Desert Rose
24 23 - KajraRe* Olhos Delineados*
Notas iniciais
Tentei vir o mais rápido possível, desculpem se demorei!
o capítulo de hoje é meio sem graça pois se trata do fim do festival Diwali.. Muitos me perguntaram que era a Leila que fala com o Jonathan no fim do cap passado.
Ela foi citada nos caps inicias, é mulher dele tá gente? Ela ajudou no incendio do hospital no inicio da fic!
A música que rege o cap de hoje é KajraRe: http://www.youtube.com/watch?v=OAPNTkJLKmU&feature=related
Imaginem essa festa como o Diwali, só que á ceu aberto, ok? Vejam o video para vcs perceberem como foi a dança de Karuka e de todos quando estavam no fim da cerimonia!
Bjs meus lindos.. espero que gostem!
PERDOEM OS ERROS, SE HOUVER!
23 — Kajra Re *Seus Olhos Delineados*
POV Jimmy
O Diwali era o festival mais lindo que eu já havia ido. Todos estavam vestidos de uma maneira bem simples, as mulheres com sáris coloridos e os homens bem á vontade. A alegria deles era contagiante, mas tudo ficou melhor quando chegou a hora da dança. Parecia ser o momento que todos aguardavam.
- Ei Jimmy, onde estão Radija e Zacky? Eu já os procurei por todos os lugares! – Matt gritou pra mim por causa do tremendo barulho.
— Também não sei Matt, lembra que Zacky foi atrás dela? – sorri maliciosamente e ele pareceu entender, respondendo-me com um olhar sugestivo. As luzes se apagaram e todos fizeram um grande círculo no meio do pátio da festa. Meus amigos se agruparam ao meu lado e todos sentaram-se, fechando a grande roda.
Um homem mais velho começou a falar coisas que eu não compreendia, mas Priya e Tara traduziam tudo para nós. Foi aí que senti a falta de uma pessoa em especial, Karuka.
— Mas onde está sua irmã Matt? – Johnny perguntou – Por que todos estão sumindo justo na hora da dança?
— Não se preocupem vocês já vão descobrir – Tara piscou e sorriu levemente para mim. Não demorou muito para que eu realmente entendesse. As luzes abaixaram e o homem mais velho anunciou algo com grande entusiasmo. De repente, todos olharam para o centro do circulo onde uma garota surgiu. Ela vestia trajes de dança típicos, como aqueles que vemos nos filmes orientais. Semicerrei meus olhos para processar a possibilidade de ser ela... Sim era ela, Karuka estava linda. Um top colorido cobria seus seios e uma saia brilhante completava o figurino. *Roupas da Karuka: http://2.bp.blogspot.com/-maD3k2O8lAQ/TbWIo967tQI/AAAAAAAAALc/Kn4OUuSODQ4/s640/62581419_1-Roupa-danca-ventre-Confeccionamos-Roupa-de-Danca-do-Ventre-.jpg
- Ah olha isso! É agora que eu infarto! – Thiago gritou.
— Controle-se Romeu! – Nayara o repreendeu.
Uma chuva de aplausos deu início á dança dela. Ela fazia movimentos leves, rebolando seu quadril que estava á mostra. Nunca havia visto uma garota tão linda quanto ela. Se u não tivesse tanto respeito pela Karuka, diria que estava excitado ao vê-la tão provocante.
- Ela é incrível! – Matt disse com orgulho. Karuka encantava á todos com os passos trabalhados e toda a suavidade que ela transmitia. Seu corpo dançava com leveza e muita graça ao som daquela música animada. Era impossível prestar atenção em qualquer outra coisa sem ser a beleza dela. Suas curvas eram perfeitas e chamavam a atenção de todos os caras que estavam ao meu lado. Mas o que era mais lindo de se ver eram seus olhos. Estavam fortemente pintados pelo lápis preto e assim a deixava mais sexy que o normal.
- Alguém controla esses homens ou eles vão avançar na Karuka! – Johnny disse preocupado.
