Desert Rose
22 21 - Good Feeling
Notas iniciais
Espero que gostem e já aviso que no próximo cap as coisas vao ser LINDAAAS E AAAAAAAAAH pros casais.. vcs já imaginam né? Pois é HAUAHAAHSH
A música de hoje é Good Feeling do Flo Rida o/ Escutem e viagem, ducks!
E perdão pelo cap meio grandinho... Bjs bjs ducks dançantes.. obrigada por tudo!
21 – Good Feeling
POV Karuka
Eu me sentia diferente talvez mais madura ou mais feliz. Não sei, mas quando se adormece nos braços de quem se ama realmente você passa a se sentir a pessoa de maior sorte no mundo.
Como um garoto que viera do outro lado do continente podia fazer aquela bagunça no meu coração? A única coisa que doía, era não saber o que Jimmy sentia, se me beijara apenas por prazer ou se realmente havia algo a mais entre nós.
- Bom dia pessoas lindas e... – Zacky veio saltitando até a sala quando ficou parado nos olhando dormir no chão da sala. Assustei-me e tratei de me afastar de Jimmy.
— Oi... Oi Zacky – eu disse sem graça.
— Ah, olá senhora Sullivan – ele brincou comigo.
— Para com isso!
— Relaxa, ninguém ouviu...
— Eu ouvi – Matt se aproximou de nós – E que papo é esse de senhora Sullivan? Ah e bom dia – ele me encarou, até que Zacky apontou para Jimmy que dormia todo enrolado em um cobertor velho que eu conseguira pra ele.
— Entendeu agora? – Zacky riu.
— Tá, eu entendi... – Matt sorriu levemente e me abraçou repentinamente – Só me prometa que vai ser feliz mana. Jimmy é um cara incrível, sei que tem um coração enorme dentro daquele gigante, mas ninguém entende o que ele pensa – Nós rimos e eu correspondi ao seu abraço.
— Obrigada meu irmão, mas eu sei que ele não sente nada por mim. Apenas nos beijamos por curiosidade minha e por prazer dele, mais nada.
— Vocês o que? Beijaram? Ah! Corram aqui pessoal, vocês estão sabendo dessa? A Karuka beijou o Rev! – Todas as meninas vieram correndo e os meninos também, acordando Jimmy.
— Mas que gritaria é essa? Vocês não dormem não? – Jimmy esfregou os olhos de um jeito tão fofo que Radija começou a gritar.
— Se você tivesse dormido ao invés de ficar aí acordado fazendo o que não deve, estaria descansado Jimmo! – Ela riu e nós dois coramos muito.
Após muita zoação por parte dos meninos, nós finalmente fomos tomar café e ajudamos Brian a chegar até a cozinha.
— Me sinto um inútil desse jeito! Nem andar sozinho eu posso agora? – Brian reclamou.
— É só até o ferimento cicatrizar Brian, para de reclamar! – Nayah disse.
— E você podia parar de ser chata né? – ele mostrou a língua pra ela e nós rimos.
— Ei Rev, é hoje que você vai falar com seu pai? – Johnny perguntou.
— É sim anão, eu vou tentar entender o ponto de vista dele e quem sabe dar uma chance – ele sorriu pra mim, corei na hora.
— Podemos ir com você Rev? – Zacky perguntou.
— Ah tudo bem, mas eu vou conversar com ele sozinho. Vocês vão ficar fazendo o que lá na rua?
— Relaxa Jimmy, a gente consegue se divertir até na cadeia, lembra? – Matt sorriu.
— Ah falando nisso, eu tenho duas piadas pra vocês! Posso contar?– Johnny bateu palmas.
— Não, não, por favor – Brian levou as mãos ao rosto e deitou sua cabeça na mesa em sinal de protesto.
— É assim: “O que é um pontinho amarelo dentro de uma limusine?”
— Não sei... O que é? – Priya perguntou inocente.
- Um MILHONÁRIO! – todos caíram na gargalhada menos Brian.
— Crianças... – ele murmurou. Matt e Jimmy tinham crises de riso e chegaram a chorar de tanto rir.
— Tem mais alguma? – Nayah perguntou animada.
— Mas é claro! Eu comprei aquele livrinho de piadas e fiquei decorando pra poder contar durante a viagem! Vamos lá, essa é boa! “Qual a diferença entre a lagoa e a padaria?” – todos ficaram em silêncio encarando Johnny.
— Qual é anão? – Jimmy perguntou.
— Bom, na lagoa ASSA PINHO e na padaria ASSA PÃO! – todos riram muito, porém Brian permaneceu com aquela cara de desânimo.
— Como podem rir de coisas tão toscas?
— Vai se ferrar Brian! – Johnny riu.
