Desert Rose

28 27 - Lilium


Notas iniciais
Olá pessoal *-* Bom desculpem a demora...
Eu não sei porque mas não estou conseguindo colocar o link na história então vou deixar aqui para que vocês vejam a flor que se fala na fic: http://www.cantodasflores.compartilhandonaweb.com.br/imagens/flores/lirio2.jpg
A música do capítulo de hoje chama-se Lilium e é parte da trilha sonora do anime Elfen Lied, vocês já viram? É linda e toda em latim, ela significará mto ao longo da fic: http://www.youtube.com/watch?v=XPXpxv-nez0
Espero que gostem pessoal! Quero dizer tbm que já estamos chegando ao fim da fic, pois no fim de dezembro as fics de bandas serão excluídas, vocês sabem.. Enfim, só quero agradecer á todos que leram minhas fics! Até mais ducks lindos ♥

27 – Lilium

(Lilium – expressão latina que significa lírio, cujo representa toda a pureza e inocência)

* 3 dias depois – Casa dos Sullivan*

POV Barbara Sullivan

Meus dias estavam sendo muito mais animados com a presença de Jéssica e Mckenna em minha casa, mas nada afastava de mim a boa e velha preocupação com meu Jimmy e com Matt.

Algo me dizia que eles estavam passando por dificuldades e eu nunca errava com os meus instintos. Joe também estava lá e até agora Thiago não havia me dado notícias.

- Barbara? – Jéssica tirou-me daqueles pensamentos.

— Oi? – respondi com a mente um pouco embaralhada e expressão confusa.

— Onde guardo esses pratos? – ainda não havia conseguido responder – Ei, você está bem? – ela se aproximou de mim e tocou meu ombro – Não fique assim, você sabe que pode desabafar comigo. Está preocupada com seu filho não é? – Assenti. Encostei minha cabeça no ombro dela e fechei meus olhos. Será que Jéssica devia saber sobre Matt e toda a história do incêndio? Eu não sabia como ela reagiria então decidi me calar.

— Eu penso em James todos os dias, só queria que ele estivesse aqui comigo.

— Eu sinto o mesmo amiga. Perdi o carinho e respeito de Brian há anos. Quando ele e James vão voltar da Índia? – ela perguntou inocentemente.

— Esse é o problema – dei uma pausa para respirar profundamente – Eles estão em uma... Ah, uma missão eu diria – A expressão de Jéssica era de no mínimo confusão.

— Mas... Eu não entendo... E Joe? Por que ele foi pra lá também? Apenas para encontrar o Jimmy?

— Só quero que confie em mim ok? – levantei da mesa e dirigi-me á sala. Peguei minhas chaves do carro – Você vem comigo?

— Ir pra onde?

— Bom Jonathan já é o novo presidente da empresa, mas a festa de inauguração da nova presidência será hoje. Suponho que devemos aparecer por lá e fazer uma surpresa á ele.

— Eu sei que você sempre teve diferenças com Jonathan, mas por que quer fazer isso?

— Você vai entender quando chegarmos lá. E então, vamos? – Jéssica hesitou por alguns minutos, mas acabou aceitando o meu convite.

— Muito bem, vamos até ele – sorri levemente.

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*Cidade de Amber – Índia*

POV Karuka

- Acorde gracinha, acorde – a voz maldita continuava a mexer comigo até que abri meus olhos devagar.

— Você dorme muito, pensei que não iria mais acordar – Ábido acariciava meu rosto enquanto eu tentava levantar, até perceber que estava nua e presa pelos pulsos por correntes. Logo toda aquela tortura que eu passara voltara á minha mente. Eu já podia sentir a dormência no meu corpo e o nojo de mim mesma ao lembrar de todo o ato entre mim e Ábido.

— Fique...Fi-fique... Fique longe... Longe de mim – tentei afastá-lo, mas eu não tinha forças para nada.

— Calma meu lírio...

— Lírio? – perguntei confusa.

— Você sabia que lírios representam a pureza? Pois é, essa inocência toda eu vi em você enquanto fazíamos amor. Sabe? Acho que James ficará muito nervoso por não ter tido a sorte que eu tive – ele disse beijando meu pescoço e colo.

