Desert Rose
13 12 - Um dia com eles! (Part 1.)
Notas iniciais
Quero agradecer á Poly Rocha e a GnomaSynystra pelas 2 recomendações LINDAS LINDAS que ganhei! ♥ Habibi Habibi *dança de alegria*
Espero que gostem desse capítulo.. as coisas boas mesmooo vao acontecer no 13 e 14 em diante.. Um novo personagem vai entrar, no caso será o Thiago (meu amigo caioOliva) mas ele não vai falar nada nesse ainda.. vcs não vão gostar dele no começo até perceberem o que ele quer! *-* Bjs bjs meus lindos.. vamos pra índia agora o/
PS: Música de hoje *-* Just feel better do Steven Tyler com o Santana *-* http://www.youtube.com/watch?v=j2_uH6ZKxe8
12 – Um dia com eles (part.1)
POV Karuka
Talvez a coisa mais difícil desse mundo seja não saber quem você é de verdade e descobrir isso aos 19 anos de idade. Ninguém imagina o que eu estava sentindo ao ouvir aquela história absurda. Saber que tio Ábido tinha um acordo com um empresário americano e que só queria nos roubar, realmente me deixou decepcionada. Mas a pior parte, foi saber que nada daquele país me pertencia, de que minhas irmãs não eram minhas de fato.
Quem eu era afinal? Karuka? Polyana? Não consegui controlar a emoção e comecei a chorar na frente de todos, Matt estava próximo de mim e apenas segurou meu rosto e me obrigou á olhá-lo.
— Eu esperei muito por isso Polyana... Deus sabe o quanto procurei uma resposta e só agora eu encontrei. – ele não conseguia conter as lágrimas e tentava me abraçar, segurava meus braços com força que até chegou a me assustar.
- Vai com calma Matt – pude ouvir o garoto mais alto dizer
- Desculpe Polyana, é que eu... Eu... Eu esperei tanto por isso, você não faz ideia e...
- Meu nome é Karuka! Pare de me chamar assim! – gritei pra ele – Eu... Eu preciso pensar, preciso de um tempo para absorver tudo isso! – eu dizia com a voz embargada pelo choro. Saí correndo da sala e deixei todos chamando meu nome, corri até a varanda onde eu podia ficar sozinha para pensar. Mas era óbvio que não iam me deixar fazer isso, percebi quando olhei para trás e vi o garoto parado á porta que dava acesso á varanda.
- Posso falar com você? – ele perguntou
- Sai daqui! Eu não conheço você, nem seus amigos! Não sei o que querem, mas seja o que for não vão conseguir! Voltem pro mundinho de vocês! – ele pareceu não se importar com o que eu disse e mesmo assim se aproximou de mim – Fica longe de mim! – gritei.
- Desculpe, não quero te assustar e...
- Sei! Aposto que estava se divertindo com o que viu lá no quarto! – joguei
- Foi um acidente ok? Eu e Brian nos perdemos e aparecemos no quarto de vocês... – ele se defendeu
- Que seja! Quero que vá embora e não nos atormentem mais e...
- Por que você simplesmente não aceita? Matt é um cara tão bacana, seria um ótimo irmão... – ele disse abaixando o tom da voz – Ah, me desculpe eu não me apresentei não é? – neguei – Sou James Sullivan... – ele sorriu de um modo tão lindo que me enfeitiçou enquanto seu nome ecoava em minha mente.
- Bom, já sabe meu nome... – eu disse de rispidamente abandonando meus desejos por ele.
- Eu não quero que pense que viemos mudar sua vida, só entenda que Matt esperou muito parar conhecer alguém da família. – James segurava um envelope – Aqui estão alguns documentos que Radija encontrou nas coisas de seu tio. Está tudo bem explicado, toda a história e... – James parou de falar e apenas me olhou profundamente
- Olha, vou ler tudo e... – James segurou meu rosto e um dos meus braços e me obrigou a olhá-lo
- Pensa com carinho... Iremos embora quando você quiser, só peço que dê uma chance ao Matt. Por favor... – ele suplicava me deixando refém de seus olhos azuis e de tamanha beleza. Como um homem podia ser tão lindo? Cada traço delicado de seu rosto me fazia viajar, sem contar aquele cheiro gostoso de colônia masculina com um toque de álcool.