Após essa troca de carinhos, os meninos foram acompanhar Jimmy até o hotel onde seu pai estava.
— Boa sorte Jimmo! Vamos ficar em casa porque você sabe, não é seguro circularmos depois de fugir de um casamento importante! – Radija sorriu.
— Sem problema, pequena. É melhor que fiquem mesmo. Mais tarde eu trago esses bobos de volta – Jimmy sorriu e se despediu de nós, com um beijo no rosto bem demorado em mim e seguiu com os meninos.
— E vão me deixar aqui, não acredito! – Brian reclamou da cozinha
— Sabe... Nunca vi meu amigo assim, acho que ele está mesmo gostando de você Karuka – Nayara piscou pra mim, ignorando Brian.
— Ei eu estou aqui, ouviram? – Brian gritava, mas nós fingíamos não ouvir.
— Não crie ilusões Nay! Vamos parar de falar nisso e pensar em como sairemos desse país antes que Jonathan e Ábido venham atrás de nós – desconversei e entrei para ver como Brian estava enquanto as meninas continuaram a cochichar alguma coisa.
POV Jimmy
Saí acompanhado de quatro retardados que só sabiam gritar e falar besteiras. Thiago fazia a função de Brian e reclamava de cinco em cinco minutos por causa do calor e por estarmos andando tanto.
- Esse sol está muito forte! Por que não pegamos um daqueles veículos (tuc-tuc)?
— Estamos economizando ok? Não há dinheiro sobrando – respondi.
— Falta muito para chegarmos? – Antes que alguém respondesse a pergunta de Thiago, eu avistei o hotel onde meu pai estava hospedado. Puro luxo, eu diria.
— É aqui...
— Caramba! Pra ficar hospedado aqui eu teria que vender meu corpo! – Zacky disse.
— Ninguém iria querer – respondi ironicamente.
— Quieto cara de pato! Agora vá logo falar com seu pai! Esperamos-te aqui fora – Zacky praticamente me empurrou até a porta do hotel. * fotografia do hotel Leela Palace, um dos mais luxuosos do mundo localizado em várias cidades da Índia. http://www.turismo.estilors.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bangalore_00.jpg *
Andei um pouco nervoso até a recepção e com medo de me expulsarem de lá. O segurança me encarava com olhos de poucos amigos enquanto eu me sentia deslocado e perdido. Até que um homem da recepção veio até mim falando o idioma local. Nem preciso dizer que não entendi nada não é? Ótimo.
— Desculpe, mas eu não sou daqui... Sou dos Estados Unidos – respondi com meu bom e velho inglês. O homem apenas sorriu e apontou á mim a figura de um homem em uma mesa. Ele bebia algum uísque caro, acenou e eu fui até ele.
— Você veio! Estou tão feliz James! – meu pai me abraçou como se tudo estivesse bem, mas não estava. Recuei e ele voltou á postura mais séria – Vamos conversar em outro lugar?
— Não, pode ser aqui mesmo – chamei o garçom e pedi á ele que me trouxesse um drinque forte e ele assentiu.
— Você bebe? Eu não sabia – disse meu pai.
— E você foi embora, me abandonou e ainda é meu pai? Olha só, eu também não sabia! – ironizei. Ele ficou com um semblante tristonho, mas conseguiu voltar á falar.
— Eu só queria que me perdoasse Jimmy. Eu sei que não fui corajoso o suficiente para lidar com a traição de sua mãe. Agi como um covarde, como um moleque, eu sei. Mas o meu amor por você nunca morreu, meu anjo. Sempre mandei cartas e uma vez lhe mandei até um patinho de pelúcia e...
— Calma aí! Cartas e patinho? Isso é mentira! – minha voz se alterou deixando meu pai mais assustado.
— Não, não é mentira James, eu realmente escrevi pra você durante esses anos. Desde que saí de casa eu mandava cartas para saber como você estava, mas nunca tive resposta, então imaginei que estivesse me odiando – ele disse cabisbaixo.
— Mas eu... Eu nunca recebi nada! Nenhuma carta! Nem presentes, nada! – eu disse á ele. Meu pai ficou impressionado e ao mesmo tempo sem palavras. Apenas ficamos naquele silêncio incômodo. Talvez eu devesse um pedido de desculpas á ele...
— Minha mãe... Foi ela, só pode ser! Ela escondeu as cartas, tenho certeza – eu disse.
— Não duvido que ela tenha feito isso – ele deu uma golada na bebida e ficou á me olhar – Você cresceu tanto, meu Jimmy. Lembro-me de você tão pequenino, brincando com o patinho que ficava pendurado no retrovisor do carro – ele sorriu com a lembrança – Ainda gosta de patos?
— São meus animais favoritos! – sorri pela primeira vez.