— Sai daqui! – Usei as últimas forças para empurrá-lo – Não percebe... – minha voz falhava e os olhos não queriam permanecer abertos. Eu não comia há alguns dias e estava sendo vítimas de maus tratos constantemente.

— Tudo bem – ele se afastou, pegou uma flor linda e colocou-a ao meu lado – Já tinha visto um lírio antes? Pois é, eles são tão lindos! São cheirosos, puros, delicados e muito lindos de se ver. Como você – ele me olhou intensamente, mas eu desviei meu olhar – Mas já terminei o que eu queria com você, vamos finalizar – ele beijou meus lábios uma última vez e colocou a flor perto dos meus pés.

— O... Q-que você vai fazer? Matar-me? – perguntei.

— Não meu lírio – Ele pegou o telefone enquanto ria de mim – Vou matar outras pessoas. Gente que não devia ter aparecido. Gente que atrapalhou meus planos! Fez me perder tudo! Ocidental maldito! – logo percebi que era de Jimmy que Ábido falava.

— Não! Não! Fique longe do Jimmy, ele só queria me levar de volta ao meu irmão!

— Exatamente! Se não fossem eles, eu já teria casado você e aquelas vadias e estaria rico! Mas não, o heroi teve que aparecer para salvar a princesinha! – mais risadas – Só acho que ele não conseguiu não é?

— Por quê? – eu estava chorando enquanto Ábido se divertia à custa daquela cena – Por que você fez... Aquilo comigo? – eu me referi ao sexo.

— Não sei... Diversão, talvez.

— Você me violentou! Destruiu minha dignidade e ainda diz que foi por diversão? Seu monstro! Porco sujo!

— Cala a boca sua puta! – ele me deu uma bofetada violenta no rosto que me fez cair pra trás. Eu não podia me mexer, com os pulsos amarrados – Vamos ver até onde vai esse amor do ocidental por uma vadia como você! – Ábido já estava fora de si, não era aquele homem que me criara. Ele se transformara totalmente e agora queria descontar tudo em mim.

- Ai... Ai – eu gemia de profunda dor. Foi quando vi Ábido vasculhar minhas coisas até achar o telefone de Jimmy. Era tudo que eu temia.

— Alô? Quem fala?

— Larga isso! – eu gritava, mas Ábido apenas se divertia com tudo aquilo e eu não podia fazer nada para impedir.

POV Brian

Nada havia melhorado, todos estavam preocupadíssimos com o sumiço de Karuka enquanto eu tentava cuidar do grandão.

Rev não falava com ninguém, não comia, não agia. Parecia um ser sem vida e isso me deixava profundamente abalado, logo ele que sempre foi tão divertido e alegre.

- Rev? – cutuquei o ombro dele – Ei amigo, não quer mesmo comer alguma coisa? – recebi um sinal negativo que ele fez com a cabeça. Aconchegou-se no sofá e ali ficou – Por favor, Jimmy! As coisas não vão melhorar se você ficar aí desse jeito!

— Me... Deixa-me Brian – ele disse com a voz fraca.

— Porra Rev! Seu viado reage! Ou você é covarde á ponto de fugir de tudo? – Jimmy sempre fora orgulhoso então mexer com o ego dele sempre funcionava, e naquela hora não foi diferente.

— O que você disse? Eu não sou covarde! Nunca fui! – Rev levantou do sofá e já foi se preparando para me bater.

- Quer me bater? Vai em frente viado! Você não agüenta um soco se quer! – continuei incitando Jimmy e eu estava prestes á levar pancada quando o celular dele tocou.

— Deus, valeu aí – eu disse olhando pro teto quando Rev me soltou para atender o celular.

— Alô? – Jimmy simplesmente enfiou-se dentro de um dos quartos e não voltou mais. Uns minutos depois decidi fazer alguma coisa.

— Fala Brian, o que tá pegando? – Johnny apareceu na sala e sentou-se ao meu lado no sofá.

— Ei gnomo, vai lá, pega um copo e vamos ouvir o que o Jimmy tanto fala naquele celular.

— Mas isso não é certo Brian! Não podemos fazer isso! É invasão de privacidade!

