Desert Rose

26 25 - S.O.S (Anything But Love)


Notas iniciais
Oi pessoal.. Poxa eu to tipo assim, deprimida com o numero de reviews que recebi no ultimo capítulo :( Foi tão ruim assim? Bom, agradeço á quem ainda deixa e insiste em ler essa coisa, mas sinceramente eu desanimei e por isso vou terminar a fic bem mais cedo do que eu planejava. Desculpem mas se ninguém está lendo não tem sentindo eu continuar certo?
Mas eu vou terminá-la como prometido... Espero que gostem - se é que alguem tá lendo isso - A música do capítulo é do Apocalyptica - S.O.S (Anything but love) http://www.youtube.com/watch?v=qFZ9e4wx1H8 Já estamos na reta final.. beijo ducks dançantes..

25 — S.O.S (Anything but Love)

*De volta á ao início – 1994 – Casa dos Sullivan*

Numa típica tarde de sábado, Barbara e sua família estavam num almoço animado com seus amigos Charlie e Sarah Sanders. Jonathan, irmão de Charlie e sua esposa Leila também estavam presentes.

Joe Sullivan tinha o hábito de sempre tocar violão e cantar quando estava na companhia de quem gostava. Naquele dia não foi diferente. Tudo caminhava bem, todos se divertiam e falavam besteiras, mas um clima pesado estava sobre Barbara e Charlie. Os dois haviam começado uma relação fora do casamento e sabiam dos riscos que corriam se continuassem com tal ato.

- Ei Joe toque uma mais animada! – Jonathan pediu. Joe começou a tocar alguma canção antiga e todos o acompanhavam. Sutilmente, Barbara e Charlie já não estavam na varanda com os outros. Caminharam rapidamente e logo estavam se atracando no porão. Não conseguiam resistir aos desejos carnais. Faziam tudo com cautela e extremo exagero.

- Charlie, você está na minha casa! Se formos pegos? Temos que parar com isso!

- Não consigo ficar longe de você Barbara. Eu penso em ti todas as noites. Quando estou com Sarah é você que vem á minha cabeça. Até quando faço sexo com ela é sua imagem que aparece pra mim. Não posso lutar com isso! – ele segurou-a firme.

- Uma catástrofe pode acontecer, meu amor. Não podemos...

- Uma catástrofe vai acontecer Barbara... Não poderemos evitar – ele disse cabisbaixo.

- Como assim?

- Meu irmão... Com a morte de nosso pai, a empresa e toda a fortuna da família será dividida entre eu e Jonathan.

- E o que há de errado nisso?

- Você conhece Jonathan tão bem quanto eu. Sabe que ele nunca se conformou com o carinho que recebi de meus pais. Sempre fui o orgulho, enquanto ele o problema. A posse da empresa foi dada á mim no testamento e ele não aceitou isso.

- Acha que ele fará algo contra você?

- Talvez... Mas temo por Sarah e por meus futuros filhos. Contei-te que ela está grávida? – Barbara sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela realmente não esperava receber tal golpe.

- Ah... Que lindo. Seu filho será amigo do meu pequeno...

- Eu tenho certeza disso... James será um grande homem – ele a beijou – Por isso, temos de proteger nossos filhos Barbara – Charlie lhe entregou uma pequena caixinha de madeira – Aqui estão todos os documentos necessários para provar que a empresa de minha família não deverá ser de Jonathan. Não era a vontade de meu pai...

- Por que está me entregando isso Charlie?

- Apenas guarde esses documentos. Serão necessários para salvar a vida dos meninos...

- Você está me assustando Charlie – ele a impediu de falar com um beijo calmo.

- Eu te amo Barbara Sullivan... – ela deitou a cabeça no peito do outro e deixou algumas lágrimas escaparem

- Também te amo Charlie Sanders – O momento dos dois era algo raro, era desejo, era loucura. Podia ser de tudo, menos amor, pois ambos sabiam a desgraça que causariam em suas famílias. Mesmo assim isso não os impediam de prosseguir com aquilo.

- Ah... Olha só! Eu estava mesmo procurando por vocês e... – Jonathan parou de falar quando percebeu o que acontecia ali – Uau... Estou atrapalhando algo? – uma risada cínica veio dele.

- Jonathan volta aqui! – Charlie gritou.