- Me deixe sozinha, por favor! – gritei, ele assentiu e saiu de perto de mim. Porém, seu toque ainda estava queimando em minha pele.
Peguei o envelope e o abri, fiquei lendo cada letra, analisando cada frase e deixando as lágrimas molharem o papel.
POV Jimmy
- E ai? Falou com ela? – Brian perguntou
- A garota é difícil, mas deixei os papeis com ela, espero que ela leia pelo menos – eu disse desanimado
- Polyana deve estar me odiando! Eu não tinha o direito de aparecer na vida dela dessa maneira! – Matt levou suas mãos á cabeça e desatou á chorar. Tara, uma das irmãs, se aproximou dele
- Não fica assim... Eu... Eu – ela estava muito envergonhada por estar perto de Matt, este apenas a abraçou sem pensar nas consequências. A garota pareceu gostar do abraço e assim ficaram por alguns minutos.
- Vocês sabem que estamos cometendo um pecado bem sério não é? – Radija disse para suas irmãs – Homens não podem ver garotas nesses trajes de dança, ao menos que sejam seus maridos
- Esse lugar é muito chato! Não pode fazer nada! – Brian revirou os olhos
- É a nossa cultura, desculpe se não te agrada! Pode ir embora quando quiser, ninguém irá se importar – Nayah disse cruzando os braços
- Calma gatinha, você é muito durona! Vocês todas são assim é? Terei trabalho dobrado com elas Rev! – Brian disse maliciosamente
- Nem ouse se aproximar! – Nayah saiu de perto de nós e foi olhar a janela — Meu Deus! Tio Ábido está chegando, está cruzando a esquina! Rápido, escondam-se!
- Como assim? – Johnny perguntou
- Entra no armário baixinho! – Priya gritou – E vocês também! – ela apontou para Matt e Zacky
- E eu? Onde fico? Veja lá o que vai fazer em garota, eu sou sensível e...
- Cala boca e vem comigo! – Nayah puxou Brian para o andar de cima enquanto Nayara me arrastou. Era muito engraçado ver todos correndo desesperados.
- Para de puxar minha roupa sua louca! Custou mais do que você vai ganhar na vida! – Brian reclamava enquanto Nayah o arrastava pela gola da camisa
- Escuta aqui... Se meu tio o pega aqui você será preso, pegará ao menos uma prisão perpétua, aí eu quero ver se sua camiseta cara vai valer algo! – pela primeira vez eu vi Brian não responder
- Vixe! Eu não deixava! – gritei de volta
- Cala a boca cara de pato! – Brian respondeu
- Fiquem quietos! – Nayara mandou. Logo, Karuka veio correndo as escadas com um lenço nas mãos e secava suas lágrimas.
- Esconda os dois no meu quarto! – Nay concordou e nos arrastou para o quarto. Com a porta trancada pude ouvir as meninas conversarem com o tal Ábido.
— Quero comunicar á vocês que ficarei fora por uns dias... Farei uma viagem á negócios para o ocidente. Mas não pensem que deixarei vocês soltas! Faltam duas semanas para os casamentos, quero tudo nos conformes! Trouxe um amigo para ficar de olho em vocês...
- Ele vai falar com o tio de Matt, certeza! – resmunguei sozinho
- Jimmy, quero ir embora desse lugar! Por favor! – Brian disse com a voz chorosa
- Quieto senhor “deus da beleza”! – o repreendi. O homem continuou a falar
- Esse é Thiago, o garoto é um amigo que veio dos Estados Unidos. Ele ficará de olho em vocês durante essa semana até eu voltar! – Um silêncio incômodo se fez até que vi Karuka e Nayah subirem para o quarto, atrás delas estava suas irmãs e os meus amigos
- Foi por pouco pessoal! E agora? Temos aquele cara vigiando todas as portas da casa! – Tara disse
- Como esses malucos vão sair daqui? – Priya perguntou
- Ei, calma aí! Como assim estão vigiando a porta? – Brian olhou assustado para mim
- Você além de estúpido é burro? – Nayah disse á Brian – Vocês vão ter que sair pela janela do nosso quarto. Pelo menos aqui o cara não pode entrar
- Eu pulando janelas? Não sou um bandido que precisa fugir ok? Sou um Deus grego de beleza incomparável, e...