— E eu vou quebrar a cara deles, um por um! – Matt disse entre dentes.
— É sempre assim Johnny, quando uma garota bonita dança no festival, todos os homens querem dançar com ela. Mas nem todos podem... – Priya disse sorrindo fraco.
— Como assim, nem todos podem? – perguntei enquanto Matt se acalmava.
— A dançaria escolhe o cara que quer, mas tudo isso tem um propósito, Jimmy – ela piscou pra mim – Vamos esperar pra ver quem ela escolhe e depois todos saberão o real motivo – ela riu.
Karuka continuou a dançar até que se aproximou de mim e dos outros caras que estavam ao meu lado. Ela esticou a mão, como se chamasse alguém para dançar com ela. Veio até mim e segurou minha mão.
- Eu? – disse confuso por não saber o motivo da escolha dela. Karuka confirmou e me arrastou para o centro da roda de pessoas. Ela sorria e dançava com tanta alegria que eu não sabia o que fazer, me sentia deslocado e perdido. Nunca havia dançado daquele jeito. Ela me incitava á dançar e acompanhar seus movimentos, mas eu simplesmente fiquei parado como se estivesse enfeitiçado por tanta beleza.
Karuka levou um dos seus braços em volta do meu pescoço e o outro levou minha mãe a segurar sua cintura. Eu sem querer travei. Todos ficaram olhando assustados, gritavam e riam de mim. Alguns caras tentavam invadir o centro da roda para agarrar Karuka.
- Fiquem pra trás! Todo mundo longe da minha irmã! Seus vândalos! – Matt interrompia a passagem dos homens e eu temia que ele quebrasse os ossos deles.
Eu nunca suportei muita atenção e ter o festival inteiro prestando atenção em mim ou rindo por eu não saber o que fazer, realmente foi difícil de aturar.
Ela ainda insistiu para que eu dançasse com ela, mas naquele momento eu só queria fugir dali e não voltar nunca mais. Eu tinha alguma fobia estranha quando muitas pessoas olhavam pra mim ao mesmo tempo, mas ninguém sabia disso.
- Desculpe, mas eu não posso... Eu não sou o que você merece – eu disse com a voz embargada pela emoção. Karuka ficou sem ação assistindo-me sair da festa. Pude ouvir alguns caras rindo e tentando segurá-la para dançar, mas ela recuou e veio correndo atrás de mim.
Andei de cabeça baixa até uma área que não houvesse muitas pessoas e ali desabei no chão.
“James, como você consegue ser tão idiota? Você é fraco! Como não consegue dizer que a ama?”, eu dizia pra mim mesmo. Continuei sentado com as pernas encolhidas e a cabeça escondida.
- Jimmy, o que foi aquilo? – Karuka veio correndo e se abaixou para me olhar mais de perto. Meu coração disparou quando ela ficou tão próxima de mim e então decidi dizer o que estava entalado há muito tempo.
— Por que veio atrás de mim? – perguntei ríspido.
— Porque me preocupo com você! Será que não percebe que... – ela parou de falar e abaixou a cabeça em sinal de vergonha. Decidi, então, dizer tudo.
— Ok, você quer mesmo saber não é? Pois é, eu estou apaixonado por você! Eu estou te amando como nunca... Só não sei como lidar com isso. Tenho medo de te fazer sofrer, tenho medo de ser rejeitado, tenho medo de...
— Shhhh... Não fale nada Jimmy – ela colocou a ponta dos dedos nos meus lábios calando-me. E enfim nossos lábios selaram um beijo perfeito. O mundo parecia não existir e todos que ainda estavam por perto não tinham nenhuma importância pra nós dois naquele momento. Segurei sua cintura e colei nossos corpos aprofundando mais o nosso beijo.
— Nossa... – eu disse ainda de olhos fechados – Você sempre beija assim? – ela sorriu timidamente.
— Não, na verdade você é o primeiro que eu beijei em toda vida... – Sua expressão de vergonha era linda. Acariciei seu rosto com as costas da mão fazendo-a me olhar novamente.
