Desert Rose
25 24 - Your Future in Box
Notas iniciais
PS: O MATT SABE DE ALGO? HAUAHSH Vou parar de falar! A música de hoje é do Iron Maiden - Wasting Love: http://www.youtube.com/watch?v=jgLPF3t9TUs
Ouçam quando o Jimmy ver o pai dele ok? Se quiserem, claro!
Obrigado á todos quem tem acompanhado a fic! Eu sou mto grata, mesmo quem não deixa reviews ou recomendações, mas tem a minha historia em seus favoritos e tal. Vocês são SODAS! Obrigada! Habibiabiabai Habibibibi ♪♪
24 – Your Future in Box
POV Karuka
A noite fora de muitas alegrias, amor e sentimentos maravilhosos que eu não conseguia descrever. Eu estava mesmo namorando o Jimmy e aquilo pra mim era surreal e mágico ao mesmo tempo. Quando pensei que nada pudesse abalar essa felicidade, uma noticia veio para colocar tudo á prova. O pai de Jimmy havia levado um tiro e estava em estado gravíssimo. Sem hesitar, fomos todos ao hospital central da cidade, apenas Nayah e Brian ficaram em casa, pois o nosso garoto ainda não conseguia andar muito bem sozinho.
------- 45 minutos depois-----------
Jimmy andava em círculos enquanto ninguém vinha nos dar mais noticias. A espera nos matava por dentro e ver o homem que eu amava naquela situação era mais do que torturante.
- Amor, fique calmo. Seu pai vai sair dessa – eu disse tentando acalmá-lo.
— Como posso ficar calmo Karuka? Meu pai está desacordado e em estado gravíssimo! Eu não sei no que acreditar, eu temo por ele – Jimmy disse atordoado. Ele me abraçou como nunca e enterrou sua cabeça no meu colo, pedindo por ajuda.
— O que eu faço? – eu disse baixinho para Matt que estava por perto.
— Vai passar – ele colocou a mão no meu ombro, dando apoio e forças que eu precisava. Jimmy chorava como um menino que perdera seu brinquedo favorito. Suas lágrimas molhavam minhas pernas.
— Jimmo! Não fica assim – Radija se aproximou de nós e nos abraçou. Jimmy deu-lhe um leve sorriso.
— Isso não está certo! Eu tenho certeza que foi aquele canalha do Jonathan! – Todos olharam para Zacky no exato momento.
— Por que ele faria mal ao tio Joe? – Matt perguntou.
— Cara! Joe sabia de tudo! Tia Barbara contou á ele toda a história do incêndio e do sumiço da Karuka. Se o pai do Jimmy quisesse, poderia colocá-lo facilmente na cadeia – todos ficaram em silêncio enquanto eu tinha um garoto de 1,93 m destruído no meu colo. A enfermeira nos viu e logo se aproximou.
— James Sullivan?
— Sou... Sou eu – Jimmy disse enxugando as lágrimas desajeitadamente.
— Eu sugiro que vá até o quarto onde está seu pai, o médico o aguarda. Venha me acompanhe – Jimmy me deu um beijo na testa e acompanhou a mulher.
— Diga que ficará tudo bem... Por favor – eu me peguei orando por ele. Todos me abraçaram e ali ficamos á pedir uma ajuda qualquer, de qualquer mundo, qualquer religião.
— Que Alá proteja meu Reverendo...
POV Jimmy
Consegue imaginar tudo desabando e seu chão sendo tirado dos seus pés? Bem, era assim que eu me sentia. A enfermeira me deixou no quarto 312, onde estava meu pai e o médico. O estado dele era péssimo estava todo ligado á aparelhos e respirava por meio deles também.
- Eu confesso que não sei o que esperar de tudo isso, você terá de ser forte. – O médico colocou sua mão sobre meus ombros e sorriu levemente – Vamos rezar para que ainda haja uma saída, mas isso não está mais em minhas mãos, me perdoe James.
— Obrigado por tudo que já fez Doutor, eu lhe sou grato – eu disse com profunda dor no peito. O médico saiu, deixando-me sozinho com meu pai.
— Por quê? – eu disse olhando fixamente para ele, todo debilitado naquela cama – Você prometeu! Disse que iríamos ficar juntos pra sempre! Disse que iríamos ver os jogos do Arsenal, lembra? Eu ia te mostrar meus amigos, a minha vida! Ia tocar bateria por horas com você. Até em meu casamento você disse que estaria e por que está fazendo isso comigo? – Meu sangue fervia e logo percebi que eu estava gritando. Fechei meus olhos e respirei devagar, consegui me acalmar e logo me voltei ao meu pai.
