Sanders não deve assumir a empresa. O cargo será do meu neto Matthew Charlie Sanders...”
— É falsa! Essa cópia é falsa! Pelo amor de Deus tirem essas loucas daqui! – os seguranças vieram para nos tirar da festa.
— Não põe a mão em mim! Não encosta! – Jéssica gritava e relutava contra os seguranças.
— Nada disso é falso. E mais uma coisa – tirei da caixinha umas fotos de Matt com meu filho Jimmy: http://24.media.tumblr.com/tumblr_lq344ngr211qlv4gno1_500.jpg
- Este é Matt, o filho de Charlie que está vivo! Como podem ver essa foto foi tirada este ano. Todos da empresa conhecem o meu filho Jimmy, para verem que não é nenhuma montagem – uma mulher se aproximou para ver melhor enquanto outros também chegavam para checar as fotos – Tenho várias aqui! Até uma deles numa festa – sorri boba ao lembrar: http://25.media.tumblr.com/tumblr_mby3d03Kte1rzqj7co4_500.jpg
- É mentira! Tudo mentira! Não vão mesmo acreditar nisso, não é? – todos já estavam bastante desconfiados e eu fazia questão de deixar tudo mais complicado para Jonathan. Até que me vi ali no meio de vários convidados. Todos olhando e checando as informações que eu tinha. Para eles não restava dúvida de que Matt estava vivo e, portanto, Jonathan não devia estar ali.
— Mas como o rapaz está vivo? – ouvi perguntarem ao longe. Então era a hora de contar tudo, de tudo que eu, Jonathan e Leila armamos. Por fim, eu tinha um pedaço de reportagem. O jornal havia noticiado o incêndio na maternidade e a partir daquela notícia, eu contei tudo que havia feito. Toda a maldade e todas as vidas que eu tirara inclusive a dos meus amigos. Por fim, contei sobre a irmã de Matt.
— E onde estão agora? Seus filhos? – um homem perguntou.
- Bem... Eles foram para a Índia resgatar a irmã de Matt. Uma amiga que está com eles na Índia me mandou uma foto sem meu filho saber: http://userserve-ak.last.fm/serve/_/3830528/Avenged+Sevenfold.jpg
- sorri ao ver que estavam bem e que se divertiam juntos.
- Você agora é santa? Não escutem essa vadia! Ela só quer atenção!
— Não Jonathan, você, eu e essa aí do seu lado somos todos culpados. Perdi o amor do meu filho e do meu marido por sua causa. Agora nós vamos pagar juntos, certo?
Ele estava encurralado então tentou fugir, mas as pessoas o seguraram. Parece que não restavam dúvidas de que era tudo uma farsa.
Fotógrafos registraram tudo e a imprensa logo soltaria todo o barraco da festa. Em 15 minutos a polícia estava lá e enfim eu vi tudo desmoronar.
- Barbara! Você... Você vai mesmo? – Jéssica perguntou.
— Amiga eu sou tão culpada quanto eles, preciso pagar o que devo. Tome, guarde esta caixinha com você, tem muitas fotos de Brian e Jimmy pra você matar a saudade do seu filhote – sorri.
— Mas... E quando eles voltarem?
— Você os recebe por mim? E diga ao meu filho que eu o amo muito. Obrigada por tudo Jéssica – abracei minha amiga antes de ser levada para a delegacia.
Cidade de Amber Índia – Hospital central
POV Brian
- Essa espera tá me matando Matt! Quando vamos saber se o Rev tá bem? E o pai dele?
— Acalma homem! Se nós ficarmos aflitos daqui a pouco somos nós que vamos parar na cama de hospital – Zacky disse.
— Eu perguntei ao Matt, sai fora bolo fofo!
— O que você disse?
— Bolo fofo! – eu ri da cara de Zacky.
— Vou matar você Brian!
— Ah fica quieto aí!
— Tá vendo só? Por isso nem sua mãe agüentou você – eu realmente fiquei bravo quando Zacky disse aquilo.
— Eu fugi de casa, ok? Não ia suportar aquele bêbado batendo em mim.
— Mas você abandonou sua mãe e sua irmã – Zacky devolveu.
— Quer calar a boca? Ela nunca me defendeu em nada! Sempre apanhei para não deixar que coisas ruins acontecessem com elas. Eu quero é distância delas, porque só me trazem problemas! – respondi nervoso.
— E você sabe onde elas estão Brian? – Radija perguntou.
— Bom... Eu não as vejo faz anos então... – Percebi uma movimentação estranha e Nayara estava aflita no celular. Olhava pra mim sem parar enquanto conversava baixinho.
— Quem é? – Priya perguntou.
— Sei lá, Nayara e os mistérios dela – Johnny deu de ombros.
— Meninos, más notícias! – Nayara correu até nós.
— Novidade hein – revirei os olhos.
— Mas essa é tensa mesmo.
— Fala, o que foi Nay? – Matt perguntou.
— Bom... Tia Barbara foi presa.
— O que? – pude ver o rosto de Matt cair em desespero enquanto todos tentavam entender o que havia acontecido.
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