Desert Rose
12 11 - Primeiro Contato
Notas iniciais
HJ FINALMENTE Os meninos vao ver duas da moças e no próximo as coisas vão ficar boaaas... Esse capítulo é meio agua com açúcar, então me perdoeem se ficou ruim :(
Hoje vamos de That's How you Like it do Jay Z com a diva das divas Beyoncé ♥ http://www.youtube.com/watch?v=2k69VPyiLmA
OBRIGADA DONA POLY ROCHA PELA RECOMENDAÇÃO AAAAAAAAAAH Vi isso d emanhã e quase surtei *-* Obrigada minha linda.. Vamos lá gente Habibi habibi habibi ♫♪♫ e viva os 138 reviews e leitores novos, bem vindos! ♥
11 – Primeiro Contato
POV Jimmy
Dormir mais de 8 horas numa esteira de madeira após ter aguentado uma viagem de mais de 18 horas, realmente é para os fortes. Na Índia eles têm mania de acordar cedo então... Podem imaginar o meu estado de cansaço físico. Quando levantei todos ainda estavam dormindo e o sol já estava nascendo. A única que estava acordada era Radija, ela comia o tal pão indiano, chapati, sentada á porta de entrada. Em suas mãos também havia um porta retrato com uma foto.
– Bom dia – eu disse me levantando e indo até ela, sentei-me ao seu lado. Ela recuou e não olhou pra mim
– Bom... Dia – ela disse envergonhada sem olhar pra mim
– Por que não gosta da gente? – arrisquei logo de cara
– São ocidentais, não devemos confiar em vocês...
– Mas viemos ajudar vocês! E se nos odeia, porque continua segurando uma foto nossa? – apontei para o pequeno quadro em suas mãos
– Eu... Acho que estou impressionada... E com medo de vocês...
– Fica tranquila! Eu vim aqui para ajudar Matt, aquele grandão ali – apontei para meu irmão – Ele é o irmão verdadeiro da Karuka – ela assentiu, mas rapidamente uma expressão triste se formou em seu rosto
– Vieram roubar minha irmã de mim? – ela me olhou com pesar
– Claro que não! Vamos levá-la daqui e se quiser pode vir conosco – ela abriu um sorriso enorme e... Nossa, como era linda aquela menina! – Mas tem que confiar na gente ok? Ah e eu sou James, mas todos me chamam de Jimmy ou The Rev – sorri pra ela e estendi minha mão direita á ela
– Ji... Ji... – Desculpe se eu pronunciar errado — ela riu – Jimbo? Jimmo? Jino?
– Não – gargalhei alto que até Johnny se mexeu – Não Radija, é Jimmy, som de “m”, entendeu? – ela riu, soltou o quadro pela primeira vez e estendeu sua mão á mim
– Prazer Jimmo cara de pato – segurei sua mão
– Ah todo mundo diz isso! Não é possível que eu seja tão feio assim! — gargalhei
– E não é... Você é muito bonito, seus olhos e sua boca são lindos. Minha irmã vai adorar – ela riu maliciosamente – Mas ele é mais bonito que você – ela apontou para Zacky
– Gosta dele? – arqueei uma sobrancelha
– Me sinto segura quando estou com ele... E só o vi ontem. Como pode Jimmo?
– É Jimmy mulher! – sacudi Radija em sinal de brincadeira e ela ria sem parar – Que tal me chamar de Rev? É mais fácil
– Jimmo é mais legal... Vou te chamar assim, e pronto – ela riu – Mas, de onde você conhece a Nayara?
– Eu e meus amigos estudamos na mesma faculdade que ela, mas Nay decidiu fazer uma viagem de estudos em prol da sociedade e a escola bancou tudo. Já faz um tempinho que ela está aqui, têm sido incríveis as coisas que ela está descobrindo e a cultura que vocês têm! Mais pessoas deviam vir aqui – ela sorriu pra mim e passou seus dedos pela tatuagem que havia no meu braço
– Acho essas coisas tão bonitas... – ela estava corada
– São tatuagens, eu as adoro e elas nos deixam mais interessantes – Radija concordou
– Ah bom dia cambada, vamos levantando! – Nos assustamos com a voz grossa de Brian que acordou á todos quando o sol finalmente apontou no céu.