- Não quero perder você... – Deitei minha cabeça em seu peito, que estava todo ligado por fios aos aparelhos, e ali fiquei chorando durante muitos minutos até me sentir sonolento. Não sei o que aconteceu, mas logo eu não estava mais em um hospital e sim numa mata. Era noite e só a luz da Lua iluminava meu caminho. Eu estava sujo de terra e com vários ferimentos pelo corpo, caminhava exausto e clamava por ajuda, foi quando eu os vi.
Meu pai e Jonathan se ofendiam e se ameaçavam em meio á clareira escura daquele matagal.
- Devolva! Devolva o que você me roubou! — Jonathan gritava.
— Não Jonathan! Enquanto você não me disser onde está Jimmy eu não vou devolver nada! – meu pai segurava uma caixinha pequena. *Caixa de madeira: http://static.freepik.com/fotos-gratis/caixa-de-madeira_21228830.jpg
— Seu moleque já deve estar chegando. Ele é teimoso como você e pensa que pode salvar todo o mundo sozinho – ele riu – Tolo! Vocês pensam o que? Que podem comigo? Poupe mais mortes desnecessárias e me entregue a caixa!
— O que tem aqui não pertence á você! Meus amigos morreram por causa disso e eu não vou dar á você, nem que eu tenha que morrer aqui! – Meu pai gritou de volta. Logo os dois se atracaram numa briga terrível onde eles estavam destinados á morrer ali com murros, socos, chutes. Meu coração palpitava rapidamente, o suor escorria frio enquanto eu pensava no que fazer. Gritos de mulheres podiam ser ouvidos ali perto. Vozes que me lembravam Karuka, Nayah e minha mãe.
Com o fervor da briga a caixa rolou para onde eu estava. Olhei pra ela e comecei á pensar de onde viria e o que tinha lá dentro. Abaixei-me para pegá-la quando uma voz me ordenou que parasse.
- Não toque nessa caixa! – Olhei para o outro lado e lá estava a mulher de Jonathan, Leila.
— Esquece! Se quiser vai ter que me matar, mas eu não dou á você – ela empunhava uma arma e mirava em direção á minha cabeça. Não me importei com nada, abaixei-me rapidamente, peguei a caixinha e rolei para um lugar em que ela não me visse. Tudo ficou mais escuro, mas eu ainda conseguia ver o brilho do feixe da caixa, quando eu pensei em abrir, minhas mãos sujaram a tampa dela. Parei por um segundo apenas para observar e vi meu pai cair diante de Jonathan. Ele provavelmente estava morto enquanto Leila e o marido procuravam por mim. Minha cabeça girava e eu não sentia mais meu corpo, foi quando percebi que eu havia levado um tiro e estava ensanguentado.
- Achei você pequenino – Jonathan pegou a caixa de minhas mãos – Adeus patinho, vá encontrar seu papai! – Um tiro foi ouvido e eu já não sentia mais meu corpo.
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- Rev! Rev! Acorda cara! – Zacky me beliscou.
— Hã? Que? – Meus olhos estavam inchados de tato chorar – Onde eu to?
— Você quer nos matar de susto? Sua pressão caiu quando foi ver seu pai e você desmaiou lá mesmo! Mas agora está tudo bem, os médicos disseram que você tem que evitar ver seu pai agora – Zacky segurava um copo de água enquanto eu vi minha Karuka dormir no sofá do quarto do hospital.
— Como ela está? – perguntei.
— Essa aí quase morreu quando viu você naquele estado! Principalmente quando ouviu você dizer palavras estranhas.
— Estranhas como? – meus olhos se arregalaram.
— Coisas como “sangue”, “caixa”, “tiro”, “papai” e “Leila”. Na boa, Karuka não gostou nada de ouvir você falar o nome dessa aí. Quem é Rev?
— Zacky isso são horas de perguntas? O reverendo tem que descansar! Amanhã você fala com a gente Rev!- Matt me abraçou desajeitado e se dirigiu para sair do quarto.
— Matt, espera! Você sabe sobre alguma caixa de madeira que nossa mãe tenha guardado? – ele pareceu congelar diante da minha pergunta.
— C-Cai... Caixa? Q-Que c-c-caixa Rev? Tá maluco?
— Por que está gaguejando? Matt?
— Jimmy, descansa! Você está exausto e por isso está delirando! Durma bem Rev – ele saiu sem ao menos dar-me uma explicação ou responder minha pergunta. Logo percebi que não se tratava de um sonho. A tal caixa existia mesmo e passou a ser o que eu mais procurava saber. Mal sabia eu que todo o tormento estava só começando e tudo por causa daquela maldita caixa.
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