— Então eu tenho algo pra você – ele se levantou e foi até a recepção, conversou com o mesmo homem que falou comigo e voltou com um pequeno embrulho azul nas mãos.
— Ei, o que é isso? – sorri. Ele me entregou o pacote.
— Abre... É algo que sempre pertenceu á você. Mas quero que me prometa Jimmy, que não vai deixar de ser quem é e que sempre vai deixar seu coração guiar você – ele me deixou confuso com tudo aquilo
– Pelos poucos dias que passei com você, pude perceber o quanto grandioso é seu coração. Mudou sua vida, abandonou sua faculdade apenas para ajudar Matt – ele me abraçou um pouco desajeitado, é claro.
Segurei-me para não chorar na frente dele, então eu abri o embrulho e lá dentro eu encontrei duas coisas. Um porta retrato muito bonito, com uma foto minha e dele. Nunca tinha visto aquela imagem antes. As lágrimas escorreram instintivamente, sem controle algum.
— Não precisa chorar. Na verdade eu queria lhe dar algo de valor, mas não sabia o que comprar. Desculpe a simplicidade – eu ainda chorava feito criança ao ver aquela foto. Meu pai e eu abraçados num lugar cheio de pessoas. Eu estava segurando meu bom e velho amigo, Tobby, um patinho de pelúcia que havia desaparecido há muito tempo.
— Que ridículo, eu estou chorando que nem uma garota! – eu disse e ele sorriu.
— Eu estou me segurando para não chorar também, acredite – Por último, eu abri o resto do pacote e lá estava meu antigo pato de pelúcia. Aquele sorriso bobo surgiu em meus lábios.
— Essa foto foi no primeiro jogo que te levei! Fomos assistir Manchester United contra Arsenal, você adorava ver as pessoas gritarem quando saía gol! – ele riu alto.
— Eu era tão pequeno, não me lembro de nada.
— Não se preocupe Jimmy, ainda poderemos ver muitos jogos se você quiser
— Só se forem do Arsenal, é meu time favorito – sorri, apertando Tobby contra meu peito – Senti falta desse patinho.
— Eu o levei comigo, como se fosse uma lembrança sua, me desculpe. Mas ele voltou pra você! Só acho que já o senhor está muito velho pra brincar come ele! – riu de mim.
— Tudo bem, pai – eu disse sem pensar.
— Pai? – ele repetiu a palavra com prazer – Obrigada filho.
— Sim, você é meu pai, certo? – levantei da cadeira, e o abracei forte – Espero assistir muitos jogos do Arsenal com você – ele sorriu bobo com lágrimas nos olhos azuis. Peguei o porta retrato, meu Tobby e fui embora sem olhar pra trás. *foto do patinho do Jimmy: http://catherineleon.com.br/loja/produtos/bichosPelucia%20(55).jpg
Quando saí do hotel dei de cara com meus amigos sentados em uma esquina, acompanhados de um velho mendigo. Zacky tinha um violão nas mãos enquanto Matt e Johnny cantavam algo. Thiago estava com o seu chapéu estendido e repassava ás pessoas, pedindo dinheiro.
- Mas o que vocês estão fazendo? – perguntei assustado.
— Ah oi Rev! Você demorou tanto lá dentro que fizemos amizade com o tiozinho aqui. Ele é americano acredita? Ele nos emprestou o violão para fazermos um som, só que as pessoas ouviram e começaram á nos dar dinheiro! – Zacky sorriu mostrando o chapéu recheado de notas.
— Vocês não prestam mesmo! Quando contarem ao Brian ele vai surtar – eu disse sorrindo – Podemos ir agora?
— Claro! – Johnny se despediu do mendigo e lhe devolveu o violão, mas ele recusou.
— Fique com o violão, mas podemos dividir isso aí na sua mão né gordinho? – apontou para o chapéu recheado nas mãos de Zacky. Ele assentiu e os dois dividiram a quantia. Depois disso, fomos embora. Quando cheguei á casa, fui bombardeado por muitas perguntas por parte das meninas.
— Mas o que é isso? Um violão? Dêem-me isso aqui! – Brian tomou o instrumento das mãos de Zacky e se colocou á tocar uma música bonita, porém eu não conhecia.
— Que coisa linda – Nayah suspirou. Priya abraçou Johnny e os dois ficaram curtindo a música, Tara e Matt também ficaram juntos, acho que vi até um beijo rolar entre eles. Nayara e Thiago estavam num clima de romance idêntico aos dos outros.
— Zacky... Posso sentar do seu lado? – Radija perguntou inocente.
— Claro que pode minha linda – ele a segurou pela cintura colocou-a colada em seu corpo. Os dois ficaram trocando carinhos, quando eu me vi sozinho, segurando os presentes do meu pai.