- Não se preocupe maninho. Não vou contar á eles o que vocês tão fazendo – Jonathan apontou para Joe e Sarah que riam e se abraçavam ao saber da gravidez dela – Por hora... Ficarei quieto, porque sei que isso irá me favorecer no futuro – ele sorriu mais uma vez e saiu do porão, deixando o casal à margem do desespero.

*Presente 2012 – Casa de Barbara Sullivan*

- Foi ele... Jonathan contou á Joe sobre mim e Charlie naquela noite, na festa. Como não percebi isso? Ele destruiu minha vida... – ela se pois á chorar enquanto olhava para o antigo retrato de seu marido com o pequeno Jimmy no colo. Barbara desejava á todo momento que sua vida voltasse ao normal, queria Joe Sullivan e James sentados em seu sofá, contando piadas e rindo de bobeiras que vissem na TV.

Enquanto ela chorava mais uma vez, escutou a campanhia soar.

- Jéssica? – ela ficou surpresa ao ver a antiga amiga parada á sua porta – Meu Deus, quanto tempo! – as duas se abraçaram e Barbara convidou-a para entrar. A mulher morena sorriu timidamente.

— Barbara... Minha amiga! Não tens ideia da saudade que eu estava! Onde está Jimmy?

— Longa história... – suspirou – Mas o que te traz aqui?

— Preciso de sua ajuda! Consegui escapar da prisão que meu marido fazia! Trouxe companhia – Jéssica chamou um nome e a garota apareceu sorridente – Lembra-se dela? Minha filha mais nova, Mckenna.

Barbara abraçou a garota de 15 anos.

- Você cresceu querida...

— Onde está meu irmão? – Mckenna perguntou com um sorriso bobo no rosto. Fazia 3 anos que a menina não via Brian Haner.

— Bom... Ele e meu filho estão um pouco longe daqui, querida... – Elas sentaram-se no sofá e conversaram por horas. Até que Jéssica já sabia do paradeiro de Brian.

— Índia? Meu Deus! Jonathan e Joe estão lá também? – Barbara confirmou.

— O que eu fiz da minha vida Jéssica? – Barbara levou suas mãos ao rosto e chorou mais uma vez nos ombros da amiga mais velha.

— O que nós fizemos Barbara... Eu perdi meu filho, e passei mais de 10 anos sofrendo na mão daquele maldito. Como fui burra!

— Bem – ela suspirou – Não há mais como voltar certo? Está feito, agora temos de seguir em frente. Você me disse que precisava de ajuda, o que posso fazer por ti amiga?

— Eu me envergonho de te pedir isso, mas eu e minha filha podemos ficar aqui? Por alguns meses até que eu encontre um emprego digno. Não quero mais me prostituir, isso não é exemplo nenhum para Mckenna.

— Se esse é o problema... Fique quanto tempo quiser amiga, a casa é sua!

— Obrigada Barbara... Ah e eu tenho uma notícia que pode lhe interessar. Desde o sumiço de Joe e a morte de Charlie, a empresa ficou sem um presidente fixo e a posse foi dada á Jonathan, já que é o único membro da família ainda vivo – Barbara voltou á chorar quando se lembrou de Matt e da promessa que fizera á Charlie.

— Isso não está certo Jéssica! Jonathan não pode assumir! Toda a fortuna e a empresa não pertencem á ele!

— Não? Mas ele é o único da família de Charlie que ainda está vivo. A mulher e os filhos morreram naquele incêndio, não se lembra? – perguntou inocentemente.

— Sim... Eu me lembro... – ela disse e se pos a chorar novamente.

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*Cidade de Amber – Índia*

POV Jimmy

— Bom dia reverendo! Trouxe umas coisinhas pra você! – Thiago entrara no meu quarto. Ele trazia nas mãos garrafas de cerveja e saquinhos de amendoins de chocolate – Vamos acordando que está um dia lindo lá fora! – ele abriu as janelas e cortinas e sorriu pra mim – O que houve Jimmy? Não gostou dos presentes?

— Fala sério Thiago. Só estou num quarto de hospital e com os pensamentos no meu pai, mais nada.

— Eu sei, os médicos disseram que o quadro dele não piorou nem melhorou, temos que rezar amigo. E eles disseram para você evitar ver seu pai por enquanto. Vai, come pelo menos uns amendoins, Brian mandou para você.

— Como aquele viado está? Estou com saudades dele...