— Porque suas irmãs disseram que você não dançaria com qualquer cara na festa? Eu não entendi nada. – ela riu.
— É uma tradição do festival Jimmy. A garota que faz a dança aos deuses pode escolher dançar sozinha ou escolher um acompanhante, mas não pode ser qualquer um. Tem de ser o homem perfeito, pelo menos pra ela. – ela riu alto – É como se a mulher escolhesse o homem com quem quer viver pra sempre, entende? E os deuses abençoam essa união, já que a moça só pode dançar para o marido.
— Espero que os deuses não estejam bravos por eu não ter dançado com você.
— Acredite, eles gostam de você, tenho certeza – ela me deu outro beijo rápido e se levantou – Porém, a festa ainda não terminou e eu sugiro que você volte comigo para dançarmos juntos.
— Mas e se eu fizer feio e... – ela segurou minha mão e me fez levantar.
— Vem comigo meu pato, eu te ensino tudo que quiser – ela se jogou em meus braços e saímos dali nos beijando. Voltamos para a área central da festa onde avistei meus amigos. Zacky e Radija já estavam de volta.
— Rev! Vamos dançar! – Johnny já estava bêbado. Ele rebolava com dois copos nas mãos enquanto Matt aprendia a dançar com Tara.
— Venham! – Priya nos chamou e logo estávamos no meio da multidão. Todos faziam a coreografia juntos, era muito lindo, eu admito.
— Esse lugar é o paraíso! – Thiago estava agarrado á Nayara. Os dois acompanhavam a dança.
— E eu estou muito louco! – Johnny sacudia e quebrava tudo no meio de todos. As pessoas pareceram gostar da dancinha ridícula dele e começaram á imitá-lo. Rapidamente ele fez amizade com o festival todo.
Eu e Karuka dançávamos em meio á sons de aplausos e gritos histéricos do pessoal. Todos tiravam fotos conosco sem mesmo nos conhecer. Acho que nunca me diverti tanto em toda vida.
- Vem Zacky! – Radija segurou Zacky e os dois começaram a dançar juntos.
O homem que falou durante todo o Diwali finalmente apareceu novamente e disse que o festival estava terminando.
No fim as garotas nos deram taças coloridas que simbolizavam uma espécie de compromisso.
- Mas as taças estão vazias? Eu quero beber! – Johnny entrelaçava as pernas de tão bêbado que estava.
— Elas representam todos os sentimentos bons Johnny. Nessas taças estamos entregando nosso coração e honra á vocês. Se aceitarem, claro – Priya explicou.
— Eu aceito, com toda certeza – eu disse sorridente. Karuka me beijou.
Todos aceitaram e a cerimônia estava no fim. O Diwali entrou para a minha história e eu não conseguiria esquecer aquele lugar tão cedo.
Despedimos-nos do pessoal e fomos embora. Pegamos os veículos, tuc-tuc e em meia hora estávamos em casa.
- Cuidado com o anão! – Matt veio arrastando Johnny e o jogou no sofá. O baixinho só conseguia rir e dizer coisas sem sentido.
As meninas sentaram-se no chão com os meus amigos e ali ficamos conversando. Karuka e eu nos beijávamos e trocávamos carinhos até que Nayah apareceu assustada.
- Ah que bom que chegaram! Jimmy eu não sei... – sua voz tremia com tamanho nervosismo.
— Nayah o que foi?
— É seu pai Jimmy!
— Meu pai? Como assim?
— Ele foi encontrado no quarto do hotel todo ensangüentado! Ligaram no seu celular, já que era o único numero que ele tinha. Mas você o esqueceu aqui! – ela me mostrou meu aparelho.
— O que houve com ele Nayah? Pode me dizer...
— Eu não sei Jimmy, mas acho que ele corre grandes riscos. – Toda a alegria que eu estava sentindo desapareceu e minha expressão tornou-se medo. Todos se entre olharam com a mesma ideia em mente: O que faremos agora?
Notas finais
JIMMY SEU LINDO VEM NI NOIS! HAUAHAHSH o/
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