A bela música de Brian fazia todos querem apenas relaxar e abraçar alguém, um sentimento bom nos invadiu e eu simplesmente comecei a chorar. Escondi-me para que não me vissem, mas Karuka estava lá na varanda, chorava também, como eu.
- Jimmy? – ela se assustou com a minha presença.
— Oi...
— Por que está chorando?
— Te faço a mesma pergunta – joguei.
— Eu... Estou triste e preocupada. O que será de nós agora? Seu pai corre perigo e todos nessa casa também! Quando Jonathan descobrir que estamos aqui ele virá atrás de nós! Eu não quero nem pensar e... – ela continuou a chorar quando me aproximei dela, só então percebi que ainda estava com meu patinho de pelúcia nas mãos.
— Ei, não precisa chorar Karuka, nós salvamos vocês de um casamento, sair daqui não vai ser difícil!
— Jimmy as coisas não são assim... Eu só queria ser feliz, ter alguém que me amasse de verdade sabe? Mas eu não tenho sorte em nada! – seus olhos verdes tinham o poder de acabar comigo ainda mais quando ela chorava. Passei as costas da minha mão pelo seu rosto enxugando as lágrimas dela.
— Tobby não quer ver você chorar! – ela sorriu pra mim e segurou o pato nas mãos.
— É seu? Que lindo!
— É. Meu pai me deu quando eu era pequeno, mas só me devolveu agora.
— Acho que ele se parece com você...
— Quem? Meu pai?
— Não, o patinho! – ela riu e eu revirei os olhos.
— Vai dizer que eu tenho cara de pato também? Todos dizem isso!
— Sim, você parece um patinho, porém um pato lindo. Talvez o mais belo – ela corou e eu também.
Sem pensar eu deitei minha cabeça sem seu colo enquanto ela brincava com o meu cabelo.
— O que é isso senhor Sullivan? Que folgado você!
— Ah me deixa que tá gostoso aqui – percebi que falar essas coisas á ela deixava-a nervosa, então decidi parar.
— O que está achando da viagem? Da Índia? – ela continuou a fazer carinho em mim.
— Eu diria que tudo me surpreendeu. Uma aeromoça nos disse que coisas boas iriam acontecer e eu não acreditei, mas ela tinha razão – segurei sua mão e a coloquei sobre meu peito – Está sentindo? Acho que vou ter um infarto porque meu coração nunca bateu tão rápido assim por alguém – ela tirou a mão e tentou se afastar.
— Por que você faz isso? – o som da canção de Brian ainda criava um clima maravilhoso enquanto eu tentava dizer á Karuka o que eu sentia por ela.
— Por que você recua tanto? – arrisquei. Ela não me respondeu, quando enfim a música parou e Priya veio até nós.
— Irmã, você não sabe! Que dia será amanhã? – Priya estava contente e saltitava ao lado de Johnny.
— Não faço ideia Priya...
— Como não? Amanhã começa o Diwali! E nós temos que ir!
— Di... O que? – Matt perguntou.
— Diwali! A festa mais popular da Índia! É um festival de luzes que ocorre de setembro á novembro! O mais lindo de todos! – Priya respondeu.
— E como eu vou á essa festa? – Brian apontou para a perna enfaixada – Não teve nenhuma diversão nessa viagem e justo agora, que tem festa, eu não vou?
— Pare de reclamar Brian! Nayah fica com você! – Zacky jogou. Nayah corou na hora e todos riram.
— Muito bem e será seguro irmos á esse festival? – Johnny perguntou.
— Claro! Será na cidade vizinha, com outras pessoas. Festa grande, não tem erro! Vamos, por favor? – Priya implorou até que todos concordaram. Nayara conhecia as cidades então seria fácil chegar.
Após conversarmos sobre minha visita ao meu pai Brian continuou com as músicas e eu não pude me segurar. Comecei á fazer algumas batidas na mesa com a ponta dos meus dedos. Os meninos cantavam muito bem e pude ver a expressão das meninas de tamanho apreço pela nossa música.
— Meu Deus! Vocês são reais? Isso foi lindo! Acho que estamos diante de um futuro grupo de rock o que acham? – Thiago disse e todas concordaram. Elas sorriam muito enquanto Priya fazia questão de nos mostrar a foto do tal festival das luzes.
Era lindo, eu admito, mas seria melhor se eu lembrasse o nome... Como era mesmo? Dilali, Dinali... Ah enfim, só sei que eu estava muito animado para ir, ainda mais se eu conseguisse levar certa princesa comigo.
*Foto do famoso Diwali, festival das luzes: http://www.vedicodyssey.com/images/blog/2010-blog/101104-golden-temple-diwali/01-golden-temple-diwali.jpg *
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