— Pare de frescura, você o viu ontem! Ah sim, ele está bem acompanhado, está com Nayah na casa que seu pai alugou lembra? — Thiago soltou uma gargalhada- Ele já está sabendo de tudo. Disse que quando a perna estiver melhor vai sair pras aventuras conosco – rimos alto.

— Bom dia meu amor – Karuka apareceu no quarto como um raio de sol que iluminou minha manhã. Sorri pra ela – Como você está meu duck?

- Melhor agora, bem melhor – puxei-a para um beijo demorado.

— Ah o que é isso? Já vi que estou sobrando! Aí galera, to vazando – Thiago pegou as garrafas de cerveja – Vou levar isso comigo – ele saiu rindo.

— Ele é um ótimo amigo – Karuka disse olhando para os amendoins em cima da mesinha.

— Quem? Brian ou Thiago?

— Os dois! – ela me beijou mais uma vez – Jimmy meu amor, preciso te dar uma notícia...

— Mais problemas? – ela confirmou – O que houve?

— A empresa em que seu pai trabalhava... Bom ela vai ser assumida pelo Jonathan. Fiquei sabendo porque ouvi Thiago falar no celular com alguém, mas não sei quem era — sua voz saiu timidamente, parecia que Karuka sabia qual seria minha reação.

— O que? Isso tá completamente errado! Eu vou matar aquele filho da puta! – minha voz se alterou e Karuka acariciou meu rosto na tentativa de me acalmar.

— Calma Jimmy...

— Como calma? Você não tem ideia de que se Jonathan assumir ele vai tirar tudo que é de fato seu!

— Eu não me importo com dinheiro Jimmy, desde que consigamos sair desse país e que eu fique com meu irmão e com você, nada mais importa.

— Você não entende! Isso é injusto! Seus pais morreram por causa dessa maldita empresa! E agora você vai deixar tudo de mão beijada pra aquele vagabundo? – eu estava gritando muito com ela. Minha pequena fez uma expressão de medo, pois nós nunca havíamos discutido dessa maneira.

— Pare de gritar comigo!

— Não vou parar até você entender! Temos que fazer alguma coisa para impedir! Aquele filho da mãe não vai pegar o que é seu e de Matt! Eu não vou deixar e... – ela se afastou e ficou de costas pra mim.

— Tudo isso é vingança? – ela olhou mais uma vez para mim, lágrimas escorriam por toda face dela – Tudo isso que estamos vivendo é uma mentira?

— Para de falar besteira e me escuta...

— Não James, você é quem tem que escutar! Quer saber a verdade? Você está usando á mim e a todos nessa viagem pra saciar essa sua vingança maldita! – ela começou a chorar. Levantei da cama com dificuldade e caminhei até ela.

— Vingança? Como pode dizer que estou usando você?

— Sim, você está! Jonathan arruinou sua família e a minha e agora você quer se vingar dele usando essa desculpa ridícula da empresa.

— Devia lutar mais pelo o que é seu! – eu respondi.

— Eu cresci sem esse luxo, sem esse dinheiro maldito e nunca precisei dele. Não é agora que vou precisar! Jonathan que morra com aquela empresa e todo o dinheiro da minha família, eu não pertenço á esse mundo! – ela saiu de perto de mim.

— Muito bem, se você não vai fazer nada, tenho certeza que Matt vai! Vou falar com ele e vamos pensar em algo para impedir Jonathan.

— Que engraçado... Há alguns ouvi você dizer que só tinha vindo até a Índia para resgatar a irmã do seu amigo e hoje olhe só, você só quer vingança e mais nada – ela beijou minha testa e se dirigiu á porta – Você não é mais o Jimmy que eu conheci. Desculpe, mas eu não vou seguir com isso, se quiser se matar por causa de uma vingança ridícula vai em frente.

— Espera Karuka aonde vai? – segurei seu braço.

— Estou te deixando livre pra fazer o que quiser James, não serei mais um estorvo pra você. Volte ao seu país e cumpra sua missão contra Jonathan. Eu desisto de tudo – ela parou por um instante e beijou meus lábios bem devagar – Foi maravilhoso, foi lindo tudo que vivemos, mas eu não posso seguir com isso, me desculpe – ela saiu do quarto e eu fiquei ali parado como um idiota. Vi a mulher da minha vida ir embora e a culpa era toda minha, como sempre.

Notas finais
É isso gente.. espero que não esteja ruim.. e ai, a mãe do Brian voltou. O que acharam? Bom.. bjs ducks até mais.
PS: Feliz niver Johnny Christ *-*