– Podia ser mais educado não é? – Zacky reclamou
– Estou cansado, não há como ficar feliz quando se dorme em esteiras de madeira! – ele disse revoltado. Após todas as reclamações de Brian nos finalmente tomamos café.
– Vocês têm que conhecer minhas irmãs... – Radija dizia em meio algumas mordidas no seu pão
– Se elas forem gatas que nem você... Eu vou até de camelo se for preciso! – Brian enfiava dois pedaços do chapati á boca e ainda assim conseguia falar. – Eu preciso beber uma cerveja bem gelada! Vocês não têm cerveja aqui? – Radija sorriu e ignorou Brian. Passou por ele e sentou-se ao lado de Zacky
– Precisam comer rápido! Temos que ir até a casa onde eu morava para vermos como minhas irmãs estão, e tem que ser agora, pois o Ábido não está lá! Vai Brian engole logo esse pão! Anda Jimmo, Johnny por que tão lerdo? Matt seu nome né? – ela virou-se para meu irmão – Come logo!
– Ei! E por que essa implicância com a gente? Por que o porpeta não teve a atenção repreendida? – Brian protestou
– Olha! Você sabe falar! Que orgulho! – Johnny riu e virou-se pra mim – Nosso menino está crescendo Rev! – nós começamos a gritar e imitar duas mulheres histéricas
– Parem com isso seus gays! – Brian disse – E a senhorita, para de ser folgada entendeu? Escutou mocinha? Ótimo! Vamos logo conhecer essas mina! – Nayara, Matt e Radija riam de Brian e seu mau humor matinal. Arrumamos-nos, trocamos de roupa e logo estávamos caminhando e paramos em uma esquina até vermos Nayara acenar para uns carrinhos pequenos e muito toscos que passavam por ali.
– Vamos meninos! – ela chamou
– O que? Você acha que Brian Haner, o senhor da beleza e sedução, vai andar num treco ridículo desses? Só o Zacky ocupa o banco todo desse carrinho! – Brian riu
– Cala a boca senhor deus da beleza e entra logo! – Foram preciso três daqueles carrinhos para nos transportar até o centro de Amber. Era muito desconfortável e íamos pulando nos bancos a cada lombada ou curva.
– Esse é o tuc-tuc, veículo mais popular e mais barato na Índia – Nayara disse com um sorriso. http://1.bp.blogspot.com/-iUNlXBDC_h4/TpGlTs5z5cI/AAAAAAAADkg/E9ZDDw3UJlg/s1600/tuc%2Btuc.jpg
– Como você pode sorrir? Olha isso, estou sendo esmagado pela banha do Zacky! E vejam esses bancos, não tem espuma o suficiente para moldarem o meu traseiro real! – Não sei se Brian fazia ou dizia coisas estúpidas de propósito, mas ele adorava fazer as pessoas rirem então, ele cumpria bem esse papel.
– Gente, tenho piada nova! – Johnny ergueu o braço para chamar nossa atenção – Como as faxineiras lutam? – disse com os olhinhos brilhando
– Não faço ideia – Matt riu
– Gente, elas lutam CA POEIRA! – todos caíram na risada
– Meu Deus, que coisa mais produtiva para se ouvir numa manhã – eu disse
– E ainda andando nessas coisinhas ridículas! – Brian reclamou
– Mas eu ri – protestei
– Você ri de tudo Jimmy – Matt disse expressando alegria.
A viagem seguiu animada para todos, menos Brian que ainda reclamava de estar espremido com Zacky naqueles carrinhos estranhos. Andamos por mais uns 20 minutos quando finalmente chegamos á casa de Radija. Ela nos conduziu pela entrada dos fundos
– Vamos devagar, preciso ter certeza que Ábido saiu – ela disse tomando a frente. Fomos entrando sorrateiramente, eu estava muito distraído e acabei pisando no pé de Brian.
– Caramba! Poxa Rev, cuidado seu gay! – ele me empurrou levemente. Quando me dei conta eu e Brian estávamos numa parte diferente da casa – Jimmy? Onde estamos?