— Foda-se, Rev é meu amigo e quando ele arranja os pepinos dele quem resolve? Isso mesmo, o gostoso do Brian Haner! Só quero ter certeza que ele não está fazendo nada errado! Vem! – arrastei Johnny comigo. Pegamos um copo, o colocamos na porta e aí tentamos ouvir algo, mas era tudo silêncio.

— Por que aquele viado não está falando? Vamos entrar!

— Brian e se ele quer ficar sozinho? Não podemos invadir! – Johnny disse.

— Gnomo deixa de ser correto cara! Não sei como a Priya pode gostar de você!

— Não precisava pegar pesado – ele disse fazendo bico.

— Tá, desculpe pequenino – ele sorriu novamente.

— Ok, vamos arrombar essa merda e ver o que Rev tá fazendo! – Johnny começou a empurrar a porta até que conseguimos abri-la.

— Mandou bem Johnny! Mas... – me assustei quando vi que o quarto estava vazio – Filho da mãe! Fugiu pela janela!

— Mas por que o Rev faria isso? Por que esconder as coisas de nós? – Johnny perguntou.

— O celular dele! Rev deixara o aparelho em cima da cama e eu aproveitei para vasculhar até que achei o número que havia telefonado pra ele. Achei também uma mensagem e uma foto.

— E aí, o que achou?

— Uma foto de um lírio, um número desconhecido e... – travei no momento em que ouvi a mensagem de voz – Meu deus...

— Um lírio? Mas que porra é essa, Brian? – Johnny tomou o celular das minhas mãos e também ouviu a mensagem, porém não conseguiu terminar.

— Não acredito que ele teve coragem de... Filho da puta eu vou matar aquele maldito! – eu disse.

— Pobre Karuka, eu não quero mais ouvir Brian! – choramingou Johnny. Ele me devolveu o aparelho e começou a chorar.

— Acho que agora sabemos quem ligou para o Rev e o que ele queria – A mensagem de voz era um pouco assombrosa com uma música lírica ao fundo. Era toda em latim e assim ninguém podia entender nada. Eu só sabia que ele falava de lírios na canção. Mas o pior de tudo eram os gritos. Enquanto a música tocava, uma garota berrava de dor como se estivesse sendo apunhalada. Foi uma das coisas mais fortes que eu já tinha ouvido.

- Como eles fizeram isso com ela Brian? É muita maldade – Johnny levou ás mãos ao rosto e continuou á chorar alto. Até que mais pessoas ouviram e logo todos estavam no quarto.

— Eles não pequenino, ele fez – eu disse. Johnny me olhou confuso.

— O que aconteceu Brian? – Matt perguntou – Johnny porque está chorando?

— Apenas escute isso e fique atento ao que a voz diz no fim da mensagem – passei o aparelho á Matt. Ele colocou no modo viva voz para que todos ouvissem.

“Abençoado seja aquele que resiste á tentação, por que uma vez que tenha superado as provocações aceitará a coroa da vida.

Como és santa, como és serena, como és pura. Como é agradável o lírio da pureza.

Acho que agora você já sabe quem eu sou e com quem estou não é? Venha, mas não demore, pois o lírio não vai suportar mais uma vez.”

- Essa voz é a de Ábido! – Tara disse.

— Cachorro, miserável! Ele estuprou a minha irmã á troco de nada! – Radija esbravejou – Eu quero arrancar a cabeça dele.

— Calma amor – Zacky a abraçou.

— Brian, temos que ir atrás dela e de Jimmy também. Como acha que ele está agora depois de ter ouvido tudo isso? Ábido quer mexer com o psicológico do Rev e sozinho, nosso amigo vai ser morto – Thiago disse.

— Eu sei, Jimmy é tonto o suficiente pra deixar o celular aqui e ainda com o endereço do lugar – Mostrei á eles a foto do lírio com alguns dizeres, entre eles o endereço onde estaria Karuka.

— Venham! Eu conheço esse lugar – Nayara arrastou á todos e logo estávamos no centro da cidade á procura daqueles dois.

“Ó senhor, fogo misericordioso, tenhas misericórdia.”

Notas finais
Não fiquem confusos, tudo vai se explicar no fim! Espero que não tenha sido ruim e por favor pessoal deixem reviews, assim eu vou saber se gostaram! Beijos ducks ♥