- Brian eu vou socar você – Zacky disse
- Ah fica na sua, gordinho!
- Gente, pulem logo que vamos atrás de vocês – Tara disse
- Nós vamos? – Nayah perguntou – Com eles? Nem morta! – ela fez uma careta para nós
- Vamos sim! O cara não vai saber que saímos, ele não tem permissão para sair da sala, nem entrar em nossos quartos ou vasculhar a casa! Vamos fugir com vocês, e á noite nós voltamos – Tara disse com um sorriso para Matt que retribuiu com prazer.
Posso dizer que foi a coisa mais ridícula do mundo, cinco marmanjos correndo e pulando (ou tentando) a janela.
- Alguém me segura eu vou cair! AAAH! Me segurem seus inúteis, ou eu vou me machucar! Tô falando sério! – Brian foi o último a pular, estava pendurado no parapeito da janela e fazia o maior escândalo
- Por mim ele podia cair e quebrar todos os dentes – Nayah disse
- Meu Deus! Você é brava hein? Fiquei com medo agora – Johnny disse com os olhos arregalados
- Brian para de gritar e pula logo! Você não vai se machucar se fizer direito! – Matt gritou pra ele
- Eu vou morrer! AAAAH! Eu tenho baixa tolerância à dor! Não vou aguentar Matt! – depois de muito esforço, conseguimos fazer Brian se soltar da janela e conseguimos sair da área da casa delas.
Após caminharmos rápido chegamos á um local mais isolado e esperamos algum daqueles veículos, o tuc-tuc, passarem.
Esperamos um pouco mais e logo chegamos ao bairro onde Nayara estava morando. As meninas ficaram um pouco espantadas com o local e a pobreza, mas mesmo assim concordaram em ficar lá até que a noite chegasse.
Ficamos conversando sobre muitas coisas, mesmo Nayah e Karuka não gostando de nós. Foi bem divertido contar á elas as coisas malucas que já fizemos e deixá-las impressionadas com o fato de termos muitas tatuagens. O que? Elas achavam o máximo o nosso visual de “bad boys”.
Todas eram muito divertidas, Radija a mais maluca, Tara a mais inteligente e Priya a mais meiga de todas. Mas Karuka e Nayah eram com certeza as mais difíceis de se conviver.
- Ah nós falamos tudo, agora nos ensinem aquelas dancinhas legais! – Johnny levanto-se e Priya também
- Vou ensinar você Johnny – Eles começaram a dançar juntos, enquanto ela se mexia podíamos sentir a sedução que aquela dança expressava. E Johnny? Bem, parecia um anão de jardim se mexendo como uma... Minhoca bêbada?
- Pelo amor dos deuses! Deixe só a garota dançar! Sai daí anão! – Brian disse em meio á umas gargalhadas. Todos estavam se divertindo, até a hora que eu e Brian inventamos de fazer umas bebidas do nosso país para elas experimentarem. Péssima ideia!
- Isso é o que chamamos de caipirinha! – Brian deu pequenos copos á cada uma das meninas. Elas olharam desconfiadas, mas beberam. Menos Nayah e Karuka, claro!
- Não vou tomar nada que esses malucos me ofereçam! – Nayah empurrou o copo para longe e Karuka se recusava a falar conosco.
Seria difícil fazer aquelas duas confiarem em nós, mas o pior, era admitir que eu estava totalmente encantado e atraído pela beleza daquela indiana.
POV Karuka
Era difícil reconhecer que minhas irmãs estavam se divertindo com aqueles garotos estranhos. O pouco que sabíamos sobre eles não era suficiente para me fazer confiar. Nayah sentia o mesmo, por mais que quiséssemos, tínhamos medo do que aqueles caras podiam representar.
- Vamos brincar de mímica! – o baixinho disse. Logo, começou a imitar alguma coisa que não compreendi
- Ah, vamos brincar! Vêm! – James me segurou pelo braço e me puxou para si. Sem querer nossos corpos colaram e eu senti a respiração quente que vinha de sua boca tão perfeita. Ficamos nos olhando por minutos até que eu recobrei os sentidos e o empurrei para longe, mas não sem antes lhe dar um belo tapa no rosto.
- Fique longe de mim! – Gritei pra ele e saí da sala sem olhar pra trás.
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