– Não nos esperaram! Culpa sua seu fresco – reclamei – E agora senhor da beleza? – eu disse nervoso
– Não me enche tá? Quem manda pisar nos meus pés reais? Vamos seguir essa porta, a casa só tem dois andares, vamos acabar os achando – Brian me arrastou para a esquerda e entramos sem bater... Resultado? Vimos as duas figuras mais lindas da face da Terra. Eu reconheci as meninas, eram Karuka e Nayah, elas estavam dançando com tamanha alegria, chacoalhavam seus sáris coloridos e rebolavam de um modo muito sensual. A música só as fazia sorrir mais e pra mim era como estar drogado, viciado... Um êxtase tomou conta de mim e o calor estava subindo pelo meu corpo.
– Meu Deus... – murmurei
– Já sei onde estamos Jimmy! – Brian disse seriamente que cheguei a acreditar — Nós morremos e agora estamos ganhando nossa recompensa no céu. Um harém com mulheres! Quem diria que morrer era tão bom! – ri alto com seu comentário.
Já comentei o fato que eu sou desastrado em tudo que faço? Pois é, elas notaram nossa presença e se assustaram. Começaram a gritar e procuravam panos para cobrirem seus corpos
– Por que elas gritam tão alto? – tapei meus ouvidos enquanto ouvia gritos em outra língua. Provavelmente estavam nos xingando.
– Viu só? Elas clamam por mim! Já estão gritando Jimmy! E olha que nem toquei nelas – Brian disse malicioso.
– Ah vocês dois estão aqui! – Nayara disse com uma expressão preocupada – Não podem entrar no quarto das moças assim! Seus ogros! – Nay nos empurrou pra fora do quarto enquanto eu podia ver os olhos de Karuka me observarem, ela devia estar com muito ódio de mim.
POV Karuka
Eu nunca podia imaginar que dois caras estranhos apareceriam no nosso quarto, com certeza não eram indianos. Não devíamos confiar nessa gente, mas por que meu coração disparou quando encontrei aqueles olhos azuis do garoto mais alto? Nayah sentiu o mesmo, mas em relação ao o outro mais forte que estava com ele. O que estaria acontecendo?
Radija apareceu em meu quarto após o susto
– Quem eram? Como você deixa entrar pessoas estranhas em nossa casa? E onde você esteve esse tempo todo Radija? – eu tinha muitas perguntas, mas ela fazia questão de não me responder nenhuma
– Você e Nayah precisam descer! Priya e Tara já estão lá embaixo... Arruma-se e desce rápido! – Eu ainda estava sob o choque de ter sido vista sem boa parte de minha roupa, o que era um pecado mortal. Nayah me acalmou e juntas nos arrumamos e descemos para a sala.
Havia mais três daqueles caras, estavam sentados em almofadas. O mais alto deles não parava de me encarar enquanto eu não conseguia tirar meus olhos dele. Eu nunca tinha visto tanta beleza, nunca tinha sentido aquele calor subir pelo corpo.
– Meninas, eu sou Nayara, uma amiga de Radija. Ela está hospedada em minha casa por alguns dias... Eu vim até aqui porque precisamos conversar e vocês devem saber a verdade... – A garota tinha a mesma idade que nós e parecia ser muito legal, mesmo sendo ocidental. Mas de que verdade ela falava? – Trouxe uns amigos para nos ajudar e explicar toda a história... A sua história Karuka – ela se dirigiu especialmente á mim, o que me assustou.
Seja o que for, era algo muito sério e que mudaria minha vida definitivamente, mas sinceramente? Eu não conseguia me concentrar em nada enquanto aquele garoto estivesse na sala, que poder era aquele? Ele ficava me encarando intensamente, seus olhos azuis, sua boca carnuda e aquelas... Aquelas coisas que marcavam sua pele estavam acabando comigo.
Ajeitei-me na almofada e pedi que a garota falasse. Ela pediu que o mais forte deles se aproximasse de mim
– Karuka, esse é Matthew Sanders... Ele é seu irmão – ela disse com a voz trêmula. Foi um choque pra mim, algo que eu não conseguia acreditar. Irmão?
– Não... – eu disse desviando os olhos do mais alto e reparei em Matt. Seus olhos eram iguais aos meus. Quando ele sorria, eu podia me ver ali. Então, não era preciso que me contassem nada, eu já estava acreditando friamente que Matt Sanders era meu passado, uma parte que eu sempre havia procurado e agora viera do ocidente direto pra mim.
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